localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre Capítulo 39: Perigo no Escritório

《O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre》Capítulo 39: Perigo no Escritório

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Jasmine sentiu uma súbita dor de cabeça. Embora a pulseira fosse originalmente sua, Isabella a havia tomado há muito tempo. Para Ricardo, aquele objeto talvez fosse apenas uma lembrança que ele recuperara de Isabella. Por isso, mesmo embriagado, ele a segurava com tanta força e, ao confundi-la com Isabella, colocou-a em seu pulso.

Se ele acordasse e não a encontrasse, e depois descobrisse que estava com ela, certamente ficaria furioso. Jasmine não conseguiu mais ficar parada; precisava devolver o objeto. Subindo ao terceiro andar na ponta dos pés, ela avistou a Tia Wang. Após hesitar por um longo momento, ela finalmente falou:

— Tia Wang, o que aconteceu esta noite... por favor, não conte a ninguém.

Ela estava tensa. Seu status na casa não era alto e, se o assunto não envolvesse a criança, as pessoas raramente a ouviam. No entanto, ela temia genuinamente que a Tia Wang mencionasse o ocorrido a Ricardo, fazendo-o recordar de tudo. Para sua surpresa, a Tia Wang abriu um grande sorriso e respondeu com entusiasmo:

— Com certeza, não direi nada. — Desde que se conheceram, era a primeira vez que a mulher agia de forma tão amigável, chegando a garantir com convicção: — Fique tranquila, não sou de fofocas. Não direi uma palavra sobre o que acontece entre a senhora e o Sr. Ricardo.

A Tia Wang agora via Jasmine com outros olhos. "Esta deve ser a verdadeira amada do Sr. Ricardo", pensou ela. Não importava se os meios pelos quais ela entrara na família Holanda fossem questionáveis; o que importava era que o Sr. Ricardo gostava dela agora. Vendo que Jasmine não guardava rancor pelo tratamento anterior, a empregada tornou-se ainda mais calorosa. Jasmine percebeu o mal-entendido, mas não explicou; apenas agradeceu e correu para o terceiro andar.

Dentro do escritório, tudo parecia normal. Ricardo ainda dormia profundamente no sofá. Ele realmente parecia não tolerar bem o álcool; suas belas sobrancelhas estavam franzidas, como se estivesse desconfortável. Jasmine suspirou aliviada e colocou a pulseira silenciosamente na palma da mão dele. Quando se preparava para sair, um som veio de trás.

Aterrorizada, ela olhou para trás. Viu os dedos de Ricardo se fecharem instintivamente sobre a pulseira com tanta força que as veias do dorso de sua mão saltaram. Ele tornou-se extremamente inquieto, como se estivesse prestes a abrir os olhos. "Que droga!", pensou ela.

No pânico, Jasmine tentou correr para fora. Contudo, o escritório era vasto, e as estantes altas e densas dificultavam sua fuga. Se continuasse correndo, ele certamente a veria. Sem alternativa, ela se agachou, escondendo-se atrás de uma das fileiras de livros. Quase no mesmo instante, Ricardo despertou completamente no sofá.

Jasmine não ousava respirar; seu coração batia como um tambor. Através das frestas entre os livros, ela viu Ricardo se levantar. Ele era muito alto e de ombros largos; ao se levantar vestindo preto, parecia uma muralha intransponível, exalando uma pressão esmagadora. Ele parecia estar com uma forte dor de cabeça, pressionando as têmporas continuamente. Jasmine permaneceu imóvel, esperando que ele voltasse direto para o quarto para dormir.

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O ar estava em silêncio absoluto. Ricardo permaneceu parado, apenas encarando a pulseira em sua palma. Jasmine não entendia por que ele dava tanta importância àquele objeto, sendo a primeira coisa que olhava ao acordar. Se ele se importava tanto, por que não valorizara Isabella? Ela sentia-se confusa e nervosa.

Sob a luz fraca do escritório, Ricardo parecia solitário em meio às estantes. Em seguida, ele voltou a beber. Jasmine sentiu-se impotente; quão grande era o vício desse homem? Mesmo que sempre ficasse tão bêbado a ponto de não reconhecer ninguém, ele insistia em beber. E, ao contrário dos vinhos suaves de banquetes, ele bebia aguardente de alto teor alcoólico, como se quisesse deliberadamente se embriagar. Como alguém podia ter um comportamento tão terrível com a bebida?

Ela chegou a ter um pensamento esperançoso: se Ricardo soubesse que, após beber, ele a confundia com outra pessoa, será que sentiria nojo o suficiente para parar? No entanto, o fato de ele estar bebendo agora era uma vantagem. Antes de beber muito, ele pegou a garrafa e começou a sair. Seus passos estavam instáveis; ao passar perto da estante onde Jasmine estava, ele apoiou a mão para se equilibrar. Seus dedos eram longos e bonitos, marcados por veias azuladas e articulações rosadas. A pulseira de pérolas escuras balançava pendurada em seus dedos pálidos.

Naquele momento, Jasmine sentiu uma estranha familiaridade. Era um sentimento sem origem, que a deixou confusa sobre si mesma, fazendo brotar uma amargura inexplicável no peito. Por quê? Jasmine sabia que perdera muitas memórias, mas as pessoas daquelas lembranças não se pareciam nem um pouco com Ricardo. Talvez a única semelhança fosse o fato de possuírem mãos igualmente belas.

Ela mergulhou em pensamentos, mas antes que pudesse refletir, o homem a duas estantes de distância falou subitamente. Sua voz estava clara, não parecendo nem um pouco embriagada:

— Saia. O escritório não é lugar para você.

A breve vulnerabilidade de antes fora apenas uma ilusão; ele era gélido até os ossos. Após falar, ele saiu do escritório sem sequer olhar para trás. Jasmine não imaginava que ele fosse tão perspicaz. Suspirando, ela saiu do escritório e voltou para o quarto, ansiosa. Em apenas um dia, ela ofendera Ricardo duas vezes. Sem Isabella como mediadora, o conflito entre eles parecia ter se aprofundado.

"Espero que isso não afete o Ethan", pensou ela, adormecendo em meio à preocupação. Ela teve um sonho bizarro. No sonho, havia novamente o céu azul e a praia; o jovem que limpava pacientemente a areia de seus pés era gentil, protegendo-a com extremo cuidado. Jasmine nunca sentira aquela sensação de ser tratada como um tesouro. Por instinto, ela retribuiu o afeto, acariciando os cabelos pretos e macios do rapaz. Os fios eram mais suaves do que imaginara, e o toque era estranhamente familiar.

Era como... Jasmine estacou no sonho. Era exatamente como o cabelo de Ricardo. Assim que esse pensamento surgiu, o jovem ergueu a cabeça. A visão embaçada tornou-se nítida; ele abriu as pálpebras finas, revelando um desejo indisfarçável. Aquele rosto, com um toque de rebeldia juvenil, era ninguém menos que Ricardo Holanda.

Jasmine acordou sobressaltada, com o coração disparado. O dia já havia amanhecido, mas ela permaneceu em choque por um bom tempo. A sombra que Ricardo projetava sobre ela era tão grande que até um sonho agradável transformava-se em pesadelo. Como o jovem do sonho pôde assumir o rosto dele? Nesse momento, ouviu-se uma batida na porta.

— Srta. Jasmine — a Tia Wang avisou educadamente —, em meia hora, o Sr. Ricardo tomará o café da manhã com o Ethan.

Jasmine tentou acalmar seus nervos abalados.

— Está bem.

Após lavar o rosto de Ethan e arrumá-lo, ela não parava de dar instruções:

— Daqui a pouco você vai comer com o seu papai. Tente se dar bem com ele, não o deixe zangado.

O pequeno Ethan fez um bico, concordando a contragosto. Ele não queria comer com o homem que maltratava sua mãe, mas compreendia vagamente que aquela era a casa daquele homem. Eles não podiam fazer o que queriam. Ethan terminou de se vestir e saiu do quarto com seu corpinho pequeno; Jasmine o observava da porta, preocupada. Ela ainda não confiava em Ricardo, temendo que ele fosse rude com a criança.

Felizmente, através da fresta da porta, ela conseguia ver a sala de jantar. Jasmine sentia que passara os últimos dias agindo como uma espiã, e agora via-se obrigada a observar pela fresta novamente. Do seu ângulo, via apenas as costas dos dois; eles estavam sentados lado a lado. As duas silhuetas, uma grande e uma pequena, pareciam, à primeira vista, um par de pai e filho muito próximos. Ethan comia comportadamente, usando a colher com destreza. Ricardo virou a cabeça para observar o filho e disse abruptamente:

— Você não gosta de mim.

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