localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia Romance Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa Capítulo 48: O Despertar

《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 48: O Despertar

PUBLICIDADE

Yasmin sentou-se bruscamente na cama do hospital.

Ela piscou os olhos, confusa. A luz forte do sol da manhã atravessava o vidro da janela, tão brilhante que a impedia de abrir os olhos totalmente.

Baque—

Não muito longe dali, veio o som de algo caindo no chão. Ela virou a cabeça e, antes de conseguir identificar quem era, foi abraçada com força. Lágrimas quentes caíram em sua nuca, refletindo o estado emocional da pessoa que a segurava: uma mistura de alegria e sofrimento.

A pessoa a segurou pelos ombros e ergueu o rosto para olhá-la, revelando uma face que Yasmin conhecia perfeitamente bem.

De repente, Yasmin sentiu um nó na garganta. Ela abriu a boca, mas como não falava há muito tempo, sua voz saiu extremamente rouca.

— Mãe...

Dona Sônia segurou o rosto dela, olhando repetidamente. — Você acordou? Você acordou de verdade!

Ela limpou as lágrimas e saiu correndo para chamar o médico.

Yasmin observou o vulto da mãe desaparecer, baixou os olhos e abriu as palmas das mãos. Tentou flexionar os dedos; as articulações pareciam peças de metal enferrujadas e, só depois de várias tentativas, conseguiu movê-los minimamente. Ela olhou pela janela; um novo sol subia lentamente e a luz em seu rosto era quente e acolhedora.

Parecia que...

Banhada pelo sol, a expressão de Yasmin era de certa perplexidade.

Ela parecia ter esquecido algo.

O médico chegou rápido, e Yasmin foi submetida a uma bateria confusa de exames. Como uma cobaia, ela passou de um procedimento para outro, e só quando terminou é que conseguiu segurar a mão da mãe.

— Eu só sofri um acidente de carro, por que todo esse alvoroço?

— Acidente? — Sônia lançou-lhe um olhar severo. — Sua menina teimosa, você ficou em coma por mais de um mês! Achei que eu ia ter que enterrar minha própria filha.

— Mais de um mês? — Yasmin exclamou surpresa. — Como assim? Eu não sofri o acidente hoje de manhã?

Sônia entregou o celular para ela. — Veja você mesma.

Yasmin abriu o aparelho e viu a data: de fato, já havia se passado mais de um mês.

Ela ficou atônita. — Como pode ter passado um mês? Eu não tenho lembrança nenhuma! E eu lembro que a batida nem foi tão grave assim.

Ela só lembrava de ter dado uma olhada rápida no outro carro e percebido que era um modelo que ela não teria dinheiro para comprar nem em mil vidas; ela só conseguia pensar no valor da indenização.

Sônia, vendo o estado da filha, não quis dar bronca. Suspirou e a levou de volta para descansar no quarto.

— É tudo muito estranho. O rapaz em quem você bateu também desmaiou. Não só isso, o cachorro que você salvou também entrou em coma. O pior é que os médicos não achavam nenhum problema grave, já que vocês dois só tinham ferimentos superficiais. Parecia até coisa de outro mundo.

PUBLICIDADE

— Ah... já que você acordou, vou perguntar daqui a pouco se o rapaz também despertou. Afinal, foi você quem bateu nele; se ele não acordar, vai ser um peso terrível na nossa consciência.

Ao ouvir isso, Yasmin sentiu uma tensão inexplicável. — Então vá perguntar logo.

— Qual é a pressa? — Sônia a repreendeu com o olhar. — Eles são ricos, tem gente cuidando dele o dia todo. Cuide de si primeiro.

Ela forçou Yasmin a deitar na cama. — Vou buscar algo para você comer. Fique aqui quietinha e não se mexa. Liguei para a Gabi e ela já está vindo. Se precisar de algo, aperte a campainha para chamar a enfermeira.

Yasmin ficou deitada por um tempo, mas não aguentou. Sorrateiramente, ela se levantou e desceu da cama.

Depois de tantos dias em coma, dizer que não estava fraca seria mentira. Ela estava visivelmente mais magra, o pijama do hospital ficava folgado em seu corpo e seu rosto estava pálido e debilitado, como se pudesse cair com qualquer sopro de vento.

Apoiando-se na parede, ela caminhou lentamente até o balcão da recepção, onde uma enfermeira de plantão estava sentada. Yasmin limpou a garganta; sua voz saiu fraca e sem fôlego.

— Olá... gostaria de perguntar se há um rapaz que ficou em coma por um mês e ainda não acordou?

A enfermeira ergueu os olhos, mediu Yasmin por alguns instantes e sorriu com compreensão. — Você é a Yasmin do leito 305, certo? A que entrou em coma junto com aquele rapaz no acidente.

Yasmin sorriu levemente. — Sim. Poderia me dizer em qual quarto ele está?

Normalmente, enfermeiras não podem divulgar informações privadas, mas como os pais de ambos haviam mantido contato ocasional durante o coma, não havia necessidade de esconder.

— Ele está na suíte VIP da cobertura. Vocês dois entrarem em coma no mesmo dia e acordarem no mesmo dia... é quase um milagre médico.

— Quer dizer que... ele também acordou?

— Acordou agora pouco, algumas horas depois de você.

Yasmin agradeceu e foi sozinha até a suíte VIP no último andar.

O andar estava silencioso e vazio, por isso o quarto de porta aberta e com barulho de conversa se destacava.

Yasmin encostou-se no batente da porta e, sem fazer barulho, espiou para dentro.

Havia um grupo de pessoas lá, e no centro da cama, como uma estrela cercada por satélites, estava sentado um homem.

O cabelo dele crescera um pouco, cobrindo parte dos olhos e revelando apenas um perfil de rosto lindamente esculpido, com um brilho pálido e frio. Ele também emagrecera; o pijama de hospital parecia grande demais para ele. Ele estava com a cabeça levemente baixa, e seu pescoço longo desenhava uma curva bonita que desaparecia na gola da roupa, conectando-se a costas largas.

Yasmin tocou o batente da porta e, ao vê-lo assim, sentiu um alívio silencioso por algum motivo.

PUBLICIDADE

Pelo canto do olho, ela viu seu próprio reflexo na porta de vidro: cabelo desgrenhado, rosto pálido... parecia a Samara saindo da televisão.

Ela olhou de novo para o gato lá dentro. A mulher à frente dele disse algo, e ele ergueu os olhos para encará-la; seus olhos de fênix eram sombrios e profundos, e os lábios finos estavam comprimidos em uma linha fria.

Realmente, comparações são odiosas.

Vendo que ele estava bem, Yasmin voltou lentamente para o seu quarto. Ela tinha a intenção de falar com aquele "alvo da indenização", mas ao pensar na própria aparência, decidiu que deveria, no mínimo, lavar o rosto e pentear o cabelo primeiro.

O motivo era simples: ela tinha amor-próprio.

O que ela não sabia era que, logo após sua partida, o homem sentado na cama olhou para a porta como se sentisse algo.

Alice Magalhães seguiu o olhar dele, mas o corredor estava vazio.

— O que você está olhando?

Arthur não disse nada. Ele afastou o cobertor, desceu da cama e caminhou tropeçando em direção à porta. Ele era alto, de pernas e braços longos; embora seus passos fossem fracos, sua passada era grande e, em poucos movimentos, ele chegou à entrada.

Alice, assustada com a atitude súbita, correu atrás dele.

O homem ficou ali, apoiado na porta. Seu olhar percorreu o corredor vazio repetidas vezes; o vento que soprava da janela ao fundo parecia espalhar seus pensamentos ao léu.

Alice o amparou: — O que deu em você, meu filho? Por que saiu correndo assim? Não tem nada no corredor.

Arthur apertou o batente da porta e perguntou: — Você disse que a garota que bateu no meu carro também acordou?

Alice estava focada apenas no estado dele. — Sim, ouvi dizer que acordou. Ela despertou poucas horas antes de você. Veja só: desmaiaram juntos e acordaram juntos, parece até coisa de feitiço.

— Então eu...

Arthur abriu a boca; ele queria perguntar se poderia ir vê-la. Mas as palavras morreram em sua garganta ao ver seu reflexo na porta de vidro.

Rosto pálido, fraco, cabelo escondendo o semblante e um olhar carregado de uma melancolia que não se dissipava.

Ele perdeu as forças subitamente.

— Esqueça... — disse ele. — Vamos voltar.

Yasmin foi interceptada por Gabi assim que saiu do elevador. No momento em que Gabi viu o rosto de Yasmin, seus olhos ficaram marejados.

— Yasmin, você está louca? Acabou de acordar e já sai correndo! Eu vim para cá desesperada e quase chorei quando não te vi no quarto. Se a enfermeira não tivesse dito que você foi para a cobertura, eu teria chamado a polícia!

Depois da caminhada, Yasmin estava exausta. Ela se apoiou no ombro de Gabi para se confortar. — Calma, calma... desculpe, eu errei. Achei que daria tempo de voltar antes de você chegar, por isso não avisei.

O problema foi que seu corpo não colaborou; aquele vai e vem a deixou esgotada por mais de dez minutos.

PUBLICIDADE

Gabi a ajudou a voltar para o quarto e, assim que a porta se fechou, ela não aguentou mais e abraçou Yasmin, chorando descontroladamente.

Buaaa...

você tem ideia do quanto eu fiquei preocupada? Eu estava com tanto medo de você não acordar! Tínhamos combinado de comer hot pot quando eu voltasse. E você... sofrer um acidente é uma coisa, mas ficar em coma desse jeito?

Yasmin deu tapinhas nas costas dela para acalmá-la. — Não chore, eu já acordei. Vaso ruim não quebra fácil, eu ia acordar de um jeito ou de outro.

Gabi se afastou e segurou o rosto de Yasmin, olhando para todos os lados. — Como você se sente? Sente algum desconforto ou dor em algum lugar?

Yasmin tirou as mãos dela gentilmente. — Estou ótima, nada de errado. Só me sinto fraca por ter ficado deitada tanto tempo.

Vendo que ela estava realmente bem, o coração de Gabi finalmente se acalmou. Ela pegou um lenço para enxugar as lágrimas. — Mas me diga: por que diabos você foi para a cobertura logo após acordar?

Yasmin tossiu, sentindo-se um pouco culpada.

— Tédio... só fui dar uma voltinha...

— Rá! — Gabi soltou uma risada fria. — Eu te conheço. Não tem nada para ver na cobertura. Você foi ver o bonitão em quem você bateu, não foi?

Ouvir aquilo...

Yasmin tentou se defender: — Eu bati no carro do cara, é justo e educado ir ver como ele está, não acha?

— É mesmo? — disse Gabi. — Ver por ver, por que suas orelhas estão vermelhas?

Yasmin tocou as orelhas; estavam fervendo.

Sob o olhar de deboche da amiga, Yasmin explodiu de vergonha: — Gabi!

— Tá bom, tá bom... não vou te zoar. — Ela se aproximou de Yasmin. — Pelo visto, você viu o gato. E então, ele é muito gato?

Yasmin pensou naquela "estrela" cercada por pessoas e assentiu discretamente.

— Mas eu te dou um conselho: tire o cavalinho da chuva. Um cara como ele não é para o seu bico.

Yasmin ficou ofendida. — Por que não seria para o meu bico?

Gabi serviu um copo de água quente e entregou a ela. — Você sabe quem ele é?

Yasmin tomou um gole. — Quem?

— Arthur Magalhães, filho do magnata Ricardo Magalhães. Ele é o novo vice-presidente da

Huaiyuan

, conhecido como o "Olhos de Águia" do mundo dos investimentos. A estratégia e a visão dele não parecem em nada com as de um jovem de vinte e poucos anos. Ele estava morando no exterior e voltou para o país há apenas um mês.

— Antes de ele voltar, meu irmão se reuniu com ele. Não sei como ele o convenceu, mas o primeiro projeto que ele aceitou negociar ao voltar foi o novo projeto da empresa do meu irmão — ou seja, o projeto em que o seu departamento trabalha.

Yasmin sentiu um pressentimento terrível.

— Então, por causa dele, meu irmão reservou um dia inteiro e marcou uma reunião para o domingo, às oito e meia da manhã. Para essa reunião, lembro que o pessoal técnico do seu departamento fez hora extra por um mês inteiro.

Yasmin, tremendo: — E... e o que aconteceu?

— E então... — Gabi suspirou. — Em uma manhã ensolarada, a estagiária técnica novata do departamento de P&D, dirigindo seu Volkswagen de segunda mão, deu um

BUM

e atropelou o futuro "ganha-pão" de toda a equipe, deixando o cara em coma no hospital por um mês.

Yasmin: “...”

A água que estava na boca de Yasmin saiu em um jato.

Socorro! O destino quer acabar comigo!

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia