localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia Romance Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa Capítulo 16: Morando Juntos

《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 16: Morando Juntos

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— Chega! — exclamou o velho Patriarca. — O Diogo passou anos sem querer formar uma família, e agora que ele finalmente tem uma namorada, você vai ficar colocando defeito?

— Pai! — Dona Vitória bateu o pé, indignada. — Qual é o status da nossa família Diogo? Como o casamento dele pode ser decidido de forma tão banal? Além disso, a Sofia volta para o país no mês que vem. Se ela vir ele assim, vai ficar arrasada.

O velho hesitou por um momento: — Mas... o Diogo já a trouxe para casa...

Sofia...

Arthur, encostado na cadeira de rodas, olhou para Alice. Ela balançou a cabeça com uma expressão confusa, sinalizando que também não tinha ideia de quem era aquela pessoa.

Ding!

【Dom Diogo não esperava que sua mãe ficasse tão insatisfeita com sua escolha. Originalmente, era apenas uma relação falsa; se a mãe não estivesse contente, bastaria trocar por outra pessoa. No entanto, ao ver Cristal de cabeça baixa e parecendo triste, seu coração disparou inexplicavelmente.】

【Dom Diogo não sabia de onde vinha aquele sentimento, mas, subconscientemente, ele não queria que a pessoa à sua frente tivesse aquela expressão.】

— Mãe... — começou Alice. — Não precisa se preocupar com quem será minha futura esposa. Além disso... — Ela se aproximou de Arthur, fingindo intimidade. — Eu gosto desta pessoa, e a identidade dela não importa para mim.

— Diogo... — a mulher disse desesperada. — E a Sofia? Você não vai mais ligar para ela?

Alice pensou:

Como vou saber de onde brotou essa Sofia? Não sei quem é, o que fez, nem como "ligar" para ela!

Sem saída, ela apelou para o clássico clichê: — Eu a vejo apenas como uma irmã, não tenho esse tipo de sentimento por ela.

O olhar que Arthur lançou para ela naquele momento foi como se estivesse vendo o maior cafajeste do mundo.

Como era de se esperar do homem mais poderoso do mundo, nem mesmo sua própria mãe conseguiu impedir sua decisão. O resultado da discussão foi que Dona Vitória foi gentilmente convidada a se retirar da mansão, e o noivado foi marcado para dali a um mês.

Quando Alice começou a empurrar a cadeira de rodas de Arthur para fora da mansão, ele ainda estava com uma expressão de choque, processando como seu destino matrimonial havia sido selado de forma tão improvisada. — Já acabou? — ele perguntou, olhando para cima.

Alice o empurrava em direção ao portão: — Claro que não acabou. Depois do noivado, ainda tem o casamento, não tem? Se esse casamento realmente aconteceria era um mistério. Alice sentia que, para a história ser completa, Arthur provavelmente teria que tentar fugir do altar em algum momento. Mas, vendo a cara emburrada dele, ela não se atreveu a dizer que ele teria que "fugir". Tinha medo de que, se dissesse, Arthur carregasse a cadeira de rodas nas costas e fugisse do planeta naquela mesma noite.

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Alice parou a cadeira em frente ao carro de luxo: — Mas agora, o mais importante é ajudar você com a mudança. Arthur apoiou as mãos nos braços da cadeira, pensando em como subir no carro, mas quase escorregou ao ouvir Alice. — Hã? Mudança? Mudar para onde? — Para fortalecer nosso vínculo, teremos que morar juntos até o casamento.

E então, durante a convivência, Dom Diogo descobriria o lado único de Cristal e ficaria perdidamente apaixonado. Alice lamentava que seus olhos tivessem "lido" spoilers demais daquela vida.

Já Arthur pensava em algo muito mais prático: — Se morarmos juntos, vai ser mais fácil pesquisar como destrocar os corpos, não vai? Após o incidente traumático com o salto agulha, o desejo de recuperar seu corpo original estava mais forte do que nunca.

Fazer a mudança de Arthur foi fácil. A maioria das coisas no apartamento pertencia à Cristal original; Arthur não tocou em nada. Levou apenas algumas camisetas e calças de moletom largas que ele mesmo havia comprado. Alice olhou para aquelas roupas com uma expressão indescritível. Se ela não fosse naturalmente linda e capaz de sustentar qualquer visual, teria motivos de sobra para dar uma surra nele por ter escolhido roupas tão sem estilo para o seu corpo.

O tornozelo de Arthur ainda estava inchado; parecia que levaria pelo menos uma semana para melhorar. Ele abandonou a cadeira de rodas e agora usava uma muleta, ficando ao lado de Alice para dar ordens. — Esse, esse... leve todos esses, eu que comprei. Ah, e não esqueça aquele haltere ali no chão, eu preciso treinar à noite.

Alice quase tropeçou no haltere. Ela se abaixou para pegá-lo... e não conseguiu movê-lo um milímetro. — Sai da frente... — Arthur suspirou. Ele a afastou, inclinou-se apoiando na muleta com uma mão e agarrou o peso com a outra. Respirou fundo e, milagrosamente, conseguiu levantá-lo. Com a força da determinação, ele foi mancando até o porta-malas para guardar o equipamento.

Alice observou a cena boquiaberta. Nunca imaginara ver seu próprio corpo "sedentário" protagonizando um momento tão inspirador. Ela tocou o próprio abdômen por baixo da camisa; o contorno dos músculos ainda estava lá, mas o que antes era um "tanquinho" definido agora parecia uma camada bem fina. No momento em que Arthur se virou, ela baixou a mão rapidamente, fingindo presteza. — Veja se precisa de mais alguma coisa. Se esquecer, podemos comprar tudo novo lá.

Ao ver a animação dela, Arthur hesitou. Por algum motivo, sentiu um pressentimento terrível.

E assim, Arthur mudou-se para a mansão. Para demonstrar as boas-vindas à futura patroa, os empregados da mansão formaram duas fileiras impecáveis na entrada. Assim que Arthur desceu do carro, todos fizeram uma reverência de 90 graus. — Boa tarde, Senhorita Cristal!

O pé de Arthur ficou suspenso no ar antes de tocar o chão. Ele olhou para Alice ao seu lado e disse com cautela: — O ritual de boas-vindas da sua casa é... bem... especial... Alice: “...”

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Para evitar mais constrangimentos, Alice dispensou os empregados e decidiu ela mesma levar Arthur até o quarto. Embora fosse chamada de mansão, o lugar parecia mais um castelo. Arthur observava o ambiente, finalmente entendendo por que seu apartamento de 200 metros quadrados era considerado um "cortiço" naquele mundo.

Em apenas meio mês, o luxo da mansão já havia corrompido Alice quase completamente. Carregando as malas de Arthur, ela não sentia mais nenhuma emoção diante daquela opulência. — Quer ficar no andar de cima comigo ou aqui embaixo? A vista lá em cima é melhor, mas como seu pé está machucado, talvez aqui embaixo seja mais prático. — No andar de cima — disse Arthur. — Posso ficar no quarto ao lado do seu? Assim podemos pesquisar como destrocar os corpos à noite.

Alice travou com as malas na mão e engoliu em seco: — Não é rápido demais? Eu ainda não estou preparada... Ela não tinha experiência com isso. O que precisava preparar? E ela ainda não tinha comprado camisin... Aquilo não seria estimulante demais para ela?

— Preparada? Preparada para quê? Arthur ficou confuso por um segundo até entender o que Alice estava insinuando. A mão que segurava a muleta quase escorregou, e as pontas de suas orelhas ficaram vermelhas instantaneamente. —

Cof!

Não foi isso que eu quis dizer! Eu quis dizer apenas discutir teorias para destrocar, não necessariamente... necessariamente

aquele

método.

Mesmo que Alice quisesse, ele não queria, ok? Olhando para o seu próprio rosto (no corpo de Alice), ele não tinha desejo nenhum. — Ah, hahahaha... — Alice soltou uma risada nervosa, olhando para qualquer lugar menos para ele. — Quarto ao lado, né? Vem, vem... eu te levo.

...

A vida de "casal" começou de forma apressada. Mas a placa logo mostrou que a convivência não seria tão tranquila quanto imaginavam.

【A noite caiu. Dom Diogo voltou de um evento após beber um pouco. A mansão imensa estava silenciosa, refletindo seu coração solitário e vazio. Do que adiantava tanto dinheiro? Ao chegar em casa, ele enfrentava apenas o luxo que quase cegava seus olhos. Em cada madrugada solitária, ele só podia sentar-se na cama e contar os infinitos zeros em sua conta bancária...】

【Ninguém sabia que, por trás daquele homem poderoso, havia uma alma frágil.】

【E agora, este homem frágil estava bêbado. O álcool entorpeceu seus sentidos. Ele tentou voltar para o quarto para descansar, mas, sem perceber, entrou no quarto errado...】

Arthur estava tomando banho quando Alice entrou tropeçando no quarto. O rosto dela estava corado e os olhos vidrados. Ao ver o pequeno sofá macio ao lado da cama, ela deu um soluço baixo, jogou-se nele e começou a esfregar o rosto na almofada, rindo sozinha de olhos fechados.

Ela estava realmente bêbada. A placa traiçoeira, seguindo o roteiro à risca, transformou secretamente o chá de bolhas (bubble tea) que Alice pediu em álcool puro, mantendo o sabor original. Ela virou tudo de uma vez sem notar, e agora um copo foi o suficiente para deixá-la naquele estado.

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Quando Arthur saiu do banheiro, deparou-se com Alice — no corpo de 1,85m dele — vestindo um terno e com o traseiro empinado, remexendo-se no sofá pequeno. Arthur: “...” Ele fechou a porta do banheiro com um estrondo.

Com certeza a água do banho estava quente demais, estou tendo alucinações.

No segundo seguinte, ele ouviu a voz de Alice vindo lá de fora: — Socorro! Eu vou morrer afogada! Socorroooo!

Arthur: “...” A porta do banheiro abriu-se lentamente, revelando sua expressão de total exaustão existencial. Alice estava com a cabeça pendurada para fora do sofá, quase tocando o chão, enquanto o resto do corpo ainda estava em cima do móvel. Ela se apoiou com as mãos, levantou a cabeça e ficou encarando Arthur.

Ela piscou, parecendo surpresa ao vê-lo. Esfregou os olhos para confirmar que ele era real e tentou se levantar de qualquer jeito. — Socorroooo! Um fantasma que se transformou em m... —

BUM!

Ela caiu no chão e o mundo ficou em silêncio por um instante.

Arthur suspirou e foi até ela para ajudá-la a levantar. Olhando para os olhos perdidos de Alice, sentiu sua dor de cabeça aumentar. — Quanto você bebeu?

A bêbada não processava o que ele dizia. Ela agarrou os ombros dele, encarando seu rosto fixamente, e começou a tocá-lo. — Você...

hic

... quem é você? Por que... por que está usando o MEU rosto? As unhas dela estavam um pouco compridas e pinicaram o rosto dele. Arthur virou a cabeça para desviar: — Eu uso o seu, você usa o meu. É justo. — O... quê?

Arthur não conseguia levantar um homem de mais de 1,80m naquele estado. Desistiu e deixou Alice sentada no chão mesmo. Por sorte, o tapete era macio e o "lendário Dom Diogo" não ficaria em uma situação tão deplorável. Ele segurou o queixo dela e a fez olhar para o espelho ao lado: — Olha lá. Você está usando o meu rosto.

O "galã" de rosto corado e olhar perdido no espelho encarou Alice. — Es... essa sou eu? — Alice travou por um segundo. Seu cérebro embriagado teve um lampejo de clareza. — Parece que sou eu mesma.

Ela deu outro soluço, sem entender como tinha ficado bêbada, enquanto a placa flutuava freneticamente na sua frente para marcar presença. Ela ficou encarando a placa por um longo tempo, tentando entender o que estava escrito, e então virou-se lentamente para Arthur.

Arthur estava usando o pijama que Alice lhe dera; era bem largo e, na confusão de tentar ajudá-la, o decote havia descido, revelando uma boa parte da pele clara e delicada.

O olhar de Alice tornou-se ainda mais turvo. De repente, sem qualquer aviso, ela agarrou Arthur, girou o corpo e o prensou contra o chão, ficando por cima dele. Ela disse com a voz rouca:

— Garota... você se vestiu assim para me seduzir?

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