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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 32: Coletados

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Capítulo 32: Coleção Completa

— Usei apenas alguns truquezinhos sujos — Alice deu um sorriso enigmático.

O que ela devolvera ao menino fora apenas um tigre de pano falso, moldado a partir dos fios de vapor da Névoa Sinistra. Uma farsa perfeita! Assim que ela partisse, a Névoa Sinistra perceberia que o brinquedo estava recheado com sua própria essência; e sem o enchimento, como aquele tigre fofinho poderia se manter inflado?

Vendo que Marcos ainda hesitava, Alice perdeu a paciência. Ela torceu o nariz e, no momento em que ia recolher a mão estendida, ele a agarrou firmemente.

— Quais são as três frases? — Marcos a encarou, com uma voz surpreendentemente calma.

Alice deu um sorriso malicioso e contou a ele as frases da Viúva Lúcia, enfatizando: — A terceira frase tem que ser "Xiaobao, a mamãe vai ficar com você para sempre". Você nunca, em hipótese alguma, deve dizer "descanse em paz". Entendeu?

— Entendi — Marcos assentiu. Embora não entendesse o motivo, se aquilo o manteria vivo, ele faria. Repetiu as palavras para não errar: — Xiaobao, a mamãe sente sua falta; Xiaobao, venha para casa com a mamãe; Xiaobao, a mamãe vai ficar com você para sempre. Certo?

— Certo.

Com uma expressão de quem caminha para o próprio funeral, Marcos tomou sua decisão: — Então eu vou.

— Marcos! — Sara agarrou o braço dele, com o rosto transtornado. Ela discordava totalmente daquele plano. — Você ficou louco?! Isso é suicídio.

Marcos forçou um sorriso rígido: — Eu confio nela. Se chegamos até aqui vivos, foi graças aos planos dela. Se sacrificar a minha vida garante que vocês quatro vivam, vale a pena.

Sara sentiu os olhos arderem: — Mas...

— Nada de "mas" — Marcos soltou a mão de Sara gentilmente. — Deixe-me ir.

Alice observava a cena com indiferença, mas sentiu uma pontada súbita em algum lugar do peito. Ela entregou o tigre de pano a Marcos e reforçou o aviso: — Lembre-se: assim que entrar, não diga nada. Apenas entregue o tigre, diga as três frases e recue imediatamente. Não olhe nos olhos dela.

Marcos pegou o brinquedo com as mãos trêmulas, olhou para os outros uma última vez e apressou o passo em direção à casa da viúva.

— Lara — disse Lucas com voz grave. — É realmente necessário que o Marcos morra para pegarmos o terceiro fragmento?

Alice permaneceu em silêncio. Lucas agarrou o colarinho dela: — Fala alguma coisa! Você deve ter outro jeito de fazer o Marcos sobreviver, não tem? E nem sabemos quem mentiu; por que você tem tanta certeza de que o fragmento está com a viúva?

Alice foi bombardeada por perguntas, sem saber qual responder primeiro. Vitor correu para afastar Lucas: — Calma, cara!

Em seguida, Vitor sinalizou para Alice: — Lara, explica para eles.

— Em vez de ficarem teorizando se o fragmento está lá ou não, por que não esperamos para ver? E posso te dizer com certeza: o Marcos está marcado para morrer. Já que ele vai morrer de qualquer jeito, por que não deixar que ele faça algo útil antes de partir?

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Ao ouvir isso, Lucas soltou-se de Vitor e recuou um passo, desolado. Sara completou: — Você é fria demais.

— Pense o que quiser.

Alice passou por eles com um sorriso gelado e seguiu em direção à casa da viúva. Vitor, vendo o clima tenso, disse apenas um "sigam a gente" para os dois que ficaram parados e correu atrás de Alice. No caminho, ele a alcançou: — Você também acha que eu sou fria, não é?

— Não. Eu sei que você não é do tipo que ignora a vida alheia, a menos que realmente não haja saída. Alice... você viu alguma coisa?

Alice estacou, com o semblante complexo.

Será que ele descobriu a Precognição? Mas eu não disse nada.

Ela fingiu indiferença: — O que eu veria? Se o Marcos não fizer isso, outra pessoa terá que fazer, ou ninguém sai daqui.

— Mas por que tem que ser ele? — Vitor não entendia.

— Você estava pensando em mulher de novo? Não ouviu o que eu acabei de dizer?

Enquanto conversavam, chegaram à porta da viúva. A voz da mulher ecoou lá de dentro: — Você... encontrou o tigre do Xiaobao?

— Sim, senhora, eu encontrei — Marcos respondeu com um sorriso forçado.

— Dê para mim... me dê logo.

Após um breve silêncio, Marcos observou a reação dela e repetiu, palavra por palavra, o que Alice ensinara: — Xiaobao, a mamãe sente sua falta; Xiaobao, venha para casa com a mamãe; Xiaobao, a mamãe vai ficar...

O coração de Alice afundou. Na

Precognição

, ele deveria ter errado a frase e dito "descanse em paz". Mas aconteceu um milagre: Marcos hesitou por um segundo e corrigiu: — ...com você para sempre.

Ele acertou. Alice franziu a testa, perplexa.

A visão falhou? Impossível, meu talento nunca falhou! A menos que...

No pátio, ouviu-se o choro de alegria da Viúva Lúcia: — Obrigada, obrigada! O Xiaobao vai ficar tão feliz.

Tendo entregado o tigre com sucesso, Marcos saiu correndo de lá sem olhar para trás, segurando o terceiro fragmento preto. Estava pálido e suava frio.

— Eu... eu consegui. Ela me agradeceu e me deu mais uma coisa. — Ele abriu a outra mão, revelando uma moeda de bronze desbotada presa por um cordão vermelho. — Ela disse que era o amuleto do Xiaobao e que eu deveria usar para espantar o mal.

Alice encarou Marcos fixamente; sua

Precognição

trabalhava freneticamente em busca de uma falha. Então, ela viu: sete da noite, diante do santuário, Marcos aproximava-se do local usando a moeda. A cena mudava e o sangue jorrava da cabeça de Marcos. O estranho era que Alice não via

quem

o matava ou

como

. A morte não fora evitada, apenas adiada.

Desta vez, porém, ninguém o forçara; ele aceitara o destino. Na visão, Alice percebeu que a viúva sussurrara algo no ouvido de Marcos ao entregar a moeda. Embora a visão não tivesse áudio, Alice viu a expressão de alívio de Marcos ser substituída por uma aceitação serena. Ele sabia que ia morrer.

— Marcos... — Alice olhou para ele com um sorriso leve e sincero. — Você foi muito bem.

Ela o admirava; poucas pessoas tinham a força mental para aceitar a própria morte de forma tão tranquila. Marcos sorriu de volta: — Tudo bem, pelo menos saí vivo de lá agora.

Vitor achou que era apenas uma comemoração comum por ele estar vivo, sem imaginar o peso real por trás daquelas palavras.

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