《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 35: Hospital

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Lucca Frio disse emocionalmente: — Cristal, a culpa é minha. Eu não sabia que você tinha passado por tanto sofrimento enquanto eu não estava por perto. — Culpa minha, por não ter percebido sua força fingida. Culpa minha, por não ter lido as lágrimas escondidas atrás do seu sorriso. Não tenha medo, agora eu vim para te proteger. Embora eu ainda não possa me comparar a Dom Diogo, enquanto eu, Lucca Frio, respirar, se ele quiser te machucar, terá que passar por cima do meu cadáver!

Arthur sentiu um tique nervoso no canto da boca. Ele estava parado ali, segurando sua sacola de delivery, olhou para o Roteiro flutuante acima e soltou um longo suspiro. — Eu, Cristal Real, não preciso da proteção de ninguém, e não te chamei aqui para buscar refúgio. Ele ergueu o queixo para o outro. — Eu te chamei para dar um aviso formal: a antiga Cristal Real está morta. Quem está diante de você agora é a assassina conhecida como "Sombra".

— O quê?! — Lucca Frio ficou em choque. — Você... você é a lendária Sombra?! A assassina enigmática que ninguém nunca conseguiu rastrear é você?! Arthur, com o rosto completamente inexpressivo, assentiu devagar. — Com razão... com razão... — Lucca recuou dois passos, seu olhar agora carregado de um novo respeito e temor. — Nestes últimos dias, Dom Diogo mobilizou a cidade inteira atrás de você. Com o poder daquele homem, como você poderia ter escapado tão facilmente? É porque você nunca foi apenas Cristal Real, você é a Sombra! Ele murmurou para si mesmo: — Faz sentido... no mundo inteiro, apenas a Sombra teria a habilidade de escapar das garras daquele homem.

Arthur: “...”

Eu te imploro, cala a boca!

Temendo que Lucca soltasse mais alguma frase absurda, ele disse rapidamente: — Não te chamei por outro motivo senão para pedir uma coisa... Ele fez uma pausa: — Deixe-me entrar para o ABATE.

Arthur, segurando sua marmita, pensou de forma distraída:

Isso é sério? Parece brincadeira de criança... ou melhor, de universitários brincando de casinha.

De onde esses universitários tiraram uma "organização de assassinos"? E se Cristal Real era uma assassina de elite, como ela não conseguiu escapar de um sequestro comum? É um roteiro furado por todos os lados.

O Roteiro emitiu um

BIM

oportuno:

【Sim! Cristal Real é uma assassina, é verdade, mas ela decidiu se aposentar e "lavar as mãos" do submundo há muitos anos.】

【Sua bondade não permitia que ela machucasse os outros, mas sua bondade acabou lhe trazendo apenas uma dor profunda. Por isso... ela se tornou sombria. A doce Cristal Real não existe mais; agora, em seu lugar, está a fria e implacável Sombra.】

Arthur: “...” Havia tantos absurdos que ele nem sabia por onde começar a criticar. A Cristal Real "sombria" mudou de nome para Sombra e entrou para a organização ABATE. Arthur não sabia o que essa organização fazia, nem o que ele deveria fazer, mas todos os dias alguém lhe trazia comida fresca e uma quantia em dinheiro. Ele suspeitava seriamente que, como a protagonista estava grávida e não podia trabalhar, o enredo arranjou um "trouxa" para sustentá-la.

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Os dias foram passando. Em menos de uma semana, a barriga de Arthur cresceu a uma velocidade alarmante; parecia que ele já estava no quarto ou quinto mês de gestação. Alice, ao olhar para a barriga dele, entrou em um estado de profunda reflexão: — Arthur, não sei se você conhece uma técnica de escrita muito usada em romances... — Qual? Ela disse com seriedade, pausadamente: — A técnica do... "Salto Temporal".

Arthur: “...” Alice continuou: — Se não acredita, olha o seu celular. Arthur pegou o aparelho. Sem que ele percebesse, a data no celular havia avançado vários meses. Um brilho de surpresa passou por seus olhos: — Quando isso aconteceu? — Eu também não tenho certeza, percebi apenas hoje de manhã. Mas... Alice ponderou: — Faz sentido. Uma gravidez dura dez meses... o Roteiro não pode nos deixar aqui dez meses literais, certo? Se fosse assim, quando saíssemos, nossos corpos lá fora já teriam sido cremados e enterrados há muito tempo. Arthur suspirou: — Se fosse para enterrar, já teriam enterrado. Dez meses a mais ou a menos não fariam diferença. Alice: “...”

Arthur passou a mão pela barriga visivelmente arredondada. Não sabia se era impressão sua, mas sentia como se realmente houvesse uma vida ali dentro, e uma vida bem ativa. — Alice... — ele chamou. — Você já parou para pensar... se esse bebê realmente nascer e nós conseguirmos sair, o que vai acontecer com ele? Alice também já havia pensado nisso, mas sob o olhar de Arthur, ela apenas balançou a cabeça, confusa. — Eu não sei. Em suas noites de insônia, ela também refletia sobre isso, mas não importava o quanto pensasse, parecia um problema sem solução. Eles precisavam sair, mas o bebê precisava nascer. — Só podemos viver um dia de cada vez. Talvez... quando sairmos, os donos originais assumam os corpos de novo. Dom Diogo é tão rico que a vida da criança não será ruim. Arthur baixou o olhar, sentindo o calor da palma da mão sobre a barriga, e não disse nada.

Enquanto isso, como a "esposa mimada" havia fugido, o mundo inteiro foi virado de cabeça para baixo, mas Dom Diogo ainda não conseguia encontrá-la. Finalmente, após sucessivos dias de frustração, ele adoeceu. O assistente, em pânico, levou Alice para o hospital. Alice, fingindo estar desmaiada, abriu um olho discretamente; aquele hospital parecia estranhamente familiar.

Céus! É o mesmo hospital onde a mãe da Cristal ficou internada!

O homem mais poderoso do mundo havia desmaiado. Mesmo que fosse apenas por um pico de estresse e raiva, o hospital inteiro entrou em alerta. O diretor do hospital ficou na porta para recebê-lo com toda a reverência, submetendo-o a um check-up completo. Ao ver que era apenas um desmaio comum, o diretor soltou um suspiro de alívio.

Alice não aguentou mais fingir durante a bateria de exames. Ela "acordou" e rugiu para o assistente: — Maldito! Quem te deu permissão para me trazer a este lugar? O assistente disse com uma expressão triste: — Presidente... a Srta. Cristal se foi. O senhor não pode se afundar na tristeza por causa dela! O senhor precisa seguir em frente e sentir a beleza do mundo. Mas Dom Diogo não ouvia nada. Aquela mulher maldita fugiu após roubar seu coração. Como ele poderia deixá-la escapar tão facilmente? Mesmo que ela se escondesse nos confins do mundo, ele a encontraria, a trancaria e não a deixaria ir a lugar nenhum.

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O presidente furioso expulsou todos do quarto. Em seguida, pegou o celular e, na cama do hospital, começou a olhar as fotos de Cristal Real para "relembrar" seu amor perdido. Alice: “...” Alice não aguentou e disse para o Roteiro: — Falando sério, quem projetou essa trama tão idiota? Esse cara parece ter algum problema mental grave.

Que tipo de presidente fica com as pernas longas encolhidas na cama de um hospital, chorando em silêncio enquanto olha para fotos?

Roteiro: “...”

Por que você não cita nomes logo de uma vez?

Alice olhou para a foto de si mesma no celular, sentindo-se sem palavras.

Eu só fugi grávida, não morri. Precisa chorar desse jeito?

Enquanto ela "sentia falta" de sua amada através do celular, a porta do quarto se abriu. Antes que Alice pudesse reagir, uma enfermeira entrou. O objetivo dela era claro: foi direto para trás de Alice, olhou para a foto no celular e fez uma expressão exageradamente surpresa. — Ah! Meu Deus! Presidente, quem é essa no seu celular? Me parece tão familiar! Alice: “...” Ela jamais imaginou que, após tanto tempo atuando, um dia seus olhos seriam "feridos" pela atuação de outra pessoa. Realmente, a justiça tarda, mas não falha.

Ela respirou fundo, ignorou o rosto teatral da enfermeira, fechou os olhos e cobriu o rosto, chorando em silêncio. — Ela... ela é a mulher que eu mais amei. Houve um tempo em que ela também me amava, e tínhamos um futuro brilhante pela frente. Mas por causa de um erro meu, ela me abandonou. Eu... eu não consigo mais encontrá-la. — O quê! — a enfermeira exclamou com pesar. — Como isso pôde acontecer? E o bebê de vocês? O que vai ser do bebê?

Alice limpou uma lágrima inexistente no canto do olho.

Opa! Chegou a cena principal.

Ela baixou as mãos, levantou-se da cama e agarrou os ombros da enfermeira. — O quê? O que você disse? Que bebê? — Presidente! — a enfermeira gritou dramaticamente. — O senhor não sabia? Naquela noite de tempestade, quando a mãe dela faleceu e ela desmaiou aqui no hospital, nós descobrimos que ela já estava com mais de dois meses de gravidez!

Alice virou o rosto para o lado, os ombros tremendo de tanto esforço para não rir.

Socorro! Por que existe alguém no mundo com uma atuação mais exagerada que a minha? Tenho medo de não aguentar e rir na cara dela.

Ela tossiu, tentando se recompor, e soltou os ombros da enfermeira com uma expressão de quem acabara de levar um golpe terrível, recuando um passo cambaleante. — Não! Você está mentindo! Como ela poderia estar grávida? — Ah! — A enfermeira cobriu a boca de forma exagerada. — Eu pensei que o senhor soubesse! Ela não era sua amada? O filho não é seu?

Alice: “...”

De onde saiu essa "falsa sonsa"? Alguém corte a cabeça dela!

Essa frase foi o equivalente a subir no pescoço dela e gritar que ela tinha levado um par de chifres.

Alice não aguentou, e Dom Diogo aguentou menos ainda. Ele virou a mesa do quarto do hospital e agarrou o colarinho da enfermeira: — Você está mentindo! Eu e ela nunca tivemos relações, como ela poderia estar grávida? — Mas... — disse a enfermeira. — O exame dela daquela época ainda está comigo.

Dom Diogo pegou o papel e finalmente aceitou a realidade desesperadora. A mulher que o traiu e fugiu estava grávida de mais de dois meses. Com o rosto pálido, ele fez as contas: foi antes de assinarem o contrato. Será que ela fugiu porque a gravidez não podia mais ser escondida? Ou será que... depois de tirar o dinheiro dele, ela fugiu com o "cafajeste" que a engravidou? E ele? Dom Diogo segurou a cabeça, pensando em agonia:

E eu? O que eu sou? O que foi o nosso sentimento?

Alice suspirou mentalmente.

O que você é? Bem, você é apenas alguém colhendo o que plantou.

A enfermeira continuou: — Presidente, a Srta. Cristal que o senhor está procurando desesperadamente é ela mesma? Então ela fugiu por causa da gravidez? A expressão no rosto dela quase dizia explicitamente:

Você está usando um chapéu verde.

Alice: “...”

Alice perdeu a paciência e decidiu não aguentar mais. Ela gritou: — Assistente! Cadê o assistente?! O assistente entrou rolando pela porta: — O que foi, Presidente?

Alice apontou para a enfermeira:

— Agora! Imediatamente! Tire ela da minha frente e não deixe que ela apareça nunca mais! Enfermeira:

Snif, snif...

QAQ... —

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