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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 8: As Duas Regras 4

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Capítulo 8: As Duas Regras 4

A expressão de Arthur desmoronou instantaneamente.

— Vocês não têm o direito de me dar ordens.

Sua hesitação foi o golpe final na confiança de Leo e Júlia. Agora, ambos tinham a certeza absoluta de que Arthur escondia algo obscuro.

— Vai esvaziar os bolsos ou quer que eu faça isso por você? — Leo ameaçou, apontando o dedo diretamente para o nariz dele.

Arthur levantou-se bruscamente. No movimento apressado, acabou derrubando a cadeira atrás de si.

— Não abusem da sorte! — ele alterou a voz, com os lábios finos tremendo incontrolavelmente.

Leo e Júlia trocaram um olhar cúmplice e avançaram alguns passos, cercando Arthur em um cerco invisível. O ar ao redor parecia ter congelado. Com o peito arfando pesadamente e percebendo que não havia escapatória, Arthur rangeu os dentes e começou a virar os bolsos da calça para fora.

— Está bem! Vejam vocês mesmos.

O bolso esquerdo estava vazio. Mas, quando sua mão tateou o bolso direito, Alice captou um breve momento de vacilação.

"Achei!"

Conforme o tecido era puxado, um som seco de

claque

ecoou: um cartão dobrado com perfeição, com as bordas levemente gastas, caiu sobre a mesa. Alice, com reflexos de relâmpago, pegou o cartão e o desdobrou. Após uma leitura rápida, ela balançou a cabeça e soltou um riso sarcástico.

— O que está escrito? — Júlia e Leo se aproximaram, curiosos.

— Vejam por conta própria.

Alice colocou os dois pedaços de papel lado a lado no centro da mesa. Ambos exibiam letras escritas com uma tinta vermelho-escura, quase como sangue seco. E ambos começavam com o mesmo cabeçalho:

【Regra 4】

Havia duas Regras 4. No jogo, as regras costumam ser únicas; a existência de duas versões significava, sem dúvida, que uma era verdadeira e a outra, uma armadilha mortal.

— Onde você encontrou isso? — perguntou Júlia, com o semblante carregado de preocupação.

Arthur puxou a cadeira e sentou-se novamente, tentando parecer indiferente. — Dentro de um livro.

Alice completou imediatamente: — Que coincidência, eu também achei a minha em um livro. E era um livro proibido.

Arthur soltou um riso seco e permaneceu em silêncio. Leo, por sua vez, notou com espanto que as condições de vitória eram diametralmente opostas. O pergaminho de Alice dizia:

【Regra 4: A única forma de encontrar a saída da biblioteca é aceitar que não há saída.】

【Condição de Vitória: Antes que o sino da meia-noite toque, encontre o diário do Diretor e queime-o.】

【Se o diário não for encontrado até o soar do sino, os jogadores se tornarão parte da biblioteca.】

【Horário Atual: 23:03】

O cartão de Arthur, embora com a caligrafia borrada, ainda era legível:

【Regra 4: A única forma de encontrar a biblioteca é aceitar que não há saída.】

【Condição de Vitória: Quando o sino da meia-noite soar, encontre o diário do Diretor e proteja-o a todo custo.】

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【Atenção: Existe apenas um diário verdadeiro no recinto.】

Um exigia a destruição do diário; o outro, sua proteção.

— E agora? Qual deles é o verdadeiro? — Júlia estava completamente perdida.

Alice fixou um olhar enigmático em Arthur. — Por que você escondeu isso depois de encontrar?

Arthur comprimiu os lábios. — Eu... eu só queria confirmar primeiro. Se o papel de vocês fosse falso, eu poderia...

— Poderia o quê? Ficar com a pista só para você ou nos levar ao erro? — interrompeu Leo, com palavras afiadas como navalhas. Independentemente de qual fosse a verdade, estavam todos no mesmo barco, e esconder informações era uma traição.

— Eu não fiz isso — negou Arthur, com a voz perdendo a força. — Eu só não confiava em ninguém.

— Esperem — Júlia lembrou-se subitamente de algo vital, o pânico subindo pela garganta. — Se a condição de vitória é encontrar o diário, o que era aquela "saída" que a Helena encontrou?

Se ambas as Regras 4 afirmavam que não havia saída, então o caminho que Helena seguiu era uma farsa. Por que ela conseguiu atravessá-lo?

Todos se entreolharam. Com exceção de Alice, que permanecia imperturbável, os outros três sentiram um frio na espinha.

— Será que a Helena já...

Júlia não terminou a frase, mas o significado estava pairando no ar.

— Eu vou lá ver.

Leo queria confirmar com os próprios olhos se Helena tinha "batido as botas". No entanto, antes que pudesse se levantar, um som de algo rastejando acima do forro do teto atraiu a atenção de todos.

— Lá vem — disse Alice com uma calma gélida. — Quem vocês tanto queriam ver.

— A Helena? — perguntaram, confusos. — Não brinque com isso agora, ali em cima é o teto!

O ruído no teto circulava exatamente acima de onde estavam sentados, como se uma criatura estivesse escolhendo o alvo ideal.

BUM!

Uma placa do forro desabou diretamente sobre a cabeça de Leo. Antes que ele pudesse processar a dor intensa, um objeto pesado caiu logo em seguida. Para ser exato, um corpo despencou do teto.

Sob o impacto duplo, Leo foi esmagado e morreu instantaneamente. Seu rosto preservava a expressão de choque e horror absoluto que teve nos últimos segundos de vida.

— AAAAAHHH! — Júlia gritou e saltou da cadeira, temendo ser a próxima vítima de algo caindo do alto.

A pessoa que esmagara Leo não era outra senão Helena — a mesma que Leo acreditava estar segura no mundo real. O cabelo de Helena estava um caos e seu corpo estava coberto de feridas que vertiam gotas de sangue. No entanto, as feridas externas não eram o que impressionava.

O que era fatal é que o coração dela havia desaparecido.

Júlia, tremendo violentamente, olhou para Alice. Finalmente entendeu o que ela quis dizer com "ela logo aparece". Helena aparecera, sim, mas não como um ser vivo. Ao lembrar do aviso que Alice dera a Leo assim que ele se sentou...

O medo nos olhos de Júlia transformou-se em pavor em relação à própria Alice.

— Você sabia que isso ia acontecer, não sabia?

Alice não negou. — Sim.

Em sua

Precognição

, ela vira Helena entrar na suposta saída. Lá, não havia liberdade, mas sim uma horda de pequenas entidades bizarras — apenas cabeças e mãos, sem troncos. Elas se alimentavam de corações humanos, criando passagens falsas para atrair jogadores desesperados. Após torturarem as vítimas física e psicologicamente, elas devoravam o coração e "devolviam" o corpo para o grupo original como um presente macabro.

Alice deixara a toalha naquela cadeira para simular sua própria presença, marcando o lugar. Ela previra que o método de devolução das entidades era brutal: elas escolhiam aleatoriamente um dos lugares de origem dos jogadores para arremessar o cadáver. Como a cadeira onde o homem robusto morreu já estava "marcada" pela morte aos olhos das criaturas, elas ignorariam aquele assento.

Leo escolhera tirar a toalha e sentar-se ali por conta própria.

— Mas por que você não o impediu? — questionou Júlia entre soluços. — Você sabia que o cadáver ia cair ali! Podia ter avisado, dito para ele sentar em qualquer outro lugar!

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