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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 65: O Cadáver Seco com Indigestão

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Capítulo 65: A Múmia com Indigestão

Alice disse rapidamente ao camareiro: — Quero o mesmo prato especial que o hóspede do 414 pediu.

— Qual será a forma de pagamento?

— Memória!

O funcionário trouxe prontamente o pedido. Alice o pegou e, ao abrir a tampa, deparou-se com uma mão humana. O corte era cirúrgico e preciso; no anelar, havia uma aliança de casamento. Talvez por ter sido removida há pouco, os dedos ainda sofriam leves espasmos.

Alice soltou uma gargalhada: — Então é isso que significa "prato especial". Peculiar e bem fresquinho, hein!

Enquanto ela pensava nisso, batidas ecoaram na porta.

— Socorro... ajude-me... — Como previsto pela

Precognição

, a voz do homem surgiu pontualmente: — O camareiro quer me matar, por favor, abra a porta, salve-me!

Alice fez ouvidos moucos. Ela só podia lamentar que a pessoa lá fora tivesse escolhido a porta errada; se fosse outra pessoa, talvez houvesse chance de salvação. Infelizmente, dera de cara com Alice. Ela lançou um olhar silencioso para a múmia atrás da porta, que assentiu rapidamente ao receber o comando.

Como esperado, no instante em que a porta se abriu, o homem avançou para dentro e seu pescoço começou a se rasgar. No entanto, a múmia foi muito mais rápida. Quase no momento em que o homem mostrou a cabeça, a criatura saltou e mordeu com ferocidade o pescoço que se abria.

Croc!

O corpo do homem estacou; suas pupilas dilataram-se e ele começou a murchar como um balão esvaziando, transformando-se em um monte de cacos de espelho.

Pfu, pfu, pfu!

— A múmia cuspia os fragmentos que ficaram em sua boca, reclamando: — Ruim demais, tem gosto de vidro quebrado.

Alice conteve sua satisfação maliciosa e deu um tapinha encorajador no ombro da múmia: — Amigo cadáver, por favor, vigie a porta para mim. Se alguém bater, pode morder sem medo. Vou tirar um cochilo.

A múmia olhou para ela com pavor e incredulidade: — Você tem certeza de que vai dormir na cama? A regra diz que não pode passar de dez minutos!

— Eu não disse que ia dormir na cama — respondeu Alice enquanto se acomodava preguiçosamente no tapete. — O tapete não conta como cama. Além disso, eu tenho o

Corpo Imortal

; se eu morrer, eu revivo. Do que eu teria medo?

Seus dois talentos detestáveis eram justamente o capital que permitia a Alice agir como bem entendesse no cenário.

A múmia: — ...Pior que faz todo o sentido.

Dormir e ainda burlar as regras! Era o melhor dos dois mundos!!!

Alice fechou os olhos lentamente, sendo forçada a filtrar o futuro que a

Precognição

lhe mostrava. Eram tantas visões que sua cabeça parecia prestes a explodir.

Ao abrir os olhos novamente, Alice deu um sorriso enigmático e instruiu a criatura: — Vou dormir por três horas. Se alguém vier, exceto o camareiro, morda sem piedade.

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— Incluindo os outros jogadores?

— Sim, incluindo eles, caso tentem algo contra mim. Se baterem normalmente, não morda, apenas me acorde.

— Entendido!

Na verdade, a múmia queria dizer que não sabia bem como diferenciar quem vinha com más intenções de quem apenas batia à porta.

Três horas depois. Alice foi acordada pelos gritos de Madeirinha.

— Mestra, hora de acordar! — disse o boneco em seu ouvido. — A múmia já comeu três clones e agora está com uma baita indigestão.

Alice olhou para a porta e viu a múmia caída no chão, com a barriga inchada como um balão. A cada soluço que dava, cuspia vários pedaços de espelho.

Alice ironizou: — Precisa de um antiácido?

— N-não precisa. Da próxima vez que tiver algo bom assim... me chame de novo.

Em todos esses anos ali, fora a primeira vez que a múmia comera até empanturrar. Agora, sem um tempo para digerir, teria dificuldade até para caminhar.

— Fique aí descansando então!

Dito isso, Alice espreguiçou-se preguiçosamente e abriu a porta sem pressa. No corredor, os outros quatro já esperavam, todos com semblantes nada bons. Beatriz tinha o braço esquerdo envolto em bandagens grossas e uma expressão exausta: — A múmia debaixo do meu colchão tentou entrar no meu corpo. Tive que dar dezessete facadas nela para que morresse de vez.

Ao lembrar que quase fora morta no processo, ela ainda não conseguia se acalmar.

Lúcia agora tinha dois novos "amigos" espíritos rancorosos visíveis sobre os ombros. Já as feições do jovem de boné haviam mudado; parecia que algo fora arrancado de seu rosto e colado de volta de forma torta, dando uma sensação de estranheza. Ele parecia não notar e mantinha o sorriso: — Meu boneco aprendeu a falar! Ele disse que quer ser o capitão!

— Capitão?! — Beatriz não aguentou e soltou uma risada sarcástica.

O boneco fala? Sei.

Com certeza o garoto estava louco de vontade de ser o capitão e começou a delirar.

Dentre todos, o estado mais deplorável era o de Leonardo. Estava coberto de faixas, parecendo ele próprio uma múmia. — Eu matei trinta e sete clones! Malditos, cada um deles me deu uma mordida antes de morrer — disse ele, rangendo os dentes. Não era exagero dizer que ele se sentia como um queijo suíço de tantos furos.

Lúcia observou o grupo; quase ninguém saíra ileso do quarto, todos carregavam feridas. Exceto...

— Ei, por que você não tem um arranhão sequer? — perguntou ela, intrigada.

Com a pergunta, todos focaram os olhos em Alice e perceberam o mesmo. Alice comprimiu os lábios, fingindo não saber o motivo: — Talvez... provavelmente porque a múmia debaixo da minha cama não era tão brava quanto as de vocês.

"Ela era... fofinha?", pensou Alice, assentindo mentalmente com a ideia.

— Eu vou entrar para ver — disse Lúcia, fazendo menção de invadir o quarto dela. Alice não só não impediu, como abriu caminho para deixá-la passar.

Lúcia estacou: ???

Não vai me impedir?

Ela encarou Alice, desconfiada. Alice fez um gesto de "por favor", como se dissesse "sinta-se à vontade para visitar", embora os quartos fossem todos iguais. Mas a pose ela não perdia. A atitude fez Lúcia hesitar.

Será que tem alguma armadilha lá dentro?

Olhando para os outros, todos tinham aquela cara de "por que você ainda não entrou?".

— Cof, cof — Lúcia recuou dois passos. — Está ficando tarde, melhor focarmos no que importa.

— Não vai entrar?

— Os quartos são todos iguais, não tem nada para ver.

Já que ela desistira, Alice não insistiu. Olhou para o relógio: 21:00 em ponto. O tempo estava perfeito. Lúcia mudou de assunto propositalmente: — Vamos, para o quinto andar.

Nesse momento, as letras de sangue no topo da escada mudaram:

【Descanso no 4º Andar Concluído】

【Dirijam-se à Cabine de Comando no 5º Andar para o Jogo Final: "Show de Talentos do Capitão"】

【Aviso: Aqueles com talentos medíocres serão jogados ao mar para alimentar os tubarões.】

【Boa sorte a todos.】

Leonardo exclamou surpreso: — Show de talentos? Não era para ser apostas na roleta?!

No entanto, ninguém respondeu. Afinal, no jogo, tudo podia mudar a qualquer momento. Mudanças bruscas já eram o pão de cada dia para eles.

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