localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 12: "Não se chama roubo, chama-se pegar."

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 12: "Não se chama roubo, chama-se pegar."

PUBLICIDADE

Capítulo 12: "Não foi roubo, foi posse."

Ela achou que fosse algo sério, mas era apenas esse detalhe insignificante; sentiu que sua curiosidade fora desperdiçada.

— Não foi roubo, foi posse.

O próprio sistema reconheceu que a vassoura pertencia a ela no final, então como poderia ser roubo? Que termo mais feio de se usar.

— Posse? Como assim? — Vitor repetiu, confuso.

Desde quando era possível "pegar emprestado" os itens das entidades? Desde quando os monstros ficaram tão generosos? Isso... não fazia sentido. Por mais que ele tentasse raciocinar, nada daquilo seguia a lógica comum.

— No sentido literal — Alice disse calmamente, levantando-se e indo para o banheiro, deixando Vitor sozinho e perplexo na sala.

— Então é verdade!!!

Droga, perdeu mais 200 pratas. Quando o grupo de jogadores começou a discutir o assunto, ele não acreditou. Cheio de confiança, declarou no chat que Alice era sua melhor amiga e que, se aquilo fosse verdade, ele apostaria duzentos reais.

— Se eu soubesse, não teria falado tanto. — Se existissem pílulas de arrependimento no mundo, Vitor já teria tomado vários frascos.

Ao erguer a cabeça, ele notou que, sobre a mesa de frutas, havia surgido um envelope de convite. Na frente, a impressão de uma pena negra; no lacre, o desenho de um pequeno barco. Apenas pelo símbolo da pena, Vitor reconheceu: era um "Convite de Jogo".

Não faziam nem dois dias que Alice saíra do cenário e já recebera o segundo convite. Ele olhou para o banheiro com um olhar complexo; o jogo não pretendia dar tempo para ela descansar.

No banheiro, Alice sacudia a água das mãos quando o celular sobre a bancada vibrou, indicando uma nova mensagem. Ao abrir, viu uma solicitação de amizade de um desconhecido. Antes que pudesse entender do que se tratava, um número não identificado começou a ligar.

Alice hesitou por alguns segundos e atendeu, mas não disse nada de imediato. Ambos os lados mergulharam em um silêncio expectante, como se esperassem que o outro falasse primeiro.

Um minuto. Dois minutos. No terceiro minuto, Alice, achando que era um trote, estava prestes a desligar quando uma voz masculina e profunda ecoou do outro lado:

— Senhorita Alice, você teria um momento?

— Não — ela respondeu de prontidão e desligou na cara dele.

Ela se lembrava daquele homem; ele ligara mais de dez vezes antes de ela entrar no primeiro jogo. Vivia perguntando se ela queria se juntar à empresa deles, prometendo benefícios excelentes e um salário generoso que a faria nunca querer sair de lá. Alice soltou um riso sarcástico, sem dar importância.

— Do que está rindo?

Ao voltar a si, Alice percebeu Vitor encostado no batente da porta, segurando o convite.

— Ele chegou?

Vitor sabia que o "ele" se referia ao convite e assentiu. — Quer abrir para ver? — Saber o nível do próximo cenário com antecedência ajudava a preparar o psicológico.

PUBLICIDADE

— Não precisa. Abrir agora ou depois dá no mesmo.

Ela não reagiu muito; receber o convite em menos de dois dias parecia estar dentro de suas previsões. Vitor, em tom de brincadeira, comentou:

— Pode ser que a gente caia no mesmo cenário, acredita? — Assim que vira o convite na casa de Alice, ele voltara correndo para seu apartamento e encontrara um envelope idêntico o esperando.

— Acredito.

Cenários com conhecidos eram raros, mas não impossíveis. Embora dois amigos pudessem se ajudar, Alice preferia que eles não se encontrassem no mesmo pesadelo.

Vitor estufou o peito, confiante: — Se estivermos no mesmo cenário, eu te protejo. Não vou deixar ninguém mexer com você.

Alice sorriu e o mediu de cima a baixo: — Ah, para com isso. Com esse seu físico de grilo?

— Não me subestime! Nesses dias fora do jogo, eu fui para a academia todos os dias! — Ele começou a tagarelar sobre seus supostos ganhos musculares.

Sem paciência, ela o empurrou até a porta: — Vai logo para casa, eu ainda quero descansar um pouco.

No instante em que terminou a frase, o espaço ao redor deles começou a distorcer, e um som de estática ensurdecedor ecoou em seus ouvidos. Vitor deu de ombros, resignado:

— Parece que o seu descanso acabou.

Era óbvio: o jogo estava começando.

— Espero que a gente se encontre lá dentro.

— Eu, não.

Eles falaram ao mesmo tempo. Alice não suportava a ideia de testemunhar a morte de amigos próximos no jogo; aquela dor era muito pior do que qualquer ferimento físico.

【Iniciando o jogo... Jogadores, preparem-se】

Assim que a voz mecânica sumiu, a distorção parou, substituída por uma sensação violenta de vertigem. Em poucos segundos, Alice estava em um novo espaço. Ela não abriu os olhos de imediato; em vez disso, rezou mentalmente:

"Por favor, que eu não o veja! Por favor, por favor!"

Infelizmente, o destino raramente colabora. Ao abrir uma fresta dos olhos, a primeira coisa que viu foi Vitor sorrindo e acenando animadamente para ela. Suas esperanças morreram ali mesmo.

— O quê, não está feliz em me ver?

— O que você acha? — Alice respondeu com um olhar sem vida.

Diferente do mau humor dela, Vitor estava radiante por estarem juntos. Ele se aproximou e sussurrou: — Espero ter a honra de te ver descendo a porrada em uma entidade.

Alice retribuiu o sussurro com um tom sombrio: — E eu espero que você saia daqui vivo.

— Você também.

Alice não podia garantir que ele venceria o cenário, mas sobreviver... isso era fichinha.

— Eu com certeza vou sobreviver — ela disse com indiferença. Logo em seguida, viu algumas silhuetas à frente acenando para ela e, sem pensar duas vezes, caminhou na direção deles.

"Quanta confiança!", pensou Vitor. Não era para menos, vindo da mulher que já enfrentara entidades. Em um mundo de jogo, não havia nada melhor do que grudar em alguém assim.

Vitor apressou o passo para segui-la, mas Alice parou bruscamente e colocou o dedo sobre os lábios, sinalizando silêncio.

"O que foi?"

Alice não disse nada, apenas fez um gesto para que ele olhasse para a frente. Uma névoa densa cobria tudo ao redor, escondendo o ambiente. No entanto, as três figuras à frente permaneciam visíveis, acenando sem parar com o mesmo sorriso congelado no rosto.

Vitor não notou nada de errado no início. Ele esfregou os olhos e, em um piscar de olhos, as três figuras pareceram "teletransportar", surgindo a apenas dois metros de distância deles.

Espera! O que é isso?! Que velocidade é essa?

Seus lábios tremeram; ele quis falar, mas o medo o impediu. Ele puxou freneticamente o braço de Alice, mas não houve reação. Ao virar o rosto, viu que Alice estava como uma estátua, de olhos fechados e imóvel.

As três figuras continuavam com os mesmos movimentos, mas agora começavam a deslizar, centímetro por centímetro, na direção deles. Percebendo que não eram jogadores humanos, Vitor sentiu vontade de chorar. Ele queria correr, mas não podia abandonar Alice; tentou arrastá-la para trás em silêncio, mas ela parecia estar pregada no chão. Por mais que ele empurrasse ou puxasse, ela não se movia um milímetro.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia