localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 60: Esconde-esconde no Labirinto de Espelhos

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 60: Esconde-esconde no Labirinto de Espelhos

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Capítulo 60: Esconde-esconde no Labirinto de Espelhos

O brutamontes de cicatrizes refletido no espelho mantinha um sorriso sinistro enquanto erguia subitamente uma faca que escondia nas costas.

— A caça... começou...

As luzes da galeria piscavam de forma intermitente. Enquanto todos pensavam em como reagir, Alice desapareceu sem que ninguém percebesse.

— Onde ela se meteu?

— E eu vou saber?

— Maldição, combinamos de enfrentar isso juntos! Na hora do aperto ela foge, não tem um pingo de fibra.

— Quem se importa com fibra numa hora dessas?

— Esqueçam ela! Pensem logo em como lidar com as sombras!

Eles não tinham a menor ideia de que a pessoa que procuravam estava encolhida atrás de uma pintura de paisagem que retratava um mar tempestuoso, onde as ondas furiosas pareciam quase saltar da tela.

Em seu ombro, Madeirinha baixou o tom de voz e disse apressado: — Mestra, as sombras estão copiando seus dados de combate. Quanto mais vocês lutam, mais fortes elas ficam.

— Eu percebi — Alice estava agachada no chão, espiando cautelosamente pelo canto.

Naquele momento, o salão já era um caos total. Leonardo lutava desesperadamente contra três cópias idênticas de si mesmo. No instante em que os golpes atingiam a carne, ele sentia certa hesitação em revidar com força total. Bater em sua própria sombra era como bater em si mesmo.

Lúcia percebeu a hesitação dele e gritou: — Não é hora de ser sentimental!

Ao vê-lo estático, Lúcia apelou para a psicologia reversa: — Seja homem de verdade, seu fraco!

Ao ouvir a última parte, a expressão de Leonardo mudou bruscamente. Ele não aceitava ser chamado de fraco. Encarando as sombras novamente, foi como se tivesse recebido uma injeção de adrenalina; parou de se conter.

Após uma série de golpes, Leonardo estava ofegante. Os movimentos das sombras eram perfeitamente sincronizados com os dele. Ele desferia um soco, a sombra o imitava. Ele esquivava, a sombra previa o movimento e se afastava. O pior era a coordenação entre as três cópias: uma fingia atacar, outra dava a volta e a terceira bloqueava a rota de fuga.

Ele estava praticamente sem saída. — Droga, como se vence isso? — rugiu Leonardo, enquanto uma lâmina de luz abria um corte profundo em seu ombro esquerdo, expondo o osso.

Alice observava a situação deplorável; todos estavam sendo massacrados por suas próprias sombras. Curiosamente, o jovem de boné permanecia no centro do salão, abraçado ao seu boneco, imóvel. Todas as sombras o contornavam, como se ele não existisse.

Alice suspeitou que o boneco em seus braços fosse o responsável. Caso contrário, por que as sombras dariam esse tratamento especial apenas a ele?!

Alice queria aproveitar a chance para fugir, mas o brutamontes de cicatriz, transformado em sombra, estava parado na entrada da galeria, bloqueando a única saída. Ela notou que o olhar dele percorria constantemente os jogadores.

— O que ele está esperando? — franziu a testa Alice.

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Madeirinha respondeu: — Ele espera que vocês mostrem uma brecha para desferir um golpe fatal e substituir o mais forte entre vocês.

Ao ouvir isso, Alice soltou uma risada repentina. Em vez de querer substituir os outros, não seria melhor se tornar forte por si mesma?! Ela saiu calmamente de trás da pintura, espanando a poeira das mãos.

— Então vamos deixá-lo esperando.

Alice parou ao lado do jovem de boné e acenou com interesse para o brutamontes do espelho, dizendo em tom relaxado: — Ei, amigo do espelho, vamos negociar?

Algo estava acontecendo! Os movimentos das sombras pararam por um instante em uníssono. O brutamontes olhou de soslaio para ela.

Ainda sobrou um peixe fora da rede?!

Alice disse calmamente: — Foi você quem matou a Madame Corvo, certo? Ela era a administradora deste andar. Matá-la significa destruir o sistema de regras deste nível. Pela lógica do cenário, este andar agora está sem dono.

O brutamontes permaneceu calado. Queria ouvir o que Alice tinha a dizer. Queria saber o que a fizera sair do esconderijo após tanto tempo. Ele sabia muito bem o que significava um estado "sem dono": as regras estavam temporariamente suspensas, o que significava que novas regras podiam ser criadas.

Alice ergueu a mão e, naquele momento, o bracelete preto em seu pulso esquentou subitamente. O acessório sentiu que ela estava prestes a violar as normas e enviou um aviso silencioso. Alice não deu a mínima.

— Eu proponho que joguemos um novo jogo — disse ela com um sorriso radiante. — Chega dessa história de caça e substituição, é muita falta de criatividade, muito clichê. Que tal jogarmos esconde-esconde no labirinto de espelhos?

Lúcia, enquanto bloqueava um ataque, berrou: — Alice, você ficou louca, porra?! É hora de brincar?!

— E o que mais vamos fazer? Achar que vamos vencer na força bruta? Vocês sabem que as sombras ficam mais numerosas e fortes conforme batemos nelas. É melhor mudar o pensamento: já que elas são espelhos, vamos jogar um jogo de espelhos.

Os olhos de Beatriz brilharam. Parecendo entender a lógica, ela recuou rapidamente para o lado de Alice: — Qual é o plano?

Pelas experiências anteriores, ela sabia que, embora Alice fosse um pouco excêntrica, seus planos nunca falhavam.

— Simples. A maior característica de um espelho é o reflexo. Eles nos copiam, nos imitam, mas a velocidade nunca será maior que a nossa.

Enquanto falava, Alice apontava para o salão: — A galeria tem inúmeros espelhos, e a luz neles é fixa. Se pudermos controlar a fonte de luz...

Antes de terminar a frase, Alice aproveitou que a atenção de todos estava em sua explicação e correu para o painel de eletricidade escondido atrás de outra pintura. Com um soco bruto, quebrou a proteção de vidro e, sem hesitar, enfiou a mão lá dentro.

— E se você for eletrocutada?! — gritou Beatriz, chocada.

Quando todos achavam que a vida de Alice acabaria ali, o milagre aconteceu. Ela não apenas saiu ilesa, como puxou um punhado de cabos grossos, entortou o clipe de papel e o inseriu à força em uma das conexões.

Zzzzt!

Na galeria, a frequência das luzes piscando aumentou drasticamente. No estado de alternância frenética entre luz e sombra, os reflexos ficaram confusos. A velocidade da luz mudava tão rápido que os reflexos não conseguiam acompanhar.

Algumas sombras começaram a travar; outras apresentavam imagens duplas ou borrões. As mais graves se despedaçaram em pontos de luz, incapazes de manter a forma humana.

— Querem nos copiar? Ótimo, tentem copiar isto!

Alice deu um sorriso astuto. Começou a desenhar círculos com a mão esquerda e quadrados com a direita, enquanto chutava como se dançasse sapateado com o pé esquerdo e escrevia números arábicos com o direito. Ao mesmo tempo, recitava o número Pi em voz baixa:

— 3,1415926535897932384626433832795028841971693993751058209749445923078164062862089986280348253421170679...

As sombras tentavam imitar, mas não conseguiam. Movimentos, fala, ritmo... tudo virou uma bagunça. O brutamontes, incapaz de suportar mais, ergueu sua lâmina de luz e avançou contra Alice, determinado a eliminar a mulher que arruinara seu plano.

Entretanto, Alice estava preparada. Sacou um pequeno espelho do bolso, apontou para o brutamontes e perguntou: — Você sabia que é possível refletir o reflexo?

Através do pequeno espelho, o brutamontes viu nitidamente sua própria imagem e, dentro dessa imagem, via-se o pequeno espelho, que por sua vez mostrava sua imagem de novo... um loop infinito que o paralisou por completo.

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