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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 51: Prorrogação (1)

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Capítulo 51: Prorrogação (1)

A moça de óculos virou-se para Beatriz, tentando usar o drama para convencê-la a desistir do canhoto azul.

— Senhorita Beatriz, você é uma mulher frágil. Mesmo que consiga o canhoto azul, pode não sobreviver às etapas seguintes. Melhor deixar para mim; eu garanto que você saia deste andar em segurança.

Beatriz soltou uma risada sarcástica. Absurdo. No seu dicionário, a palavra "ceder" não existia.

— Esse tipo de conversa funciona com novatos. Num cenário, promessas são a coisa mais barata que existe, a menos que haja um pacto. E o pacto que fizemos agora pouco só restringe nossa relação com a Lara, não entre nós duas.

Beatriz fez uma pausa deliberada e sacou da cintura uma adaga curta, com uma lâmina de apenas vinte centímetros. — Além disso, como você sabe que sou uma "mulher frágil"?

Ela girou a faca entre os dedos com habilidade, desenhando um arco elegante antes de guardá-la secamente na bainha. O movimento preciso deixou a moça de óculos apreensiva.

— Você tem treinamento? — perguntou ela, com o semblante sério.

— Oito anos de Wing Chun e cinco de combate com facas — respondeu Beatriz calmamente. — Fora dos cenários, sou instrutora de defesa pessoal feminina e árbitra de lutas clandestinas. Quer que eu faça uma demonstração?

"Mulher frágil"? Nem pensar! A moça de óculos emudeceu.

Enquanto isso, Alice, sentada no que considerava sua "plateia", assistia a tudo com grande interesse. Ela já suspeitava que Beatriz não era comum, mas não imaginava que fosse tão profissional. Se chegassem às vias de fato, o resultado seria incerto.

Com o tempo se esgotando, as duas continuavam em um impasse, sem chegar a uma decisão clara. O Chef alertou: — Faltam três minutos.

Suas palavras eram uma forma de pressioná-las; se o tempo acabasse, ninguém receberia o canhoto azul. Beatriz percebeu que continuar assim não traria benefício algum. Após refletir por um instante, ela propôs:

— Vamos apostar.

— Apostar o quê?

— No conteúdo do próximo andar. — Beatriz apontou para a escada que levava ao terceiro andar. — Cada uma escreve sua previsão sobre o jogo do "Teatro / Galeria". Quem chegar mais perto, fica com a vaga. Se ambas errarem ou acertarem na mesma medida, decidimos no Jokenpô.

A moça de óculos franziu a testa, preocupada: — Isso é infantil demais. Como decidir algo tão importante de forma tão imprudente?

Beatriz não se importava com as aparências; sabia que, se não decidissem logo, o pacto teria sido em vão. — É a forma mais justa que consigo pensar agora. Ou você prefere que nós duas percamos o canhoto azul?

De fato, não parecia haver solução melhor. Bater de frente resultaria em derrota mútua.

— Aceito a aposta! — Quem tinha medo de quem? Além disso, a moça de óculos confiava em sua intuição; após tantos cenários, achava que entendia os padrões do sistema.

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O Chef, prestativo, forneceu papel e caneta. Essa proposta não apenas decidia o dono do canhoto, mas também revelaria antecipadamente as regras do terceiro andar, permitindo que se preparassem. Alguns acharam a ideia genial!

As duas escreveram suas previsões frente a frente e as entregaram dobradas ao Chef.

— Mestra, por quem você está torcendo? — Madeirinha, incapaz de ficar quieto, colocou a cabeça para fora.

— Beatriz vai perder com certeza.

Madeirinha: ???

Geralmente não se torce para o aliado vencer? A lógica de sua mestra estava cada vez mais difícil de acompanhar. Mas o tom firme de Alice fez o boneco acreditar no resultado.

Ela observou fixamente o Chef abrir o primeiro papel, escrito pela moça de óculos (Lúcia), e ler em voz alta: — "Jogo de interpretação de papéis (Roleplay). Os jogadores devem assumir personagens específicos para completar a trama. Quem falhar, morre."

Em seguida, o Chef leu a previsão de Beatriz: — "Os retratos na galeria ganharão vida. Os jogadores devem encontrar seus próprios retratos e destruí-los, caso contrário, suas almas serão absorvidas pelas pinturas."

Após ler, o Chef mostrou os papéis a todos e anunciou: — Agora, revelarei parte das regras do terceiro andar.

As pinturas na parede falaram em uníssono:

【Jogo da Área do Teatro: "A Autoformação do Ator"】

【Os jogadores deverão sortear cartas de personagens e encenar cenas clássicas de teatro.】

【Aqueles que falharem na atuação tornar-se-ão atores permanentes.】

Os olhos de Lúcia brilharam; sua previsão estava basicamente correta! Beatriz tentou manter a pose, mas por dentro perdeu a confiança. No momento em que escreveu, quis mudar, mas o Chef não deu chance e recolheu o papel com firmeza.

— Mestra, você acertou em cheio! — exclamou Madeirinha, animado.

— Calma, ainda não acabou. Em situações assim, sempre tem um "porém".

Alice bocejou preguiçosamente, apoiando o rosto nas mãos sobre a mesa. Estava com sono, mas não queria perder o show. O Chef então soltou o "porém" mencionado por Alice: — Entretanto, o terceiro andar possui outra área: a Galeria. O jogo lá é...

As pinturas anunciaram novamente:

【Jogo da Área da Galeria: "A Maldição do Retrato"】

【Os jogadores deverão encontrar seus próprios retratos na galeria.】

【Após encontrá-los, deverão assinar seus nomes na pintura.】

【A assinatura estabelece um elo espiritual entre a obra e o jogador.】

【Se a pintura for destruída, o jogador morrerá.】

A previsão de Beatriz também estava parcialmente correta. Como ambas acertaram partes diferentes, o Chef precisou avaliar os detalhes mais importantes.

— Declaro formalmente: a previsão de Lúcia para o Teatro foi totalmente correta. A de Beatriz para a Galeria acertou a direção, mas errou o detalhe crucial: não se deve destruir a obra, mas assiná-la. Portanto, a previsão de Lúcia é mais próxima do conteúdo integral. Pelo acordo, Beatriz deve desistir do canhoto azul.

Beatriz suspirou, desolada. O canhoto azul não era para ela. Todo aquele esforço e o resultado foi insatisfatório. Mas, como a sugestão fora dela, Beatriz aceitou a derrota com dignidade.

— Apostei e perdi. Eu desisto do canhoto azul — disse ela, encarando Lúcia com um olhar complexo. No mesmo instante, a marca azul em seu peito desapareceu.

— O canhoto azul é meu! — comemorou Lúcia. O Chef entregou-lhe um papel azul, um pouco maior que o vermelho, com bordas onduladas como ondas e o desenho de uma faca de mesa no centro. Ela guardou o prêmio com pressa após conferi-lo.

Lúcia olhou para Alice e Beatriz com arrogância: — Cumprirei o pacto, mas não esperem que eu as salve. Cada uma por si agora. — E saiu do restaurante sem olhar para trás.

O Chef observou os jogadores restantes e disse com sua voz melosa: — Aqueles que não obtiveram o canhoto azul podem sair para outros andares ou podem ficar e participar da "Prorrogação".

— Prorrogação? — repetiu Beatriz, incrédula. Por que não disseram isso antes? Quase morreu de decepção à toa.

— O vencedor da Prorrogação receberá uma "Recompensa Especial". Não é um canhoto, mas ajudará nos jogos seguintes. Claro, os riscos serão proporcionalmente maiores.

Alice perguntou: — Qual é a condição para participar?

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