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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 29: Consideração

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A mão de Alice, que segurava o cobertor, congelou no lugar. As palavras de Arthur ecoavam em sua mente sem parar. Ele dissera: — Você não é um "se". Mesmo que ela fizesse milhares de suposições, para ele, ela era apenas ela. Ela era diferente de qualquer outra pessoa, porque ela não pertencia ao mundo das hipóteses dele. O coração de Alice, de repente, pareceu amolecer sob o impacto da tempestade de outono. Realmente existia alguém disposto a atravessar uma tempestade por ela.

Lá fora, a chuva parou em algum momento. As árvores de cânfora, lavadas pela água e iluminadas pelas luzes do hospital, exibiam um verde vibrante e oleoso. Alice puxou o cobertor novamente para cobrir o rosto. Desta vez, Arthur ficou realmente desesperado. Ele tentou puxar o cobertor das mãos dela, mas como ela ainda estava com o soro na veia, ele não ousava usar força. — Alice, não fique em silêncio. Se você acha que eu disse ou fiz algo errado, pode me falar diretamente.

Alice abriu uma frestinha no cobertor, revelando seus olhos escuros e brilhantes para encará-lo. Sua voz saiu abafada debaixo do pano: — Arthur, estou com sono. Ao encontrar o olhar dela, toda a irritação de Arthur evaporou instantaneamente. Ele se sentou novamente, com um ar melancólico entre as sobrancelhas: — Ah. Então durma.

Alice não pôde deixar de rir ao vê-lo daquele jeito. Ela se virou, ficando de costas para ele. — Arthur, você disse que se eu achasse algo errado, poderia te falar diretamente. Mas você já parou para pensar... com que status ou em que posição eu falaria isso para você? Arthur travou. Demorou um bom tempo até ele começar a gaguejar: — Alice, eu... eu... na verdade... — Não diga nada agora — Alice interrompeu. — Não somos crianças. Sentimentos não são brincadeira. Tudo o que acontece aqui é falso; assim que sairmos, nossos corpos estarão limpos e intocados. Você pode fazer uma promessa agora no calor do momento, mas e depois que sairmos? Já pensou no que fazer quando estivermos lá fora?

Ela soltou um suspiro baixo: — Se você quer "assumir a responsabilidade", posso te dizer claramente que não preciso disso. Se for por outra coisa... eu sou uma pessoa que leva sentimentos a sério. Espero que você pense bem antes de vir falar comigo de novo. Após ela terminar, houve um longo silêncio atrás dela. Foi tão longo que Alice quase pegou no sono antes de ouvir a voz profunda do homem. Ele disse: — Tudo bem. —

Alice achou que "pensar bem" levaria um ou dois dias. No entanto, cinco dias se passaram e Arthur não deu nem um pio. Em vez disso, ele passava os dias ocupado com algo misterioso, sumindo o tempo todo. Alice: “...” Ela estava infeliz e com a cara amarrada.

Será que ele pensou um pouco, achou que não ia dar certo e decidiu ser apenas meu amigo?

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Ela não aguentou mais e pegou o celular para mandar uma mensagem:

【O que você está fazendo?】

O homem do outro lado parecia estar com os olhos grudados no aparelho, pois respondeu na hora:

【Na empresa.】

【Está com fome? Entediada? Quer que eu compre alguma coisa para você?】

Compre um caralho!

Alice rangeu os dentes.

Homem maldito, não me dá uma resposta e ainda fica me cozinhando.

Mas ela não tinha coragem de perguntar diretamente o que ele tinha decidido, então teve que sondar por outros caminhos.

【O que está fazendo na empresa?】

Houve uma hesitação do outro lado antes da resposta:

【Trabalhando...】

Alice soltou uma risada fria. Que tipo de trabalho um "CEO de assinatura" precisaria fazer para ficar o dia todo na empresa?

【Entendi. Que tal eu levar o seu almoço hoje?】

【Sério?】

Temendo que ela desistisse, ele enviou imediatamente um parágrafo enorme:

【O endereço é... já avisei ao motorista, ele vai te buscar. Eu não sou exigente com comida, como qualquer coisa. Está um pouco frio lá fora, lembre-se de trazer um casaco. E não carregue nada, deixe com o motorista.】

【Não estou tentando te dar ordens, mas o médico disse que exercícios moderados são bons. Ficar em casa o dia todo não faz bem à saúde.】

【E não use salto alto! Use sapatos baixos, seria perigoso se você tropeçasse...】

【Arthur, você era uma babá na vida passada?】

【...】

Alice guardou o celular, sentindo o humor melhorar levemente. Ela pediu para a cozinheira preparar alguns pratos, colocou-os em potes térmicos e foi encontrar Arthur. Ela queria ver o que ele andava fazendo de tão secreto nesses últimos dias.

O céu, que tinha um pouco de sol antes, agora estava completamente nublado. O vento frio soprava forte, indicando que uma tempestade cairia a qualquer momento. Alice teve um mau pressentimento ao ver esse clima; afinal, todas as tramas tristes dessa porcaria de história dependiam de chuva para criar atmosfera.

O motorista a levava em direção à empresa de Arthur. Era a primeira vez que ela saía de casa após descobrir a gravidez. Sentada no banco de trás, o cheiro de gasolina invadia suas narinas, fazendo seu estômago revirar em náuseas. Ela encostou a cabeça no vidro, empalidecendo. O motorista, preocupado, perguntou: — Srta. Cristal, quer que eu vá mais devagar? Alice balançou a cabeça. Não era uma questão de velocidade, é que ela não suportava o cheiro de gasolina. — Não precisa. Vá mais rápido, ficarei bem assim que chegarmos.

Mas Alice subestimou sua própria resistência. Antes de chegar, ela não aguentou mais e pediu para o motorista parar no acostamento para seguir a pé. — Srta. Cristal... — o motorista olhou para ela, inseguro. — Quer que eu troque de carro? Ou eu posso te acompanhar? Não é seguro você andar sozinha assim. Somente ao pisar no chão Alice sentiu que voltou à vida. Ela acenou para o motorista com o pote térmico na mão: — Tudo bem, pode voltar. A empresa fica a cinco minutos daqui, vou caminhando. O motorista olhou para o prédio da empresa não muito longe e achou que ela tinha razão. Como não podia estacionar ali, ele foi embora.

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Alice sentiu o vento frio e seu estômago acalmou um pouco. Ao pegar o celular, viu que o homem perguntara com muita cautela onde ela estava.

【Está com fome?】

【Mais ou menos.】

【Quer que eu desça para te buscar?】

Olha só que proativo... nem parece um cafajeste que não me deu resposta nenhuma.

Alice segurava o pote térmico com uma mão e digitava lentamente com a outra:

【Tudo bem...】

Antes que pudesse digitar o restante da frase, ela recebeu um golpe violento na nuca. O celular e o pote térmico rolaram pelo chão; a sopa quente derramou sobre a tela do aparelho, onde a palavra "Tudo bem" tornou-se um borrão de luz na caixa de diálogo.

Arthur sentiu um aperto inexplicável no coração. Ele andava de um lado para o outro no escritório, pegando o celular inúmeras vezes para checar a conversa. Nada... Ainda nada. Já se passaram três minutos inteiros e Alice não respondera.

O assistente bateu na porta e entregou alguns projetos para Arthur: — Presidente, o local já foi organizado conforme suas instruções. As flores e balões serão colocados no dia. Veja se há algo que queira mudar. Arthur deu uma olhada distraída nos papéis e os devolveu ao assistente: — Deixe assim por enquanto. Vou descer um minuto.

Enquanto descia, ele ligou para Alice, mas ninguém atendeu. Franzindo a testa, ligou para o motorista da casa. — Pre... Presidente? — Onde está a Alice? — perguntou ele, direto ao ponto. — A Srta. Cristal estava muito enjoada com o carro, então ela desceu no semáforo perto da empresa e disse que viria andando. Vi que eram apenas quatro ou cinco minutos de caminhada, então deixei que ela viesse sozinha...

Arthur encontrou o pote térmico e o celular caídos perto de um canteiro de flores não muito longe da empresa. A tela do celular ainda estava acesa, e a frase não enviada "Tudo bem, ah" feriu cada fibra de seus nervos.

BUM!

Após um trovão estrondoso, a tempestade que vinha se formando finalmente desabou.

Quando Alice acordou, sentiu uma dor latejante na nuca. Não precisava nem tocar para saber que havia um galo ali. Ela tentou mover as mãos e descobriu que estava amarrada e jogada no chão. Ao virar a cabeça, deu de cara com um rosto familiar. Era Aurora de Neve. Comparada a ela, Aurora não estava nada elegante: seu vestido branco estava manchado de sujeira preta e seu cabelo loiro estava todo bagunçado. Ela estava de olhos fechados, aparentemente ainda inconsciente.

Alice lutou para se sentar e encostou-se na parede atrás dela, analisando o ambiente. Pareciam estar em um armazém abandonado, cercadas por sacos entulhados que exalavam cheiro de mofo. Já estava escuro, e a única iluminação vinha de uma pequena claraboia que deixava entrar um pouco da luz externa, mal dando para ver os contornos das coisas.

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Alice olhou para o rosto de Aurora e, sem precisar pensar muito, já sabia que estava vivendo o clichê do "Dilema do CEO: Quem Escolher?". É claro que, seguindo a lógica dessas histórias, o CEO nunca escolheria a protagonista inicialmente, o que a levaria a fugir com o bebê no ventre. Ela comentou mentalmente:

Sério, zero originalidade.

O "Roteiro" em sua mente, que estava prestes a lançar a próxima cena: “...”

Sério, zero graça.

Mas... Alice suspirou baixinho. Ela nem queria imaginar como Arthur estaria se sentindo ao saber que ela fora sequestrada.

Vendo que Aurora não acordava, Alice não resistiu e deu um chute nela: — Ei! Acorda! Graças ao esforço dela, Aurora abriu os olhos lentamente. Ao ver o rosto de Alice, ela franziu a testa com nojo: — Quem deixou você aparecer na minha frente?

Que audácia...

Alice riu: — Não sei, que tal você dar uma surra nele quando o vir? Eu também não estou nada feliz com ele.

Só então Aurora percebeu que fora sequestrada. Sua raiva por Alice aumentou: — Foi você? Você me sequestrou? — Minha cara... — Alice estendeu as mãos firmemente amarradas: — Por favor, olhe bem para isso. Eu sou louca por acaso? Se eu te sequestrasse, por que eu me amarraria também?

Aurora finalmente sentiu medo. Ela engoliu em seco: — Então quem foi? Por que nos sequestraram? Dinheiro ou o quê? Alice pensou:

Se fosse apenas por dinheiro, seria ótimo.

RANGIDO—

A pesada porta do armazém foi aberta. A luz ofuscante, misturada ao som da chuva torrencial, invadiu os olhos e ouvidos de Alice. A lanterna era forte demais; Alice fechou os olhos por um momento para se acostumar. Quando finalmente conseguiu abrir os olhos e ver a pessoa parada no centro, ela ficou paralisada. — É você. —

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