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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 37: O Cachorrinho

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O silêncio foi a nota principal daquela videoconferência noturna.

Após um longo tempo, Alice foi a primeira a quebrar o gelo com uma risada sem graça:

— Ah, haha... quem sabe eu não me enganei?

Afinal, a situação era tão crítica naquele momento.

Arthur olhou para ela e depois para o cachorro.

Ele perguntou: — Quais eram as características do cachorro que você quase atropelou? — Bem... — começou Alice.

— Parecia ter uns quatro ou cinco meses, era um Husky, e tinha uma mancha de pelos brancos bem no meio da testa.

Batia perfeitamente com o Husky que estava ao lado de Arthur, exibindo os dentes num sorriso bobo. Humano e cão se encararam em silêncio.

O Husky, vendo Arthur olhar fixamente para ele, deu um bote repentino para abraçá-lo.

O resultado?

Esqueceu que a pessoa ao lado acabara de passar por uma dor desumana; Arthur foi derrubado da cadeira com o impacto.

O rosto de Arthur escureceu instantaneamente.

Ele empurrou a cabeça do cachorro de seus braços com dificuldade e disse entre dentes:

— Tanto faz. De qualquer forma, eu estava querendo uma sopa hoje à noite para recuperar as energias. Ele acrescentou num tom sombrio: — Ouvi dizer que sopa de cachorro é revigorante.

Vapt!

De repente, seus braços ficaram vazios. No canto da parede, surgiu uma silhueta tremendo de medo. Alice ficou maravilhada: — Ele é tão inteligente assim? Arthur levantou-se do chão, sinalizando que não queria papo. — Sabe... — continuou Alice. — Acho que as chances de ser o mesmo cachorro são enormes. Afinal, naquele acidente só havia três seres vivos: você, eu e ele. O surgimento dele só pode ser descrito como um final à la O. Henry. Arthur: — ? Alice: — Inesperado, porém perfeitamente lógico dentro do contexto.

O "Final à la O. Henry" soltou um uivo baixo no canto da parede para provar sua existência. Arthur massageou as têmporas e disse friamente: — Cala a boca! Alice, do outro lado, não parava de rir: — Arthur, você sabe com o que se parece agora? O homem na tela levantou as pálpebras para encará-la. — Você parece uma madrasta malvada. Pobre do meu filho, mal nasceu e já tem que encarar esse tratamento gelado. —

Au au!

Arthur: — ... Já que você gosta tanto dele, amanhã eu mando ele pelo correio para você criar. Alice disse: — Ele acabou de chegar ao mundo, você tem coragem de fazer isso com ele? Arthur deitou-se na cama e virou para o lado, provando com ações que tinha toda a coragem do mundo.

Alice ficou encarando aquela nuca teimosa por um tempo. — A propósito... você não vai dar um nome para ele? A nuca teimosa permaneceu em silêncio por um momento, então ele puxou o cobertor para se cobrir. Sua voz chegou aos ouvidos de Alice um pouco abafada. — Alice, você não se importa nem um pouco comigo. Alice sentiu-se injustiçada: — Como você pode dizer isso? Onde foi que eu não me importei? — Você olha mais para o cachorro do que para mim.

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Alice: — ... Ela pensou:

Como eu não olharia mais para uma criatura tão exótica? Além do mais, por que eu ficaria olhando para o meu próprio rosto?

Do outro lado, Arthur continuava suas queixas. — Eu estava sentindo muita dor agora pouco. Eu te liguei e você não me atendeu.

O coração de Alice quase derreteu com aquele tom de mágoa: — Desculpa, tá? Eu estava dormindo, não sabia que você ia "dar à luz" de repente. A nuca dele deu sinais de que ia se virar, mas no último segundo ele se conteve. — Hum — disse ele, com um tom de extrema frieza. Alice pediu: — Arthur, vira para cá. O homem na cama não disse nada, mas após um momento, virou o rosto lentamente. Como de costume, estava sem expressão, mas seus olhos escondiam uma mágoa difícil de detectar.

Alice tentou mimá-lo: — Aproxima o celular do seu rosto, por favor. Acho que tem alguma coisa na sua bochecha. Arthur parecia relutante, mas seu corpo foi honesto; ele se esticou e pegou o celular que estava na mesa ao lado. Ao olhar para o rosto de Alice, ele percebeu tardiamente o quão vergonhosas foram as coisas que acabara de dizer. Ele esfregou o rosto apressadamente e baixou o olhar, evitando-a. — O que tem aqui? Não estou sentindo nada. Está tarde, eu vou dormir. — Parece um pontinho preto. Chega mais perto para eu ver direito. Arthur, contrariado, aproximou o celular do rosto.

MUA!

O som do beijo estalado contra a tela chegou nitidamente aos ouvidos de Arthur. Ele travou, ergueu o olhar e viu Alice sorrindo com os olhos brilhando do outro lado. — Um beijinho para você. Pronto, não fique mais bravo. Eu me importo com você, sim. Até comprei um monte de coisas de bebê na internet; devem chegar em dois dias, embora agora pareça que não serão úteis. Ah, eu também contratei uma enfermeira pós-parto, mas acho que não vamos precisar dela agora. Quanto à ligação, eu realmente não sabia que seria hoje, se soubesse, teria ficado de vigília sem dormir.

Arthur sentiu-se subitamente como uma garota fazendo birra sem motivo. Ele disse com o rosto sério: — Eu não estou bravo. Alice respondeu: — Ah, sim, claro... você não está nem um pouco bravo. Arthur: — ... Alice riu ao ver o estado de frustração dele. Ela disse: — Eu achei que você estivesse bravo, então ia te dar outro beijo. Mas já que você diz que não está, então deixa para lá. O homem hesitou e disse: — Pensando bem, eu ainda estou um pouco bravo. — Quão bravo? — Do tipo que precisa de dois beijos para passar.

Alice sorriu e fez um sinal com a mão: — Então chega mais perto. O homem comprimiu os lábios, baixou o olhar com os cílios longos escondendo a timidez e aproximou-se lentamente da câmera. Alice deu mais dois beijos através da tela. Ao ver a vermelhidão se espalhando até as orelhas dele, ela comentou: — Eu me sinto muito pervertida. Arthur olhou para ela sem entender. Alice estalou a língua: — Beijar a si mesma... não parece que estou praticando narcisismo de um jeito estranho?

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Ao olhar para o próprio rosto do outro lado, Arthur congelou. Antes que Alice pudesse dizer mais nada, ele desligou o telefone abruptamente. Alice olhou para a interface de chat no celular, jogou-se na cama e, após um tempo, sua voz saiu abafada debaixo das cobertas: — Como ele consegue ser tão fofo?

Céus! Ela salvou o planeta na vida passada? Como conseguiu um namorado tão adorável nesta vida?

Momentos depois, ela pegou o celular e alterou sua passagem de avião de "daqui a três dias" para "amanhã".

Do outro lado, Arthur também estava jogado na cama. A tela preta do celular refletia o rosto de Alice; enquanto olhava, não se sabe o que ele pensou, mas seu rosto ficou ainda mais vermelho. —

Auuuu?

O focinho do cachorro apareceu subitamente, interrompendo os devaneios do jovem apaixonado. Arthur encarou aqueles olhos "sábios" por alguns segundos antes de se dar por vencido. Ele sentou-se na cama, olhou para o cão e disse seriamente: — Senta. —

Au-u?

O cachorrinho olhou para ele sem entender e pulou na cama. O rosto de Arthur caiu na hora: — Desce! —

Auuuu-uu!

O filhote lançou-se nos braços dele. Arthur sentiu o impacto pela segunda vez, quase vomitando com a pancada.

Às três da manhã, Arthur ainda estava encarando o cachorro. O filhote fora expulso para o pé da cama, sem entender por que sua "mamãe" querida não o deixava dormir junto. Ele restou apenas roer o lençol para passar o tempo. Enquanto isso, Arthur lutava contra o sono para pesquisar no navegador do celular:

O que Huskies comem?

Os resultados foram variados, incluindo, mas não se limitando a:

Chinelos, sofás, roupas, sapatos, móveis...

Arthur: — ... Exausto, ele guardou o celular, levantou-se, pegou alguns biscoitos e o leite de cabra que comprara no mercado, e foi buscar uma tigela na cozinha. Ele quebrou os biscoitos na tigela, despejou o leite para amolecê-los e chamou o filhote. — Vem comer. Hoje vai ser isso, amanhã compro ração para você. O cachorrinho correu alegremente para devorar a comida, esfregando-se carinhosamente nele enquanto comia. No mundo de um cachorro, quem dá comida é a "mamãe". Arthur deu um cafuné na cabeça do bicho e, vendo a sujeira que ele fazia ao comer, avisou: — Coma e vá dormir. Se me acordar, você vai ver só. —

Uu-uu...

A mamãe dele é muito brava.

No dia seguinte, o tempo estava ótimo e Arthur conseguiu dormir até tarde. Quando acordou, já era meio-dia. O filhote de ontem subira na cama em algum momento e estava encolhido nos pés dele com os olhos fechados. Ao menor movimento de Arthur, o cachorro despertou e pulou em cima dele com entusiasmo. Após os dois ataques anteriores, Arthur já estava preparado; ele o segurou no ar no momento do salto e o educou seriamente: — Você não pode simplesmente pular nas pessoas assim. A resposta foi uma lambida molhada no rosto. Em um belo meio-dia, ele foi forçado a ter um "lavar de rosto" não muito agradável.

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O filhote parecia saber quem o trouxera para aquele lugar, por isso era extremamente carinhoso com Arthur. O orgulhoso Jovem Mestre Arthur rejeitou cruelmente o carinho e o mandou para o canto da parede para refletir sobre seu erro matinal. Como ainda não tivera tempo de comprar ração, ele repetiu o método dos biscoitos com leite. Felizmente, o Husky não era exigente e comia tudo com gosto. Quando terminaram, já passava das treze horas. Arthur olhou para fora; o clima estava esfriando, não estava muito quente. Ele planejava sair para comprar algumas coisas para o bicho. Afinal, já que "nasceu", ele não poderia deixar de cuidar.

Porém, antes que pudesse sair, a campainha tocou. Era uma entrega. Provavelmente as coisas de bebê que Alice comprara. Mas, como diz o ditado, o esperado aconteceu, mas com um bônus. Arthur sabia que ela tinha comprado coisas, mas nunca imaginou que seriam

tantas

. Eram tantas caixas que a casa alugada ficou lotada; humano e cão foram encurralados contra a parede. —

Auuuu?

O filhote inclinou a cabeça, os genes de destruição em seu sangue despertaram e ele começou a morder as caixas, revelando roupinhas coloridas em pouco tempo. Arthur sentiu um desespero profundo, deu uma bronca no cachorro e empurrou as roupas de volta para as caixas para não ter que olhar para elas.

Trim-dom!

A campainha tocou de novo.

Arthur massageou a lombar, que estava dolorida de carregar as caixas, e foi até a porta. — Quem é? Uma voz masculina abafada veio do lado de fora. — Olá, entrega para você. Arthur: — ... O que mais Alice tinha comprado? Ele abriu a porta e disse: — Não quero mais nada, pode levar de volta. Ele ia fechar a porta, mas uma mão o impediu. Arthur ergueu o olhar e deu de cara com um par de olhos amendoados brilhantes. A pessoa usava máscara e um boné; ele não reconheceu de imediato quem era. — Você quer mesmo devolver tudo, Sr. Arthur?

A mão de Arthur na maçaneta congelou.

O sol da tarde estava forte e o ar estava impregnado com um aroma fresco de purificador, com cheiro de tangerina verde de fim de verão.

O verão daquele mundo havia passado, mas o auge do seu verão pessoal acabara de chegar, de uma forma que ele nunca poderia ter previsto.

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