localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre Capítulo 56: O Desfecho

《O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre》Capítulo 56: O Desfecho

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Uma onda de gratidão invadiu seu peito, e Jasmine não pôde deixar de sorrir.

Na verdade, comparada à pessoa que ela era antes, mesmo que todos a estivessem ridicularizando agora, ela não se sentiria tão mal. No entanto, ver de perto a preocupação genuína de seus colegas a deixou profundamente comovida.

Antes que ela pudesse dizer algo, Bianca, ao ouvir sobre o ocorrido, já estava furiosa. Ela se aproximou de Jasmine e sussurrou:

— Aposto que foi a Nádia, do departamento vizinho, quem espalhou isso. Ela veio transferida da HS para coordenação; dizem que tem contatos influentes. Ouvi dizer que ela é bonita e sempre fica de olho nas mulheres atraentes da empresa. Ela sempre teve inveja de você.

Ao ouvir que a mulher tinha contatos influentes, Jasmine ficou em alerta e virou o rosto. Ela raramente interagia com o outro departamento, e aquela era a primeira vez que observava Nádia com atenção.

Nádia estava sentada no centro do setor; suas feições delicadas e roupas impecáveis a faziam se destacar. Ela exalava um ar de arrogância e mal respondia quando outros colegas falavam com ela.

Jasmine não reconheceu aquele rosto entre as pessoas que a intimidaram no passado. Fazia sentido; aquelas pessoas haviam sido punidas por Ricardo e já tinham deixado Pequim. Mas, se fora ela quem espalhara o boato, era provável que algum amigo ou familiar dela a conhecesse daquele círculo social.

Vendo o quão indignada Bianca estava, Jasmine temeu que elas tentassem defendê-la de forma impulsiva. Por isso, adiantou-se e disse baixinho:

— Na verdade... os boatos não estão totalmente errados.

Dizer aquelas palavras exigiu coragem; foi como abrir uma cicatriz antiga. Ela admitiu a verdade para evitar que seus colegas se metessem em confusão por ela. Mas, antes que pudesse explicar que agora haviam reatado, Bianca agarrou sua mão.

— E o que é que tem?!

Hã?

Jasmine olhou para os outros, confusa, e percebeu que o olhar deles não mudara para desprezo ou rejeição. Aquilo realmente não era um problema?

Pelo contrário, Bianca parecia empolgada, balançando a mão dela com força.

— Jasmine, você é incrível! Até um homem como o Sr. Ricardo você já conquistou. Ter aproveitado um bonitão daquele nível já é lucro total; quanta gente queria só segurar a mão dele e não consegue!

As palavras eram rudes, mas a lógica fazia sentido, e os outros colegas riram imediatamente.

— É verdade, ter ficado com um galã daqueles não é prejuízo nenhum.

— Eu ia dizer o mesmo; fiquei em choque quando te vi dirigindo aquele carro caríssimo outro dia. Isso não é ótimo? O Sr. Ricardo ainda te deu tanto dinheiro; você saiu ganhando muito nessa história!

Todos comentavam com sorrisos e olhares cheios de admiração. Para pessoas comuns, ter tido um relacionamento com alguém do nível de Ricardo Holanda já era um feito extraordinário. Quanto a se tornar a "Sra. Holanda", não era algo que eles sequer imaginassem — assumiam que ele buscaria alguém de status igual.

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Antes, todos se perguntavam quem a faria querer ter um filho tão cedo; agora que sabiam ser Ricardo, tudo fazia sentido. Só pela aparência e pela genética, o filho já valia a pena. Além disso, com um filho, o suporte financeiro seria eterno — bastava ver o carro luxuoso que Jasmine dirigia agora.

Quanto mais pensavam, mais achavam a situação positiva, e passaram a olhar com desdém para Nádia. "Que fofoqueira", pensavam.

Nádia visivelmente sentiu-se desconfortável. Então, como se lembrasse de algo, endireitou as costas e disse deliberadamente em voz alta:

— Que diferença faz quem contou? O fato não é mentira. Algumas pessoas têm coragem de encarar os outros, mas têm coragem de negar isso publicamente?

Suas palavras fizeram o ambiente congelar. Afinal, esses boatos eram discutidos em sussurros; era a primeira vez que alguém era tão grosseiro em público. Alguém tentou acalmar Nádia, mas ela, vinda de família rica e da sede da HS, não temia o julgamento alheio. Como não pertencia formalmente àquela empresa, ninguém podia fazer muito contra ela.

Mas Bianca não tinha esses pudores. "Quem não tem nada, não tem nada a perder". Se os outros queriam manter a compostura, ela não fazia questão. Jasmine a ajudara tanto que ela não hesitou um segundo antes de se levantar.

Todos os olhares se voltaram para ela. Bianca não era uma pessoa agressiva por natureza e sentiu-se nervosa ao ser observada, mas disse em voz alta:

— Algumas pessoas, como não conseguem bajular ninguém, fantasiam que os outros é que são os bajuladores. Se é verdade ou mentira, o que importa? Quanta gente não rastejaria aos pés dele e ele nem olha na cara? Ser transferida da sede da HS para a nossa empresa deve ter feito alguém chorar até secar as lágrimas, não?

Essa última frase foi um ataque direto e cortante. O sorriso no rosto de Nádia desapareceu instantaneamente, e ela se levantou.

— De quem você está falando? Repita se tiver coragem!

— Estou falando de você! Quer se fazer de sedutora, mas não chega nem perto!

Vendo que a briga estava ficando feia, a Sra. Wang interveio para parar a confusão. Jasmine também segurou Bianca, entregando-lhe o café que acabara de comprar.

— Beba um pouco para se acalmar. Obrigada, de verdade, mas não precisa se indispor com ninguém por minha causa.

Bianca tomou um gole e balançou a cabeça: — Eu não tenho mais medo de ninguém. Se não fosse por você, Jasmine, eu já estaria desempregada. Xingar essa gente é o mínimo que posso fazer.

Jasmine, comovida, afagou a cabeça da amiga.

Durante o almoço, ao descer para comer, ela percebeu que o boato se espalhara ainda mais do que imaginava. Provavelmente porque envolvia Ricardo Holanda. O prédio delas ficava em frente à HS, e muitas pessoas acompanhavam cada passo do CEO do grupo vizinho. No entanto, como Ricardo sempre fora discreto e de vida social limpa, era difícil ter acesso a ele. Essa fofoca explosiva era um prato cheio.

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Caminhando pelo corredor, Jasmine sentia os olhares e os sussurros de estranhos. Antigamente, os olhares eram de admiração pela sua beleza; agora, eram de julgamento e curiosidade, misturando inveja e desprezo.

Jasmine sempre temera este dia. Temia ser tratada de forma diferente ou desprezada. Mas agora, talvez pelo apoio de seus colegas ou pelo fato de ter reatado com Ricardo, ela não se sentia abalada. A fragilidade e a insegurança de antes haviam sido curadas. Ela apenas achava aquelas pessoas entediantes.

Ao entrar no elevador, deu de cara com Nádia. O elevador estava lotado e, ao ver Jasmine, Nádia soltou um bufo de desprezo.

— De que adianta se produzir toda? — disse Nádia, para que todos ouvissem. — Não passa de uma "mulher de meia-idade" descartada.

O silêncio no elevador foi imediato, e os olhares curiosos saltavam de uma para a outra. Quem ainda não sabia da história entendeu na hora que Jasmine era a protagonista dos boatos. A atmosfera ficou pesada.

Jasmine, por mais paciente que fosse, não aguentou ser insultada na cara. O reflexo na porta do elevador mostrava seu rosto calmo e decidido.

— Já que você gosta tanto da HS, deveria se preocupar em como conseguir voltar para lá.

— Você...!

Esse era o ponto fraco de Nádia. Ela conseguira entrar na sede com muito esforço, mas, como suas habilidades eram insuficientes, fora rapidamente transferida para a empresa parceira. Ela ansiava pelo fim da parceria para poder voltar, mas via que os laços entre as empresas estavam se tornando permanentes.

Com a resposta de Jasmine, algumas pessoas que conheciam a situação de Nádia não seguraram o riso. O rosto de Nádia ficou lívido.

— Se eu volto ou não para a HS não é da sua conta. Preocupe-se em como entrar na família Holanda. Ser expulsa de casa é uma vergonha sem tamanho.

Dito isso, as portas do elevador se abriram e ela se preparou para sair enfurecida. No entanto, todos dentro do elevador pararam e olharam para fora, estupefatos.

Lá fora, a silhueta de um homem impunha respeito. Com traços perfeitos e uma aura poderosa, Ricardo Holanda estava parado ali. Mesmo a certa distância, sua presença era esmagadora.

Todos começaram a cumprimentá-lo, surpresos.

— Sr. Holanda.

— Bom dia, Sr. Holanda.

Mesmo não sendo o chefe direto de ninguém ali, ninguém ousava desrespeitá-lo. Ele era a figura central do mundo corporativo de Pequim. Ninguém tinha coragem de perguntar se os boatos da manhã eram reais. Ao vê-lo pessoalmente, todos entenderam o peso da fofoca. Mesmo que Jasmine tivesse sido "descartada", ela fora a mulher de um homem como aquele.

Enquanto os olhares perdidos tentavam processar a cena, notaram que o olhar de Ricardo estava fixo em apenas uma pessoa.

Nádia foi a primeira a reagir, com uma alegria maldosa no rosto. Ela achou que, como fizera o boato circular pelos dois prédios, ele chegara aos ouvidos de Ricardo. Jamais imaginou que ele viria pessoalmente. "Ele preza tanto pela imagem que deve ter vindo desmentir qualquer relação com ela publicamente", pensou. Os outros passageiros tiveram o mesmo pensamento, olhando para Jasmine com uma mistura de deboche e pena. Ninguém saiu do elevador; todos queriam ver o desfecho.

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Apenas Jasmine saiu calmamente. Sua figura elegante, mesmo em roupas casuais, irradiava beleza. Ao se aproximar de Ricardo, eles pareciam o casal perfeito. Mesmo os mais céticos tiveram que admitir que formavam um par belíssimo.

"Pena que ele enjoou dela", pensaram.

No segundo seguinte, os queixos de todos quase caíram no chão.

Diante de todos, o frio e implacável Ricardo Holanda envolveu Jasmine em um abraço apertado. Ele a segurou com força, escondendo o rosto em seus cabelos. Sua voz, profunda e única, soou quase como uma súplica:

— Jasmine, quando é que você vai me dar um "status" oficial? Por favor.

Se não estivessem tão perto, alguns teriam gritado de choque. O todo-poderoso CEO do Grupo HS estava abraçando Jasmine e implorando para ser oficializado.

A cena deixou todos boquiabertos, especialmente Nádia, que começou a tremer de incredulidade.

Jasmine não esperava que Ricardo viesse buscá-la ali, muito menos que fizesse tal pedido em público. Ele certamente ouvira os boatos e viera dar-lhe apoio. Comovida, ela olhou nos olhos dele e disse:

— Que tal amanhã?

— Perfeito!

Ricardo sorriu. Um sorriso deslumbrante. Ele a abraçava e não queria soltar. Se não houvesse tanta gente, ele a levaria para longe dali. Após um momento, ele se virou para o elevador, onde ninguém ousava sair. Seu sorriso desapareceu, e seu olhar focou em uma pessoa específica.

— Você é a Nádia?

Nádia ficou radiante ao ver que ele lembrava seu nome. Seu rosto corou, e os outros a olharam surpresos. Ela pensou que Ricardo não era tão fiel assim; que estava com uma nos braços, mas já de olho na próxima. "Ele vai me levar de volta para a HS?", fantasiou. Ela assentiu freneticamente, tremendo de emoção.

No entanto, ela não percebeu que não havia um pingo de alegria nos olhos de Ricardo. O frio que ele emanava fez com que ninguém no elevador ousasse respirar. O silêncio era absoluto até que ele disse, gélido:

— Não precisa mais vir trabalhar.

Nádia ainda estava submersa na alegria de ter sido "notada". Ao ouvir que não precisava mais vir, sua primeira reação foi achar que voltaria para a sede. Ela assentiu, sorrindo de orelha a orelha.

As pessoas ao redor não aguentaram e caíram na gargalhada. Ao verem o Sr. Holanda se afastar com sua legítima esposa, alguém zombou de Nádia:

— Foi demitida e ainda está rindo? Não viu que os dois estão ótimos? Espalhar boatos e ainda achar que voltaria para a HS... que piada.

Nádia estancou. Vendo o desprezo nos rostos ao redor, sentiu-se cair em um abismo de gelo.

Jasmine almoçou com Ricardo e, à tarde, ele fez questão de deixá-la na porta da empresa. Desta vez, não parou longe; foi uma despedida pública e assumida. Já que todos sabiam, não havia por que esconder. O boato, que já era grande, explodiu de vez quando viram o Sr. Holanda pessoalmente trazendo Jasmine para o trabalho.

A notícia de que Jasmine era a legítima Sra. Holanda correu a empresa como fogo em palha seca.

Ao chegar no setor, foi recebida por um abraço de Bianca.

— Aaahhh! Eu sou amiga da Sra. Holanda! Vou grudar em você para sempre! Eu trabalho com a esposa do Ricardo Holanda, socorro!

Ela pulava de alegria, enquanto outros colegas a olhavam com uma mistura de inveja, bajulação e um toque de temor. Embora estivessem do lado dela antes, jamais imaginaram que ela fosse a esposa de um homem tão poderoso — e que até a data do casamento dependia da vontade dela. A diferença de classe social os deixou sem saber como brincar com ela agora. A "doce Jasmine" agora parecia alguém inalcançável. Especialmente após Ricardo ter demitido Nádia com apenas uma frase; o choro de Nádia ao sair fora ouvido por todos.

Jasmine percebeu a mudança de clima. Era exatamente isso que ela queria evitar. Agora que não dava mais para esconder, ela assumiu com naturalidade:

— Quando eu me casar oficialmente, todos estão convidados para a festa. E não precisam se preocupar com presentes ou dinheiro. Este foi meu primeiro emprego e sou grata pelo carinho de todos. Independentemente de com quem eu me case, eu continuo sendo eu mesma.

Ela falou com firmeza e deu seu sorriso doce de sempre. A sensação de que ela era inalcançável se dissolveu. Afinal, Jasmine seria sempre a Jasmine gentil que conheceram.

— Caramba, sem precisar dar presente? Jasmine, você é generosa demais! — riram os colegas. — Então vou comer por dois, escolha o lugar mais caro!

— Cuidado para não levarmos a HS à falência comendo!

O ambiente voltou a ser animado e barulhento.

Na manhã seguinte, Ricardo levou Jasmine para registrar o casamento. Ele parecia ter medo de que ela desistisse, dirigindo até rápido demais. Mas, como ele era um excelente motorista, a viagem foi segura.

— Não precisa de pressa, eu não vou fugir — disse ela, sem saber o que fazer com ele.

Só então Ricardo diminuiu a velocidade.

— Tudo bem, como a senhora mandar. Sra. Holanda, agora que seremos marido e mulher oficialmente...

— O que foi?

— Nosso filho já está grandinho, ele pode dormir no quarto dele, não pode? O Ethan disse ontem que queria um quarto só dele, que agora é um menino corajoso.

Ricardo estava obcecado com isso. Eles dormiam na mesma cama, mas com Ethan entre eles. Ele não podia nem dar um beijo em Jasmine sem que ela o impedisse por causa da criança. Com o casamento oficial, era hora de o pequeno ter seu próprio espaço.

Jasmine inclinou a cabeça, achando divertido ver um homem tão centrado agindo com tamanha ansiedade.

— Depende do seu comportamento — repetiu ela.

— Ora... parece que meu comportamento ainda não foi bom o suficiente.

— Com certeza. Continue se esforçando.

Após o registro, Ricardo estava radiante e levou Jasmine e Ethan para uma sessão de fotos na praia.

Areia branca, mar azul e ela em um vestido branco. Jasmine sentiu como se estivesse vivendo um fragmento de sua memória perdida. Antigamente, ela lamentava que o jovem que limpava a areia de seus pés tivesse partido. Mas agora, ela segurava a mão do filho em uma mão e a de Ricardo na outra. Os três deixavam pegadas paralelas na areia.

Aquelas memórias vagas foram substituídas por lembranças novas e muito mais profundas. Eles tiraram uma foto de família: Ricardo com o filho nas costas e abraçado a Jasmine, sentados atrás de um castelo de areia construído pelos três.

Os três sorriam, em uma felicidade plena e radiante.

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