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《A Noiva Substituta do Magnata》​​​​​​​Capítulo 35: Assumindo o Controle

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Capítulo 35: Assumindo o Controle

No Grupo Lin, Valentina cruzou as portas do edifício sede. Ela vestia um terninho vermelho-vinho, e seus saltos finos realçavam as linhas longas de suas pernas. Exalava uma aura de pressão absoluta; seu olhar era afiado, capaz de atravessar a carne e atingir as profundezas da alma de qualquer um.

Ao vê-la, os funcionários curvaram-se respeitosamente.

— Dona Valentina.

— Bom dia, Dona Valentina.

Sem demonstrar qualquer emoção, ela caminhou direto para a presidência. Dentro da sala, Marcos estava sentado com as pernas cruzadas, entretido com o celular, enquanto Leticia, usando uma minissaia provocante, apoiava-se nele com o corpo mole, como se não tivesse ossos.

Um lampejo de profundo asco passou pelos olhos de Valentina. Ao notar a entrada da esposa, Leticia imediatamente se empertigou e empurrou Marcos, com uma expressão de puro pânico.

— Bom dia, Dona Valentina...

Marcos também ajeitou os óculos e levantou-se, sem graça.

— Querida, o que faz por aqui hoje?

— Por quê? Preciso de um motivo para vir à minha própria empresa?

Valentina caminhou até Leticia. Seus olhos transbordavam hostilidade. O rosto de Leticia empalideceu gradualmente.

— É esse o seu traje de trabalho? Uma garota jovem que não sabe o que é amor-próprio... seus pais não lhe ensinaram o significado de decência e moral? — Valentina sentia náuseas só de olhar para aquelas pernas expostas. — Será que fiquei tempo demais fora e vocês esqueceram que eu sou a dona deste lugar?

Leticia curvou-se, tentando ser servil.

— Jamais, Dona Valentina. Eu só vim trazer uns documentos para o Sr. Marcos. Já estou saindo, já estou saindo.

Marcos estava tenso e inquieto.

— É isso, a Leti... digo, a Srta.徐 veio me mostrar uns papéis. Não pense bobagem, querida.

Ele lançou um olhar significativo para a secretária, que entendeu o recado e saiu apressada com uma pasta na mão.

Valentina ignorou a saída de Leticia e parou diante de Marcos, encarando-o fixamente. Se olhos pudessem se transformar em espadas, ela o teria esfolado e jogado aos cães ali mesmo. Talvez a civilidade da sociedade moderna tenha sido a única coisa que salvou a vida desse cafajeste.

Sob o olhar dela, Marcos sentiu um frio na espinha e seus olhos começaram a divagar. Valentina colocou um cartão sobre a mesa.

— Vi que você tem trabalhado muito ultimamente. Há um milhão de yuans neste cartão; tire uns dias para viajar e relaxar.

Somente com Marcos fora da empresa é que ninguém interferiria em seus planos. Marcos sentiu um alívio imediato; pelo visto, ela ainda não descobrira nada sobre ele e Leticia. Ele segurou a mão de Valentina, com o rosto cheio de rugas de um sorriso falso, enquanto enfiava o cartão no bolso.

— Só você mesmo para se preocupar tanto comigo, querida. Vou para o litoral amanhã mesmo. Aproveito e levo a Leticia para negociar um projeto lá; você não imagina como aquele contrato é difícil de fechar.

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Marcos mentia com a maior cara de pau. Valentina puxou a mão de volta, com um sorriso gélido no rosto.

— Ótimo. Fique por lá quantos dias quiser.

Marcos saiu da sala radiante. Valentina parou diante da janela de vidro, observando-o desaparecer, e pegou o celular.

— Monitore de perto todos os passos do Marcos nos próximos dias. Quero registros de transferências e reservas de hotel. Se conseguir fotos frontais dele com a Leticia, melhor ainda. Quero os resultados imediatamente.

— Sim, senhora — respondeu a voz do outro lado.

No dia seguinte, Marcos saiu cedo com sua mala. Valentina observou-o de cima até que ele sumisse de vista e então dirigiu para a empresa. Ela foi direto ao setor de secretariado.

— Secretário Li, leve todos os balanços financeiros e relatórios comerciais para a minha sala. E avise todos os acionistas: reunião às treze horas em ponto na sala de conferências.

— Pois não, Dona Valentina.

Na sala, ela analisava os dados. Nos últimos anos, os lucros do Grupo Lin cresceram consideravelmente; ao menos seu esforço não fora em vão. No entanto, ela notou rombos óbvios em vários projetos financeiros. Pelo visto, Marcos gastara uma fortuna com a amante nesse período. Valentina soltou um riso de escárnio. Aquele vira-lata era bem generoso com a amante, não?

Às treze horas, Valentina entrou na sala de reuniões. Os acionistas trocavam olhares confusos. Normalmente era Marcos quem presidia as reuniões; a troca inesperada os pegou de surpresa. Valentina parou à cabeceira da mesa, examinando a todos.

— Sei que estão surpresos com a minha presença, mas todos sabem que o Grupo Lin só chegou onde está hoje graças à minha gestão rigorosa ao longo dos anos.

Todos assentiram. Em termos de competência, Valentina era infinitamente superior a Marcos. Muitos ali já tinham queixas acumuladas sobre a administração dele, que era conservadora e sem visão de inovação.

— Minha capacidade de trabalho vocês conhecem bem. Chamei todos aqui porque quero definir quem está comigo. A partir de amanhã, o Grupo Lin não será mais gerido por Marcos, mas sim por mim, Valentina.

A notícia causou um alvoroço. Valentina observou as reações de cada um.

— Se decidirem me seguir, garanto que seus lucros dobrarão e haverá bônus no final do ano. Quem não quiser, pode passar no RH à tarde para assinar a demissão. Não vou forçar ninguém.

Houve um burburinho na sala. Alguém levantou a voz em protesto:

— Aproveitar a ausência do Sr. Marcos para usurpar o poder da empresa? O Sr. Marcos pode não ser tão brilhante quanto a senhora, mas ele deu o sangue por este lugar todos estes anos. Isso não é um golpe baixo demais?

Valentina reconheceu o homem: era o Sr. Wang. Antigamente, ele era apenas um pequeno assistente financeiro que ela mesma promovera. Pelo visto, tornara-se o cão de guarda fiel de Marcos. Ela sorriu, achando a ingratidão humana algo grotesco. Suas pupilas negras se contraíram e seu rosto esfriou.

— Eu disse que quem discordar pode sair. Sr. Wang, se não me engano, você só tem esse cargo hoje porque eu o promovi. Se não fosse por mim, você ainda estaria servindo café no departamento financeiro. É preciso ter consciência; a ingratidão não leva ninguém longe, não acha?

Todos os olhares se voltaram para Wang, que ficou com o rosto da cor de um fígado.

— Passe no RH e peça sua demissão voluntária. Não quero ver sua cara aqui.

Ao ouvir que fora demitido, Wang ficou verde de raiva.

— Com que direito você me manda embora? Vou falar com o Sr. Marcos para ele resolver isso!

— Fale com quem quiser, mas duvido que ele tenha tempo para te atender agora.

— Você...!

Wang saiu cuspindo fogo. Rapidamente, os demais chegaram a um consenso. A grande maioria, sendo inteligente, escolheu ficar. Afinal, desde que a empresa continuasse lucrando, para eles não importava quem estivesse no comando. Valentina ainda removeu alguns acionistas que tinham ligações escusas com Marcos, estabilizando finalmente a situação.

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