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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 46: O Botijão de Gás

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Enquanto ele hesitava, Yasmin agarrou o colarinho de Verônica e, com uma força vinda de lugar nenhum, a arrancou de cima dele.

Ela se aproximou de Arthur, pressionando a mão discretamente em seu ombro, com um tom de voz preocupado:

— Você está bem?

Arthur usou os braços para se escorar na cama e sentar. O canto de seus olhos carregava um rubor anormal, mas suas palavras saíram com um frio cortante:

— Saia!

Verônica levantou-se do chão, encarando Yasmin com fúria: — Ouviu bem? O presidente mandou você sair, trate de...

Antes que ela terminasse, o olhar gélido de Arthur fixou-se em seu rosto: — Estou falando com você.

— Irmão Diogo... — Verônica começou a chorar novamente. — Como pode tratar a Verônica assim? Eu só queria...

Yasmin não estava a fim de ouvir bobagens.

Ela se levantou, segurou a mão da outra e a arrastou direto para a porta.

— O que você está fazendo?! Sua empregada de baixo nível, quem te deu permissão para encostar suas mãos sujas em mim!

Yasmin abriu a porta, com um sorriso frio surgindo no canto da boca. — Srta. Verônica, não ouviu? Ele mandou você sair. Se seus ouvidos não estão funcionando, eu não me importo de te ajudar a lembrar.

— E outra coisa... — Ela se aproximou do ouvido da vilã. — Guarde bem: eu vou cobrar essa dívida com juros mais cedo ou mais tarde.

Sem esperar reação, Yasmin a empurrou para fora, bateu a porta e, num movimento ágil e seco, girou a tranca.

No segundo seguinte, um corpo ardente colou-se às suas costas. Sua nuca vulnerável foi envolvida por uma mão grande, enquanto beijos densos acompanhados de uma respiração ofegante caíam em seu pescoço.

— Yasmin... Yasmin...

Yasmin tentou afastar a mão dele: — Espera... Arthur, acalme-se primeiro.

Ela não queria "atos libidinosos" em plena luz do dia.

O homem não parecia ouvir nada do que ela dizia. Com um pouco de força, ele a virou de frente e a prensou contra a parede. Dedos ásperos seguraram seu queixo, afundando na carne macia de suas bochechas; não doía, mas ela não conseguia se mexer, sendo forçada a erguer o rosto e ver a face dele se aproximando centímetro a centímetro.

Quanto mais o tempo passava, mais pesada ficava a respiração de Arthur. Ouvindo aquele som, a memória de Yasmin foi involuntariamente puxada de volta para aquela primeira noite confusa. As lembranças que restavam pareciam ficar mais nítidas conforme ele arquejava.

Ela achou que ele a beijaria, mas ele apenas aproximou o rosto e começou a traçar os contornos de seus olhos e sobrancelhas com os dedos, como se estivesse confirmando algo.

— Yasmin?

O coração dela amoleceu subitamente.

— Sou eu.

Sua voz funcionou como um calmante. Assim que ela falou, a frieza entre as sobrancelhas do homem se dissipou. Ele enterrou o rosto no ombro dela, com a voz carregada de carência:

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— Estou me sentindo mal.

Yasmin sentiu que estava acariciando um gato gigante. Ela passou a mão pelas costas dele, dando tapinhas leves: — Calma, calma... eu sei que você está mal. Vamos sair daqui da porta primeiro, que tal irmos para lá conversar?

O principal motivo era que a porta estava machucando as costas dela.

Obviamente, naquele estado, o homem não entendia o que ela dizia. Ao perceber que ela tentava escapar de seus braços, ele entrou em pânico instantâneo, apertando a cintura dela e forçando a aproximação.

Estando tão perto, a protuberância em certo lugar podia ser sentida claramente através das roupas finas contra o abdômen dela.

Quente e assustador.

— Arthur, primeiro solte... hmm...

Suas palavras foram todas bloqueadas entre os lábios e dentes.

Yasmin abraçou o pescoço dele, pensando com um certo desespero:

Já aconteceu uma vez mesmo, o que é mais uma? Se for para ser em plena luz do dia, que seja. De qualquer forma, não é a minha reputação que está em jogo.

Ela estava prestes a fechar os olhos quando, pelo canto da visão, viu algo que a fez arregalar os olhos de pavor. Ela começou a empurrar Arthur freneticamente e, vendo que ele não se movia, apelou até para os pés.

— Arthur, seu filho! Seu filho ainda está no quarto!

O cérebro caótico do homem clareou um pouco com o grito agudo. Ele olhou para baixo e viu que, em algum momento, um cachorro parara entre os pés deles, encarando-os com olhos redondos e curiosos.

Wauuu!

Oi, mamãe!

Arthur: “...”

— Eu... — Ele abriu a boca para dizer algo, mas a onda de desejo o inundou novamente, transformando sua mente em uma massa de modelar.

Ele se curvou, pegou a mulher nos braços e caminhou direto para a cama.

Yasmin tentava sacudi-lo desesperadamente: — Acorda! Seu filho está no quarto!

Arthur a jogou na cama, com a voz mais rouca que o normal: — É apenas um cachorro.

Isso lá é um cachorro comum?

, pensou Yasmin, chorando internamente.

Esse é o cachorro que você carregou por dez meses antes de dar à luz!

Ela rolou para o lado e tentou levantar: — Não, você tem que colocar ele para fora, pelo menos.

Arthur olhou para baixo, Brutamontes olhou para cima.

Auuuu?

A mamãe não vai brincar comigo?

O homem já estava no limite de sua paciência; o canto de seus olhos estava escarlate.

Ele se inclinou e agarrou o cão pela nuca, tentando erguê-lo para fora do quarto.

Os dedos longos afundaram nos pelos grossos, e ele fez força...

Mais força...

O botijão de gás maciço permaneceu imóvel no chão.

Arthur: “...”

Yasmin: “...”

Embora a situação seja inadequada, como eu faço para não rir?

O suor umedecia os cílios do homem, e cada respiração exalava um calor ardente. Ele se empertigou, arquejando com dificuldade. Naquele momento, ele já não conseguia se importar com mais nada; seus olhos viam apenas a pessoa na cama.

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O terno caro foi aberto com violência, enquanto a gravata e as abotoaduras caíam pelo chão.

Yasmin encostou-se na parede, engolindo em seco: — Espera!

Ela virou a cabeça para o Real Brutamontes, que estava perto da porta: — Brutamontes, papai e mamãe têm coisas a fazer, saia agora.

Au!

Ele não ia sair coisa nenhuma; também queria brincar com o papai e a mamãe.

Neste mundo, não existem brincadeiras em que você não possa entrar, apenas cachorros que não são corajosos o suficiente.

O Real Brutamontes observou da porta por um momento. Ao ver que a mamãe já estava quase sem roupa e que o papai ia começar a tirar a dele, ele soube: sua chance chegara.

O botijão de gás maciço pegou impulso na porta e, como um míssil, disparou direto contra o peito de Arthur.

Auuuuuu!

Mamãe, o Brutamontes chegou! Brinca comigo também!

Yasmin viu aquela postura de largada familiar e um pressentimento terrível a invadiu.

— Espera!

BUM—

...

O mundo ficou em silêncio.

...

Yasmin levantou-se da cama e olhou para baixo.

Brutamontes saiu de cima de Arthur com uma cara de culpa, enquanto o homem jazia no chão, imóvel e em silêncio absoluto.

A visão de Yasmin escureceu por um momento.

— Real Brutamontes, você quer assassinar a sua própria mãe?

A tarde na mansão mergulhou novamente em um caos frenético.

O médico, em seu primeiro turno diurno, ainda não estava muito adaptado, mas felizmente sua competência profissional era de alto nível.

— Felizmente não há perigo. Ele deve ter sido atingido por algo muito pesado e, ao cair, bateu a cabeça no armário ao lado, o que causou o desmaio. Quanto à droga no sistema dele, já apliquei uma injeção e ele deve ficar bem.

— Mas estou curioso... — O médico coçou o queixo. — O quão pesado era o objeto que conseguiu nocautear o presidente desse jeito?

Yasmin baixou a cabeça em silêncio, olhando para o "botijão de gás" deitado aos seus pés, sem palavras, decidindo ali mesmo que colocaria o pequeno botijão em uma dieta rigorosa.

— Foi você quem encontrou o presidente? — O olhar inquisidor do médico pousou no rosto de Yasmin.

Yasmin manteve a expressão impassível: — Quando entrei, o presidente já estava desmaiado no chão. Fiquei tão assustada que chamei o mordomo imediatamente.

— Mas você não é uma empregada da cozinha? Por que entrou no quarto do presidente?

— É que... — começou Yasmin. — Como todos sabem, o presidente gosta muito do meu filho e sempre o chama para brincar. Hoje eu estava apenas trazendo meu filho. Se não acredita, pode perguntar ao presidente quando ele acordar.

O assunto foi encerrado temporariamente.

O botijão de gás, sabendo que tinha feito besteira, ficou deitado imóvel ao pé da cama durante todo o tempo em que Arthur esteve inconsciente, vigiando-o.

Vigiou tanto que acabou dormindo primeiro. E o botijão dormindo era tudo menos calmo; ele rolava para lá e para cá até que sua cabeça de cachorro acabou pressionada contra o peito de Arthur, dormindo pesadamente.

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Arthur foi acordado literalmente pela pressão.

Ele chegou a sonhar que era o Rei Macaco sendo esmagado pela Montanha dos Cinco Elementos. Ao abrir os olhos, deu de cara com uma cabeça de cachorro em seu peito.

Arthur: “...”

Mais uma vez, ele sentiu que a vida realmente não valia muito a pena.

Ele estendeu a mão com dificuldade e tentou empurrar a cabeça do bicho. Muito bem: imóvel.

— Real Brutamontes! — Arthur rosnou entre dentes.

Brutamontes sentiu um calafrio nas costas, abandonou o osso gigante com que sonhava e acordou. Ao abrir os olhos, deparou-se com o rosto sombrio de Arthur.

Au au!

Mamãe, você acordou!

Ele ficou radiante e tentou se esfregar no peito dele com tudo.

Ouviu-se um

baque

surdo, seguido por um gemido de dor do homem.

Parabéns ao pequeno Brutamontes por conseguir o segundo nocaute contra sua querida mamãe.

Yasmin entrou com o remédio e deparou-se com aquela cena de "amor entre mãe e filho". Ela jogou o remédio na mesa e correu para tirar o botijão de cima de Arthur.

— Real Brutamontes, você não sabe o peso que tem? Se você matar a sua mãe esmagada, quem vai te sustentar?

Arthur caiu na cama tossindo secamente. Ao virar o rosto, a língua do cachorro quase o lambeu.

Arthur: “...”

【Máscara de Sofrimento】

Yasmin o ajudou a sentar e massageou suas costas para ele recuperar o fôlego: — Você está bem?

Arthur avaliou seu estado: — Mais ou menos. Minha nuca dói.

Yasmin afastou o cabelo dele para olhar: — Pudera! Tem um galo enorme aqui. Hoje à noite vamos jantar ensopado de cachorro.

Wuuu...

Cachorrinhos são tão fofos, como você pode comer um cachorrinho?

Yasmin deu um tapa na bunda do botijão: — Olha o tamanho que você está. Por que não perde essa mania de pular no colo das pessoas? Não pode mais pular, entendeu?

Arthur recostou-se na cama, observando Yasmin dar bronca no cachorro. Aquele tempo foi suficiente para ele lembrar de tudo o que aconteceu. Ao terminar de processar, fechou os olhos com sofrimento.

Sério, teria sido melhor nem acordar.

Ele só conseguia pensar que tentara algo impróprio com Yasmin na frente do cachorro, foi atropelado pelo bicho, caiu e ainda desmaiou. Cada um desses fatos isolados já seria suficiente para a "morte social" do Jovem Mestre Arthur; todos juntos eram um combo de drama insuportável.

Yasmin entregou o remédio a ele: — Tome logo. O médico ficou com medo de você ter uma concussão e receitou isso especialmente.

Arthur pegou os comprimidos e, sem nem usar água, engoliu-os a seco, deitando-se em seguida com os olhos fechados.

Morto. Não me chamem.

Yasmin não disse nada, apenas ficou de braços cruzados observando o isolamento dele.

Arthur ficou em silêncio por um tempo mas, percebendo que Yasmin não dizia uma palavra, finalmente não resistiu e abriu os olhos para olhá-la.

— Você não tem nada para me dizer?

Yasmin ergueu uma sobrancelha: — Dizer o quê?

A voz do homem soou abafada: — Eu estou aqui nesse estado lamentável e você nem sequer me conforta.

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