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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 36: Matriz de Libertação

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Capítulo 36: Matriz de Libertação

Alice virou-se para os aldeões atrás dela: — Vocês querem ficar presos aqui para sempre? Querem fingir ser humanos de dia e virar cadáveres à noite para o resto da eternidade? Querem continuar vagando na névoa de sangue sem nunca mais provar uma alma fresca?

Os aldeões entreolharam-se. Pela primeira vez, naqueles olhos vazios, surgiu algo diferente: desejo.

A Viúva Lúcia deu um passo à frente, suas lágrimas de sangue caindo intermitentemente. Pela primeira vez, um NPC demonstrava emoção real: — Poupe a criança... Eu já perdi o Xiaobao, não quero ver mais ninguém perdendo o que ama...

Clang!

O Açougueiro Marcos arremessou seu cutelo pesadamente no chão e aconselhou: — Vinte anos. Já chega. Deixe-me descansar.

As outras almas emitiram um som uníssono, como um lamento, ecoando o pedido do açougueiro. O Guardião do Santuário observava tudo; dos rostos envelhecidos em seus tentáculos, brotou uma única lágrima transparente.

— Vinte anos... — murmurou a entidade. — Eu vigiei este lugar por vinte anos. Vi geração após geração de jogadores morrerem, vi aldeões transformarem-se em mortos-vivos e a aldeia tornar-se um inferno...

Ele vira muito mais do que isso; embora não quisesse, era obrigado a cumprir seu papel. — Diga-me, como destruir a Estela do Deus da Montanha?

O rosto humano do Guardião esboçou um sorriso amargo de impotência: — Destruir a Estela? Impossível! Ela está conectada às regras centrais do cenário. Se a destruir, as regras causarão um efeito rebote e todos morrerão instantaneamente.

Alice silenciou. Era esse o resultado que ela queria? Sua

Precognição

trabalhava freneticamente, buscando uma saída para aquele impasse. Ela viu inúmeras linhas temporais:

【Ela destrói a Estela, sua alma é apagada e, como desejava, ela morre definitivamente. O cenário colapsa, as almas são libertadas, mas Vitor e os outros dois morrem no desmoronamento.】

Alice descartou essa opção de imediato. Se fosse apenas pela primeira parte, ela aceitaria com prazer, mas Vitor morreria. Todo o seu esforço para salvar o amigo seria em vão.

Em seguida, surgiu a segunda linha temporal:

【Alice não destrói a Estela, ativa as inscrições e vence o jogo, mas os aldeões ficam presos aqui para sempre.】

Terceira linha temporal:

【Encontrar uma falha no sistema, usar um bug, mas a taxa de sucesso é de 0,01%...】

Espere. Falha no sistema?

Os olhos de Alice brilharam. Ela lembrou-se de algo e perguntou apressadamente ao Guardião: — Quando as regras da Estela foram estabelecidas?

— Há vinte anos, quando a Madeira do Deus da Montanha se partiu.

— Quem as estabeleceu?

— O sistema... ou o "Deus" que criou este cenário.

— E se, em vez de destruir a Estela, eu a... remodelar?

O Guardião estancou, confuso: — Remodelar?

Será que essa humana está delirando?

, pensou ele. A Estela não era um objeto qualquer que pudesse ser alterado conforme o capricho dela. Não seria mais fácil sacrificar alguém e vencer o jogo do jeito tradicional?

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Alice disse com firmeza: — A regra diz: "encaixe os fragmentos na Estela do Deus da Montanha para ativar o portal". Mas não diz que devemos usar as funções originais da Estela para ativá-lo, certo?

Sem esperar a resposta do Guardião, Alice entrou no santuário com passos largos.

— Alice! — Vitor deu um passo à frente, ansioso para segui-la, mas foi parado por um gesto de "pare" dela.

Para a surpresa de todos, o Guardião não a atacou. O fato de Marcos ter sido morto e ela não fez Lucas e Sara suspeitarem de que Alice fizera muito mais do que lhes contara. Seria ela uma "protegida" do sistema? Um pensamento absurdo e audacioso.

O interior do santuário era muito maior do que parecia. No centro, erguia-se uma estela de pedra negra de três metros de altura com três caracteres escarlates:

ESTELA DO DEUS DA MONTANHA

. O corpo da pedra estava coberto de runas retorcidas que pareciam se mover como seres vivos. No chão, diante dela, havia o desenho de uma matriz circular.

— Este deve ser o portal de transporte — murmurou Alice. A matriz estava apagada, sem brilho.

Ela tirou do peito os três fragmentos que pegara de Vitor. As regras serviam para limitar os jogadores, mas não a limitavam. Alice adorava subverter o roteiro. Ela uniu os três pedaços.

Após alguns segundos, os fragmentos fundiram-se em uma placa de madeira preta do tamanho de uma palma. A textura formava um rosto humano completo, mas no lugar dos olhos, havia dois buracos vazios. O Guardião achou que ela encaixaria a placa na estela central, como todos os jogadores anteriores fizeram.

Mas Alice era um "osso duro de roer". Com um sorriso de soslaio, ela ignorou a estela principal e caminhou até um canto do santuário, onde havia uma pilha de mesas e cadeiras quebradas e uma placa de sinalização de estrada enferrujada.

Na placa estava escrito "Aldeia da Névoa Oculta". Talvez por medo de que ninguém reconhecesse o lugar, havia até uma seta desenhada. Infelizmente, estava jogada no canto, descartada. Alice, sem hesitar, colou a placa de madeira na sinalização de estrada.

Sob o olhar atônito do Guardião, ela olhou para o nada e gritou: — Pronto, já encaixei os fragmentos na Estela do Deus da Montanha!

CRAAA— CRAAA—

Um corvo passou voando sobre sua cabeça, soltando grasnidos de mau agouro.

— Xô, sai daqui! — Alice espantou a ave, irritada, e chamou o sistema novamente.

Três segundos depois:

【Notificação do Sistema: Erro. A Estela do Deus da Montanha localiza-se no centro do santuário. A posição de encaixe não cumpre os requisitos da regra.】

Alice colocou as mãos na cintura e, com uma arrogância absoluta, apontou para a sinalização de estrada, dando uma lição de lógica ao sistema: — A regra diz: "encaixe na Estela do Deus da Montanha na entrada da aldeia", certo? Primeiro: esta placa está no pátio do santuário, que fica no leste da aldeia. O leste faz parte da aldeia? Sim. Logo, este local está dentro do perímetro da entrada.

Segundo: esta placa é feita de pedra? Sim. Uma pedra com inscrições é uma estela? Sim. Portanto, esta é a Estela do Deus da Montanha da entrada da aldeia.

Sistema: "..."

Guardião: "..."

Aldeões e jogadores: "..."

Dá para interpretar assim?!

, pensaram todos. O sistema não respondeu de imediato, apenas repetiu a notificação:

【Notificação do Sistema: Erro. "Estela do Deus da Montanha" refere-se especificamente à estela de pedra no centro do santuário.】

Alice sorriu com desprezo: — A regra diz "especificamente"? Não. A regra diz apenas "Estela do Deus da Montanha". Como você prova que esta placa de sinalização não é a Estela? E se os aldeões a moveram para cá anos atrás para servir de placa?

Diante de tamanha... cara de pau, o sistema mergulhou em um silêncio profundo. Alice continuou: — Além disso, se esta placa não é a Estela, por que está escrito "Aldeia da Névoa Oculta" nela? Esta não é a aldeia protegida pelo Deus da Montanha? Logo, o monumento que marca a vila é a Estela do Deus da Montanha.

Vitor soltou um riso orgulhoso; o gênio da lógica estava em ação novamente.

【Notificação do Sistema: Verificando falhas nas regras... Processando...】

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