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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 47: Touro Valente, Não Teme Dificuldades

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Yasmin finalmente não conseguiu conter o riso. — E que tipo de conforto você quer?

Arthur ficou em silêncio imediato e, depois de um longo tempo, virou o rosto para a parede. — Desculpe, Yasmin.

Yasmin sentou-se à beira da cama, observando-o. — Eu é que não te conforto e você me pede desculpas?

— Eu não deveria ter agido daquela forma agora há pouco. Foi contra a vontade da mulher.

— O Jovem Mestre Arthur agora tem um nível de consciência social tão alto assim?

— Nem tanto...

Arthur tentava digerir o próprio constrangimento. Felizmente, estavam apenas os dois; arredondando, era como se ninguém tivesse visto o que acabara de acontecer. Ouvindo o tom de Yasmin, ele virou o rosto de volta para ela.

— Um pedido de desculpas deve ser feito. Embora estejamos juntos, ainda não chegamos a esse estágio. Eu estaria, afinal, forçando a situação.

— Ah... — Yasmin comentou. — Na última vez que você me prensou e me beijou, não te vi falando em "forçar a situação".

Arthur: “...”

O homem deitado na cama ficou com as orelhas vermelhas silenciosamente. Seus olhos de fênix miraram Yasmin com um misto de timidez e desejo.

— Naquela hora você parecia... muito... muito beijável. Eu não consegui me controlar. — Ele baixou os olhos. — Se você não gostou, pode me bater.

Yasmin lançou-lhe um olhar enviesado. — E eu achei que você diria que, se eu não gostasse, você não me beijaria mais.

O homem falou a verdade: — Se acontecesse de novo, eu ainda não conseguiria me conter.

Yasmin inclinou-se para perto dele e, sob seu olhar confuso, selou seus lábios em um beijo que carregava o gosto amargo do remédio.

Ao terminar, ela pressionou o canto úmido da boca dele como uma sedutora atrevida. — Desta vez foi eu quem te prensou para beijar. Estamos quites.

O coração de Arthur palpitava violentamente; o sangue em todo o seu corpo parecia correr em direção a um único lugar.

Quites?

Seu coração gritava e pulsava, querendo saltar do peito para dizer a ela:

Não estamos quites. Jamais estaremos nesta vida.

— Yasmin!

Ele agarrou a mão dela, olhando-a fixamente com uma intensidade que ela não conseguia decifrar. Sentindo o calor da palma da outra pessoa, ele abriu a boca.

— Eu...

Mas o que ele deveria dizer?

Não havia palavras para descrever o que sentia. Era como um riacho prestes a secar que, após clamar dia e noite, finalmente recebesse sua chuva revigorante. A terra árida e deserta bebia daquela água, fazendo brotar flores esplêndidas e vibrantes.

Flores que desabrochavam para uma única pessoa.

Mas ele não podia arrancar o coração para mostrar a ela, e ela não podia ver a paisagem radiante que florescia dentro dele por causa dela.

Depois de mil palavras não ditas, tudo o que saiu de seus lábios foi uma frase simples:

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— Yasmin, você realmente não considera escrever um livro?

Um livro que pertencesse apenas aos dois.

Yasmin sonhou novamente. No sonho, ela estava no hospital, naquele mesmo quarto.

Sua mãe estava sentada à beira da cama, de cabeça baixa, tricotando um suéter. Desde que se aposentara, seus únicos hobbies eram tricotar e dançar na praça. Yasmin nunca imaginou que, mesmo com ela naquele estado, sua mãe teria ânimo para fazer tricô.

Dona Sônia segurava as agulhas com uma expressão de quem já aceitara tudo.

— Sabe, eu refleti. Nestes últimos dias, já consegui descobrir a senha do seu cartão de banco. Se você realmente não acordar, vou pegar o seu dinheiro e comprar vários livros de exercícios para a sua irmã. Considero que falhei na sua criação, mas sua irmã está no último ano da escola; ela ainda tem esperança. Quem sabe não passa numa Federal e traz honra para a família?

— Aquela pilha de webnovels e aquelas bugigangas que você guarda no quarto, eu vou queimar tudo. Assim evito que a sua irmã fique entrando lá escondida para ler bobagem.

— E aqueles seus pôsteres e colecionáveis... vou queimar tudo também. Já que você não acorda, vou fingir que você morreu e mandar tudo para você ver lá no "além".

— Ah, outra coisa... — continuou ela. — Sua mãe aqui conheceu um senhor na dança da praça recentemente. Ele é bonitão. Se você não acordar, assim que sua irmã for para a faculdade, vou viajar com ele e te deixar sozinha no hospital.

— Não sei se os cuidadores de hoje em dia são confiáveis, mas, como você é um vegetal e não tem consciência, não deve se importar se a sua mãe contratar um cuidador baratinho para você, né?

— ...

Yasmin acordou e correu para Arthur com o rosto banhado em lágrimas.

— Eu quero sair daqui! Não aguento esperar nem mais um segundo!

Arthur limpou as lágrimas no canto dos olhos dela. — O que houve agora?

Yasmin deu um berro de choro sofrido: — Minha mãe vai fugir com um estranho! Se eu não acordar, ela vai até ter outro filho!

Arthur: “...”

— Acho que não é para tanto, né?

— Ela quer gastar meu dinheiro com livros de estudo para a minha irmã!

— E quer queimar meus livros e meus colecionáveis!

Yasmin parecia em transe. — Pesadelo! Isso com certeza é um pesadelo!

Arthur comentou: — Acho que o pesadelo vai ser da sua irmã ao receber tantos livros de estudo...

Yasmin: “...”

Pior que faz todo o sentido.

Ela agarrou a mão de Arthur com força. — Não, eu tenho que sair.

Ela não podia deixar seus colecionáveis virarem cinzas.

O homem afagou a cabeça dela e olhou para o céu. — Desta vez, está realmente perto.

Yasmin seguiu o olhar dele; o céu, que estivera nublado nos últimos dias, agora estava de um preto absoluto. O vento uivava, trazendo nuvens escuras que pareciam tocar o solo. Parecia o fim do mundo.

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— Isso é... — sussurrou Yasmin. — Vai chover.

Arthur completou secamente: — E vai ser uma tempestade.

Enquanto conversavam, o Painel não parava de apitar. Estava apressando Yasmin.

Porque ela tinha que fugir de novo.

Na realidade, Arthur desmaiara, mas na trama do Roteiro, ele e Yasmin tinham se envolvido novamente. Por causa disso, ele descobrira a identidade secreta de Yasmin, e os dois precisavam encenar mais uma vez a fuga clássica: "ela foge, ele persegue, e ela não consegue escapar".

Arthur olhava para o céu com um mau pressentimento. Mas, naquele ponto, não dava mais tempo de trocarem de papéis.

— Tome cuidado.

— Relaxa... — Yasmin deu um tapinha no braço dele. — Eu já manjo disso. E ainda tem o Brutamontes.

Arthur olhou para o Brutamontes roendo um osso no chão. Não importava como olhasse, o bicho não parecia confiável. Mesmo assim, ele se agachou e deu instruções sérias: — Daqui a pouco, você tem que proteger bem o seu papai.

Brutamontes cuspiu o osso e soltou um uivo orgulhoso.

Pode deixar, mamãe! Com o Brutamontes não tem erro.

Yasmin correu para o aeroporto com o cachorro; ao mesmo tempo, todo o aeroporto foi bloqueado.

Seguindo as pistas do Painel, ela se escondeu no banheiro, esperando apenas que Arthur a encontrasse. Ela olhou para fora pela vidraça; o céu estava tão escuro que, embora fosse tarde, parecia noite.

Ela fechou a porta do banheiro e encostou-se na parede para recuperar o fôlego.

BUM—

Com um trovão ensurdecedor, a tempestade que se formava há dias finalmente desabou.

Simultaneamente, a porta do banheiro foi arrombada com um chute.

A luz do teto iluminou o rosto da pessoa que chegara.

Ela abriu um sorriso e, olhando para Yasmin, disse pausadamente:

— Há quanto tempo...

Ela riu e completou: — Devo te chamar de Yasmin... ou de Cristal Real?

Yasmin xingou mentalmente. Ninguém a avisou que Verônica apareceria!

Ela olhou para o Painel, mas o aparelho, que estava normal até então, agora piscava com luzes coloridas.

【AVISO! AVISO! FALHA NO SISTEMA! FALHA NO SISTEMA!】

Não falhou antes nem depois, tinha que falhar logo agora!

, Yasmin suspeitava que o sistema fizera de propósito.

Ela deu um passo para trás com um sorriso amarelo: — Ah, que coincidência! Você também vai pegar o voo de hoje?

— Não é coincidência — disse Verônica. — É você quem eu estou esperando.

Yasmin olhou para os brutamontes atrás dela, pensando em como escapar. — Esperar por mim para quê? Eu já estou indo embora. Se você gosta do Diogo, me deixe ir. Prometo nunca mais voltar, assim ele fica para você.

— É uma proposta tentadora — Verônica aproximou-se. — Mas que pena, agora não tenho o menor interesse na mulher que dorme com ele. Eu quero que ele sinta uma dor insuportável.

Ela fez um sinal para os homens. Yasmin nem teve tempo de reagir; tudo escureceu e ela desmaiou instantaneamente.

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Antes de fechar os olhos, ela viu o Real Brutamontes escapulindo de fininho.

Yasmin: “...”

Que cachorrinho ingrato!

Yasmin acordou sendo castigada pela chuva. A água caía tão forte que parecia que alguém estava jogando baldes em seu rosto; ela mal conseguia abrir os olhos.

Era o cenário familiar: o mar, o trapiche de pesca e a velha posição de refém amarrada.

Yasmin estava no trapiche querendo chorar, decidida a nunca mais chegar perto de uma praia quando voltasse.

Verônica estava ao seu lado, vestindo uma capa de chuva, embora a tempestade fosse tamanha que a capa não fizesse diferença.

Ela olhou para Yasmin com loucura nos olhos. — Diga-me, o que o Diogo vai sentir quando chegar aqui e só conseguir pescar o seu cadáver no fundo do mar?

— Verônica, querida... — Yasmin tentou falar, mas engoliu um monte de água. O Painel estava pifado, essa cena não existia no roteiro original; quem garantiria que ela não morreria afogada de verdade?

— Calma, Verônica. Não vale a pena por causa de um homem. Se você me matar, vai ser presa. Não compensa.

— Cale a boca! — gritou Verônica. — É tudo culpa sua! Se não fosse por você, o irmão Diogo já estaria comigo!

— Por isso mesmo! — Yasmin tentou ser a voz da razão. — Você deveria ter me deixado ir no aeroporto! Eu sumiria no mundo e o seu amado Diogo ficaria com você. Ou melhor, chame ele aqui e me use como refém; ele com certeza aceitaria ficar com você para me salvar.

— Hahaha...

Verônica gargalhou. — Que pena, agora eu só quero que você morra. Quero que ele sinta o gosto de perder o que ama. Diga suas últimas palavras, ou não terá chance quando estiver na barriga dos tubarões.

— Minhas últimas palavras são meio longas, que tal a gente sentar e conversar com calma?

Verônica a agarrou pelo colarinho: — Então vá dizer isso aos tubarões...

Ela ia empurrá-la quando Yasmin gritou em pânico: — Espera!

— Esperar o quê? Por ele? Meus homens o atraíram para longe, ele não virá.

AU AU AU AU AU!

Um uivo agudo atravessou a cortina de chuva. Sob os clarões dos relâmpagos, algo vinha correndo em direção a eles em alta velocidade.

Os capangas de Verônica empalideceram.

— O que... é aquilo?

— Pelo formato, parece um lobo?

— Mas... lobos são tão gordos assim?

Yasmin: “...”

Desculpem, é só o meu filho passando vergonha.

AU AU AU AU!!

Papai! Vim te salvar!!

O corpo do Brutamontes atravessava a chuva com agilidade; a mancha branca em sua testa brilhava como uma chama sob o temporal. Ele corria na frente, seguido por várias silhuetas humanas.

Au au!

Eu chamei a mamãe para te salvar!

Yasmin ficou com os olhos marejados de emoção. Afinal, ele não tinha fugido; tinha ido buscar reforços!

Verônica agarrou Yasmin: — Não se aproximem, ou eu a empurro!

Ela olhou para Arthur, que vinha logo atrás do cachorro. — O mar hoje não está calmo como da última vez. Duvido que você consiga salvá-la de novo.

— O que você quer, afinal? — Arthur a encarava com os olhos gélidos.

— O que eu quero? — Verônica riu. — Meu amor não vale nada para você. Agora vou fazer você sofrer a dor de perder quem ama.

Yasmin olhou para o mar atrás dela e testou as mãos, percebendo que quem a amarrara não apertara bem as cordas. Ela deu um sinal com os olhos para Arthur e começou a desamarrar-se discretamente.

Arthur percebeu. Ele deu dois passos para trás para evitar provocar Verônica.

— Verônica, podemos sentar e conversar. Se você acha que eu errei em algo, me diga. Isso é entre nós, não precisa envolver uma terceira pessoa.

— Minha decisão está tomada. — Ela olhou para Arthur e começou a rir lentamente. — Você não vai conseguir salvá-la, Diogo.

Dito isso, ela tentou empurrar Yasmin no mar. No momento crucial, um "pequeno míssil" saiu disparado da multidão e atingiu Verônica com força total, mandando a vilã direto para a água primeiro.

Yasmin soltou o último pedaço da corda e exclamou feliz: — Brutamontes!

Wuuu au...

Brutamontes valente, não teme dificuldades, resgatando o papai.

O pequeno botijão de gás estava parado bem na beirada do trapiche. Yasmin ficou apavorada: — Venha para cá agora!

Au.

Mas o botijão de gás subestimou completamente o quanto o chão molhado estava liso e superestimou a aderência de suas patinhas. Assim que tentou se mover, ele tropeçou e começou a escorregar. Metade do seu corpo foi para fora do trapiche.

AU AU!

SOCORROOOO!

Naquele instante, Yasmin não teve tempo de pensar. Ela se atirou e agarrou as duas patas dianteiras dele.

O botijão de gás fazia jus ao nome; no momento decisivo, Yasmin achou que conseguiria puxá-lo para cima, mas nunca imaginou que o peso dele a puxaria para baixo primeiro.

— YASMIN!

A voz de Arthur ecoou atrás dela. Yasmin só teve tempo de mostrar o dedo do meio silenciosamente para o nada e gritar seu último desejo mental:

EU TE ODEIO, REAL BRUTAMONTES!

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