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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 19: O Bug da Regra

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Capítulo 19: Bug nas Regras

A expressão grave de Vitor transformou-se em puro espanto ao ouvir as palavras de Alice.

Incrível! Alice era, sem dúvida, um gênio da lógica. Como ela conseguira encontrar um bug naquelas regras?

Os aldeões entraram coletivamente em estado de choque, como se o sistema tivesse travado. As mãos do idoso, segurando a bandeja, começaram a tremer incontrolavelmente. Não era raiva; era uma confusão profunda, uma perplexidade que parecia vir do âmago de sua existência. Aquelas regras funcionavam há vinte anos e nunca ninguém as havia desafiado dessa forma.

— Não é por nada, mas eu comecei a achar que o que ela disse faz sentido — comentou Marcos, de olhos arregalados. Ele estava totalmente convencido pela lógica de Alice. Se ele fosse o vovô ali na frente, provavelmente morreria de desgosto.

— Eu já não penso assim — disse Clara, com seu rosto angelical, destilando veneno. — Muita gente tenta dar um jeitinho nas regras, quem sabe qual será o fim deles no final?

Os aldeões não eram estúpidos; certamente encontrariam uma forma de reagir. O que ela não sabia era que, desta vez, ela estava errada: eles realmente não sabiam o que fazer. As regras eram predefinidas pelo jogo e os NPCs apenas seguiam o protocolo. Diante de uma jogadora que não seguia o roteiro, ninguém ensinara aos aldeões como agir.

Alice sentiu um toque de irritação ao ouvir o tom sarcástico de Clara e virou-se para encará-la: — Se você não concorda com o meu método, sinta-se à vontade para seguir a regra e beber tudo o que está na tigela.

"Que garota mesquinha", pensou Alice. Clara apenas torceu o nariz, teimosa: — Eu não vou beber isso.

— Se não vai, então feche a boca e pare de resmungar — Vitor a cortou rudemente, fazendo um sinal de silêncio.

Ela soltou um suspiro de desdém, claramente insatisfeita. Mas, justiça seja feita, na situação atual, Alice era a única garantia de segurança. Irritá-la agora e ser abandonado à própria sorte seria a verdadeira sentença de morte.

Alice refletiu por um momento e decidiu mudar a estratégia. Ela retirou do bolso o caderno amarelado que encontrara, abriu na página com o canto rasgado e perguntou ao idoso, fingindo inocência: — Vovô, o senhor conhece isto aqui?

Considerando que o homem pudesse ter a vista cansada, Alice apontou especificamente para o símbolo no verso da página rasgada. Ela não entendia o símbolo, mas o ancião certamente deveria entender. No instante em que o idoso viu o talismã, suas pupilas se contraíram bruscamente. Alice captou a reação e celebrou internamente.

Acertei, ele sabe o que é.

— O Feitiço da Água Pura... — a voz do velho tremeu. — Como... como você...

Sara franziu a testa. Os aldeões tinham feitiços para tudo, pelo visto. Ela murmurou para si mesma: — Além da "Maldição Corrosora de Almas" e do "Feitiço da Água Pura", que mais eles sabem fazer?

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Lucas, ao lado dela, brincou em voz baixa: — Deve ter o "Feitiço da Fome Extrema", que faz as galinhas da aldeia pararem de botar ovo. Ou o "Feitiço do Bebê Silencioso", para quando a criança chora muito e o castigo é perder o dente da frente no dia seguinte, hahahaha.

Marcos tentava segurar o riso, entrando na brincadeira: — E você, meu caro, será que foi atingido pelo "Feitiço do Deboche Constante"?

Os três riam discretamente, achando que nenhum aldeão os ouviria. Mal sabiam eles que a audição dos moradores era extremamente aguçada e cada palavra fora captada.

Aldeões: "..."

Vocês não têm educação? Nossos feitiços são nossa crença e vocês estão rindo?

Um dos aldeões ajoelhados soltou um som gutural súbito, fazendo o grupo pular de susto.

— Parem de falar. Eles estão avisando vocês — Vitor alertou seriamente.

Enquanto os outros se calavam, Alice continuava a inventar sua história mirabolante: — Eu não sei apenas o Feitiço da Água Pura. Também conheço o Feitiço de Dissipação de Névoa e o Feitiço de Selamento de Cadáveres. Eu sou a nova candidata a Chefe da Aldeia, vocês ainda não perceberam?

Um silêncio mortal caiu sobre o local. Vitor olhou para ela chocado.

Desde quando você sabe fazer isso tudo? Que segredo é esse?

Todos os aldeões e o idoso a encaravam com os olhos estalados.

— Não acreditam?

O vovô baixou lentamente a bandeja e fez uma reverência profunda para Alice. — Então a senhorita é uma candidata a Chefe. Peço perdão pela minha indelicadeza.

Seguindo o exemplo, todos os outros aldeões se curvaram. Os jogadores quase deixaram os olhos caírem de tanto espanto.

Cacete, isso foi... inacreditável.

Por um momento, eles suspeitaram que Alice estivesse mancomunada com os monstros.

— Mas... — o idoso endireitou o corpo, com a face pesada. Alice manteve as mãos atrás das costas; o "mas" sempre chegava, mesmo que atrasado. — As regras ainda devem ser seguidas.

Ou seja: o conteúdo das tigelas ainda precisava ser bebido!

— Com certeza — Alice assentiu. O idoso pareceu relaxar um pouco.

Finalmente ela vai cooperar

, pensou ele. Mas onde há alegria para um, há desespero para os outros. Os jogadores ficaram em choque.

Toda essa encenação para acabar bebendo o sangue mesmo?!

Porém, Alice fez algo completamente insano. Diante de todos, ela virou a tigela e despejou metade do líquido no chão.

— O que você está fazendo?! — o velho gritou.

No jogo, Alice seguia as regras quando queria; quando não queria, ninguém podia forçá-la. Ela ignorou o grito e devolveu a tigela com o restante para o idoso.

— Pronto. Eu "consumi" apenas metade. Agora, lance em mim a Maldição Corrosora de Almas.

Desta vez, o silêncio do vovô foi ensurdecedor. Ele ficou estático, sem qualquer menção de lançar o feitiço. Tecnicamente, Alice não bebera nada; ela apenas despejara. A regra dizia: "Aqueles que consumirem apenas metade serão atingidos pela maldição". O comportamento dela contornava a norma: ela "processara" metade do conteúdo, mas o destino dessa metade não foi o estômago.

Essa manobra não convencional fez os aldeões travarem novamente. Eles não sabiam o que dizer; estavam em um misto de mudez e indignação.

— Vamos, lance a maldição — Alice começou a apressá-los. — A regra não é clara? Rápido, estou ansiosa para saber como é a sensação dessa maldição.

Alice já fora esfaqueada e corroída por vassouras mágicas, mas nunca fora amaldiçoada. Ela queria ver qual era a graça. O idoso abriu e fechou a boca, emitindo apenas um som rouco, como uma máquina tentando reiniciar o sistema. Por fim, ele pegou a tigela de volta em silêncio, ignorou o pedido absurdo dela e simplesmente foi embora. Os outros aldeões o seguiram discretamente.

Os jogadores ficaram ali, olhando uns para os outros sem entender nada.

— Ele... ele foi embora mesmo? — Lucas ainda não acreditava que era possível desobedecer às regras e sair ileso. Era algo inédito!

Sara olhava para Alice como se ela fosse um monstro: — O sistema não deu a punição porque ela usou dois bugs simultâneos: um foi não beber, mas "dar um fim" ao conteúdo da tigela; o outro foi pedir ativamente pela punição, mas o sistema provavelmente exige que o feitiço seja aceito passivamente para ser ativado pelo NPC.

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