localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 49: Um Crime Atroz e Desconhecido

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 49: Um Crime Atroz e Desconhecido

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Ai! Com certeza sou eu.

O brutamontes sentiu o coração afundar. No momento em que se preparava para levantar e encarar o destino, o dedo indicador do jovem moveu-se subitamente, mudando a direção.

A pessoa escolhida, num piscar de olhos, passou a ser Leonardo. Leonardo, que estava viciado em ser apenas um espectador da desgraça alheia, sentiu o rosto congelar. Ele apontou para si mesmo, incrédulo: — Eu? Tem certeza de que não escolheu errado? A pessoa de quem você deveria se vingar não é ele?

Uma série de dúvidas girava freneticamente em sua mente. Seguindo a lógica, se você me expõe, eu fico furioso e te exponho de volta! Mas o jovem não parecia seguir regras óbvias.

— Sinto muito, mas não sou do tipo que guarda rancor — disse o rapaz, indiferente.

O Chef perguntou: — Confirmado?

Aos olhos de todos, a escolha do jovem parecia não ter nenhum traço de sentimento pessoal ou vingança privada. Alice murmurou para si mesma: — Assim que é bom.

Só assim o jogo se tornaria realmente interessante. Beatriz, ao seu lado, sentiu-se confusa e perguntou: — Bom por quê?

Estava ficando cada vez mais difícil entender o que Alice dizia.

— Por nada — respondeu ela secamente.

O jovem abriu um sorriso de canto, carregado de malícia: — Confirmado!

— A acusação de "Agressão Física" dele é leve demais. Ele carrega o cheiro de sangue de pelo menos vinte pessoas. E não é sangue de dentro do jogo, é do mundo real. Além disso... — Ele fez uma pausa, como se estivesse revirando uma memória, e o conteúdo de sua fala era de arrepiar: — Além disso, o jeito dele de matar é muito especial. Ele não gosta de um golpe fatal. Ele gosta de torturar lentamente; primeiro quebra os quatro membros da presa e fica olhando eles rastejarem pouco a pouco em agonia. Quando eles não conseguem mais rastejar, ele dá o golpe final.

— Vocês acham que aquela cicatriz no olho esquerdo dele foi um acidente? Não. Foi numa das vezes em que ele estava tão compenetrado torturando uma presa que um moribundo conseguiu cortá-lo com um pedaço de vidro quebrado.

Ao ouvir isso, os outros jogadores moveram suas cadeiras novamente para a direção oposta ao Leonardo. Beatriz, sentada ao lado dele, lançou-lhe um olhar de julgamento de cima a baixo. Leonardo pensou que ela seria diferente, mas, para sua decepção, Beatriz fez exatamente o mesmo que os outros.

Métodos tão cruéis quanto os do garoto! Longe de psicopatas, perto da segurança! O rosto de Leonardo ficou péssimo; seus punhos sob a mesa estavam cerrados, com os nós dos dedos brancos pela força.

O Chef perguntou: — É verídico?

Leonardo forçou as palavras por entre os dentes: — É verídico.

Beatriz tapou a boca e o nariz, horrorizada. Pensava que um assassino esfolador de gente já era o suficiente para causar pavor. Agora, apareciam dois... Ela começou a temer que, em jogos futuros, se fizesse algo que não os agradasse, eles usariam os mesmos métodos contra ela.

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Rins, braços... Beatriz tocou o próprio pescoço intacto, enquanto sua mente projetava automaticamente cenas sangrentas. Alice olhou para ela com estranheza: — Ei, se continuar imaginando assim, vai acabar tornando isso real na sua cabeça. — Em outras palavras: ela ia acabar se matando de susto.

O Chef anunciou com uma voz gélida: — Você sentirá para sempre a dor que infligiu aos outros. De agora em diante, cada vez que você ferir alguém, a mesma dor retornará para você dez vezes mais forte.

Ploft!

Os joelhos de Leonardo bateram com força no chão. Seus braços começaram a se contorcer violentamente e ouviu-se o som de ossos quebrando nas costelas, como se estivessem sendo esmagados por golpes invisíveis. A antiga cicatriz no olho esquerdo abriu-se, jorrando sangue. Mas ele aguentou toda aquela agonia rangendo os dentes, sem soltar um único grito. Se não fosse pelo suor que brotava em sua testa, seria difícil acreditar que ele estava sentindo dor.

Cinco segundos depois, a punição terminou! Ele levantou-se com dificuldade, com a roupa encharcada de suor e um brilho feroz no olhar.

O Chef disse: — Finalmente, é a sua vez.

Leonardo não tinha escolha; entre os três empatados, apenas o crime do brutamontes com cicatrizes ainda não fora revelado. Ele exibiu um sorriso gélido que parecia vir do fundo da alma: — O que você roubou não foram bens comuns. No assalto ao banco de três anos atrás, você se disfarçou de segurança e roubou doze antiguidades do cofre. Eram todas relíquias de nível de tesouro nacional.

O rosto do brutamontes mudou drasticamente. Os outros entraram em alvoroço.

Relíquias nacionais!

Mesmo sem a invasão do jogo, aquilo era um crime gravíssimo. Se fosse pego, prisão perpétua seria o de menos.

Leonardo não parou por aí: — O ponto principal é que, durante a fuga, um segurança do banco te reconheceu. Para queimar o arquivo, você não apenas exterminou a família inteira dele, como também foi cruel o suficiente para matar a esposa grávida de oito meses e a filha de seis anos. Você não é um ladrão comum. Você é um assassino, o autor de uma chacina familiar.

O show estava quase no fim, e Alice compreendeu uma verdade: não havia ninguém que pudesse ser chamado de "boa pessoa" entre aqueles jogadores. Quase todos carregavam crimes ocultos terríveis.

— Como você sabe de tudo isso? — O brutamontes não conhecia nenhum daqueles jogadores no mundo real, muito menos Leonardo. Ele lembrava claramente de estar usando uma máscara na época. Como seria possível?

— Porque aquele segurança... era meu primo — respondeu Leonardo, com os olhos em chamas de ódio. Se não fossem as regras do jogo protegendo o brutamontes, ele o teria matado ali mesmo para vingar o primo. — Eu sempre achei que você tivesse morrido em algum cenário, não esperava te encontrar aqui.

O Chef repetiu a pergunta de sempre: — É verídico?

O brutamontes silenciou por um tempo e depois exibiu seus dentes amarelados: — É verídico. Mas e daí? Matar no jogo não é crime, e os pecados da realidade... aqui não valem porcaria nenhuma. O que você vai fazer contra mim?!

— Você sentirá para sempre a dor de ser roubado. Todas as suas posses, incluindo suas habilidades, suas memórias e sua identidade, estarão em um estado constante de poderem ser "roubadas". De agora em diante, você não poderá possuir nada verdadeiramente.

Alice não entendeu o significado exato no início.

Não possuir nada? Falência? Perder tudo?

Ela estava intrigada.

Mas então, ela viu com os próprios olhos: a sombra projetada do brutamontes descolou-se do chão, tornando-se uma entidade física independente parada atrás dele. Era outro "ele" idêntico, um clone com olhos vazios. A sombra estendeu a mão e retirou algo do corpo do brutamontes: uma parte de suas memórias e de sua presença.

O homem tentou resistir, mas a sombra era muito mais rápida. Segundos depois, a sombra dissipou-se, e o semblante do brutamontes já não era o mesmo; seu olhar estava turvo, como se tivesse esquecido algo fundamental.

— O que... o que foi roubado de mim? — Sua voz era fraca, transbordando uma confusão desamparada.

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