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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 34: A Esposa Mimada

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Arthur vomitou tanto que sentiu que o faria até o fim dos tempos; mesmo após desembarcar, ele ainda não havia se recuperado. Sinceramente, era a primeira vez que ele experimentava o enjoo matinal. Aquela sensação de que seus intestinos seriam expelidos era algo que, após a primeira tentativa, ele nunca mais desejou repetir.

A passagem fora comprada de madrugada e o destino fora aleatório. Ao descer do avião, ele não sabia para onde ir, então apenas procurou um hotel qualquer para passar a noite. Aquele maldito Roteiro ainda não tinha sido cruel a ponto de proibi-los de manter contato privado. Caso contrário, logo após deixarem de ser solteiros, eles teriam que enfrentar um longo período de isolamento. Esqueça a Alice; o próprio Arthur estava com medo de que, enquanto estivesse carregando o bebê por aí, sua esposa fugisse com outro.

A primeira coisa que Arthur fez ao se acomodar no hotel foi ligar por vídeo para Alice. Por algum motivo inconfessável, antes de iniciar a chamada, ele ainda deu uma ajeitada no visual em frente ao espelho. No entanto, como ele vomitara excessivamente e perdera o apetite após o voo, seu rosto exibia uma palidez frágil e um olhar cansado, o que lhe conferia um ar de vulnerabilidade que despertava piedade.

Alice hesitou ao ver aquele rosto. Mesmo que já tivessem trocado de corpos antes, ver seu próprio rosto expressando emoções desconhecidas ainda lhe causava uma estranheza bizarra — especialmente quando aquela pessoa era o namorado que ela acabara de "selar". Junto à estranheza, havia um constrangimento indescritível que a fez travar no lugar por um bom tempo antes de conseguir dizer uma palavra.

Na verdade, Arthur também estava constrangido, mas ele disfarçava bem o suficiente para que Alice não percebesse. Ele bebeu um copo de água, tentando reprimir a náusea em sua boca, e fez uma pergunta a Alice. — Você... também se sentia assim antes? A pergunta foi tão repentina que Alice apenas soltou um "Hã?" confuso. Arthur insistiu: — Você sentia esse enjoo e essa vontade de vomitar o tempo todo?

Alice olhou para o rosto pálido dele e pensou por um momento: — Mais ou menos. Eu vomitava, mas não parecia ser tão sério quanto o seu caso. — Ah — murmurou Arthur. — Que bom, então. Sua voz foi tão baixa que Alice não ouviu direito: — O que você disse? — Nada — Arthur balançou a cabeça. — O que vamos fazer agora?

Só de falar nisso, a cabeça de Alice começou a doer. Ela soltou um longo suspiro. — O que mais podemos fazer? "Ela foge, ele persegue, ela não tem para onde escapar". O que Arthur não sabia era que ela passara o dia inteiro no escritório fingindo fúria, fazendo ameaças aos subordinados dedicados: se não encontrassem Cristal Real, todos pagariam com suas cabeças. Quando o Presidente Dom Diogo se enfurece, o mundo inteiro muda de cor.

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Arthur, instintivamente, tocou a barriga. Ao ver o gesto, Alice sentiu uma inexplicável "aura materna" emanando dele. Ela se sentou ereta na cama, olhando para si mesma na tela, intrigada. — Como diabos trocamos de novo? Eu parei para pensar bem: ontem à noite não fizemos nada, fomos dormir em quartos separados, não tivemos nenhum contato físico... como trocamos do nada?

Arthur não esperava que ela ainda estivesse presa a esse detalhe: — Já trocamos, por que se preocupar com o motivo? Não é bom ter alguém "fugindo com o bebê" no seu lugar? Ele deu um sorriso leve: — Hein? Grande Presidente Dom Diogo? Alice lançou um olhar suspeito para ele: — Arthur, você está agindo de forma muito suspeita. Arthur travou por um segundo e a encarou: — Por que eu seria suspeito?

Alice disse: — Veja bem, da outra vez que trocamos, você quase morreu de desespero para destrocar. Agora que aconteceu de novo, você fugiu sozinho sem dizer nada e não deu nem um pio de reclamação. Não acha isso suspeito? — É mesmo? — A mulher sentada no sofá do hotel suspirou calmamente. — Talvez seja porque o status mudou. Alice ficou paralisada. — Afinal, antes eu era solteiro, então tinha que pensar primeiro em mim. Mas, por coincidência, alguém me "carimbou" ontem. O status mudou, então minhas prioridades também mudaram. — Eu não poderia te acordar, trocar de corpos e deixar você fugir grávida por aí, certo? Ou será que... Ele ergueu o olhar, observando Alice fixamente através da tela. — Ao acordar, o Presidente Dom Diogo decidiu não assumir a responsabilidade?

— Eu... Alice abriu a boca, mas foi interrompida antes de falar. — Ontem, depois de me beijar, você me enxotou do quarto para dormir sozinha, me deixando rolar na cama a noite inteira sem conseguir pregar o olho. Embora a situação atual seja um pouco estranha, ainda assim... Arthur continuou: — Alice, nós somos oficialmente namorados agora, não somos? Mesmo que ele já soubesse a resposta, ele ainda queria ouvir o compromisso vindo da boca dela.

Alice pensou um pouco e disse: — Até ontem, acho que sim. Mas agora... Arthur sentou-se ereto involuntariamente: — O que tem agora? Ao vê-lo assim, o constrangimento inicial de Alice desapareceu misteriosamente. Ela estreitou os olhos amendoados e sorriu de forma provocativa para ele: — Você sabe, eu sou o imponente Presidente Dom Diogo, minha aura de comando tem quase dois metros de altura, então... Ela fez uma pausa. — Você aceita ser a "esposa mimada" do Presidente?

A postura dela era relaxada e casual, sem o peso da imagem pública de Arthur (que até em casa costumava arrumar o cabelo). Ela lavara o cabelo e apenas o secara de qualquer jeito com o secador; os fios um pouco longos caíam bagunçados sobre a testa, cobrindo as sobrancelhas e revelando apenas os olhos amendoados cheios de um brilho confortável e divertido. Os dois botões superiores do pijama estavam abertos, revelando uma pequena parte do peito firme. Era o rosto dele, mas cada gesto dizia que não era ele.

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A respiração de Arthur tornou-se lenta e leve involuntariamente. Ele fixou o olhar no sorriso de Alice e, após um momento, ele próprio sorriu. Ele respondeu: — Não seria má ideia.

Você aceita ser a esposa mimada do CEO?

Não seria má ideia.

Desde que essa pessoa seja você.

No dia seguinte, Alice continuou em seu enorme escritório, interpretando o papel de um Dom Diogo possesso de raiva impotente. Ela atirou os documentos na direção do assistente com força, mas controlou a trajetória para que passassem raspando e atingissem a porta atrás dele com um estrondo. — Inútil! Um completo inútil! Para que eu te pago tanto dinheiro? Não consegue encontrar uma única pessoa?!

O assistente baixou a cabeça, tremendo: — Pre... Presidente, sinto muito. Eu fiz o meu melhor. Verifiquei todos os trens, trens de alta velocidade, voos e até ônibus que saíram nesses dias, mas não há sinal da Srta. Cristal. Vasculhamos todos os lugares onde ela poderia ir e nada. Ela... ela parece ter... O rosto do assistente ficou ainda mais pálido: — Parece ter evaporado no ar.

A resposta dele foi o som de Alice estraçalhando um cinzeiro no chão. Ela parecia um palhaço levado ao limite da fúria, mas sem qualquer solução. — Como uma pessoa viva pode simplesmente desaparecer? Ela está se escondendo, não está?! Ela agarrou o colarinho do assistente: — Diga! Ela está se escondendo, não é?! Assistente: “...” — Talvez... o senhor devesse tentar se acalmar primeiro? — sugeriu o assistente.

Alice não queria se acalmar. Ela perdera seu grande amor, como poderia manter a calma? Ela gritou, rugiu, enfureceu-se, contorceu-se e descontou sua frustração igualmente em cada funcionário que recebia o dinheiro da empresa mas não trabalhava. Somente quando os funcionários exibiram a mesma expressão de "trabalhador explorado em fúria impotente" é que a inveja em seu coração se acalmou um pouco. Um segundo antes do fim do expediente, ela partiu em seu Rolls-Royce de placa personalizada, deixando aquele lugar de tristeza de forma glamourosa.

Enquanto Alice estava em seu surto criativo de fúria, Arthur estava vendo os outros surtarem — e sendo atingido por todos. A "esposa grávida do CEO", que finalmente conseguira descansar, foi acordada por batidas na porta. Ele se sentou na cama, olhou para as cortinas que não deixavam passar nem um fio de luz e pegou o celular. Ótimo. Cinco da manhã. Ele se deitou novamente, cobriu a cabeça com o cobertor e disse a si mesmo que não ouvira nada. Mas as batidas eram incessantes. O

toc-toc-toc

começou a fazer sua cabeça doer.

Gestantes não costumam ter muito controle emocional; Alice era assim, e Arthur estava ainda pior. Com o rosto fechado, ele jogou o cobertor para o lado, foi até a porta e a abriu com violência. — Se não sabe ler, volte para o útero da sua mãe e curse o ensino básico de novo! Não viu o aviso pendurado na porta?! Ele rangeu os dentes: — "Não perturbe", entende?! Você sabe o que significa "NÃO PERTURBE"?! Sem esperar por uma reação da pessoa do lado de fora, ele bateu a porta com um estrondo na cara dela.

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Lucca Frio, que estava com a mão levantada pronto para cumprimentá-la: “...”

Arthur nem viu quem estava parado ali. Após o grito, voltou para a cama e dormiu um sono profundo de novo. Ele só acordou às nove da manhã, sentindo-se faminto, então pediu comida por um aplicativo. Quando o pedido chegou, ele caminhou preguiçosamente arrastando os chinelos até a porta. Ao abrir, deu de cara com Lucca Frio segurando sua comida. Arthur bateu a porta de novo.

Devo ter levantado rápido demais. Por que estou vendo um "rebelde de cabelo branco" entregando delivery?

Lucca Frio, que esperara a manhã toda e ainda levara um "chega pra lá": “...”

Um minuto depois, a porta se abriu novamente, revelando o rosto inexpressivo de Alice (Arthur). Desta vez, Lucca decidiu tomar a iniciativa: — Cristal, quanto tempo. Arthur pegou a comida da mão dele: — Comida recebida. Vou te dar cinco estrelas. Tchau... ou melhor... espero nunca mais te ver. Quando ele ia fechar a porta, Lucca segurou o batente desesperadamente. — Cristal, o que significa isso? Não foi você quem me chamou aqui? Arthur franziu a testa imediatamente.

BIM—

【Cristal Real disse a si mesma que precisava fugir do controle daquele homem, mas ele era tão poderoso... como ela poderia escapar de suas garras? Se Dom Diogo quisesse encontrar alguém, seria uma tarefa fácil.】

【Assim, Cristal Real procurou Lucca Frio, ou melhor, a facção por trás dele, a organização de assassinos mais famosa do mundo:】

【O ABATE!】

【Cristal Real guarda um segredo, um segredo que nunca contou a ninguém. Ela, na verdade, possui outra identidade—】

【Ela! É uma assassina! Isso mesmo, a famosa assassina de codinome "Sombra" no cenário mundial é ela!】

Arthur: “...”

Vá se ferrar! Seus loucos!!

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