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《A Noiva Substituta do Magnata》​​​​​​​Capítulo 3: Esta é a Sua Casa

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Capítulo 3: Esta é a Sua Casa

Pela manhã, quando Alice acordou, estava sozinha no quarto. Após se arrumar e descer, encontrou o Sr. Ricardo à mesa lendo o jornal, enquanto Dona Helena a cumprimentava com entusiasmo.

— Alice, querida, dormiu bem? Venha, sente-se para comer.

— Dormi bem, obrigada.

— Irmã Noiva! — Assim que Alice se sentou, um garotinho de uns três ou quatro anos, fofinho e sorridente, correu em sua direção e abraçou suas pernas, balançando-as com força. — Irmã, você é muito linda!

Alice protegeu a cabecinha dele com a mão, temendo que ele batesse na quina da mesa. Raquel também descia as escadas naquele momento.

— Alice, não repare. Não sei por que, mas o Tiaguinho adorou você. Desde que te viu ontem, não para de falar no seu nome. Tiaguinho, venha comer agora.

Alice sorriu e balançou a cabeça, indicando que não se importava; era impossível não gostar de uma criança tão adorável. Na mesa, ela não tinha muito apetite e apenas tomava um pouco de mingau de arroz. Dona Helena colocou um pãozinho recheado em seu prato.

— Coma mais, Alice. De agora em diante, esta é a sua casa, não precisa se sentir cerimoniosa.

Alice sentiu um leve aperto de emoção no peito.

— Obrigada, Dona Helena.

Raquel olhou para ela com um sorriso cúmplice.

— Já estão casados, Alice. Está na hora de mudar o tratamento, não acha?

Alice sorriu timidamente.

— Obrigada... mãe.

Ao ouvir isso, Dona Helena abriu um sorriso radiante. Arthur, porém, lançou-lhe um olhar tão frio que parecia capaz de congelar alguém instantaneamente. Alice ignorou o gelo e continuou sua refeição. Ela não tinha o hábito de implorar pelo afeto de ninguém; se não se gostavam, que fossem invisíveis um para o outro.

Após o café, Alice saiu cedo em direção à delegacia. Já faziam quatro dias e o veículo que causou o acidente ainda não fora localizado. A ansiedade a consumia. Na delegacia, ela bateu à porta do Inspetor Li.

— Senhorita Jiang, por favor, sente-se.

— Inspetor Li, há alguma pista sobre o carro do acidente?

— Ainda não. O condutor foi muito astuto; o acidente ocorreu em um ponto cego das câmeras de segurança e não foram deixados vestígios úteis no local. Verificamos o veículo dos seus pais e não encontramos falhas mecânicas ou sinais de excesso de velocidade. Somando isso à ausência de filmagens, suspeitamos que o acidente tenha sido provocado intencionalmente.

Alice saiu da delegacia em transe, com as palavras do inspetor ecoando em sua mente:

provocado intencionalmente...

Ela cerrou os punhos com tanta força que as unhas se cravaram na carne, mas não sentiu dor. Seus pais eram pessoas íntegras e bondosas; quem poderia querer destruir a família Jiang dessa forma? O peito apertou, mas ela ergueu o rosto, engolindo as lágrimas. O único jeito agora era esperar que sua mãe acordasse.

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No hospital, Alice usava uma toalha para limpar delicadamente os braços da mãe. A mulher na cama estava em coma profundo; o sofrimento a deixara magra e pálida, sem vestígios da elegância de outrora. Alice deitou a cabeça suavemente sobre o peito dela.

— Mãe, você precisa melhorar logo. Não me deixe sozinha. — Seus ombros tremiam enquanto ela tentava conter o choro, a voz saindo rouca. — Quando você estiver bem, vou te levar para um lugar onde ninguém nos conhece e vamos viver bem juntas, está bem?

Do lado de fora, Lucas observava a cena pela janela. Como médico, ele sabia que, no estado da Sra. Jiang, as chances de uma recuperação total eram mínimas. Assistir à partida lenta de um ente querido sem poder fazer nada era, talvez, a maior dor do mundo.

Uma enfermeira aproximou-se apressada.

— Dr. Lucas, seu celular está tocando.

— Obrigado. — Ele caminhou de volta ao consultório. — Alô, Arthur?

Lucas era o herdeiro da maior empresa farmacêutica da cidade e crescera com Arthur; eram melhores amigos. Do outro lado da linha, Arthur observava o movimento da cidade através de uma parede de vidro.

— Me encontre daqui a pouco no Clube Marina.

O Clube Marina era uma propriedade da família Qin, um lugar reservado onde os dois costumavam se reunir.

— Tudo bem — respondeu Lucas. — A propósito, Arthur, a mãe da sua nova esposa está internada aqui. Quer vir visitá-la?

Houve um silêncio do outro lado.

— Os assuntos dela não têm nada a ver comigo.

— Eu sabia que não devia ter falado. Perda de tempo tentar ser legal com você. — Lucas desligou e dirigiu para fora do hospital.

No clube, Arthur estava sentado com uma expressão gélida. Camila estava jogada no chão, tremendo, enquanto ao lado dela um homem estava amarrado de pés e mãos. Arthur conhecia aquele homem: era Luiz, o herdeiro do Grupo Lu.

Lucas entrou e, ao ver a cena, sentou-se em silêncio num canto.

— Digam. Como vocês dois se conheceram? — O tom de Arthur era aterrorizante. O casamento de ontem fora, para ele, um circo vergonhoso.

— Foi ela! Ela que me seduziu! — Luiz se contorcia, com uma expressão de bajulação desesperada. — Senhor Arthur, por favor, me solte! Não tenho nada a ver com isso, a culpa é toda dela!

Arthur olhou para o lado e o Assistente Zhang, entendendo o sinal, aproximou-se e amordaçou Luiz firmemente. Ao ouvir a acusação, Camila começou a gritar freneticamente:

— Mentira! Não é verdade, Arthur! Foi o Luiz! Ele que me mandou me aproximar de você para roubar segredos do Grupo Qin! Ele prometeu que eu seria a senhora da família Lu se conseguisse! Eu fui enganada por ele, Arthur! Acredite em mim!

Ela tentou se arrastar para perto para segurar o pulso de Arthur, mas ele não deu chance, afastando-a com um chute.

— Saia de perto. Você me dá nojo.

A aura de Arthur era tão opressora que Camila ficou paralisada. Lucas esfregou as mãos, afastando-se um pouco do amigo. Aquela mulher era realmente estúpida; trair logo o Arthur era um erro que ninguém poderia consertar.

— O que pretende fazer? — perguntou Lucas. Pelo temperamento de Arthur, ele não os deixaria sair impunes.

— Tirem a criança e mandem ela para o interior, para bem longe. Não quero ver o rosto dela nunca mais. — Lucas entendeu o recado: mandá-la para o "interior" significava um lugar isolado e precário para trabalhar como mão de obra braçal. — Quanto ao Grupo Lu, é apenas uma empresa pequena. Vamos apenas absorvê-la.

Lucas assentiu. Luiz continuava a se contorcer, com o rosto vermelho como um peixe fora d'água, mas sem conseguir emitir um som.

— O in-interior? Vou ficar presa lá para sempre? — Camila gritava, em colapso total. — Arthur, por favor! Eu imploro, não me mande para um lugar desses!

Arthur olhou para Lucas:

— Deixo o resto com você.

— Pode deixar. — Lidar com essas situações não era novidade para Lucas; ele já estava acostumado a limpar a sujeira.

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