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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 25: Habilidade: Ressurreição?

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Capítulo 25: Habilidade: Ressurreição?

Os olhos de Alice brilharam; ela estava mais do que disposta a ser o sacrifício de sangue daquela pessoa. No entanto, as palavras que saíram de sua boca foram diferentes:

— Acho que você poderia ser o sacrifício de sangue para aquele homem.

— Você enlouqueceu?! — Sara levantou-se abruptamente, encarando-a com fúria. — Como pode pedir para alguém ir para a morte?

— É, é ir para a morte mesmo — Alice respondeu com a maior naturalidade do mundo. — Vocês nunca sentiram como é ser morto por um açougueiro, não é? Além disso, enquanto ele estiver ocupado, podemos aproveitar para surrupiar o fragmento.

Vitor sentiu, por um momento, que a Alice à sua frente era uma estranha. Não parecia a garota que ele conhecia. Os outros se entreolharam, suspeitando seriamente que ela estivesse sob a influência de algo maligno ou possuída. Do contrário, como uma pessoa normal proporia tal coisa?

— Eu sei o que estão pensando — Alice ignorou as expressões de choque e começou a ajeitar o colarinho calmamente. — Se não quiserem ir, eu vou.

Os outros: "?!"

A questão não era

quem

iria. O problema era que, em uma situação que poderia ser resolvida sem sacrifícios, ela insistia em mandar alguém para o matadouro. Qualquer pessoa acharia aquilo absurdo.

Vitor percebeu que a hostilidade do grupo contra Alice estava crescendo e apressou-se em levá-la para o lado, soltando um riso nervoso: — Vou falar umas palavrinhas com ela.

Os olhares de reprovação não cessaram.

— Alice, para com isso, por favor! Você está fazendo todo mundo desconfiar de você. Eles podem acabar te "excluindo" do grupo!

A tal "exclusão", no contexto do jogo, significava eliminar qualquer jogador considerado uma ameaça. No entanto, Alice continuava indiferente e até confortou Vitor: — Não se preocupe comigo.

— Mas...

Antes que ele terminasse, Alice passou por ele e parou novamente diante dos outros jogadores.

— Não fiquem tão tensos. O que eu quis dizer é que eu não morro. Sou do tipo que, se morrer, com certeza volta à vida. Se funcionar, pegamos o primeiro fragmento e ainda economizamos o tempo de procurar um frango vivo — explicou Alice, em tom de brincadeira.

A lógica era tão fechada que eles ficaram sem saber como refutar. Se ignorassem o pré-requisito de "querer morrer", e considerando que ela realmente não pudesse morrer, o plano fazia sentido.

— Você morre ou não morre de verdade? — perguntou Sara, entre a descrença e a curiosidade. Ficava claro que ela ainda duvidava de cada palavra.

Marcos fez um alerta sério: — Não se brinca com esse tipo de coisa. — Afinal, tratava-se de uma vida humana.

Alice rebateu com outra pergunta: — E por que eu brincaria com algo assim?

Vitor, achando que Alice estava inventando aquela história apenas para conseguir o fragmento a qualquer custo, decidiu ajudá-la. Conhecendo-a, se ela abrira a boca, devia ter um plano. Ele assentiu para reforçar a mentira: — No jogo existem habilidades, não existem? A habilidade dela é a Ressurreição.

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— E por que nós não temos habilidades? — perguntou Lucas, com seus olhos inocentes e sinceros.

Aquilo despertou os outros dois. Exato: por que apenas a Lara tinha uma habilidade? Sendo todos jogadores, no mesmo cenário e na mesma equipe, por que só ela teria... um "cheat" desses?

Ressurreição!!! No jogo, uma habilidade dessas era o sonho de qualquer um. Não morrer e ainda vencer o cenário. Os três começaram a sussurrar entre si.

— Isso... — Vitor gaguejou. É, por que nós não temos? Ele tentou formular uma explicação lógica, mas as palavras não vinham. Em desespero, lançou olhares suplicantes para Alice, pedindo socorro silenciosamente.

Alice simplesmente virou o rosto, deixando claro que o problema que ele criara, ele mesmo deveria resolver. Ela nunca dissera que seu

Corpo Imortal

era uma habilidade, mas Vitor tomara a liberdade de chamá-lo assim, complicando as coisas.

Ao vê-la ignorá-lo, a mente de Vitor trabalhou em alta velocidade. — Sorte! — exclamou ele, como se tivesse encontrado a solução. — O sistema deve escolher aleatoriamente. A Lara foi a sorteada da vez. Como nós não fomos escolhidos, obviamente não temos nada.

Vitor sorriu; agora não haveria mais como contestar. Sara abriu a boca para perguntar mais, mas Marcos a interrompeu.

— Se é assim, eu vou com você. Mesmo que você não morra, pode acabar sendo imobilizada. Eu posso dar cobertura, considere isso como minha forma de retribuir o favor que me fez no início.

— Eu também vou — disse Lucas, decidido. — Mais gente significa mais segurança.

Vitor, vendo a animação, correu para o meio deles: — Eu fico na retaguarda cuidando da vigia para vocês!

Agora que todos se ofereceram para ajudar, apenas Sara estava indecisa.

— Se você estiver com medo, pode...

— Quem disse que estou com medo? — Sara interrompeu Alice. Se todos iam e apenas ela ficasse, o peso na consciência seria grande. Além disso, poderiam acusá-la de falta de espírito de equipe. — Vou acompanhar o Lucas, para garantir que ele não se assuste.

Todos sabiam que ela estava apenas procurando uma desculpa para não parecer covarde, mas ninguém a desmentiu. Alice sorria radiante; o jogo estava ficando cada vez mais interessante.

Vitor abriu um sorriso largo: — Fechado! Então está decidido: vamos para a casa do Açougueiro Marcos para "morrer"!

Lado oeste da aldeia, o Açougue.

O local não era exatamente uma loja, mas sim um pátio de tamanho médio. Na entrada, havia pedaços de carne secando ao vento; a cor era de um vermelho tão escuro que era impossível identificar de qual animal vinham. O pátio tinha muros altíssimos, cobertos de cacos de vidro no topo; qualquer tentativa de pular, seja para entrar ou sair, resultaria em ferimentos graves.

Antes mesmo de chegarem perto, o grupo sentiu um cheiro de sangue avassalador.

— Esse açougueiro mata animais todo santo dia? O cheiro está forte demais.

— Provavelmente — respondeu Vitor, incerto. Aquele cheiro não parecia vir de um único animal, mas de centenas. O açougueiro realmente fazia jus ao nome.

— É aqui.

Vitor cobriu o nariz com o dedo, tossindo por causa do odor forte, mas não perdeu a piada: —

Cof, cof...

Pelo visto, a dieta do açougueiro é boa, só come carne.

No instante em que terminou de falar, o portão do pátio abriu-se violentamente. Um homem enorme, com mais de dois metros de altura, saiu lá de dentro. Sua cintura era larga como um barril, estava com o torso nu, exibindo cicatrizes e uma pele oleosa. Em uma das mãos, carregava um cutelo de picar ossos, com pedaços de carne fresca ainda grudados na lâmina, como se tivesse acabado de abater algo.

O rosto do homem era tomado por dobras de gordura e seus olhos pequenos brilhavam com uma ferocidade selvagem. Ao ver o grupo na porta, ele abriu um sorriso, revelando dentes amarelados e pretos. Sara desviou o olhar com nojo e sussurrou para os outros:

— Os dentes dele competem com os daquela criança do corredor.

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