localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre Capítulo 17: Limpando a Honra

《O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre》Capítulo 17: Limpando a Honra

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Nesse momento, todos no salão se levantaram, com os olhos fixos no laudo. Isabella foi a mais rápida: avançou e arrancou o relatório das mãos da equipe médica.

Todos arregalaram os olhos para ler cada detalhe. Mesmo sendo o resultado do próprio filho, Jasmine não teve o direito de se aproximar. Ela foi empurrada para o lado pela multidão curiosa que se espremia ao redor do papel.

Com as palmas das mãos geladas, ela aguardava o veredito do destino. "Tem que ser dele", pensava. Se o bebê fosse um Holanda legítimo, ao menos teria a proteção da família e cresceria em berço de ouro. Mas, se não fosse, seria o seu fim. Ela duvidava que, mesmo com os dez milhões, conseguiria sair da capital em segurança com a criança. O número de pessoas que queriam humilhá-la era maior do que ela imaginava.

"Deve ser do Ricardo", repetia para si mesma. Ela questionara Diego Rocha, e ele garantira repetidamente que nunca a tocara; ele não tinha coragem de encostar nela antes de entregá-la a outra pessoa. Mas não se podia descartar a hipótese de ele estar mentindo. As pupilas de Jasmine tremiam enquanto ela olhava para o centro da sala; seu coração parecia prestes a parar.

Ao ver o conteúdo do laudo, Isabella não conseguiu mais se conter. Ela segurou o papel com uma alegria frenética, abandonando qualquer disfarce, e apontou para Jasmine de longe.

— Expulsem essa mulher e esse bastardo da mansão agora!

— Joguem-nos para fora imediatamente!

Antes mesmo que ela terminasse de falar, um grupo de empregados surgiu de todos os lados, empurrando Jasmine e o bebê em direção à saída. A cena caótica inflamou os ânimos dos presentes. O sarcasmo veio em ondas:

— Hahaha, por um momento quase fomos enganados! Achou mesmo que o primo Ricardo cairia nessa?

— Que mulher vulgar... teve a audácia de entrar na casa dos Holanda carregando a semente de outro homem.

— Joguem-nos na rua! Com razão o Ricardo nem se deu ao trabalho de vir.

Lá fora a noite já caíra e chovia torrencialmente. Jasmine, recém-parida e vestindo roupas finas, sentiu o impacto da chuva gelada assim que se aproximou do portão. Sua face estava pálida, tomada pelo desconcerto. "Realmente não é dele?", questionava-se em choque.

De repente, ela viu o bebê sendo puxado. Uma criança tão pequena sendo manipulada de forma bruta pelos empregados... a raiva subiu à cabeça de Jasmine. Não se sabia de onde ela tirou forças, mas ela se desvencilhou dos seguranças para resgatar o filho.

O pequeno recém-nascido chorava copiosamente sob o vento e a chuva, com os bracinhos vermelhos de tanto ser apertado. Mal nascera e já sofria tanto. Jasmine usou seu corpo frágil para proteger o filho do clima, enquanto os empregados continuavam a expulsá-los impiedosamente, cercados pelos membros da família Holanda que assistiam a tudo com zombaria.

Isabella estava em êxtase. Conseguira. Ela comandara Vitor Holanda naquela tarde para realizar algo que nem ela mesma imaginara ser possível. Como a "mulher dos sonhos" de Ricardo e futura senhora da casa, até os responsáveis pelo DNA lhe deviam favores, sem mencionar a quantia em dinheiro que ela oferecera.

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Ela sempre temera uma reaproximação entre Jasmine e Ricardo. Afinal, eles eram os únicos que realmente tiveram intimidade física. Se o bebê fosse legítimo e Jasmine continuasse por perto para criá-lo, a criança seria um elo eterno entre os dois. "Nesse caso, que ninguém o crie", pensara ela. Para Isabella, o resultado do DNA não tinha mistério: independentemente de ser um Holanda ou não, a partir de hoje, deixaria de ser.

Isabella tremia de excitação. Ao ver Jasmine encharcada e humilhada como um animal abandonado, sentiu vontade de ir pessoalmente chutá-los para fora. Mas não foi preciso; alguns jovens da família Holanda já se preparavam para intervir fisicamente. As roupas molhadas de Jasmine aderiam ao seu corpo, revelando suas curvas perfeitas. Vários rapazes, com olhares maliciosos, arregaçaram as mangas para "ajudar" a empurrá-la.

Jasmine cambaleou tentando esquivar-se daquelas mãos. No entanto, um empurrão violento de um empregado a fez cair, batendo os joelhos com força no chão. Ela soltou um grito de dor contido, incapaz de se levantar. O choro do bebê e as gargalhadas dos Holanda se misturavam em uma sinfonia cruel. O ambiente era de uma celebração selvagem e assustadora.

Até que um grito autoritário fez a multidão paralisar.

— PAREM COM ISSO!

A Assistente Sun surgiu do lado de fora, com os olhos injetados de raiva, correndo como se estivesse furiosa. Ela começou a afastar as pessoas bruscamente.

— Todos vocês, parem agora! Não encostem no bebê!

A Assistente Sun era o braço direito do Sr. Antônio e sempre fora respeitada pela sua compostura e frieza. Todos ficaram atônitos ao vê-la naquele estado de descontrole. Ela avançou e tomou o bebê nos braços imediatamente.

O recém-nascido estava com o rosto coberto de chuva, com a voz já rouca de tanto chorar e o corpo avermelhado pela força bruta. As mãos da assistente tremiam de indignação enquanto ela encarava os presentes.

— Como vocês ousaram fazer isso?! Médicos! Todos os médicos, venham aqui agora!

Suas ordens foram obedecidas; os doutores correram para examinar a criança. Ao verem o estado do bebê, ficaram horrorizados. Os outros, achando que ela ainda não sabia do resultado, tentaram explicar:

— Assistente Sun, o filho não é do Ricardo.

— É verdade, o laudo já saiu.

Alguns ainda tentaram pegar a criança para jogá-la fora, mas foram interrompidos por um rugido potente que vinha do fundo:

— SEUS MISERÁVEIS!

O silêncio foi imediato. Sob os olhares estupefatos de todos, o velho Sr. Antônio entrou na sala apoiado em sua bengala. O som rítmico e pesado da bengala no chão soava como um pesadelo de infância, fazendo todos recuarem por instinto. Antônio comandara a família com mão de ferro por décadas.

Ao ver o estado deplorável do bisneto, Antônio quase desfaleceu de ódio. Os familiares correram para ampará-lo, apavorados.

— Não se exalte, senhor... o bebê não é do Ricardo — tentaram acalmar.

O patriarca empurrou aqueles descendentes indignos com força, ofegante de raiva, incapaz de proferir palavras no momento. Os médicos correram para medicá-lo. Foi então que todos notaram que ele segurava outro envelope em mãos, e um pressentimento terrível tomou conta do salão.

Isabella arregalou os olhos, escondendo-se atrás da multidão, tremendo violentamente. Desta vez não era excitação, mas pavor real. "Por que... por que existe um segundo laudo?". E não era apenas um; Antônio carregava uma pilha, pelo menos três ou quatro versões.

Qual seria o resultado? Seriam diferentes? Alguém, em meio à confusão, recolheu um dos papéis que caíram e soltou um grito de pavor, largando o documento como se estivesse em brasa.

Os outros se inclinaram para ver. Cada um daqueles laudos apontava para o mesmo resultado positivo. O silêncio tornou-se sepulcral. Mesmo sendo membros da família Holanda, todos sentiram um calafrio ao perceber o que acabavam de fazer. Os empregados que empurraram Jasmine entraram em pânico. Sem precisar ler o papel, perceberam pela atmosfera que não deveriam mais tocar nela e correram para ajudá-la a se levantar.

Jasmine, com os joelhos latejando, caminhou com dificuldade. Ao ler o conteúdo dos documentos, as lágrimas rolaram instantaneamente. Toda a humilhação e o sufocamento dos últimos dias escorreram com o pranto.

Finalmente. O filho era um Holanda. Ela sentia um medo retrospectivo terrível e seu corpo tremia de frio, mas seu coração transbordava de uma alegria libertadora. Sua honra fora limpa. Ela não era o que diziam. Fora Ricardo Holanda quem a desonrara naquela noite e depois se recusara a assumir.

Mas, mesmo que ele não quisesse admitir, aquele bebê pertencia, por direito e sangue, à família Holanda.

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