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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 63: A Capacidade de Memória Fotográfica

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Capítulo 63: A Capacidade de Memória Fotográfica

O Tabelião estacou, surpreso. Ele ajeitou os óculos e abriu a pasta de documentos novamente, procurando aquela página específica. Pelo visto, nem ele mesmo sabia da existência daquela cláusula.

Alice soltou um estalo de língua admirado: — Ora, ora... quer dizer que você não conhece as próprias regras? Cuidado, ou eu vou acabar te denunciando quando sair daqui.

Madeirinha, por outro lado, estava curioso.

— Mestra, você nem chegou a ler o manual. Como se lembra tão bem?

O boneco estivera ao lado dela o tempo todo; ele sabia perfeitamente que ela não abrira o livreto. No entanto... aos olhos de Madeirinha, Alice mal folheara as páginas.

Alice comprimiu os lábios num sorriso e soltou uma de suas mentiras deslavadas: — Sua mestra tem memória fotográfica. Basta um olhar e eu me lembro de tudo perfeitamente.

Madeirinha silenciou.

Lá vem ela se gabando de novo!!!

O Tabelião folheou os papéis e encontrou exatamente a cláusula mencionada por Alice.

— O que você pretende provar com isso? — perguntou ele, sério.

Alice assumiu uma postura relaxada: — Quero provar que as novas regras que criamos são muito mais interessantes, estimulantes e proporcionam muito mais entretenimento tanto para os jogadores quanto para os "espectadores" do que o antigo "Salão dos Espelhos e Pinturas".

— Entretenimento? — Ao ouvir a palavra, a expressão severa do Tabelião transformou-se num sorriso de desprezo. Ao retomar a fala, recuperou a compostura: — Isto é um cenário de jogo, não o seu parque de diversões. Como jogadora, você deveria tratar isso com seriedade, e não como uma brincadeira.

Alice já previra essa reação. Sem pressa, ela tirou do bolso o caco de espelho que pegara antes e o entregou ao Tabelião.

— Veja isto.

Confuso, o homem estendeu a mão e pegou o fragmento. No vidro, não estava refletida a sua imagem, mas sim a gravação de tudo o que ocorrera após a morte de Madame Corvo: a revolta das sombras, a criação das regras, a ativação da galeria...

Os outros franziram a testa, sem entender como ela conseguira gravar tudo no espelho. O semblante do Tabelião mudou conforme as imagens passavam. Em meio à seriedade, surgiu um rastro de interesse.

— Você transformou um desastre... — disse ele lentamente — ...num espetáculo?

— Exato — respondeu Alice com sua habitual descontração. — O jogo original do terceiro andar era procurar espelhos, ver medos e entrar em pinturas para viver vidas paralelas. Tudo muito clichê.

Ela gesticulou com desdém, demonstrando total insatisfação com as normas antigas. — Já a nossa versão tem guerra de regras, surtos artísticos e armadilhas de reflexo infinito. Não acha que é muito mais divertido assim?

— Parece que no dicionário dela só existe a palavra "brincar", nada de coisas sérias — sussurrou Lúcia, de cabeça baixa.

Beatriz não mudou o olhar: — Brincar? O jeito dela de brincar é bem diferente do das outras pessoas.

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O Tabelião permaneceu em silêncio. Por fim, fechou a pasta resignado. Diante de argumentos absolutos, teve que ceder: — Argumento aceito. As novas regras serão mantidas.

Beatriz sentiu uma pontada de satisfação. Jamais imaginara que um dia se tornaria senhora das regras de um cenário. O Tabelião concordara, mas o "porém" veio logo em seguida:

— Mas será necessário adicionar uma condição limitadora.

— Qual condição?

— O direito de voto nos debates de regras não pode pertencer exclusivamente às obras de arte — declarou o Tabelião. — Deve haver a participação de pelo menos um jogador e um inspetor na votação, para evitar que as obras de arte entrem em colapso coletivo.

Sem esperar pela aprovação deles, o Tabelião anotou algo na pasta e disse: — Agora, podem seguir para o quarto andar. O canhoto amarelo é válido.

Ele devolveu o caco de espelho a Alice e virou-se para partir.

— Espere.

Alice lembrou-se de algo e o chamou.

— Mais alguma coisa?

— Senhor Inspetor, quero fazer uma pergunta. Você mencionou os "espectadores". Isso significa que este cenário tem pessoas observando cada movimento nosso o tempo todo, certo?

Os jogadores pensaram imediatamente em vigilância. Olharam rápido ao redor, tentando encontrar câmeras que pudessem estar monitorando-os, mas não viram nada. O Tabelião teve um leve tique no canto da boca e respondeu friamente: — Isso não faz parte das informações públicas.

Alice não desistiu: — Vou perguntar de outro jeito. Se o nosso desempenho for brilhante o suficiente, os espectadores nos darão recompensas extras?

Tabelião: — Teoricamente é possível, desde que se atinja o padrão de "Avaliação de Performance Nível S". Desde que o Ghost Ruins entrou em operação, nenhum jogador jamais conseguiu tal feito.

— E qual é o padrão?

— Não sei — balançou a cabeça o Tabelião. — A avaliação é decidida pelos próprios espectadores. Só posso dizer que, quanto mais louca, criativa e absurda for a performance — desde que logicamente consistente —, maior a chance de uma nota alta.

Ele fez uma pausa e continuou: — Mas uma nota alta também significa alto risco. Historicamente, 99% dos jogadores que tentaram atingir o Nível S morreram de forma deplorável.

O Tabelião percebeu o interesse de Alice e exagerou deliberadamente, tentando assustá-la com a alta taxa de mortalidade. Para sua surpresa, ela não demonstrou medo algum.

Alice sorriu: — E o 1% restante?

— Tornaram-se lendas, mas pagaram preços inimagináveis.

Dito isso, o Tabelião encerrou o assunto e apressou-se em sair, desaparecendo da vista de todos. Alice ficou ali parada, segurando o canhoto amarelo que parecia leve, mas carregava um peso enorme.

Um por cento, hein? Por que ela sentia tanta vontade de tentar?

— Avaliação de Performance Nível S... — murmurou ela, perdida em pensamentos.

Lúcia leu suas intenções: — Você não está pensando em...

— É claro que estou.

Alice não escondeu a ambição em seu rosto; sua voz estava levemente excitada: — Uma lenda... parece muito divertido.

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Lúcia ia dizer algo, mas Alice não deu chance: — Vamos logo para o próximo andar. Ainda temos sete horas. Para conseguir a passagem, falta o último passo.

Beatriz comentou: — Só com as três cores de canhoto podemos trocar pela passagem na bilheteria. O problema é que somos cinco pessoas e só temos três canhotos. Eu e o Leonardo não temos nada.

"Vocês têm os prêmios, claro que não estão com pressa, mas nós que não temos...", pensou ela, preocupada. "Onde vamos arranjar isso? Eu não quero ficar presa aqui."

— Por isso o quarto andar é a chave. Lá é a área de cabines; não há canhotos, mas, pela lógica do cenário, as áreas de descanso escondem as pistas mais importantes.

Beatriz interpretou as palavras de Alice à sua maneira: o quarto andar provavelmente escondia uma forma de sair sem precisar trocar os canhotos. Com esse pensamento, ela correu à frente de todos em direção ao andar superior, determinada a encontrar a solução primeiro.

Ela não ouviu, contudo, a última frase de Alice: — ...e as maiores armadilhas.

Os cinco subiram as escadas um após o outro. Atrás deles, as luzes da galeria voltaram ao brilho normal. As figuras nas pinturas fixaram os olhos nas costas dos jogadores que partiam, cochichando entre si.

Numa das telas, o "eu paralelo" de Alice, vestindo o pijama de hospital, estava junto à janela e disse para o quarto vazio: — Ela é mais louca do que eu imaginava... uma loucura... muito criativa.

Na tela, a versão paralela exibiu um sorriso enigmático.

Enquanto isso, a área de cabines do quarto andar estava mergulhada num silêncio mortal e sinistro, forçando os jogadores a ficarem alertas contra qualquer ataque surpresa. O corredor era forrado com um tapete carmesim e ladeado por portas cerradas. Os números das cabines subiam em ordem, de 401 a 420, e cada porta ostentava uma placa de bronze desbotada com o nome de um passageiro.

Leonardo olhou ao redor e resmungou: — Por que isso parece tanto com um necrotério?

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