localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre Capítulo 3: Eu sou Ricardo Holanda

《O Erro do Magnata: Uma Noite para Sempre》Capítulo 3: Eu sou Ricardo Holanda

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— T-Tio?

A voz de Vitor quase falhou, atingindo um tom agudo, como se uma lembrança terrível tivesse sido subitamente despertada.

— De onde você tirou isso? — Ele reagiu logo em seguida, recuperando a coragem e fixando um olhar furioso nela. — E daí que você tem um cartão? Não vai me dizer que você é a "mulher dos sonhos" que meu tio está procurando há anos?

"Mulher dos sonhos"? Ricardo estava procurando por alguém?

Jasmine não sabia nada sobre os assuntos internos da família Holanda; ela raramente interagia com o círculo de elite da capital. Ela tinha plena consciência de que não era essa tal mulher, mas guardou a informação mentalmente.

— E por que não poderia ser eu?

— Um homem como o meu tio está em um nível que você jamais conseguiria alcançar! — Vitor disparou imediatamente. — Ele se manteve casto e procurou por ela todos esses anos. Recentemente, ouvi dizer que ele finalmente a encontrou...

Ele parou de falar bruscamente, lançando um olhar desconfiado para Jasmine.

— Não me diga que a pessoa que ele encontrou foi você?

Jasmine percebeu que Vitor não conhecia Ricardo tão bem assim e, mais do que isso, tinha pavor dele. Ela resolveu arriscar e não negou.

Afinal, o que aconteceu entre ela e Ricardo na noite anterior foi real. Se a família Holanda viesse a questioná-la depois, ela poderia dizer que foi um mal-entendido. Afinal, ela estava completamente bêbada e incapaz de se mover quando Ricardo avançou sobre ela como um louco. Ele até ficou observando o rosto dela por um longo tempo antes de beijá-la.

Sabendo que ela era uma estranha e ainda assim agindo daquela forma, Ricardo claramente não parecia o tipo de homem que "se mantinha casto" por um amor do passado. Provavelmente, essa imagem de pureza era apenas uma estratégia de marketing do grupo. Talvez ele nem ficasse furioso com o que aconteceu.

Jasmine esforçou-se para manter a calma.

— A única coisa que eu sei é que, ontem à noite, eu e Ricardo Holanda dormimos juntos.

Ao ouvir isso, Vitor franziu a testa, visivelmente hesitante. Normalmente, ele jamais tocaria em qualquer pessoa que tivesse o menor envolvimento com o segredo de seu tio. No entanto, a mulher diante dele era bela demais e de origem humilde. Até ele tinha ouvido os boatos de que a deslumbrante senhorita Almeida não passava de uma impostora, uma joia cobiçada por muitos.

Como alguém como ela poderia ter relações com seu tio? Mas ele ousaria arriscar? Se ela realmente fosse uma mulher de Ricardo, ele não teria vidas suficientes para pagar pelo erro.

Após um momento de dúvida, ele percebeu algo estranho.

— Se você quer proteger sua irmã, bastava pedir para alguém do meu tio me ligar. Por que viria pessoalmente? Hahaha, para mim, você apenas achou esse cartão caído no hotel e está tentando me enganar. Eu te desafio: você tem coragem de ligar para ele agora?

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Dito isso, Vitor perdeu a paciência e avançou brutalmente em direção a ela. Jasmine percebeu que ele não seria enganado tão facilmente. Ela pegou o celular imediatamente e mostrou o número de Ricardo.

— Este é o número pessoal dele. Pode verificar.

Para sua surpresa, Vitor sequer reconhecia o número de Ricardo. Ele nem olhou, convencido de que era falso, e tentou tomar o celular da mão dela. Jasmine, num ato de desespero, apertou o botão de chamar.

Se Ricardo atendesse e Vitor reconhecesse a voz, ele certamente não ousaria falar e seria o primeiro a desligar o telefone em pânico. Ela precisava resolver a ameaça imediata que Vitor representava. Quanto às consequências de incomodar Ricardo, ela teria que pensar nisso depois. Pelo menos, não permitiria que Vitor a destruísse agora.

Mas... Ricardo já estaria acordado? Ele atenderia um número desconhecido sem identificação?

As pontas dos dedos pálidos de Jasmine tremiam incontrolavelmente. Conforme o som de chamada ecoava pelo aparelho, Vitor, apesar de sua arrogância, paralisou por um instante. Jasmine prendeu a respiração.

Um homem como Ricardo provavelmente não atenderia, mas ela não podia demonstrar nenhuma fraqueza. Como aquele era o número privado dele, mesmo que ele não atendesse, ela tinha que fazer Vitor acreditar na sua segurança.

Sua postura confiante realmente deixou Vitor apreensivo. Ele não parava de olhar para o rosto vívido e deslumbrante de Jasmine, tentando discernir se aquela ligação era real ou um blefe. Seu coração batia forte; com um corpo e um rosto daqueles, era perfeitamente aceitável que alguém ficasse obcecado por ela durante anos.

Enquanto isso, na cobertura do mesmo hotel, um homem impecavelmente vestido em um terno sob medida saía de sua suíte. Ele tinha o porte de um modelo internacional, com ombros largos e uma aura de poder que não demonstrava nenhum traço da ressaca da noite anterior.

Seu rosto esculpido e severo mantinha as pessoas à distância. Ricardo pressionava as têmporas com os dedos longos, exibindo uma leve palidez. Qualquer outra pessoa teria medo de se aproximar dele naquele estado, mas Samuel, seu secretário mais próximo, percebeu que o chefe parecia estar de bom humor.

E havia motivos para isso. Ricardo procurava por seu amor de juventude há anos, e parecia que finalmente a tinha encontrado. Samuel ouvira dizer que ela havia sido acomodada naquele mesmo hotel na noite anterior; ao que tudo indicava, as coisas haviam corrido bem entre Ricardo e sua "mulher dos sonhos".

— Desta vez parece ser para valer — comentou o secretário.

Ricardo não o contestou. O elevador, em silêncio absoluto, refletia a imagem do homem. Seus cabelos negros penteados para trás revelavam feições nobres e marcantes. Era um rosto de uma beleza impactante.

No entanto, a mente de Ricardo estava ocupada por outro rosto. Embora tivesse bebido demais, ele se lembrava claramente de ter reencontrado a pessoa que o fazia sofrer de amor e ódio simultaneamente. O desejo acumulado por anos quase o levou à loucura.

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Ao acordar, ele estava sozinho. Mesmo sabendo que poderia ter sido apenas um sonho embriagado, e que a pessoa encontrada agora poderia não ser ela, ainda restava uma esperança profunda em seu coração. Ele tinha certeza de ter visto aquele rosto que assombrava seus sonhos, e também aquela borboleta. Não poderia estar enganado.

Ele precisava encontrá-la. Seus nós dos dedos empalideceram ao fechar o punho, revelando as veias sob a pele. Ninguém sabia que o poderoso líder dos Holanda tinha, sob o punho da camisa social, uma cicatriz em formato de borboleta. Ele mesmo a havia esculpido com uma pedra afiada, usando as últimas forças antes de perder os sentidos anos atrás. Uma marca feita na carne para nunca mais esquecer.

Assim que as portas do elevador se abriram e ele caminhou em direção à saída, seu celular tocou. Era o aparelho privado, cujo número pouquíssimas pessoas conheciam. Quase ninguém ligava para ele.

O primeiro instinto de Ricardo foi recusar a chamada sem olhar. Mas, por um impulso inexplicável, a imagem daquela mulher surgiu em sua mente. A saudade era tão intensa que chegava a tirar o fôlego.

Jasmine esperava ansiosamente pela conexão; mas Vitor estava ainda mais nervoso. Ele estava parado diante dela, com o corpo tenso, vigiando a tela da chamada sem desviar o olhar. O telefone tocou por vários segundos. Cada segundo parecia uma eternidade.

Como ninguém atendia, a postura de Vitor começou a relaxar.

— Você só pegou um número qualquer para me intimidar. Você tem ideia do que acontece com quem me desafia?

Jasmine entrou em pânico. Se a ligação não fosse completada, aquele louco poderia matá-la sem hesitar. "Atenda, por favor, atenda", implorava ela mentalmente. Se não funcionasse, ela teria que dar um jeito de fugir e tentar chegar à cobertura, embora soubesse que encontrar Ricardo poderia ser ainda mais perigoso.

Seu coração martelava no peito. No momento em que a mão de Vitor se estendeu para agarrá-la e ela se preparava para correr, a ligação foi atendida.

Os dois congelaram. O quarto ficou em um silêncio absoluto. Vitor parou de respirar. Em seguida, veio uma voz profunda, magnética e inesquecível:

— Alô.

— Aqui é Ricardo Holanda.

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