localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 34: Cada um Deve ser Responsável por Suas Escolhas

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 34: Cada um Deve ser Responsável por Suas Escolhas

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Capítulo 34: Cada um deve ser responsável pelas suas escolhas

Lucas agarrou com força o pé da cama que havia desmontado em seu quarto, usando-o como uma arma improvisada para autodefesa. Marcos estava à frente do grupo; a moeda de bronze em seu pescoço emitia um brilho fraco e avermelhado em meio à névoa de sangue.

— Marcos, recue agora! Não chegue tão perto do santuário! — Sara alertou em voz baixa. Ela temia que ele ativasse a Regra 2.

Apesar do aviso, Marcos permaneceu estático. Ele encarava fixamente as grandes portas carmesim do santuário, que estavam cobertas por inúmeros talismãs amarelos. Era possível ver vestígios de uma fumaça negra escapando pelas frestas.

— No momento em que coloquei esta moeda, eu já sabia o meu destino.

Marcos virou-se e deu alguns passos para trás, distanciando-se dos outros jogadores. Parecia ter tomado uma decisão monumental e não pretendia mais esconder nada deles.

— O que você está fazendo?

— Venha aqui para conversarmos. Se recuar mais, vai violar a regra!

Todos tentavam convencê-lo, querendo trazer Marcos de volta ao grupo. No entanto, ele agiu por conta própria. Conforme os jogadores tentavam se aproximar, ele acelerava o passo para trás. Sem escolha, o grupo teve que desistir de trazê-lo à força e voltou para a posição original.

— Já que chegamos a este ponto, vou lhes dizer a verdade: quando a Viúva Lúcia me deu o fragmento, ela foi bem clara. Assim que eu pegasse o item e usasse a moeda, eu me tornaria a chave para abrir o santuário. Mas, depois que a porta abrir, eu morrerei.

Ele continuou: — Ela também disse que este é o único caminho. Sem a chave, vocês nunca entrarão. E se não entrarem, não encontrarão a Estela do Deus da Montanha. Ela me disse pessoalmente que a Estela está dentro do santuário, não na entrada da aldeia.

Vitor arregalou os olhos: — A Estela está dentro do santuário?! Mas a condição de vitória dizia...

Marcos soltou um riso irônico, cortando a dúvida dele: — Sim, a condição dizia que estava na entrada da aldeia. Mas o sistema jogou com as palavras; "a Estela da entrada da aldeia" pode se referir à localização geográfica ou ao nome do objeto, mas o item em si está no santuário.

— Que jogo de palavras maldito! — Lucas praguejou baixinho.

— Isso é o jogo. As regras não mentem, mas elas te induzem ao erro. A Estela está no santuário, e o santuário precisa de um sacrifício de vida para abrir.

A mensagem era clara: desde que aceitara a moeda, ele fizera sua escolha. Aceitara ser a chave.

— A meia-noite é quando o Guardião do Santuário está mais fraco, mas também é quando o portão é mais difícil de abrir. A fechadura deve ser aberta antes da meia-noite para que possamos entrar depois.

Sem dizer mais nada, Marcos respirou fundo e subiu o primeiro degrau de pedra. A cada passo, o brilho da moeda se intensificava.

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— Marcos! — Sara ia correr em direção a ele, mas Vitor a segurou firme. — Não vá! — ele avisou.

— Me solta! — ela gritou desesperada. — Eu não consigo ficar aqui parada olhando ele ir para a morte!

Alice, ao lado, observava a cena com desdém.

Fingir arrependimento agora é tarde demais

, pensou ela.

— Deixe-o ir — Alice disse friamente. — Essa foi a escolha dele.

Lucas forçou as palavras pela garganta: — Mas...

— Não tem "mas" — Alice disse solenemente, observando as costas do homem que avançava. — Cada um deve ser responsável pelas suas próprias escolhas. Ele escolheu ser a chave, então deixe-o ser.

Sara olhou para Alice com incredulidade: — Que porra você está dizendo?! Ele é nosso aliado!

— E daí? Aliados devem morrer juntos agora? Ou vocês querem morrer com ele? Ótimo, então vão lá também. Entrem no raio de três metros do santuário e vejam se o Guardião vai ter piedade só porque vocês são "aliados".

As palavras de Alice os deixaram sem resposta. A lógica era impecável, mas o sentimento era amargo. Sara soltou-se de Vitor com força, as lágrimas escorrendo e molhando seu colarinho.

— Lara, como você pode ser assim? Estávamos juntos...

Afinal, passaram por situações de vida ou morte. Não havia nem um pingo de sentimento? Alice riu de repente, um riso distorcido e estranho: — Nunca estivemos "juntos". O cenário do jogo faz uma triagem desde o início. Clara morreu porque era fraca. Marcos vai morrer porque é o "adequado". Enquanto o cenário não acabar, mais gente pode morrer. Pode ser você, ou o Lucas.

"Só não serei eu", pensou Alice. Era quase cômico como ela achava a morte de Marcos algo perfeitamente lógico. Naquele instante, uma

Precognição

surgiu. Desta vez, ela viu muito mais do futuro. Na Estela dentro do santuário, havia inúmeros nomes gravados — quase todos de jogadores que morreram naquele cenário anteriormente. No centro da pedra, havia de fato um encaixe para os fragmentos.

Nesse momento, Marcos subiu o segundo degrau. O brilho da moeda não apagava; ele sentia o metal esquentar tanto que sua pele começou a ficar vermelha e queimada. Mesmo assim, não parou. Terceiro degrau. Quarto. Quinto. Ele parou a três passos da porta. Mais um passo e cruzaria a linha da morte.

Marcos olhou para trás uma última vez. Sua expressão era de uma calma absoluta, com um leve sorriso que transmitia um sentimento de libertação. Finalmente estaria livre desse jogo maldito. Com esse pensamento, ele deu o passo final.

【Regra 2: É proibido aproximar-se do Santuário.】

Ativada!

Todos prenderam a respiração. Não sabiam qual seria o fim de Marcos, mas imaginavam que seria terrível. O pavor se espalhou entre os jogadores, mas o que aconteceu foi inesperado: Marcos desintegrou-se em inúmeros flocos dourados, condensando-se em um feixe de luz brilhante que atingiu o portão do santuário.

As estátuas divinas na porta se moveram. Os rostos dos cadáveres no chão se contorceram e suas bocas abriram-se em formato de "O", emitindo gritos silenciosos. As portas carmesim começaram a se abrir com um estrondo pesado.

O portão abriu! Mas, no mesmo instante, uma névoa negra massiva jorrou de dentro do santuário. Sob os olhares aterrorizados do grupo, a fumaça tomou a forma de uma mão gigante que agarrou Marcos. O lendário Guardião do Santuário apareceu: um vulto negro de três metros, sem forma definida, apenas uma massa de escuridão pulsante.

Da escuridão saíram inúmeros braços, cada um terminando em um rosto humano em agonia. Uma das mãos agarrou Marcos pelo pescoço, erguendo-o sem esforço. Ele sabia que resistir era inútil. Olhou calmamente para Alice e moveu os lábios, dizendo três palavras. Pela distância, eles não ouviram.

— O que ele disse?

Alice leu os lábios dele instantaneamente. — Ele disse: "Entrem rápido".

No mesmo momento, ouviu-se um

estalo

. O som do pescoço sendo quebrado ecoou nítido no silêncio da noite. A cabeça de Marcos pendeu para o lado com os olhos abertos, aceitando o fim. No segundo seguinte, seu corpo foi arrastado para dentro da escuridão do santuário, desaparecendo da vista de todos. As portas, que estavam entreabertas, abriram-se completamente assim que o Guardião sumiu.

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