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《A Noiva Substituta do Magnata》​​​​​​​Capítulo 10: O Banquete

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Capítulo 10: O Banquete

Nos dias que se seguiram, Alice mantinha uma rotina de trabalho durante o dia e desenhos à noite, enquanto Arthur se dividia entre reuniões e o escritório. Os dois não se incomodavam, vivendo em uma espécie de trégua pacífica.

Durante o jantar, Dona Helena lembrou-se de algo subitamente:

— Ah, quase esqueci! Alice, amanhã é o banquete anual da elite de nossa cidade. Lembre-se de acompanhar o Arthur.

Banquete da elite? Alice lembrava que, quando a família Jiang ainda era próspera, ela era frequentemente convidada para esses eventos. Na verdade, eram apenas palcos para a alta sociedade exibir sua vaidade. Sendo a família Qin a mais proeminente, era obrigatório comparecer.

— Sim, entendi, mãe.

No final da tarde seguinte, Alice voltou cedo do trabalho e Dona Helena já a esperava no jardim.

— Alice, venha comigo depressa. Vou te ajudar a escolher um vestido.

Ela levou Alice até um quarto no final do corredor do segundo andar. Alice nunca estivera ali e, ao abrir a porta, levou um susto. O imenso closet estava repleto de vestidos de gala de todas as cores e estilos, todos feitos sob medida para as suas proporções. Além das roupas, havia prateleiras cheias de bolsas e joias deslumbrantes.

Alice ficou chocada. Sabia que os Qin eram ricos, mas aquilo era puro luxo...

— E então, querida? Gostou? Preparei tudo isso para você.

Alice assentiu com um sorriso forçado. Qualquer garota adoraria aquilo.

— Vamos, escolha logo um vestido para não nos atrasarmos.

Alice optou por um vestido vinho de decote ombro a ombro. Com seu corpo escultural, o modelo minimalista e elegante realçava perfeitamente suas curvas. Ela prendeu o cabelo escuro em um coque sofisticado, completando o visual com brincos de diamante e um colar de pérolas. Ela exalava uma beleza arrebatadora.

Dona Helena assentiu, satisfeita:

— Alice, você está deslumbrante. Meu Arthur tem muita sorte.

Ao descer as escadas, Alice encontrou Arthur esperando por ela. Ele vestia um terno preto impecável, sua postura ereta transmitindo uma aura de frieza e charme. Ao vê-la, um brilho de admiração passou pelos olhos de Arthur, que chegou a ficar atônito por um instante antes de desviar o olhar e caminhar em direção ao carro.

Alice entrou no veículo e, embora ambos estivessem no banco de trás, mantinham uma distância considerável.

Ao chegarem ao destino, o motorista abriu a porta e Arthur desceu, esperando por ela na entrada. Ele estendeu o braço para que ela o segurasse, mas Alice ficou ali parada, sem entender.

— Por que não entra? — perguntou ele. "Ela tem o cérebro de uma ervilha?", pensou ele.

Arthur suspirou, pegou o braço dela e o encaixou no seu. Alice finalmente entendeu e o segurou firmemente. Ao entrarem no salão, foram cercados por pessoas entusiasmadas.

— Boa noite, Sr. Arthur!

— A Jovem Madame é belíssima!

Arthur mantinha-se inexpressivo, enquanto Alice apenas sorria e acenava, tentando acompanhar o passo dele. O salão estava iluminado e lotado; logo, os dois acabaram se separando na multidão. O Assistente Zhang seguiu Alice para garantir que ninguém esbarrasse nela.

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— Jovem Madame, o Sr. Arthur pediu para avisar que subiu ao segundo andar para tratar de negócios. Ele pede que a senhora o espere no primeiro andar.

Alice assentiu e dirigiu-se à área de buffet. Estava faminta e só queria comer algo para forrar o estômago.

No segundo andar, Arthur segurava uma taça de vinho tinto entre a multidão. Alto e elegante, ele era o centro das atenções. Lucas surgiu de repente e passou o braço pelo ombro de Arthur.

— Arthur, que belo gosto. Sua esposa é linda.

Arthur olhou para ele com indiferença:

— Você também devia se casar logo.

— Nem pensar. Não quero me prender tão cedo, é tediante. Gosto da minha liberdade. Bom, vou indo, preciso procurar o meu verdadeiro amor da noite.

Arthur ergueu a taça e continuou bebendo seu vinho.

Lá embaixo, Alice deliciava-se com os canapés. O Assistente Zhang vigiava-a atentamente. Ali, ela não conhecia ninguém e ninguém a conhecia, então sentia-se à vontade para comer o quanto quisesse. Arthur, observando-a do andar de cima, esboçou um leve sorriso no canto da boca. "Que comilona", pensou.

Após comer, Alice foi ao banheiro lavar as mãos e ouviu vozes vindo de dentro de uma cabine. A princípio não deu importância, mas o tom da conversa chamou sua atenção.

— Trouxe o que te pedi? — perguntou uma voz feminina aguda.

— Trouxe. Você tem certeza disso? Ouvi dizer que ele já é casado.

— E daí que é casado? É uma oportunidade de ouro. Se der certo, terei quantos desfiles eu quiser. Tentei falar com ele várias vezes e nunca consegui; desta vez não posso falhar.

Em seguida, uma mulher de corpo escultural saiu do banheiro acompanhada por outra que parecia ser sua empresária. Alice saiu logo depois.

— Assistente Zhang, você sabe quem é aquela mulher? — perguntou Alice, sentindo algo suspeito.

— Ah, Jovem Madame, aquela é a modelo Bia. A outra é a agente dela.

— Ela procura o Arthur com frequência?

O Assistente Zhang hesitou. Será que a patroa estava começando a vigiar o marido?

— Ela vive tentando ver o Sr. Arthur, mas eu sempre a barro. Ele nunca a recebeu. — Zhang estufou o peito, como um galo pronto para a briga, determinado a provar a lealdade do patrão.

Alice assentiu:

— Entendi. Pode ir, eu te chamo se precisar.

— Sim, senhora.

Alice decidiu seguir Bia discretamente para ver o que ela tramava.

Perto da escadaria, Arthur preparava-se para descer quando Bia aproximou-se bruscamente. Ela fingiu um tropeço e derramou vinho tinto no paletó de Arthur.

— Ai, meu Deus! Mil desculpas, Sr. Arthur. Foi sem querer.

Ela tentou se aproximar dele, encostando o corpo. Estava usando uma roupa bastante reveladora e cada movimento seu era carregado de intenção. O olhar de Arthur tornou-se sombrio e frio; ele a afastou e continuou seu caminho.

— Sr. Arthur, para compensar meu erro — disse Bia, estendendo uma taça de vinho —, por favor, aceite um brinde comigo.

A veia na têmpora de Arthur saltou. Ele estava perdendo a paciência, mas como Bia insistia em bloquear sua passagem, ele percebeu que não sairia dali sem beber. Ele pegou a taça e virou-a de uma vez.

Ao ver isso, um sorriso vitorioso surgiu no rosto de Bia.

Consegui!

Arthur pousou a taça e tentou descer, mas subitamente sua visão ficou turva e um calor estranho começou a percorrer seu corpo. Ele percebeu imediatamente: a bebida estava batizada!

Seu rosto ficou pálido de raiva. Ele apoiou-se no corrimão da escada, tentando manter-se em pé. Seus olhos tornaram-se afiados e cravaram-se em Bia, que agora acenava com a mão na frente do rosto dele, enquanto a visão de Arthur já começava a se multiplicar em sombras.

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