Capítulo 11: Você Cometeu um Erro Terrível
— Ai, meu Deus! Sr. Arthur, o senhor está bem? Está bêbado? — perguntou Bia.
Sem obter resposta, ela chamou o garçom que estava por perto.
— Ajude-me a abrir uma suíte presidencial. Meu namorado exagerou na bebida.
— Com certeza, senhora.
Alice chegou a tempo de presenciar a cena. Ver Arthur naquele estado de confusão mental a fez sentir que algo estava muito errado.
Após fazerem o check-in, Bia ajudou Arthur a entrar no quarto. Segundos depois, ela saiu para falar algo com sua empresária. Alice aproveitou a brecha, esgueirou-se para dentro da suíte e trancou a porta imediatamente. Bia percebeu o movimento e correu de volta, furiosa.
Maldita! Quem ousava estragar seus planos logo após ela ter conseguido colocar o homem lá dentro? Ela começou a esmurrar a porta e a gritar insultos do lado de fora.
Alice, encostada na porta, ligou para o Assistente Zhang, ordenando que ele montasse guarda do lado de fora e não permitisse a entrada de ninguém. Logo, os batidos pararam; Zhang devia ter chegado.
Alice finalmente soltou um suspiro de alívio. Ao se aproximar da cama, notou que Arthur estava com o cenho franzido e o corpo fervendo de calor. Ele teria sido... batizado?
O pânico tomou conta dela. O que deveria fazer? Embora fosse sua esposa legítima, ela ainda se sentia hesitante. Alice deu leves tapinhas no rosto dele.
— Arthur, como você está? Sou eu, a Alice. Acorde!
Arthur abriu os olhos com esforço. Demorou um pouco para que a imagem dela se tornasse nítida.
— Alice...
No segundo seguinte, mãos poderosas a puxaram para a cama. O colchão macio afundou sob o peso deles, e Alice foi envolvida por uma onda de calor avassaladora.
— Arthur, o que você está fazendo?!
O ar tornou-se denso e carregado de desejo; apenas o som de respirações pesadas preenchia o ambiente. Antes que ela pudesse dizer mais nada, lábios ardentes tomaram os seus, e mãos inquietas tentavam despir sua blusa.
Alice lutou, mas foi em vão. A força dele era descomunal; por mais que ela empurrasse, ele não se movia nem um milímetro. Aos poucos, o corpo de Alice cedeu e, em pouco tempo, ela era como um pequeno barco sendo completamente submerso por uma onda gigante.
Pela manhã, Arthur foi o primeiro a acordar. Ele massageou as têmporas, sentindo uma dor de cabeça excruciante. Demorou um pouco para recobrar totalmente a consciência. Ao olhar para o lado, viu Alice dormindo profundamente. Ele afastou uma mecha de cabelo da testa dela e acariciou com ternura as marcas de beijos em seu pescoço.
"Ainda bem que foi ela...", pensou. No entanto, um lampejo de culpa e raiva passou por seus olhos; ele não deveria tê-la tratado daquela forma. Ele se levantou, foi ao banheiro e se vestiu. Alice ainda não havia acordado. Arthur a cobriu cuidadosamente e saiu do quarto.
O Assistente Zhang ainda estava de vigia no corredor. Ele passara a noite inteira ali; suas olheiras eram profundas e escuras. Ao ver o chefe sair, ele se empertigou imediatamente.
— Sr. Arthur.
— Sim. Bom trabalho. Quando a Jovem Madame acordar, peça que tragam o café da manhã e leve-a de volta para a mansão.
Arthur desceu as escadas. Um brilho frio e perigoso emanava de seu olhar. Bia pagaria caro pelo que fez! Sentindo a aura gélida que emanava do presidente, o Assistente Zhang estremeceu. Como podia estar tão frio em pleno verão?
Na cama, Alice franziu a testa e abriu os olhos. As dores no corpo a lembravam a cada segundo do que acontecera na noite anterior. Ela sentou-se, ainda com uma expressão atordoada. Se soubesse, teria mantido distância de Arthur! Tentou ajudar por bondade e acabou se entregando no processo.
Alice começou uma autocrítica mental. Depois de um tempo, foi lentamente ao banheiro. Ao ver as marcas em seu corpo, ficou sem palavras.
— Homem insuportável... — resmungou, xingando Arthur mentalmente de todas as formas possíveis.
Ao sair do quarto já vestida, Zhang a esperava.
— A Jovem Madame acordou. O Sr. Arthur deu ordens específicas para que a senhora tomasse o café da manhã.
Nisso, um garçom entrou empurrando um carrinho de comida. Alice ficou boquiaberta; era um banquete. "Ele acha que eu sou um porco?", pensou. Após comer um pouco e recuperar as forças, ela pegou o carro de volta para casa.
Ao chegar, Dona Helena contou-lhe com um sorriso radiante que Arthur ligara dizendo para ela não ir trabalhar e descansar em casa. Helena estava surpresa; quando o filho se tornara tão atencioso? Ela sentia que o relacionamento do casal estava finalmente engrenando e estava radiante.
No Grupo Qin, escritório da presidência. O Secretário Li entrou.
— Sr. Arthur, o senhor me chamou.
Arthur olhava pela janela com uma expressão gélida.
— Comunique à agência da Bia: encerrem todas as colaborações, cancelem todos os patrocínios e desfiles. E mais: façam com que Bia desapareça definitivamente do mundo da moda.
— Entendido, senhor.
Minutos depois, o Sr. Le, dono da agência, recebeu a ligação e desabou no chão. O Grupo Qin cortara relações... Sem o maior apoio financeiro deles, sua pequena agência enfrentaria a falência total.
— Bia! — rugiu o Sr. Le. Ele destruiu tudo o que estava em cima de sua mesa e saiu furioso.
Enquanto isso, Bia ainda estava em um bar, dançando e se divertindo. Seu corpo escultural atraía os olhares dos homens, e ela adorava ser o centro das atenções. Carla, sua empresária, invadiu o bar e, ao vê-la naquele estado deplorável, desferiu-lhe um tapa sonoro no rosto.
O som do tapa atraiu a atenção de todos. As expressões das pessoas ao redor eram um misto de choque e curiosidade. Humilhada na frente de todos, Bia levou a mão ao rosto, pronta para revidar.
— Carla, você ficou louca?! Como ousa me bater?!
Carla tremia de raiva. Como ela ainda conseguia beber em uma hora dessas?
— Eu, louca? Você é quem enlouqueceu! Bia, você cometeu um erro terrível!!