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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 24: A Sombra de Neve (Shangguan Anbing)

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Aquelas duas frases, aparentemente simples, eram praticamente um anúncio em alto-falante para todos os presentes de que Cristal estava com Dom Diogo apenas por interesse. O nível de manipulação era tão alto que até Alice teve vontade de aplaudi-la mentalmente.

Até a mãe do CEO não conseguiu conter a mudança de expressão: — Querida, o que você quer dizer com isso?

【Aurora de Neve fingiu hesitar enquanto olhava para Alice: — Seria indelicado da minha parte falar assim, não? Mas o fato é que a mãe da Srta. Cristal foi diagnosticada com uma doença terminal e precisava de muito dinheiro. Poucos dias depois do diagnóstico, ela apareceu ao lado do Diogo.】

Ela voltou-se para Alice: — Não fique brava comigo, irmã. É que você talvez não entenda como funcionam as famílias nobres como a nossa; muita gente se aproxima de nós com segundas intenções. Depois de sermos enganados tantas vezes, é natural ficarmos alertas. O Diogo deve gostar demais de você e acabou não percebendo, mas, como irmã dele, preciso cuidar dessas coisas por ele.

Antes que Alice pudesse abrir a boca, a mãe de Dom Diogo explodiu: — Cristal! O que significa isso? Você está com meu filho pelo dinheiro dele?

Com certeza

, pensou Alice.

Senão por quê? Pelo olhar dele que é 30% cruel, 30% implacável e 40% sedutor? Ou pelos sorrisos sarcásticos que ele dá a cada cinco minutos?

Arthur se colocou à frente de Alice. Houve uma hesitação em seu rosto, mas ele cerrou os dentes com determinação... No meio do caminho, percebeu que esquecera de sorrir, então forçou um sorriso gélido e extremo no canto da boca.

— Quem eu, Dom Diogo, escolho para estar ao meu lado não é da conta de ninguém! Será que ando sendo misericordioso demais com vocês ultimamente?

Ninguém conseguia suportar a fúria de Dom Diogo. Num raio de dez metros, o "ar frio" liberado pela raiva do CEO causou queimaduras por congelamento literais. Alice viu, com os próprios olhos, um convidado espirrar com o nariz ficando instantaneamente vermelho de frio. Alice: “...”

Até Aurora de Neve foi ferida por aquela frieza. Ela recuou dois passos, com o coração partido pela crueldade dele: — Diogo! Essa mulher só quer seu dinheiro, ela não dá a mínima para o seu amor! Por que você não abre os olhos e enxerga a verdade?

— Basta! — gritou Arthur. — Você está questionando minha decisão? Ninguém neste mundo ousa questionar minhas ordens. Aurora, parece que andei te mimando demais. (Quanto a quem seria a "primeira pessoa" a questioná-lo, o subentendido era óbvio).

As lágrimas de Aurora de Neve finalmente transbordaram: — Diogo... você não era assim. Você disse que seria meu anjo da guarda para sempre! E agora? — Ela gritou entre soluços: — Agora meu anjo voou para os braços de outra, usando as asas que me protegiam para abrigar outra pessoa. Você me disse que haveria um anjo que me amaria para sempre, mas o meu anjo fugiu! Como ele vai me amar agora?

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Arthur: “...” Ele olhou para Alice pedindo socorro, mas ela estava com a cabeça enterrada entre os braços, com os ombros sacudindo violentamente (de tanto rir). Ele teve que se virar novamente para Aurora de Neve, que agora estava com os cabelos de um branco gélido e cruel, e mergulhou no silêncio. Ele ficou calado por tanto tempo que o rosto choroso da garota começou a travar, frame por frame, até que seus olhos se ergueram sombriamente para encarar Arthur.

Arthur sentiu o couro cabeludo formigar e desviou o olhar discretamente: — Aurora, eu tenho um segredo que nunca contei a ninguém. Eu não consigo ter contato físico com o sexo oposto sem ter uma reação alérgica gravíssima. Ela é a segunda pessoa que encontrei em toda a minha vida com quem não tenho alergia. — Isso é o destino, Aurora. O céu decretou que fomos feitos um para o outro. Eu te amo, Aurora, mas é o amor de um irmão por uma irmã. Ainda sou seu anjo, seu único anjo da guarda, mas o que posso te dar é apenas amor fraternal.

— NÃO! — Aurora de Neve segurou a cabeça e soltou um grito lancinante. Diante de todos, seu vestido branco transformou-se em preto, e até seus cabelos brancos tornaram-se de um preto sombrio e opaco. Arthur: “!!?” Alice: “... Uau... uau!”

Arthur mergulhou no silêncio novamente. Se pudesse, preferiria estar surdo e cego.

Será que ele salvou a galáxia na vida passada para merecer presenciar algo assim agora?

Mas o silêncio não resolve problemas. Como diz o ditado: o silêncio não significa que ele está errado, mas falar é a única saída. Ele deu dois passos à frente, olhando para a garota com pesar: — É você! Sombra de Neve! Você apareceu.

— Eu já deveria ter aparecido — disse Sombra de Neve. — Você tem ideia de quão triste ela está? Ela preferiu abrir mão da própria identidade para me deixar assumir o controle. Hoje, tudo isso termina! Arthur suspirou: — Pela sua posição, você não teria o direito de exigir um acerto de contas comigo. Mas, como você habita o corpo da minha irmã mais amada, abrirei uma exceção e lhe concederei um desejo. Sombra de Neve rangeu os dentes: — Dom Diogo, você não tem coração! — Coração? — Arthur deu um sorriso amargo e frio. — Meu coração morreu há muito tempo. O que vive agora é apenas este corpo. Você é apenas a versão sombria da Aurora; acha que tem o direito de falar assim comigo?

Uma frieza avassaladora emanou do homem, fazendo Sombra de Neve recuar. Ela ergueu o queixo com teimosia, olhando para o céu num ângulo de 45 graus, para que as lágrimas escorressem para dentro do coração. Seu orgulho não permitia que chorasse diante dele. — Dom Diogo, guarde bem cada palavra que disse hoje. Lembre-se: hoje você me ignora, mas amanhã eu serei alguém que você não poderá alcançar! — Sombra! — Um traço de dor cruzou os olhos de Arthur. — Ser minha irmã não é o suficiente? Eu faria de você a princesa mais feliz do mundo. — Diogo... — disse Sombra de Neve. — Depois de tantos anos, você ainda não entende meu coração? Vai mesmo escolher ela só por causa de uma simples alergia?

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Dom Diogo silenciou.

Ding!

【Sim, como o grande Dom Diogo poderia se curvar a uma simples alergia? Mas, na convivência desses dias, ele percebeu que mudara. Seu coração disparava ao vê-la sorrir, sentia uma dor inexplicável ao vê-la ferida, e até sentia saudades quando não a via... Ele caíra em uma armadilha chamada Cristal.】

【Mesmo sendo o homem forte e orgulhoso que era, ele teve que admitir: nesse casamento de conveniência, ele se apaixonara.】

Já de volta, Alice ainda segurava o braço de Arthur, rindo tanto que mal conseguia ficar ereta. — Hahahaha... socorro! Por que isso é tão engraçado?! — Ela olhou para o rosto inexpressivo de Arthur: — Por que você não está rindo? Arthur respondeu: — Porque eu, por natureza, não gosto de rir. Alice: “...” Ela tentou provocar: — Sombra de Neve... Desta vez, foi a vez de Arthur ficar em silêncio: “...” Alice: — Hahahaha! — Ela ria de forma maníaca, sem qualquer consideração pelo homem ao lado. — Socorro, então realmente existe "segunda personalidade" neste mundo! — Oh — disse Arthur friamente. — É tão raro assim? Tão incrível assim? Ele puxou Alice para o carro e encostou a cabeça no banco, de olhos fechados, sem dizer uma palavra. — Arthur? — Nenhuma resposta. Ela chamou de novo. Finalmente, o homem abriu um olho para encará-la. Alice deu um tapinha no ombro dele para consolá-lo: — Pense nisso como um jogo de RPG gigante. É uma chance de experimentar vidas diferentes.

Arthur não se sentiu nem um pouco consolado. Ele não queria experimentar a vida de um CEO cujos olhos conseguem expressar três tipos de sentimentos ao mesmo tempo. A poluição mental que sofrera naquela noite era suficiente para render pesadelos por semanas.

Como desgraça pouca é bobagem, o carro de luxo de milhões de dólares enguiçou no pé da montanha. O motorista desceu para checar: — Não consigo identificar o problema, deve ser algo na parte elétrica. Terei que chamar o guincho. Arthur olhou para cima; no topo da montanha, as luzes da mansão brilhavam. O motorista perguntou: — Patrão, quer que eu chame outro carro ou o senhor prefere...? Dali até o topo eram uns vinte minutos de caminhada. Arthur olhou para Alice, dando a ela o poder de escolha. Alice espiou pela janela. A estrada era boa, bem iluminada por postes e, como era início de outono, o som dos grilos e a lua alta criavam um cenário agradável. — Vamos a pé, serve para espantar o efeito do álcool.

Os dois começaram a subir vagarosamente em direção à mansão. Arthur observava Alice ao seu lado segurando a saia do vestido; suas panturrilhas brancas brilhavam sob o luar, e o som dos saltos altos no asfalto fazia o coração de Arthur saltar a cada passo. — Você... — ele hesitou. — Não se cansa de andar com saltos tão altos? Alice balançou a perna: — Eu não sou como você, que torce o pé com um salto de três centímetros. Arthur: “...”

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Alice percebeu que o homem ficava com a cara fechada quando estava bravo, quando estava sem palavras ou quando estava deprimido. Ele era como uma criança tímida que não sabe expressar o descontentamento e desconta tudo na expressão facial. Parecia dizer:

Estou bravo, venha me bajular.

Considerando que ele era legal com ela, Alice resolveu dar uma força: — É normal torcer o pé na primeira vez usando salto. Eu também torci na minha primeira vez. O problema não foi você, foi o sapato.

A "criança Arthur" era muito mais fácil de lidar do que as outras; nem precisava de doce, bastaram algumas palavras para o humor dele melhorar, embora ele ainda tentasse se defender: — Só acho que usar sapatos tão altos o tempo todo não deve fazer bem para os pés. Alice parou por um instante e sorriu: — Eu já me acostumei. Que mulher de negócios não usa saltos agulha? Arthur disse apenas: — A força de uma pessoa não é determinada pelos sapatos que ela usa. E você...

Antes que ele terminasse a frase, sentiu seu braço ser puxado bruscamente e ouviu um grito de Alice. Arthur olhou para baixo e viu Alice se apoiando nele; o asfalto tinha uma rachadura onde o salto dela ficara preso. Alice tirou o pé do sapato e tentou puxá-lo, mas ouviu-se um "crack" seco. Ela ficou segurando o sapato sem salto com uma expressão embaraçada.

Arthur soltou um longo suspiro e agachou-se, segurando o pé dela que estava no ar. — Torceu? Quando a palma quente dele tocou o tornozelo dela, Alice sentiu um calafrio e seu rosto esquentou inexplicavelmente. Ela recolheu o pé: — Não... não torci. Só quebrou o salto. Arthur olhou para o pedaço de salto preso na fenda e comentou secamente: — Realmente, esses sapatos não têm segurança nenhuma. Ele então se agachou de costas para ela. Alice apoiou as mãos nos ombros dele, confusa: — O que... o que você está fazendo? — Sobe. Vou te carregar nas costas até lá em cima.

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