localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre Capítulo 12: Devoto? Ou Cruel?

《O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre》Capítulo 12: Devoto? Ou Cruel?

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A Assistente Sun era uma pessoa muito ocupada; após dar as instruções básicas, ela partiu apressadamente. Jasmine voltou para o quarto e percebeu que não tinha quase nada para desarrumar. O local já estava totalmente equipado com itens de uso diário, e o closet era imenso, repleto de roupas de luxo de todos os estilos, cores e tamanhos imagináveis, garantindo que tudo lhe servisse perfeitamente.

Parada ali, Jasmine sentia-se como se estivesse em um shopping center de alto padrão. Nas gavetas do quarto, havia joias e acessórios prontos para uso. Jasmine nunca fora de dar muita importância a essas coisas, mas reconheceu um colar de rubis em um canto. Coincidentemente, era o mesmo colar que a Sra. Almeida tentara arrematar em um leilão, desistindo na época por causa do preço exorbitante. Agora, aquela peça luxuosa estava ali, guardada casualmente como se não fosse nada demais.

Os Almeida eram ricos e influentes na capital, mas não podiam ser comparados ao nível estratosférico da família Holanda. Jasmine antes se surpreendera com o valor de dez milhões oferecido pelo Sr. Antônio, pensando que seria um prejuízo caso o filho não fosse de Ricardo, mas agora via que dez milhões era apenas o preço de um único colar. Ela podia usar as coisas do quarto, mas não tinha o direito de levá-las consigo.

Jasmine não se sentia mal por isso. Sabia que a forma como "subira na vida" seria alvo de desprezo, mas enquanto carregasse aquela criança, ninguém ousaria machucá-la de verdade. Ela tocou a barriga, sentindo fome; passara por tantas emoções no dia que ainda não tivera tempo de comer. Se estivesse sozinha, talvez pulasse a refeição, mas agora tinha um bebê que precisava de nutrientes.

Ela desceu até o primeiro andar e pegou um saco de pão e leite na geladeira. Mal dera dois goles quando, pelo canto do olho, viu um carro preto de luxo se aproximando. Seria o Sr. Antônio voltando? Curiosa, ela espiou pela janela e suas pupilas se contraíram instantaneamente.

Um homem de terno desceu do carro. Ele tinha o porte de um modelo de elite, cabelos negros penteados para trás e um rosto pálido e belo, porém gélido e sem expressão. Exalava uma aura de arrogância e temperamento difícil.

Era Ricardo Holanda. O que ele estava fazendo na mansão ancestral?

Jasmine não queria cruzar o caminho dele. Tentou correr para o andar de cima antes que ele a visse, mas era tarde demais. Sem saída, ela abriu a porta de um depósito e se escondeu lá dentro. Através da fresta da porta, viu Ricardo entrar acompanhado da Assistente Sun.

Eles passaram bem na frente do depósito. Separada apenas por uma fina placa de madeira, Jasmine estava, pela primeira vez, tão perto de um Ricardo sóbrio. Ele era muito diferente daquela noite. Naquela noite, o corpo dele estava ardente e seus olhos negros a fitavam com uma intensidade que parecia querer fundi-la ao seu próprio sangue; ele só tinha olhos para ela.

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Agora, Ricardo transbordava frieza e distanciamento. Era um homem absolutamente inacessível, o homem que pertencia a Isabella. Jasmine conhecia seu lugar; mesmo que desse à luz um filho dele, ela e o homem à sua frente pertenciam a mundos diferentes.

Ela ficou em silêncio absoluto, esperando que passassem. Mas Ricardo parou de repente. Os cílios de Jasmine tremeram involuntariamente, mas, para sua sorte, ele não olhou em sua direção; ele se virou para a cozinha. Sobre a mesa estava o copo de leite do qual Jasmine acabara de beber.

— Quem mais está em casa hoje? — perguntou ele subitamente.

A Assistente Sun hesitou por um momento, mas optou pela verdade factual.

— Apenas a Srta. Jasmine está em casa hoje. A mulher que está grávida.

Ricardo franziu a testa. Seus olhos escureceram com uma pressão opressiva, como se uma tempestade estivesse prestes a desabar. Ninguém ousava enfrentar a fúria do líder da família Holanda.

A Assistente Sun sentiu-se apreensiva. Ela conhecia Ricardo; suas experiências de infância o tornaram sombrio e desconfiado. Ele raramente permitia que as emoções o dominassem, a menos que o assunto envolvesse sua "mulher dos sonhos". Jasmine claramente representava uma ameaça aos interesses dessa mulher amada. Ricardo não suportava a ideia do filho na barriga dela e muito menos permitiria que ela ficasse ali.

A Assistente Sun respirou fundo e falou rapidamente antes que ele explodisse:

— Sr. Ricardo, a família Holanda precisa de um herdeiro com o seu sangue. O Sr. Antônio se encarregará da criação; o senhor terá um herdeiro sem precisar fazer absolutamente nada.

— Ela tem dignidade para dar à luz um filho meu? — perguntou Ricardo, com uma frieza que atingia a alma.

A assistente negou com a cabeça e pronunciou cada palavra com clareza:

— Não, ela não tem. Mas o parto é um processo doloroso e desgastante. O senhor teria coragem de deixar "aquela pessoa" passar por esse sofrimento?

Ao ouvir isso, Ricardo estacou. Aquele homem tão gélido pareceu perder todos os seus espinhos no instante em que sua amada foi mencionada; ele parecia outra pessoa. Ricardo baixou a cabeça e massageou as têmporas. A imagem e o sorriso daquela jovem viviam no fundo de sua memória, uma lembrança que ele jamais esqueceria.

Ele soltou um suspiro.

— Eu nunca pensei em deixá-la passar por isso. Ela não deve sofrer esse tipo de dor.

Ricardo não tinha coragem de deixá-la sofrer. A Assistente Sun apostara certo e sentiu um imenso alívio, continuando com seu argumento persuasivo:

— Por isso, Sr. Ricardo, não seria perfeito ter outra mulher para continuar a linhagem dos Holanda? Aquela mulher é muito bonita e tem um alto nível de instrução; o filho será excelente. Daqui a um ano, ficamos com a criança e descartamos a mãe. O bebê será criado pelo Sr. Antônio e não interferirá na vida de vocês dois.

As palavras da Assistente Sun refletiam perfeitamente seu estilo de agir: a razão acima de tudo, buscando atingir o objetivo sem considerar os sentimentos alheios. Por ter visto Ricardo crescer, ela o entendia melhor do que ninguém e sabia como convencê-lo.

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Ricardo finalmente desistiu de expulsar Jasmine. No entanto, antes de sair, ele olhou com nojo para o copo de leite deixado por ela.

— Sujo. Não quero ver nada que ela tenha tocado.

— Entendido, vou tirar isso daqui agora mesmo.

A assistente jogou o copo rapidamente no lixo e limpou a mesa e a geladeira com agilidade.

Jasmine demorou muito tempo para criar coragem e sair do esconderijo. Suas pernas fraquejavam de fome, mas, ao olhar para a geladeira cheia de comida, decidiu não pegar mais nada. Desde que fora revelado que não era uma Almeida, ela fora desprezada de várias formas, mas era a primeira vez que alguém a chamava de "suja".

Sua dignidade fora ferida, mas ao menos a barreira que era Ricardo fora superada. Se as pessoas lá fora a tratavam como um ser inferior para humilhá-la, a família Holanda a tratava como uma ferramenta — e uma ferramenta "suja".

"Ficar com o filho e descartar a mãe". Ele não queria que Isabella sofresse no parto. Ricardo, um homem tão frio, também era capaz de amar alguém assim. Parecia que, neste mundo, apenas ela não era amada por ninguém. Ela mal passara dos vinte anos, acabara de se formar, mas ninguém se importava se ela sofreria ou não ao dar à luz.

Jasmine esforçou-se para ser forte. Se não a tratassem como humana, que fosse; era apenas por um ano. A atitude de alguém como Ricardo não merecia sua atenção. No futuro, ela pegaria seus dez milhões e fugiria para longe de todas essas pessoas detestáveis.

...

No andar de baixo, no quarto ao fundo.

O ambiente em tons escuros e melancólicos dominava a suíte de Ricardo. A única luz vinha da tela do computador, que exibia uma foto de documento de Isabella. Ricardo, despido de sua frieza habitual, observou a imagem por um longo tempo. Na foto, não conseguia encontrar nem sombra da mulher que amara no passado.

Contudo, a borboleta negra em sua nuca ainda estava lá, vívida como outrora. Ele prometera que, não importava como ela ficasse após a doença, ele a encontraria através daquela borboleta que ela mesma desenhara. E agora, ele a encontrara. Mas o vazio imenso em seu coração, que durara tantos anos, impedia que ele sentisse a realidade de tê-la de volta apenas olhando para uma foto.

"Talvez tudo mude quando nos encontrarmos amanhã", pensou. A silhueta de Ricardo parecia solitária na penumbra. Por fim, ele fechou o computador e tirou de um cofre um pedaço de tecido verde aparentemente comum. O pano era áspero, desbotado pelas lavagens e desfiado nas bordas.

Mas ele o apertou entre as mãos com carinho; só assim sentia que realmente estava prestes a revê-la. Em inúmeras noites de insônia, ele só conseguia dormir segurando aquele pedaço de tecido que ela descartara casualmente. Era o único vestígio que ele possuía dela.

Ela gostava de vestidos verdes; por isso, ele passara a gostar também.

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