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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 53: Ferrabrás Vai para Casa

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A primeira coisa que Yasmin fez após se acomodar ao sair do hospital foi ir até a casa de Simone para buscar o cachorro. Ela não sabia o que estava acontecendo consigo; era apenas um cachorro de rua que apareceu do nada, mas ele não saía de sua cabeça, e ela não conseguiria sossegar enquanto não o visse.

Mas o que ela jamais esperava era encontrar Arthur Magalhães bem na porta de Simone.

O homem vestia um terno preto, sua silhueta era alta e esguia; após tocar a campainha, ele baixou o olhar silenciosamente.

Ao perceber que havia alguém atrás dele, ele se virou. Ao ver que era Yasmin, um brilho de surpresa cruzou seus olhos e ele se inclinou levemente em direção a ela.

— O que você está fazendo aqui?

Yasmin disse: — Ouvi a Sra. Simone dizer que o cachorro que eu quase atropelei estava com ela, então vim dar uma olhada. — O olhar dela recaiu sobre as feições levemente frias do homem. — E você, por que está aqui?

— Eu...

Arthur abriu a boca para responder, mas a porta se abriu por dentro, revelando o rosto de Simone. Ela usava roupas de ficar em casa e parecia um pouco grogue; pelo visto, acabara de acordar.

Ao ver os dois parados à porta, ela paralisou por um instante e os convidou: — Entrem primeiro.

Ela deu passagem para que eles entrassem.

Antes que os dois pudessem se mover, um vulto preto saltou de dentro da casa.

Aquela postura, aquela força... Yasmin sentiu uma estranha sensação de familiaridade e, por instinto, tentou se esquivar.

Arthur sentiu o mesmo; no instante em que o vulto saltou, ele franziu a testa e, por reflexo, segurou o braço de Yasmin, puxando-a para o lado.

Assim, Simone assistiu, impotente, ao vulto preto saltar da casa com o objetivo claro de atingir Yasmin e Arthur, mas a habilidade dos dois em se esquivar era de dar pena. Resultado: o vulto deu um estrondo ao bater contra a parede oposta. O som foi tão nítido que só de ouvir a testa já começava a doer.

Plaft—

Um cachorro rolou diante de todos. Ele ficou deitado no chão, meio tonto, mas ao ver Arthur e Yasmin, levantou-se imediatamente e correu para pular neles, todo entusiasmado.

— Wuuu, wuuu...

Papai, mamãe, vocês finalmente vieram buscar o Ferrabrás!

O cachorrinho estava animado demais. Yasmin não estava conseguindo lidar com aquela empolgação e quase foi derrubada por ele; Arthur agiu rápido e a amparou. Mas, por causa disso, ela acabou praticamente mergulhada nos braços do homem. O perfume amadeirado e refrescante que ele usava hoje a envolveu completamente.

A mão larga do homem envolvia a cintura dela; a palma da mão estava firmemente colada ao seu corpo através do tecido fino da roupa. As costas dela estavam apoiadas no peito dele, e sua cabeça alcançava exatamente o queixo dele, como se duas peças de jade quebradas tivessem finalmente encontrado sua outra metade; era um encaixe natural.

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Aquelas memórias confusas do sonho inundaram a mente de Yasmin novamente. A sarda na base do polegar da mão que segurava sua cintura balançava diante de seus olhos; por um momento, ela não soube distinguir o sonho da realidade.

Simone exclamou: — Vocês estão bem? É a primeira vez que vejo ele tão agitado assim!

A voz dela foi como um trovão. Os corpos de Yasmin e Arthur ficaram rígidos simultaneamente. Yasmin se soltou dos braços dele num salto, ajeitando o cabelo e balbuciando coisas sem sentido.

— Ah, haha... sério? Talvez seja porque ele não me vê há muito tempo e sentiu minha falta.

Enquanto isso, o homem parado atrás dela baixou o olhar para a palma da mão vazia, fechando-a levemente onde ninguém podia ver, como se a sensação de calor ainda estivesse ali. Seu olhar de relance recaiu sobre Yasmin, mas ele permaneceu em silêncio.

Yasmin sentia aquele olhar em suas costas e sentia sua pele queimar de vergonha; ela simplesmente não ousava olhar para trás.

Ela se agachou, fez carinho na cabeça do cachorro e lhe deu um sermão: — Você não pode pular nas pessoas assim. E se você derrubar alguém?

Simone sorriu: — Um cachorrinho tão pequeno, só pele e osso; acho que quem seria derrubado seria ele.

Yasmin paralisou e olhou atentamente para o cachorrinho sob suas mãos.

O animal diante dela, por ter vivido muito tempo na rua, parecia magro e pequeno. Seus pelos estavam acinzentados pela sujeira e suas quatro patas tremiam levemente no chão. No entanto, seus olhos azuis brilhavam como água, observando Yasmin com total afeto e devoção.

Ele roçou o focinho na mão de Yasmin: — Aww?

Mamãe, por que você demorou tanto? Ferrabrás esperou muito por vocês, eu achei que...

Ele não terminou o pensamento.

Pois ele sabia que a presença deles ali era a melhor resposta de todas.

Ao vê-lo assim, Yasmin sentiu um aperto repentino no coração. — Por que você está desse jeito?

Ela achava que ele deveria ser branquinho, gordinho, parecendo um botijão de gás, mas não esperava encontrá-lo nesse estado. Ela não sabia de onde vinha essa percepção, mas como um cachorro de rua poderia parecer um botijão de gás?

— Eu... — Yasmin disse suavemente: — Desculpe, eu demorei a chegar.

Ferrabrás deu uma lambida carinhosa nela.

Não tem problema, cachorrinhos não ficam bravos com o papai e a mamãe.

Simone não esperava que ela gostasse tanto daquele cachorro. Olhando para Arthur parado atrás de Yasmin, ela hesitou: — Que tal vocês dois decidirem entre si como vão criá-lo?

Só então Yasmin lembrou que Arthur também queria adotar o cachorro.

Ela se levantou e olhou para o homem atrás dela: — Sr. Arthur...

Arthur olhou para Simone, que ainda estava de pijama, e disse: — Vamos conversar lá fora.

Yasmin entendeu: — Pode ser. Já está quase na hora do almoço, eu te pago uma refeição.

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Eles escolheram um restaurante que aceitava animais de estimação, a cerca de dez minutos de caminhada.

De volta ao convívio do "papai e da mamãe", Ferrabrás estava radiante. Ele puxava a guia com força para frente, fazendo Yasmin apressar o passo involuntariamente.

Sem pensar, ela deu uma bronca: — Ferrabrás Magalhães, você pode se comportar?

Assim que as palavras saíram, ela paralisou. A vergonha tomou conta de seu rosto.

Socorro, que diabos é Ferrabrás? Como um nome tão brega assim foi sair da minha boca?

Ela virou para Arthur: — Sr. Arthur... deixe-me explicar...

O homem pegou a guia das mãos dela e disse em tom firme: — Ferrabrás, quieto!

Claramente, as palavras dele eram mais eficazes do que as de Yasmin; o cachorrinho agitado passou a caminhar comportadamente ao lado de seus pés.

Só então Arthur olhou para Yasmin: — O que você ia dizer?

Os argumentos de Yasmin morreram em sua garganta. Quando o homem baixou a cabeça e chamou o nome "Ferrabrás" com toda a seriedade, o impacto em Yasmin foi grande demais. Ela levou um tempo para reagir e murmurou:

— Não imaginei que o senhor tivesse uma capacidade de aceitação tão grande.

Arthur perguntou: — Você se refere ao nome Ferrabrás?

Ele pensou um pouco e sorriu: — Se fosse antes, eu provavelmente acharia esse nome terrível. Mas, ouvindo você dizer, até que achei aceitável.

Ou melhor, parecia que ele já estava mentalmente preparado para que ela usasse esse nome.

Mas, além do nome, o que mais importava para ele era...

Arthur apertou a guia na mão: — Não estamos falando de negócios agora, você não precisa me chamar de "Sr. Arthur".

Quando ele falava com Yasmin, aqueles olhos de fênix sempre ficavam fixos nela, como se não houvesse mais ninguém no mundo além dela.

Apenas ela.

Yasmin sentiu o rosto queimar de novo. Ela coçou a bochecha, usando uma risada franca para disfarçar o constrangimento.

— Então vou te considerar como um amigo.

Amigo...

Arthur saboreou essas duas palavras, observando o perfil de Yasmin em silêncio.

Ele deu um suspiro baixo em seu íntimo.

Que seja amigo, então. Vamos devagar, sem pressa.

Os dois entraram no restaurante com o cachorro.

Como era Yasmin quem pagava, ela entregou o cardápio para Arthur primeiro.

O homem não recusou e começou a escolher; depois, entregou a Yasmin.

Ao olhar para o cardápio, Yasmin notou que, talvez pela semelhança de paladar entre os dois, Arthur tinha marcado exatamente o que ela gostava. Ela pensou um pouco e também marcou alguns pratos com a caneta; não eram seus favoritos, mas por algum motivo sentiu que devia marcá-los.

Ferrabrás não se importava com as entrelinhas entre os adultos; tendo sido resgatado, ele era agora o cachorrinho mais feliz do mundo.

E, como o cachorrinho mais feliz do mundo, num momento de distração, ele mastigou os guardanapos do restaurante até virarem confete, quase levando umas palmadas de Yasmin.

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Yasmin arrancou o papel da boca dele, já prevendo que os dias seguintes seriam uma bagunça total.

Arthur observava os dois do outro lado da mesa, com o olhar gradualmente tomado por um sorriso.

Ele sentia uma familiaridade indescritível com aquela cena, como se ela tivesse ocorrido em inúmeros dias passados.

Desde que acordou, ele sentia um vazio no coração, como se faltasse algo. Ele vasculhou suas memórias, frame por frame, imagem por imagem... mas não conseguia encontrar a peça que faltava no quebra-cabeça, até encontrar Yasmin.

Aquele sorriso de olhos curvados foi preenchendo, pouco a pouco, a parte que faltava em seu peito.

Até hoje, sentado com ela no restaurante, com um cachorro de rua magricela, seu coração vazio subitamente encontrou um lugar para pousar, um refúgio. Depois de tantos dias, a última peça do quebra-cabeça fora finalmente encontrada por ele, e o panorama completo estava prestes a ser revelado.

Yasmin estava dando um sermão no cachorrinho desobediente quando ergueu a cabeça e viu Arthur observando-os.

Do nada, veio à sua mente a imagem de um pai rigoroso educando o filho enquanto a mãe assistia ao lado.

Ela ficou chocada com o próprio pensamento.

Tudo bem eu ser o pai ou algo assim, mas o grande Sr. Arthur como a mãe...

— Ah, a propósito... — Para expulsar aquela imagem estranha da cabeça, Yasmin tomou a iniciativa de falar: — Ouvi a Sra. Simone dizer que o senhor também queria o cachorro?

— Sim. — O homem respondeu: — Se você quiser ficar com ele, então... — Ele parou no meio da frase. Pensando em algo, mudou de ideia: — Eu vejo que não é muito conveniente para você cuidar dele agora, e você acabou de sair do hospital, deve ter muitas coisas para resolver. Que tal deixar comigo primeiro? Eu tenho funcionários em casa, cuidar de um cachorro seria mais prático lá.

Temendo que Yasmin achasse que ele estava tentando roubar o cachorro, ele explicou apressadamente: — Não estou tentando tirá-lo de você, apenas acho que seria mais conveniente na minha casa. Se você não quiser, não tem problema.

Yasmin ficou tentada. Afinal, ela realmente tinha muito o que resolver e temia não ter tempo para o cão.

Arthur disse, sem demonstrar segundas intenções: — Se você quiser vê-lo, pode vir a qualquer hora. Se tiver tempo, pode levá-lo para passar uns dias na sua casa também. Quando você estiver mais estável no futuro, pode levá-lo de vez.

Yasmin soltou uma risada com as palavras dele; ele falava como se fossem um casal divorciado discutindo com quem o filho iria morar.

Ela fez um carinho no cachorro: — Por mim tudo bem, só não sei se ele quer.

Ela se inclinou perto de Ferrabrás, apontando para Arthur: — Ferrabrás, que tal você morar um tempo com este irmão aqui?

Ferrabrás tombou a cabeça.

— Aww?

Aquela não é a mamãe? Por que chamar de irmão?

No entanto, ele já estava acostumado a morar um tempo com o papai e um tempo com a mamãe, então não viu problema nenhum. Após Yasmin falar, ele correu alegremente para o lado de Arthur.

— Wuuu...

Mamãe, vim ficar com você!

Yasmin rangeu os dentes.

Seu ingratinho.

Nesta tradução, mantive o nome do cachorro como

Ferrabrás

(uma adaptação comum para nomes que remetem a algo "ferro/rústico/forte" em contextos cômicos de webnovels), mas adicionei o sobrenome

Magalhães

para enfatizar o momento engraçado em que a Yasmin o "batiza" sem querer. Como está o ritmo da história para você?

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