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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 38: Cozinhando

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O quarto, apinhado de caixas de encomendas, continuava estreito, e a tigela improvisada do cachorro acabara de ser abastecida com ração nova.

O isolamento acústico da casa não era dos melhores; a criança do andar de cima parecia estar brincando com uma bola, batendo-a de forma rítmica no chão.

TUM—

TUM—

TUM—

...

Parecia a batida do coração de Arthur.

Ele estava sentado no pequeno sofá, e o aroma de tangerina verde do fim de verão ainda pairava em seu nariz, embora a brisa fresca do início do outono o fizesse dissipar sem motivo. Quando o cheiro de tangerina sumiu, outra fragrância foi trazida pelo vento até suas narinas.

Era um amaciante cujo nome ele não sabia, com perfume de orquídea-borboleta.

Nesta estação, a época de floração das orquídeas já passara.

Mas aquela era uma orquídea florescendo em seu coração.

Alice estava agachada a menos de um metro dele. Como o quarto era muito apertado, sua figura alta parecia um pouco curvada.

Mas ela não se importou; em vez disso, ergueu o cachorro que abanava o rabo diante dela: — Vem, diga "papai"!

Auuuu!

Alice deu um cafuné satisfeito na cabeça do bicho: — Bom garoto!

Dizendo isso, despejou mais um pouco de ração na tigela improvisada.

A ração fora comprada por ela no grande supermercado lá embaixo; era a marca mais cara, paga com seu cartão black de limite ilimitado.

Arthur disse, desamparado: — Ele já comeu. Se você continuar alimentando, ele vai explodir.

Só então Alice interrompeu, a contragosto, aquele fluxo transbordante de amor paternal.

Ela bateu as mãos, levantou-se e examinou Arthur de cima a baixo. — Até que você está bem, não parece ter emagrecido.

Ele não emagrecera, mas Alice visivelmente ganhara uma "camada extra" de gordura. Sem precisar pensar, Arthur sabia que o abdômen definido que ele tanto se esforçara para recuperar havia desaparecido de novo.

Ao ver o olhar fixo dele, Alice entendeu imediatamente o que ele estava pensando e explicou: — Você sabe como é... a pessoa amada me abandonou, e o meu coração ficou em pedaços. Eu só conseguia anestesiar minha dor com álcool, então é inevitável ganhar um quilo ou dois.

Arthur comentou friamente: — Você está se referindo à sua Coca-Cola safra 82?

Ele acrescentou, sem emoção: — Realmente, é algo poderosíssimo para anestesiar a tristeza.

Alice: “...”

Senão, por que se chamaria "Água da Felicidade dos Sedentários"?

Ela sentou-se ao lado de Arthur, passando o braço pelo ombro dele como se fossem velhos amigos: — O quê? O Jovem Mestre Arthur não parece muito feliz em me ver?

O contato físico repentino deixou Arthur desconfortável, especialmente quando Alice usava o próprio rosto dele para dizer frases tão atrevidas. Ele sentiu arrepios nos braços.

Ele se afastou um pouco para o lado, mas Alice colou nele logo em seguida.

O sofá já era pequeno, mal cabendo duas pessoas; não havia muito para onde fugir.

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Alice tentou alcançá-lo de novo: — Por que está fugindo? Ontem você não estava assim.

Arthur usou uma das mãos para se apoiar na borda do sofá, com medo de cair, e olhou para Alice com uma clara mistura de irritação e vergonha.

— Alice, você está fazendo de propósito, não está?

Que pergunta...

Alice, temendo que ele caísse, moveu-se para o outro lado e o puxou de volta.

— De propósito nada! Você é demais... eu estava com medo de você sentir minha falta, então fugi escondida do Roteiro para vir até aqui, e o que eu recebo? Você me olha como se eu fosse um monstro terrível.

Arthur apenas disse: — Não fale comigo usando esse rosto.

— O que tem esse rosto? — Alice tocou a própria mandíbula bem definida. — É tão bonito! Você devia se sentir abençoado por eu estar disposta a falar com você usando este rosto, sabia?

Arthur sinalizou que não fazia questão de tal bênção.

Alice aproximou o rosto de novo: — Ontem, quando você me pediu para te beijar, não foi bem assim...

— Eu... — O rosto de Arthur ficou vermelho como um pimentão. — Ontem foi... foi apenas...

Apenas um momento de cegueira momentânea, onde o que seus olhos viam não era o seu próprio rosto.

Mas Alice não se importou com o que ele dizia; ela segurou o rosto dele e plantou um beijo em sua bochecha.

Em seguida, comentou: — Narcisismo é muito mais interessante quando é feito pessoalmente.

Arthur: “...”

O coração do jovem apaixonado se estraçalhou em mil pedaços naquele instante. Seu auge do verão não apenas chegara, como trouxera um calor que ele não conseguia suportar; ele estava sendo "grelhado" por aquele entusiasmo até ficar dourado e crocante por fora e macio por dentro, quase fazendo a criança do vizinho chorar de fome...

Ou melhor...

O cachorro do vizinho.

O Husky, que já terminara de comer, espremeu-se entre os dois em algum momento. Ao ver Alice beijar Arthur, ele ergueu a cabeça, extremamente animado.

Uuuu!

Beijinhos! Ele também queria beijinhos!

Arthur o empurrou para longe e informou que aquilo exigia um pagamento à parte.

Alice resgatou o filhote rejeitado, afagou sua cabeça e suspirou.

— Já que certas pessoas não querem, meus beijos terão que ser dados, a contragosto, para o meu bom filho.

Arthur ficou com o rosto lívido.

— ALICE!

Alice imediatamente abraçou o cachorro e riu até não poder mais.

Apenas o filhote, que recebeu o beijo mas não entendeu nada, inclinou a cabeça, confuso.

Não tinham combinado o beijo? Cadê o beijo?

Oh, sua mamãe de sangue frio não apenas não o beijava, como também não deixava ninguém mais beijá-lo.

No final das contas, o único ferido naquela sala era o cachorro.

Aquele pacote de ração que Alice comprara era apenas para uma emergência imediata e não supria todas as necessidades de um filhote. À tarde, os dois saíram novamente. Desta vez sem o cachorro, apenas os dois.

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Alice caminhava à frente dele.

Mesmo sendo outono, ela parecia não sentir frio; usava apenas um short esportivo e uma camiseta simples. Seu cabelo, que fora amassado pelo boné de manhã, não parecia incomodá-la — felizmente, a textura do cabelo dele não desmanchava fácil e voltava ao normal com apenas algumas passadas de mão. O rosto dela estava limpo, com um sorriso confortável nos olhos.

Diferente do estilo sério e formal de Arthur, aquele rosto e aquele corpo pareciam anos mais jovens nela; parecia um estudante universitário que ainda não conhecera o mercado de trabalho, atraindo olhares frequentes das garotas que passavam.

Arthur reprimiu um sorriso, mas de repente sentiu-se menos feliz.

Alice não percebeu a mudança repentina de humor dele; ela estava observando a paisagem ao redor. Diferente dos lugares luxuosos que frequentavam antes, ali era perto de uma cidade universitária, cheia de estudantes indo e vindo.

O sol estava se pondo e, nas laterais, barracas de churrasco começavam a ser montadas. Vários aromas tentadores entravam pelo nariz de Alice.

Ela ficou com água na boca, mas lembrando do olhar de reprovação de Arthur minutos atrás, teve que desistir com pesar.

O Jovem Mestre Arthur, caminhando atrás dela, não fazia ideia do sacrifício heroico que Alice estava fazendo por ele.

Ele olhou para Alice, acelerou o passo e caminhou carinhosamente ao lado dela, deixando claro para qualquer um que eles eram um casal. Ao ver os olhares cobiçosos se transformarem em suspiros de lamentação, o desconforto em seu coração melhorou um pouco.

Ele fez a pergunta que queria fazer desde o início: — Por que você veio de repente?

Alice desviou o olhar de uma coxa de frango assada super cheirosa. — Alguém fez uma chamada de vídeo para reclamar que eu não me importava com ele. Eu tive que vir correndo ver o que estava acontecendo.

Na verdade, ela já comprara a passagem há muito tempo, baseada na data que deduziram que o bebê nasceria. Embora dissesse que não se importava, ela não podia deixar um homem sozinho para enfrentar esse tipo de situação.

Só não imaginava que as coisas mudariam tão rápido, forçando-a a antecipar a viagem.

Ao lado dela, Arthur mergulhou no silêncio novamente.

Alice percebeu que ele adorava ficar em silêncio, de cabeça baixa, pensando em sabe-se lá o quê.

Ela não aguentou e deu uma ombrada nele: — No que você está pensando aí de cabeça baixa?

Ela subestimou a diferença de força entre homens e mulheres; Arthur quase tropeçou com o impacto. Ele massageou o ombro dormente e disse calmamente: — Só estou refletindo.

— Refletindo sobre o quê?

— Se devo ou não comprar uma coxa de frango para você.

Ele ainda estava com a mão no ombro, como se estivesse denunciando o crime dela, e suspirou. — Mas agora parece que não há mais necessidade.

Alice: “...”

Pão-duro!

O pão-duro acabou gastando a fortuna de cinco yuans para comprar uma coxa de frango assada deliciosa para ela, além de carregar um saco de castanhas portuguesas quentinhas.

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Os estudantes que passavam lançavam olhares surpresos para eles, e os comentários chegavam aos seus ouvidos.

— Eu vi certo? A mulher comprando as coisas para o cara e ainda carregando tudo?

— Isso não é namorado, é um antepassado que ela está servindo?

— Se eu tivesse um namorado gato desses, eu também o sustentaria assim.

...

Alice sorriu com os olhos semicerrados, sem um pingo de vergonha.

Eles entraram no supermercado. Alice disse: — Da outra vez eu disse que ia mostrar meus dotes culinários, mas houve um imprevisto. Desta vez, vou compensar você.

Arthur expressou sérias dúvidas: — Você sabe cozinhar de verdade?

Essa doeu...

Alice balançou uma cebola para ele: — Espera só. Daqui a pouco, o rosto de certas pessoas vai ficar inchado de tanto levar tapa.

Como o rosto não era dele, Arthur não se preocupou.

Alice disse: — Vou fazer um ensopado de frango (Ji Gong Bao) que minha mãe costumava fazer. É do tipo que dá para comer oito tigelas de arroz de uma vez.

Arthur empurrava o carrinho ao lado dela, espiando o que ela pegava. — Acho que você deveria primeiro terminar o prato para ter algum argumento.

Alice lançou um olhar mortal para ele: — Ora, Arthur! Você não confia em mim?

Arthur tirou o maço de alho poró que ela jogara no carrinho. — Se você não confundisse alho poró com cebolinha, talvez eu confiasse um pouco mais.

Alice: “...”

Ela deu uma risada sem graça: — Faz tempo, minhas habilidades estão um pouco enferrujadas.

Arthur suspirou e tirou um alface. — Mas não a esse ponto, certo? Pelo menos no meu entendimento, alface não serve para fazer ensopado de frango.

Alice novamente: “...”

Independentemente do processo, Alice conseguiu terminar as compras sem grandes tragédias. Após passar em um pet shop para comprar o que o cachorro precisava, voltaram para o pequeno apartamento alugado.

E então...

Ela expulsou Arthur da cozinha.

Arthur segurou o batente da porta, relutante: — Alice, acho que você pode precisar da minha ajuda.

Alice sentiu que a presença dele atrapalhava seu desempenho: — No que você pode ajudar? Você sabe cozinhar?

Arthur disse discretamente: — Um pouco.

Na cabeça de Alice, "um pouco" era sinônimo de "não sei". Afinal, no dicionário dela, a palavra "modéstia" não existia.

O Arthur do "um pouco" foi expulso impiedosamente.

Ele ficou na sala observando. A porta da cozinha era de vidro fosco; ele só conseguia ver um vulto embaçado, sem conseguir distinguir o que ela estava fazendo.

Arthur abriu uma lata de comida para cachorro para consolar o filhote que comera biscoitos por dois dias seguidos e orou em silêncio, esperando que sua ansiedade fosse apenas um engano.

E então...

CABUM—

A cozinha...

Explodiu.

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