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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 33: A Última Decência

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Capítulo 33: A Última Decência

Quando Lucas e Sara chegaram às pressas, viram que Marcos não apenas tinha o fragmento, mas estava de pé diante deles, inteiro e saudável. Eles riram e choraram ao mesmo tempo.

— Que alívio! Você está bem!

— Eu sabia que as palavras da Lara não eram confiáveis. Como o Marcos poderia morrer?

— É claro! O Marcos tem uma sorte de ferro!

Alice não quis estragar aquele breve momento de euforia. Permaneceu em silêncio, virando o rosto para não encará-los. Marcos, que sabia da verdade interna, não disse muito.

— Quando vamos ao santuário? — perguntou um deles. Pelo que sabiam, a Estela do Deus da Montanha deveria estar lá. Se ficava dentro ou fora, eles não sabiam; precisariam verificar pessoalmente.

— À meia-noite. Se formos agora, é suicídio. O Guardião do Santuário é mais forte durante o dia e enfraquece à noite — explicou Alice.

A explicação soou lógica para eles, que curiosamente não contestaram. Mal sabiam que ela estava mentindo! O motivo real era que o mecanismo de morte de Marcos só seria ativado às sete da noite. Se fossem agora, ele morreria por outros motivos imprevistos, tornando a entrada no santuário impossível.

— Então o que fazemos agora? — Lucas mudou seu tom agressivo anterior e perguntou educadamente a Alice.

Antes que ela pudesse responder, Vitor, como se estivesse em sintonia com ela, antecipou-se: — O que mais? Teremos uma batalha difícil à noite. Enquanto o tempo não chega, vamos para os quartos descansar.

— Isso... não parece certo.

Vitor rebateu: — Se não quiser descansar, pode ir esperar na porta do santuário sozinho.

Lucas calou-se na hora. Só um idiota faria isso. Sem o dom da premonição, ninguém sabia o que poderia acontecer se chegasse cedo demais.

Alice desviou o olhar para Marcos. Ele estava de cabeça baixa, acariciando a moeda de bronze que a viúva lhe dera. Seus olhos estavam vazios e distantes, perdidos em pensamentos.

— Marcos — chamou ela.

— Sim?

— Pode me deixar ver essa moeda?

Marcos hesitou por um instante, mas entregou o objeto. Ao tocá-lo, Alice sentiu um frio gélido percorrer sua mão. A moeda tinha inscrições borradas em sua superfície. Através de sua

Precognição

, Alice vira que havia um fragmento de alma selado ali dentro. Não era a alma de Marcos, mas sim a essência residual do pequeno Xiaobao! O que significava a viúva ter selado o filho na moeda e entregue a Marcos? A visão não trouxera respostas e Alice não conseguia decifrar o mistério.

Ao devolver a moeda, ela recomendou seriamente: — Guarde bem, não perca. Isso pode ser um item importante.

Marcos pendurou a moeda no pescoço e assentiu. O tempo de descanso passou voando. Ao entardecer, a névoa de sangue tornou-se espessa novamente, e o céu sombrio adquiriu um tom avermelhado sinistro. Alice esperava em seu quarto. Esperava pela chegada da noite — ou melhor, pela chegada da morte, embora não fosse a dela.

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Deitada na cama, as palavras de Yan ecoavam em sua mente:

"Cuidado com o Marcos, a alma dele não está mais completa"

. Incompleta? Seria porque ele estava prestes a morrer?

Às 18h50, bateram à porta de Alice. Ao abrir, deparou-se com o rosto desolado de Marcos.

— Lara, tenho algo a dizer.

Não era impressão dela: no olhar aterrorizado de Marcos, havia traços de uma aceitação serena. Ela o deixou entrar e fechou a porta rapidamente. Marcos ficou de costas, em silêncio por um longo tempo.

— Você quer me dizer algo?

Ele virou-se para ela, solene: — Quando a Viúva Lúcia me deu a moeda, ela sussurrou algo no meu ouvido.

— O quê?

— Ela disse: "Esta moeda vai te proteger, mas também vai te matar. Use-a e, antes da meia-noite de hoje, você será a chave para abrir o santuário. Mas depois que o portão abrir, você morrerá".

Aquelas palavras confirmavam que a Estela do Deus da Montanha estava quase certamente dentro do santuário. Alice não disse nada, apenas sentou-se e continuou ouvindo.

— Eu perguntei se podia não usar. Ela disse que sim, mas que se eu não usasse, vocês nunca pegariam o terceiro fragmento e todos morreriam. — Marcos soltou um riso amargo, mais triste que um choro. — Então, eu decidi usar.

— Você está com medo? — perguntou Alice.

Tendo tomado sua decisão de vida ou morte, Marcos não via mais motivo para esconder seus sentimentos: — Tenho medo de morrer, medo da dor, medo de ficar preso aqui para sempre. Mas tenho mais medo de ver todos vocês morrendo.

Dito isso, ele tirou um pequeno caderno do bolso e entregou a ela: — Aqui estão as regras e pistas que anotei. Talvez seja útil para vocês depois.

Alice pegou o caderno e viu a caligrafia impecável. Estavam lá todas as regras, pistas e análises detalhadas.

— Marcos...

— Não diga nada. Está quase na hora, vamos.

Marcos virou-se para limpar uma lágrima antes que ela caísse. Ele não queria chorar na frente de uma mulher; seria feio demais. Naquele momento, ele só queria preservar seu último pingo de decência. Ele caminhou em direção à porta.

Alice, vendo suas costas solitárias, sentiu o coração amolecer: — Talvez exista outro jeito.

Marcos parou com a mão na maçaneta, sem olhar para trás.

— Lara, sua

Precognição

nunca errou, certo?

— Como você soube?

— A viúva me contou. Disse que entre os jogadores havia alguém que via o futuro. Ela não disse o nome, mas eu soube que era você.

Pela calma dela diante dos ferimentos e da morte de Clara, não era difícil deduzir.

— Sim! — Alice respondeu, confirmando a pergunta inicial dele.

— E você previu que eu sobreviveria?

O silêncio foi a única resposta. Marcos já esperava por isso. Sem ressentimentos ou reclamações contra a injustiça do destino, ele apenas sorriu: — Então é isso. Vamos.

Os dois saíram e se reuniram com Vitor e os outros dois. Às sete horas em ponto, o som fúnebre do sino ecoou vindo do santuário. O tempo estava se esgotando. Através da névoa de sangue, o contorno do santuário tornou-se nítido. Diante do portão, viram as fileiras de cadáveres de "jogadores", exatamente como na noite anterior.

De repente, um dos corpos levantou a cabeça lentamente. Ao ver o rosto, Lucas soltou um grito e tapou a boca em seguida. O cadáver que os encarava era o de Clara. No lugar dos olhos, havia apenas dois buracos negros, e sua boca, rasgada até as orelhas, emitiu um som arrepiante:

— Bem... vin... dos...

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