localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 57: O Despertar do Personagem de Papel

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 57: O Despertar do Personagem de Papel

PUBLICIDADE

 

Capítulo 57: O Despertar do Personagem de Papel

O pijama de hospital com listras azuis e brancas, junto com as marcas de agulha de infusões prolongadas em seu pulso, diziam silenciosamente a Alice que aquele corpo estava longe de ser saudável.

— Hospital Psiquiátrico Shuishan, área de custódia especial. — A enfermeira despejava as pílulas em um copinho plástico com destreza enquanto comentava: — Esqueceu de novo? Não tem problema, tome o remédio e durma um pouco. Amanhã talvez você se lembre.

— De novo? — Alice estacou. Pelo visto, o número de vezes que ela "esquecera" as coisas não era pequeno.

Ela fixou o olhar nas pílulas; reconheceu imediatamente que eram medicamentos antipsicóticos.

— Eu não estou doente — afirmou Alice com sinceridade.

Para a enfermeira, aquilo era rotina. — Todos os pacientes dizem a mesma coisa.

Na visão da enfermeira, que trabalhava ali há anos, ela já vira todo tipo de paciente. Aqueles cujas mentes eram distorcidas, que surtavam sem motivo, que quebravam tudo ou que, às vezes, ficavam deitados quietos na cama apenas para criar uma ilusão de normalidade, fazendo a equipe baixar a guarda antes de tentarem o suicídio...

Na boca dos pacientes, era sempre: "Não estou doente, quero sair". Mas, se estavam doentes ou não, como as enfermeiras poderiam não saber? Com esse pensamento, um sorriso malicioso surgiu no canto da boca da mulher.

Ao parar na frente de Alice, ela retomou sua face profissional e acessível: — Vamos, abra a boca.

Alice pensou em virar o rosto e recusar, mas ao lembrar que sua situação atual era provavelmente uma troca com seu "eu paralelo", ela não resistiu. Obedeceu à ordem e engoliu as pílulas.

Ainda assim, a enfermeira não baixou a guarda. Usou um abaixador de língua para inspecionar cuidadosamente a cavidade bucal e, após confirmar que ela realmente havia engolido, soltou as faixas de contenção.

— O tempo está bom hoje, você pode ir à sala de atividades ver TV — recomendou a enfermeira com tom solene. — Lembre-se: não arrume confusão.

— Hum. — Alice respondeu secamente, contendo a empolgação enquanto as faixas eram removidas. Ela detestava a sensação de ser presa; uma sensação de liberdade há muito perdida percorreu seu corpo.

Ao mesmo tempo, ideias mirabolantes começaram a brotar silenciosamente em sua mente. Sobre "não arrumar confusão", ela decidiria conforme a situação. Fingindo calma, esperou a enfermeira sair antes de pular da cama e ir até a janela observar.

Lá fora havia um pátio fechado. Algumas pessoas vestindo o mesmo pijama listrado caminhavam com movimentos lentos e olhares perdidos. As cercas ao redor do pátio tinham cerca de um metro e meio de altura, cobertas por arame farpado para evitar fugas. Pela situação, Alice percebeu que estava trancada naquela suposta instituição.

Curiosamente, ela não sentiu pânico; pelo contrário, uma onda de curiosidade a atingiu. Por que seu "eu paralelo" estava aqui? Qual era o diagnóstico? Há quanto tempo estava internada? Alice queria saber se o motivo da internação de sua versão paralela era o mesmo que o seu no mundo real, ou se os eventos ali seguiam a mesma lógica do seu mundo original.

PUBLICIDADE

Ela saiu do quarto, espiando cautelosamente pelo corredor. O lugar estava em silêncio absoluto, como se qualquer som fosse amplificado infinitamente, o que poderia alertar as enfermeiras. Alice caminhou na ponta dos pés, espiando pelas janelas de observação dos outros quartos; ocasionalmente via rostos confusos. No ar, o cheiro de desinfetante misturava-se ao de resíduos biológicos.

Alice suportou o desconforto do odor e encontrou a sala de atividades. Lá dentro, alguns pacientes estavam sentados diante da televisão, com os olhos fixos na tela. Ela quis ver o que os prendia tanto, mas, para sua surpresa, a TV estava desligada. Eles encaravam uma tela preta o tempo todo.

Ela admirou a força de vontade deles; ficar assim por tanto tempo exigia uma determinação fora do comum. Como prometera à enfermeira, Alice escolheu um lugar estratégico no canto da sala, de onde podia observar cada movimento de todos ali dentro. A visão era excelente!

Ela relembrou as palavras de Madame Corvo. Se não estivesse enganada, no instante em que tocaram a tela, todos entraram no mundo da pintura. Ela precisava de tempo e esforço para entender as regras básicas desse mundo e encontrar seu "eu paralelo", a "Alice" que ocupava seu lugar.

Enquanto estava perdida em pensamentos, uma voz soou inoportunamente:

— Ei, você é nova aqui?

Ela se virou e viu um jovem magro sentado em uma cadeira de rodas. Uma das pernas da calça estava vazia. Pelo visto, ele perdera um membro. Os olhos do rapaz eram límpidos, diferentes do olhar vazio dos outros pacientes. Ver um "ser humano vivo" de verdade ali era uma raridade.

Alice respondeu com naturalidade: — Não exatamente nova, apenas com amnésia.

— Amnésia, hein? — O jovem assentiu como se entendesse tudo. — Muita gente aqui tem isso, não se preocupe. — Ele estendeu a mão amigavelmente: — Sou o Fly. Entrei como "jogador" há três anos. Acidente de carro, amputação... passei por tudo. Basicamente, vi coisas que não deveria ter visto.

— Que coisas? — Alice perguntou de imediato. Sua curiosidade sempre falava mais alto.

Fly baixou o tom de voz, como se contasse um segredo proibido:

— Eu vi a lua vermelha, um navio que se incendiava sozinho e... eu mesmo cometendo um assassinato. Os médicos dizem que estou louco, mas eu conheço meu corpo melhor do que ninguém. Não estou doente, muito menos louco.

Apenas vira a verdade que tentavam esconder. As pupilas de Alice se contraíram. — O que mais você viu?

— Vi que este mundo é falso. Somos todos pessoas de uma pintura, presos dentro de um quadro. Tem gente lá fora nos observando, esperando a gente colapsar para nos substituir.

As palavras surreais deixaram Alice estática. Alguém do mundo da pintura percebendo que era um personagem fictício? Era como o despertar de um personagem de papel. Alice percebeu que aquele homem estava ali há muito tempo e poderia fornecer informações valiosas.

— Como você sabe de tudo isso?

— Porque eu vi "ele". Um sujeito idêntico a mim, mas com roupas diferentes. Ele disse que vinha de fora da pintura e queria trocar comigo. Eu recusei.

— E o que aconteceu depois?

Fly deu uma risada curta. — Depois, ele simplesmente desapareceu. O que ele ia fazer? Me obrigar?

Alice o encarou fixamente. Desde o início da conversa, ela achou que ele fosse um jogador como ela, vindo do mundo exterior, e estava prestes a abrir o jogo para planejar a fuga. Mas não era o caso...

— Quando ele veio?

— Três dias atrás. Ele disse que voltaria, e o prazo que ele deu está quase chegando.

Alice olhou para o relógio na parede. Madame Corvo dissera que o fluxo temporal ali era diferente; ela precisava correr. Não pretendia ficar presa naquele mundo de tinta para sempre.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia