localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre Capítulo 25: Rostos Semelhantes

《O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre》Capítulo 25: Rostos Semelhantes

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Vitor estava em um estado de irritação total, esquivando-se para um lado e para o outro. "Que estorvo! Que pirralho problemático", pensava ele. Se fosse uma menina tão bonita, ele até poderia ser um pouco mais gentil, mas era apenas um moleque insolente. Ele se despediu apressadamente, querendo fugir dali o quanto antes.

No instante seguinte, seu braço foi agarrado com uma força brutal, capaz de esmagar seus ossos. Vitor soltou um grito de dor lancinante. Ele pensou que talvez tivesse sido indelicado e estava prestes a pedir desculpas por puro medo. Mas, ao erguer a cabeça, ele ficou paralisado.

Pela primeira vez na vida, viu seu tio perder completamente a compostura. Ele podia sentir a mão de Ricardo, que o segurava, tremendo. As veias no dorso da mão saltavam e um brilho vermelho, profundo e aterrador, explodiu nos olhos do homem.

"O que está acontecendo?", Vitor se perguntou, baixando o olhar em choque para a criança. Só então percebeu o quanto as feições do menino eram refinadas. Os olhos e a boca pareciam uma versão em miniatura de Jasmine; até a curvatura das pálpebras duplas era idêntica.

Vitor não pôde deixar de rir internamente. "Esse moleque não sabe mesmo puxar a genética; não se parece nada com o tio." Ele presumiu que Ricardo, ao ver a sombra da antiga amante no rosto do filho, sentira nojo. "Não sei o que a Jasmine fez, mas jogou fora todas as cartas boas que tinha; que desperdício de rosto", pensou ele, olhando para o bebê com desdém.

— Vou levá-lo embora agora mesmo, prometo que ele não vai mais ofender os seus olhos. — Dizendo isso, ele puxou o braço da criança com força para partir.

Antes que pudesse se virar, Vitor foi arremessado por um chute devastador e colidiu violentamente contra o chão.

— Aaaaaaaah!

O impacto foi imenso, e o som arrepiante de ossos quebrando fez os dentes de quem ouvia rangerem. Vitor gritava em agonia. Ricardo, porém, não lhe dedicou um único olhar; seus olhos injetados estavam fixos, em transe, no rosto da criança.

Este era, de fato, seu filho biológico. Ao ver aquele rosto tão semelhante, todas as memórias que haviam sido enterradas à força em sua mente emergiram como uma torrente.

Oito anos. Finalmente, ele a via de novo. Ele nunca esquecera aquele rosto nem por um segundo. A saudade profunda penetrava em sua medula, gravava-se em cada fibra de sua carne, quase o esmagando.

Ricardo finalmente percebeu qual era a origem da dor que criara raízes em seu coração durante este último ano. Ele se esforçara para aceitar a "amada" que mudara de personalidade, esforçara-se para amá-la, esforçara-se para se convencer a continuar gostando dela. Acreditava que já havia aceitado o fato; que jamais deveria duvidar de quem amava.

Mas agora, ao ver o filho pela primeira vez, toda a sua racionalidade ruiu por completo. Eles deveriam ter tido um filho exatamente assim. Este era seu filho de sangue, mas ele crescera com o rosto da mulher por quem Ricardo suspirava dia e noite.

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E, pior ainda, ele via o sofrimento naquele rosto tão parecido com o dela. Por causa de sua negligência de um ano inteiro, a criança fora torturada daquela forma. Ele passava os dias sentindo falta dela, mas nunca fora visitar o próprio filho uma única vez.

Ricardo quase não conseguia se manter de pé. Seu coração latejava de dor e seu rosto belo perdeu toda a cor. Ele imediatamente desamarrou o lençol que prendia o menino. Só então percebeu que no dorso da mãozinha da criança havia um estilhaço de vidro cravado; a ferida era terrível de se ver. O sangue vermelho vivo feriu profundamente os seus olhos.

Jasmine sentia dores por todo o corpo, mas o sofrimento físico não chegava nem perto da agonia em seu coração. Mais do que sua própria situação, ela temia pelo filho. O que ela deveria fazer? Uma criança tão pequena nas mãos de Vitor... ela não conseguia imaginar como seria o futuro dele.

Sua única e ínfima esperança residia naquela ligação da Assistente Sun que ainda não viera. A assistente não era o tipo de pessoa que faltava com a palavra; se prometera ligar, ligaria. O atraso talvez fosse apenas um imprevisto de tempo. E se Ricardo não fosse tão implacável assim? Talvez houvesse uma chance em um milhão de ele permitir que eles partissem.

Jasmine não queria mais nutrir expectativas sobre aquele homem de coração de pedra. Mas agora, ele era sua única saída. Ela apertava o celular com força. No entanto, no instante seguinte, os seguranças o arrancaram de suas mãos e o jogaram longe.

— Não seja boba, ninguém vai retornar sua ligação.

— Esta é a ordem da Srta. Isabella. Vamos, ninguém pode deixar você ficar.

Jasmine foi rapidamente arrastada em direção ao portão dos fundos em meio ao desespero. Mesmo de longe, ela notou com surpresa que havia muita gente parada do lado de fora. Com sua visão aguçada, reconheceu rostos familiares: eram empregados que haviam sido violentos com ela e o filho no passado e que, posteriormente, foram expulsos pelo Sr. Antônio e levados à falência.

Perto deles, vários carros de luxo estavam estacionados. Homens e mulheres com sorrisos de escárnio nos rostos observavam a cena — todos rostos que ela desejava nunca mais ver. As humilhações do passado voltaram à sua mente. E, entre aquelas pessoas, estava Diego Rocha. Seu olhar era sombrio como águas profundas, mas carregado de uma ambição vibrante.

Ele não estava ali para resgatá-la. Entre todas aquelas pessoas, não havia uma única alma com boas intenções. Jasmine sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Isabella fora realmente cruel; ela trouxera de antemão as pessoas que Jasmine mais detestava para assistirem à sua desgraça. Jasmine começou a lutar freneticamente, recusando-se a cair nas mãos deles:

— O Sr. Ricardo ainda não deu a ordem final! Me deem o telefone, a Assistente Sun já deve ter me retornado!

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No fundo, ela sabia que Ricardo não se importaria, mas era tudo o que podia dizer. Os seguranças se entreolharam e caíram na risada.

— Esqueça isso. A ordem da Srta. Isabella é a ordem do Sr. Ricardo.

— Você realmente acha que o patrão ainda liga para vocês dois? Se você se comportar agora, sua vida futura pode ser um pouco menos difícil.

Jasmine era arrastada cada vez mais para perto do portão, conseguindo ver claramente as expressões de deboche. Ela já podia ouvir as risadas vindas de fora.

— Ora, se não é a grande beldade Jasmine! Como é que foi expulsa em pouco mais de um ano?

— Você não é tão boa assim, afinal. Não era toda orgulhosa? Nem aceitava nossas cartas de desculpas...

— Não tem carros por aqui, não dá para sair a pé. No carro de quem você pretende ir embora?

— Já vou avisando: quem te der carona ganha o direito de te hospedar em casa por uns dias!

— Venha, escolha um de nós! Vamos te pedir desculpas "de verdade" lá em casa.

Jasmine olhou para o círculo de pessoas. Estava em colapso. Ali estavam pessoas que lhe enviaram dinheiro, pessoas que lhe pediram perdão. Mas não estavam o Sr. e a Sra. Lima — aqueles que prometeram tratá-la como filha. Ela não acreditava que eles não sabiam do que estava acontecendo. Eles sabiam das intenções daquelas pessoas para com ela, mas não vieram buscá-la.

Em um curto espaço de tempo, Jasmine experimentou toda a frieza da natureza humana. Ela olhou para trás, para a imponente mansão dos Holanda, sentindo um desespero absoluto por toda aquela família. Um segurança já estava abrindo o portão. As pessoas lá fora estavam ansiosas para avançar. Se não tivessem medo de invadir a propriedade, alguém já teria corrido para arrancá-la de lá.

A corda em seu coração estava esticada ao máximo, prestes a arrebentar. Jasmine continha as lágrimas, sem saber o que seria dela e de seu filho. Isabella queria entregá-los aos seus inimigos, sem dar sequer a chance de fugirem para longe. Jasmine lutava desesperadamente para se livrar dos seguranças, mas uma mulher franzina não era páreo para vários homens corpulentos.

Justo quando ela estava prestes a desistir, uma voz masculina, clara e furiosa, veio de trás:

— Parem! Quem deu ordens para fazerem isso?

A voz familiar deixou todos atônitos. Eles se viraram. Um homem elegante, de terno, corria em direção a eles com urgência. Ele raramente perdia a compostura, mas agora seu rosto estava vermelho — não se sabia se pelo esforço da corrida ou de raiva. Os seguranças, ao vê-lo, soltaram Jasmine imediatamente, assustados.

— O que o senhor faz aqui?

Ele ignorou os seguranças completamente. Ao ver o sangue nas roupas de Jasmine, suas sobrancelhas se franziram profundamente. Jasmine sentiu que aquele homem lhe era familiar. Antes que pudesse reconhecê-lo, ouviu o coro de surpresa das pessoas lá fora:

— Secretário Silas?

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