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《A Noiva Substituta do Magnata》​​​​​​​Capítulo 18: Rendição

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Capítulo 18: Rendição

Ao presenciarem aquela situação, os demais convidados passaram a criticar abertamente a família de Wilson.

— A filha deles realmente não tem educação, como ousa vir causar confusão na casa dos Qin!

— Pois é! Com certeza é porque está acostumada a ser arrogante o tempo todo!

— E ainda se diz uma estrela... para mim, ela não tem nem o juízo de uma criança...

Dona Helena massageou as têmporas, exausta.

— Meus amigos, o que aconteceu hoje foi algo totalmente imprevisto. Minha intenção era que todos tivessem um dia agradável, mas infelizmente algumas pessoas desmancha-prazeres estragaram o clima. Já está tarde e minha nora não está bem de saúde, por isso, não vou retê-los mais.

Os convidados entenderam o recado implícito de Helena e começaram a se despedir.

Arthur voltou para o quarto e aproximou-se da cama, vendo que Alice já havia adormecido. No entanto, o sono dela era inquieto; ela estava com o cenho franzido e pequenas gotas de suor brotavam em sua testa. Arthur tocou sua fronte e percebeu que a febre persistia.

Ele trouxe uma bacia com água fria, molhou uma toalha e a colocou sobre a testa de Alice. Trocou a água e as compressas repetidamente até a madrugada, quando finalmente a temperatura dela normalizou e o sono tornou-se tranquilo. Arthur, sentindo os braços doloridos, pegou um cobertor e adormeceu pesadamente no sofá.

No apartamento da família Yang.

Wilson estava tão furioso que batia os pés no chão. Ele ergueu o braço para dar uma lição naquela filha desobediente, mas ao ver o rosto dela inchado como um balão, hesitou no ar e não teve coragem de bater.

— Pai! Até o senhor quer me bater?! — Bárbara olhou para Wilson incrédula. O pai que sempre a mimara desde pequena agora ia erguer a mão contra ela?

— Você jogou a minha dignidade no lixo hoje! Você já é bem grandinha, não sabe medir as consequências?! Aquela é a Jovem Madame dos Qin! Acha que pode sair empurrando as pessoas assim? Você tem noção do impacto que a fúria dos Qin pode causar nos nossos negócios?! Eu não deveria ter te levado hoje! Que arrependimento!

Wilson batia na própria coxa, tomado pelo remorso.

— O que aquela Jovem Madame tem de tão especial? O Arthur nem gosta dela! Ela é só uma sonsa que aproveitou a chance para subir na vida!

— Cale a boca! — gritou Wilson.

Cecília estava ao lado aplicando uma bolsa de gelo no rosto da filha.

— Pare de falar! Você não tem pena da sua filha apanhando desse jeito? Eu tenho!

— E você ainda defende? Foi você quem a mimou desde pequena, por isso ela se tornou essa inútil! — rebateu Wilson.

Enquanto Cecília falava, acabou colocando um pouco mais de força na bolsa de gelo.

— Mãe, devagar! Dói! — Bárbara quase chorou de dor. Em seu coração, ela jurava vingança: "Alice, eu guardarei esses dois tapas de hoje e vou te devolver em dobro um dia!"

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Wilson sentenciou:

— A partir de hoje, você está de castigo. Ninguém tem permissão para deixá-la sair sem a minha autorização! Você só sai desse quarto quando aprender a pensar!

— Pai!

— Não me chame de pai, não tenho uma filha assim! — Wilson saiu batendo a porta.

Pela manhã, Alice abriu os olhos lentamente. Tentou se sentar, mas assim que moveu o braço, uma dor lancinante atingiu seu ombro. Arthur acordou com o movimento e foi até a cama ajudá-la a se acomodar na cabeceira.

— Está melhor?

— Sim, um pouco. — Na verdade, a ferida ainda doía muito, mas Alice não disse nada; ela não gostava de atrair muita atenção para si, sentia-se desconfortável.

Arthur saiu do quarto por um momento.

— Tio Wu, prepare o café da manhã para a Jovem Madame.

— Sim, patrão.

Pouco depois, uma criada trouxe a bandeja. Arthur sentou-se na beira da cama e levou a comida até a boca de Alice.

— Abra a boca.

— Eu posso fazer isso sozinha. — Alice sentiu-se envergonhada. Era o ombro que estava ferido, não o braço que estava paralisado. Arthur estava sendo tão bom que ela tinha medo de acabar se rendendo a esse cuidado...

— Não se mexa. Abra a boca — insistiu Arthur, com um tom autoritário que não admitia recusas. Alice obedeceu.

A criada, observando de lado, estava estupefata. Trabalhava na casa dos Qin há anos e nunca vira o patrão tão atencioso. Desde que Alice chegara, Arthur mudara muito. Alimentá-la na boca era uma demonstração de afeto que ela nunca imaginou presenciar.

— Patrão, se não precisar de mais nada, vou me retirar. — Melhor sair e não atrapalhar o casal. Arthur assentiu e ela saiu.

Ao ver que estavam a sós, Alice pegou a tigela e os talheres e os colocou de lado.

— Pode ir trabalhar, eu me viro. Agora que não tem ninguém olhando, não precisamos mais atuar.

O coração de Alice amargou. Ela ainda lembrava das palavras que Arthur lhe dissera naquela noite; ela se policiava constantemente para lembrar que tudo era apenas um teatro para o mundo exterior.

Ao ouvir isso, um brilho de fúria passou pelos olhos de Arthur.

— Você acha que eu estou atuando?

Alice ficou confusa. O que ele queria dizer com aquilo?

— E não está? Agora não há estranhos aqui, você não precisa se forçar.

As veias na testa de Arthur saltaram.

— Que seja, então! — Ele levantou-se bruscamente e saiu batendo a porta.

A fúria repentina dele deixou Alice sem reação. Olhando para as costas dele enquanto ele partia, ela sentiu uma pontada de solidão. Às vezes, ela tinha medo; medo de se acostumar com a presença dele, medo de se render à sua ternura e, acima de tudo, medo de entregar seu coração sinceramente e receber apenas uma dor ainda maior em troca. "Não posso continuar assim", alertou a si mesma.

Apoiando-se na borda da cama, ela levantou-se devagar e foi até a janela. O sol brilhava lá fora e ela sentiu vontade de caminhar um pouco. Colocou um casaco e desceu as escadas.

No jardim, Dona Helena podava algumas flores. Ao ver Alice, correu em sua direção.

— Alice, querida! Como se sente? Você me deu um susto enorme ontem!

— Mãe, sinto muito por ter feito vocês se preocuparem. — Alice sentiu-se culpada por ter estragado a reunião.

— Bobagem, criança. Não foi culpa sua. — O rosto de Helena ainda demonstrava raiva ao lembrar do incidente.

— Mãe, que flor é esta? É linda. — Alice nunca tinha explorado o jardim dos Qin; era um lugar vibrante, cheio de plantas e até um balanço que balançava suavemente ao vento.

Ao falar de suas plantas, Helena animou-se:

— Esta é uma roseira, aquela ali é uma peônia...

Alice aproximou-se para sentir o perfume; a fragrância floral a fez sentir-se muito melhor. Helena colheu uma flor de lótus-de-jardim e a colocou no cabelo de Alice.

— Hmm, minha nora é realmente deslumbrante. — Ela virou-se para uma criada. — Vá buscar um espelho.

A criada trouxe o espelho e Alice olhou para o próprio reflexo. Viu uma pessoa pálida, com o cabelo levemente bagunçado pelo vento; não achou que houvesse qualquer beleza naquilo.

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