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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 58: O Outro Eu

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Capítulo 58: O Outro Eu

Alice disse com um tom sério: — Fly, você quer sair daqui?

— Sair? — Fly deu um sorriso amargo. — Para onde? O lado de fora também é falso. O mundo inteiro é uma pintura, só muda o tamanho.

Para ele, não importava onde estava. Comparado a um mundo desconhecido, preferia ficar em um lugar familiar; pelo menos não se sentiria desconfortável. Alice, porém, não desistiu e continuou tentando convencê-lo. Por algum motivo, ela sentia que devia tirá-lo dali.

— E se houver uma pintura maior? Tão grande que possa conter todas as pequenas?

Fly permaneceu em silêncio. Entre idas e vindas, tudo eram pinturas; o lugar que o prendia seria sempre o mesmo. Ele não queria mais se desgastar e balançou a cabeça recusando.

Diante disso, Alice abandonou a ideia de levar Fly consigo e mudou de assunto: — Você disse que está aqui há três anos, deve ter visto muita gente. Pode me ajudar a encontrar "ela"? Alguém idêntica a mim. Quero conversar com ela.

Neste vasto mundo da pintura, tentar encontrar o próprio reflexo em apenas 24 horas contando apenas com as próprias pernas e olhos era um desafio imensurável. Recorrer a um habitante local era o atalho melhor e mais rápido.

Fly não disse nada de imediato; após um longo tempo, ele concordou relutante: — Tudo bem. Mas tome cuidado, ela é... perigosa.

Os dois deixaram a sala de atividades e atravessaram vários corredores longos até pararem diante de uma porta de ferro. Na porta, pendia uma placa enferrujada e descascada onde se lia:

SALA DE ISOLAMENTO

.

Fly explicou calmamente: — Aquela pessoa foi trancada aqui. O diretor disse que o quadro dela piorou gravemente e que ela precisa de tratamento isolado.

Alice empurrou a porta com força, mas sem sucesso. Estava trancada. Em seguida, ela tirou do bolso um clipe de papel que havia pego no início do cenário; sua intenção era óbvia: arrombar a fechadura.

Fly percebeu o que ela pretendia e avisou: — Não adianta, esta fechadura...

Antes que terminasse de falar, ouviu-se um

estalo

. A porta fora realmente aberta.

— Mas você... você...

Fly arregalou a boca, incrédulo, gaguejando por um bom tempo sem conseguir formular uma frase. Ele estava ali há três anos; estudara aquela porta por dois anos inteiros e nunca tivera sucesso. Aquela pessoa conseguira de primeira...

Alice nem notou a reação do homem atrás dela. Empurrou a porta e vasculhou o interior com o olhar. Dentro da porta de ferro havia um quarto minúsculo e rudimentar, contendo apenas uma cama e um vaso sanitário, resolvendo apenas as necessidades humanas básicas.

Seu olhar pousou na cama, onde uma pessoa estava sentada de forma ereta. A figura mantinha a cabeça baixa, com as mãos sobre as coxas como uma criança obediente. Ao ouvir o barulho, a pessoa levantou a cabeça bruscamente. No instante em que seus olhos se cruzaram, se não soubesse da situação, Alice juraria estar diante de uma irmã gêmea!

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Eram parecidas! Idênticas, na verdade. Pareciam esculpidas no mesmo molde.

— Você finalmente veio. Sabe quanto tempo eu esperei por você?

O "eu paralelo" abriu um sorriso de canto, com um brilho de loucura e uma determinação indomável nos olhos.

— Você é a "Alice"?

Já que não havia ninguém ali além delas e de Fly — que não pretendia sair —, Alice achou que não precisava esconder seu nome real.

— Eu sou o seu outro eu — disse a versão paralela, levantando-se devagar. Seus movimentos eram ágeis, nada parecidos com os de uma paciente contida por muito tempo. — Ou melhor, você sou eu.

Não importava a forma de dizer; eram a mesma pessoa.

Alice perguntou: — Por que você quer trocar?

Um rastro de solidão cruzou os olhos da versão paralela, que riu de forma sarcástica, estendendo os braços cobertos de marcas de agulha para que Alice visse: — Porque este mundo é pequeno demais. Neste hospital, meu espaço se limita a este quarto. Todos os dias como apenas remédios e mais remédios, com as mãos e pés presos por faixas... Já tive o bastante dessa vida. Quero ir para um mundo maior, mesmo que seja cheio de perigos.

O amargor das pílulas parecia lembrá-la a cada instante da vida que levava. Ela fixou o olhar nos olhos profundos de Alice: — E você? Quer ficar? Aqui é seguro. Não há monstros, não há morte. Há uma rotina regrada e tratamento periódico. Você pode viver por muito tempo, até morrer de velhice em uma cama.

A Alice paralela tentava convencê-la para atingir seu objetivo de partir. Só assim ela poderia sair livremente, sem impedimentos. Diante disso, Alice comprimiu os lábios. De fato, ali era seguro. Sem as entidades e a morte dos cenários, sem as intrigas do mundo real. Deixando a vida e a morte de lado, o lugar era entediante, mas seguro.

Para surpresa de Alice, sua versão paralela a conhecia melhor do que ela mesma. As frases seguintes atingiram em cheio o âmago de Alice:

— Mas aqui não há a adrenalina que você ama, não há o prazer de encarar a morte, muito menos a diversão de jogar. Eu sinto... nossa essência é a mesma. Somos ambas loucas, apenas nos expressamos de formas diferentes.

Alice percebeu, em um estalo, que sua versão paralela era mais inteligente do que imaginava. Seu interesse despertou.

— Então você quer voltar? — perguntou Alice de forma enigmática.

— Sim! — A versão paralela ficou subitamente agitada e avançou, agarrando o braço de Alice. — Eu quero ir para fora da pintura! Quero continuar o jogo! Você pode ficar e aproveitar sua vida segura.

— E se eu disser não?

"Por que eu deveria te ouvir? O que você tem que me faça obedecer?", pensou Alice. A versão paralela a soltou e recuou alguns passos cambaleantes, a agitação em seus olhos diminuindo um pouco.

Alice avançava um passo a cada frase que dizia, com um tom de voz agressivo: — Para me fazer ficar, você precisa de um motivo. Não se esqueça: você é meu clone, eu sou a original. Você não tem o direito de interferir na minha decisão.

Seja lá o que a Alice paralela pensou, no momento em que encarou Alice de volta, a agitação reacendeu: — Podemos lutar. Quem vencer decide quem fica e quem vai.

Alice balançou a cabeça: — Não quero brigar.

— Por quê?

— Porque meu jogo ainda não acabou — disse Alice calmamente. — E além disso, tenho um amiguinho no meu ombro. Ele não pode ficar aqui.

Madeirinha pareceu ouvir e sua voz ressoou na mente de Alice: —

Mestra, eu também posso existir aqui...

— Mas você não pertence a este lugar. Você pertence ao mundo real.

Dito isso, Alice olhou para sua versão paralela: — Vamos destrocar. Você fica aqui e eu volto.

A Alice paralela ficou estupefata; encontrara um obstáculo implacável. Ela continuou insistindo, com a mente focada no mundo exterior: — Tem certeza? Lá fora, você pode morrer muito rápido.

— Que morra, então. Pelo menos será uma morte interessante.

Alice manteve o semblante sereno e deu de ombros com indiferença. Na verdade, ela não podia morrer de jeito nenhum. Enquanto o

Corpo Imortal

não desaparecesse, seria eternamente longeva.

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