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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 15: Implacável a Ponto de Xingar a Si Mesma

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Alice conhecia Vitor bem demais; ele era o tipo de pessoa que não conseguia guardar um segredo e, se soubesse de uma fofoca, espalharia para os quatro ventos.

— Não fui eu — negou ele.

Assim que as palavras saíram, Alice deu um beliscão forte nas costas de Vitor. Ele sentiu uma dor aguda, mas, diante do olhar dela, só pôde engolir a raiva.

— Fui eu, fui eu! — admitiu ele, sob coação.

Alice lançou-lhe um olhar de soslaio: — Quando voltarmos, eu me acerto com você.

Vitor, sabendo que estava errado, deu alguns tapas na própria mão direita e resmungou baixo: — Tinha que ser tão rápido? Tinha que postar tudo no grupo? Agora pronto, vou levar sermão de novo.

Diferente do arrependimento de Vitor, Marcos ficava cada vez mais empolgado com a ideia: — Fico imaginando quem deu a sorte de cair no mesmo cenário que a Alice. Deve ser ótimo ser aliado dela: além de se sentir protegido, ainda ganha vários itens que ela toma das entidades.

Vitor ouvia tudo com um sorriso de expectativa; ele esperava que Alice fizesse exatamente o que Marcos descreveu neste cenário. No entanto, a própria Alice não concordava.

— Não, você está enganado — rebateu ela. — Quem cai no time dela é muito azarado.

No fundo, Alice pensava que, se outras pessoas pudessem ter a sua

Precognição

, certamente tentariam mudar o destino a qualquer custo, em vez de apenas observar as tragédias acontecerem. Mas Alice não era alguém que mudava o curso das coisas facilmente.

A vida e a morte pertencem ao destino. Alguns estão destinados a morrer no jogo, outros de doença. E para Alice, a

Imortalidade

também era o seu destino!

Ela se achava "azarada" para os outros porque não queria usar seus dois

Talentos

para interferir na vida de estranhos. Ela sentia certa melancolia pelos outros jogadores: havia alguém que poderia mudar o fim deles, mas essa pessoa escolhia não agir. Se isso não é azar, o que seria?

Quanto ao aviso que dera há pouco, foi porque vira em sua visão a névoa se fechando e as entidades capturando dois jogadores na confusão — um deles sendo Vitor. Alice não queria que Vitor fosse levado, então resolveu o problema na raiz, impedindo que a névoa voltasse.

Vitor soltou um estalo de língua mental: "Essa aí é brava, xinga até a si mesma".

— O que você quis dizer com isso? — perguntou a garota de cabelos ruivos, confusa. Para ela, o que Marcos disse fazia sentido: se Alice fazia o que ninguém mais ousava, devia ser uma aliada incrível. Ela não entendia o objetivo de Alice em se depreciar.

— Nada demais — Alice cortou o assunto e aproveitou para mudar o rumo da conversa: — Apresentem-se, senão daqui a pouco vou ter que chamar vocês de "Ei" o resto do jogo.

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A ruiva não estranhou e apresentou-se suavemente: — Meu nome é

Clara

, é a minha segunda vez no jogo. No primeiro cenário tive sorte e consegui sobreviver até o fim...

— Você não vai ser um peso morto, vai? — A frase foi interrompida bruscamente. Uma garota de cabelos curtos afastou dois homens e se posicionou à frente. — Prazer, sou

Sara

. Você disse que deu sorte no primeiro jogo... neste segundo, espero que não nos atrase.

Clara balançou a cabeça: — Não vou. Se for necessário, eu me sacrifico pela segurança de todos.

Sara assentiu satisfeita; era exatamente desse tipo de "talento" que ela precisava. Alice notou que, ao dizer isso, os olhos de Clara oscilaram e ela apertou os dedos nervosamente. Alice abaixou a cabeça, com um sorriso discreto. Palavras assim... eram apenas para inglês ver. Não se devia levar a sério.

Lucas apontou para o crachá em seu uniforme escolar, onde seu nome estava impresso: — Não preciso dizer muito, como podem ver, sou estudante.

Alice sentou-se na cadeira oposta ao idoso, fingindo uma postura amigável: — Vovô, o senhor poderia me dizer que horas são agora?

O idoso levantou a mão que escondia sob a mesa e, tremulamente, escreveu um número sobre a madeira. Lucas olhou de um lado para o outro, mas não entendeu nada.

— O que ele escreveu?

Alice leu o número com calma: — São cinco da tarde. Faltam duas horas para as sete.

Ou seja, só poderiam tirar os lenços verdes em duas horas. Sara olhou ao redor: — Vamos achar um lugar para ficar. Estar parada aqui dá um calafrio na espinha.

Especialmente com os aldeões exibindo aqueles sorrisos amarelos e sinistros. O idoso apoiou-se no canto da mesa e tentou se levantar com dificuldade. Vendo a cena, Alice deu um sinal para Vitor, que estava parado: — Não vai dar uma mãozinha?

Vitor, um pouco lento para reagir, aproximou-se e segurou o braço do velho, apoiando-o pelo ombro. Ele até pegou um pedaço de pau de um dos aldeões — que tinha o comprimento ideal — e entregou ao idoso como bengala.

— Vovô, use isto, vai ser mais fácil para caminhar.

O idoso deu um sorriso benevolente: — Obrigado, rapaz.

— De nada.

Embora ajudar os outros fosse bom, Vitor estranhou: Lucas estava muito mais perto do idoso, a apenas um passo, por que Alice chamou a ele e não ao garoto? Seria apenas por serem amigos e ela achar mais fácil mandá-lo fazer as coisas?

— Visitantes, venham comigo. Vou providenciar o alojamento — o idoso, apoiado em sua bengala improvisada, caminhou até o centro dos aldeões e ergueu levemente a mão. Em sincronia, os sorrisos dos moradores desapareceram.

Cinco aldeões e o idoso lideravam o caminho, com os jogadores logo atrás. A aldeia era muito maior do que parecia por fora. No caminho, eles vislumbravam ocasionalmente rostos pálidos nas janelas das casas, todos com o mesmo sorriso bizarro.

— Quando ajudei o vovô a levantar, percebi que o braço e o ombro dele eram duros como pedra — sussurrou Vitor ao caminhar lado a lado com Alice. No momento em que o tocou, sentiu que não era o corpo de um humano, mas um bloco sólido.

Alice respondeu algo que fez a expressão de Vitor mudar para um pavor absoluto. Clara, que vinha logo atrás, viu Vitor tentar olhar ao redor assustado, sendo impedido por um tapa de Alice no braço.

— Eles... são todos mortos? — perguntou Lucas com a voz trêmula, agarrando o braço de Marcos com força. Marcos era alto e forte, e segurá-lo era a única forma de Lucas sentir um pingo de segurança.

Marcos observou atentamente os rostos que espreitavam pelas janelas: — Eles se movem de forma rígida, a pele não tem cor, mas conseguem falar. Se eu não estiver errado, são criaturas entre zumbis e seres vivos.

— Shhh! — Vitor, que estava à frente dos jogadores, virou-se e fez sinal de silêncio para todos.

Perto da beira da estrada, uma criança de cerca de sete ou oito anos estava sentada em um batente, inclinada, brincando com algo preto. Conforme se aproximavam, puderam ver que o "brinquedo" era um emaranhado de cabelos negros. Entre os fios, era possível ver coágulos de sangue escuro grudados.

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