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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 13: Pedindo Dinheiro

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Enquanto Alice estava ocupada procurando uma esposa, Arthur estava no hospital encarando o médico com uma expressão de choque. Segurando o resultado do diagnóstico, sua mente estava em branco. Ele não conseguia processar o que acabara de acontecer.

Gente, eu só tirei um cochilo e, do nada, ganhei uma mãe? Tá, ganhar uma mãe tudo bem, mas o que é este atestado de câncer?

O médico disse calmamente: — A situação é esta. O tratamento completo custará este valor... Sugiro que você vá se preparar.

Mesmo sendo o herdeiro rico da família Diogo na vida real, Arthur sentiu a vista escurecer ao ver a cifra no papel. — Doutor, esse valor é sério? Eu sei que quimioterapia é caro, mas isso aqui é um absurdo! O médico sorriu: — É exatamente disso que precisamos. Arthur: "..."

Que tipo de hospital mercenário é este?

— Eu quero uma transferência — ele declarou.

Nesse momento, a placa fez o clássico som de

Ding!

【Cristal não esperava que sua mãe estivesse com câncer. Atualmente, apenas este hospital pode tratar a doença, mas ela não imaginou que custaria tanto dinheiro. Embora sua mãe nunca tenha sido boa para ela, Cristal não pode simplesmente abandoná-la.】

【Em uma noite de chuva torrencial, Cristal foi sozinha até a mansão da família Cristal.】

Arthur: "..."

Arthur limpou a água da chuva do rosto. Ele estava parado em frente a uma mansão imensa, encharcado como um pinto no lixo, enquanto o trovão rugia acima de sua cabeça. Em sua mente, uma manada de búfalos passava atropelando tudo.

Alguém pode dar um jeito nesses roteiros idiotas?!

Os seguranças na entrada cumpriam seu dever, barrando qualquer um que não pertencesse ao lugar. O cabelo de Arthur (o de Alice) já estava em um tom de roxo melancólico, e pétalas de cerejeira se misturavam à lama sob seus pés.

— Amigão... — ele tentou racionalizar com o guarda. — Se não quer me deixar entrar, tudo bem, mas me deixa ficar na guarita até a chuva passar? — Negativo — disse o segurança. — Mais um passo e você estará em propriedade privada. Sem a permissão do patrão, ninguém entra.

O cabelo roxo grudava em seu rosto, e ele parecia o retrato da miséria. — É só um abrigo contra a chuva, eu saio assim que parar. — Impossível. Território da família Cristal é sagrado!

A paciência de Arthur esgotou-se. Ele encarou o segurança com um olhar gélido: — Com essa dedicação toda, por que você não vai vigiar as fronteiras do país? É um desperdício de talento ser segurança dessa família. Ganha quanto por mês para ser mais fiel que o próprio dono da casa?

Um carro de luxo preto surgiu na cortina de chuva. Os faróis altos brilharam tanto que Arthur teve que fechar os olhos.

Que idiota...

, pensou ele, irritado com a falta de noção de quem dirige com farol alto à noite.

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O carro parou à sua frente e a janela baixou lentamente, revelando o rosto arrogante do motorista. — Quem é essa? O que faz na porta da mansão? Para que servem esses seguranças?

O guarda, trêmulo, saiu da guarita para tentar arrastar Arthur dali. Arthur sentiu que perdera o controle de seu corpo novamente. Viu-se, em um surto de força, livrar-se dos dois seguranças e correr até a porta traseira do carro, batendo no vidro com uma voz sofrida: — Papai... Papai... eu imploro, salve a minha mãe!

Finalmente, a janela traseira baixou apenas uma fresta, revelando olhos turvos pelo álcool. Um cheiro forte de perfume feminino barato exalou do interior, fazendo Arthur franzir o nariz por instinto. O homem no carro o observava, tentando lembrar quem ele era — afinal, ele tinha mais de uma filha bastarda por aí.

Cristal (Arthur), sabendo o que ele pensava, tomou a iniciativa: — Sou eu, Cristal! Minha mãe está com câncer e precisamos de dinheiro para o hospital. Por favor, ajude-nos!

"Cristal..." O nome trouxe de volta uma lembrança vaga. A primeira imagem que veio à mente do homem foi o rosto delicado da mãe da garota. Uma mulher muito bonita. Ele realmente gostara dela no início, mas nunca imaginou que, ao descobrir que ele era casado, ela o abandonaria sem hesitar, sem querer nem mesmo a filha que tiveram.

O homem encarou aquele rosto encharcado na chuva. Aquela garota era a cópia fiel da mãe, especialmente os olhos — como a neve que começa a derreter no início da primavera: frios, mas com um brilho latente. Mas ele sabia que, no fundo, eram gélidos.

Ele até poderia ter cuidado de uma filha indesejada, mas, com o passar do tempo, aquele rosto o incomodava por lembrar a mulher que o rejeitara. As humilhações que Beatriz (a irmã) impunha a ela eram, na verdade, do agrado dele. Ele tinha filhas de sobra. Mas aquele rosto... vê-lo o deixava enjoado.

O homem deu um arroto alcoólico e disse lentamente: — Câncer, hein... que triste. Mas eu não sou médico, de que adianta me pedir? Cristal (Arthur) travou: — Mas... mas precisamos de muito dinheiro... — E o que eu tenho a ver com isso? — O homem começou a subir o vidro.

O frio da chuva subiu pelas pernas de Arthur, e ele estremeceu, finalmente recuperando o controle do corpo. Vendo que o carro ia partir, ele correu para a frente do veículo. Afastou o cabelo do rosto e exibiu um sorriso limpo para quem estava lá dentro. — Posso te dizer uma última coisa?

Houve um momento de silêncio no banco de trás, e a janela baixou mais um pouco. Arthur aproximou-se com sinceridade: — Pode baixar o vidro todo, por favor? Talvez por ele parecer tão honesto, o homem realmente baixou o vidro por completo. A chuva entrou no carro, molhando seu rosto embriagado e fazendo-o despertar um pouco.

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Arthur inclinou-se e enrolou a barra da calça molhada, revelando parte da canela branca, que brilhava na escuridão. O olhar do homem percorreu a perna da garota, e seus olhos turvos escureceram com um desejo súbito. Ele lembrou do que ela dissera e perguntou, desinteressado: — O que você ia dizer...

BUM!

Antes que ele terminasse a frase, Arthur o agarrou pelos cabelos com uma força descomunal e, antes que o homem pudesse reagir, chocou sua cabeça violentamente contra o batente da janela.

Arthur usou toda a força que tinha. O homem soltou um uivo de dor quando a parte afiada do acabamento cortou sua testa, fazendo o sangue escorrer. Ele tentou levantar a cabeça, mas o rosto de Arthur, que parecia tão frágil, sorria como um espectro na noite chuvosa.

Arthur soltou o cabelo dele e limpou as mãos com nojo. — Eu queria fazer isso desde o começo. Finalmente entendi a diferença essencial entre um ser humano e um animal. — Ah, e mais uma coisa... duas palavras para você... Ele encarou o homem e disse pausadamente: — SEU... IDIOTA!

Aproveitando o choque do motorista e dos guardas, Arthur deu meia-volta e saiu correndo pela chuva. Quando o rugido de fúria do homem ecoou de dentro do carro, Arthur já tinha entrado no bosque ao lado da estrada. Por mais que tentassem segui-lo, ele já tinha desaparecido nas sombras.

Arthur entrou no bosque de propósito. Se corresse pela estrada, com a resistência física daquele corpo, seria pego em minutos. No bosque, entre as árvores e sem iluminação, era mais fácil despistá-los.

O plano era bom, mas a realidade foi cruel. No meio daquela tempestade, seu celular pifou em poucos minutos. Não ligava mais, muito menos funcionava a lanterna. Ele tentou ligar o aparelho várias vezes, sem sucesso. Tudo estava um breu, com o som da chuva constante nos ouvidos. Ele tocou a própria testa.

Ótimo. Estou começando a ter febre.

Ele entendeu perfeitamente o ditado de que "nada é tão ruim que não possa piorar".

De repente, a placa, que estava sumida, flutuou à sua frente. As bordas brilhavam com uma luz branca fraca, iluminando vagamente as sombras das árvores. Não era muito, mas evitava que ele ficasse totalmente às cegas. Arthur, furioso com a placa, disse sarcástico: — Ora, ora... achei que você estivesse torcendo para eu morrer aqui.

PÁ!

As bordas da placa apagaram instantaneamente (Modo Escuro). Arthur: "..." O silêncio dele foi tão ensurdecedor quanto o som da chuva.

Dois minutos depois, Arthur disse, humilhado: — Desculpa, eu errei. Bordas marrons apareceram. — Você é superior, me perdoe. Bordas azul-escuras. — Você é a coisa mais linda que existe. Azul-claro. Arthur: "..."

Ele teve que dizer as mentiras mais deslavadas da sua vida para conseguir que a placa ficasse com as bordas brancas novamente. Ele seguiu aquela luz tênue, questionando o sentido da vida. A chuva estava tão forte que parecia que o mundo ia acabar. Arthur caminhou com dificuldade, começando a temer que estivesse subindo a montanha em vez de descer.

Finalmente, ele viu o brilho de um poste de luz à frente. Para ele, aquela luz amarelada era como o próprio paraíso. Ele correu tropeçando em direção à estrada. Raios rasgavam o céu negro, revelando flashes de claridade absoluta.

Arthur, com o cabelo roxo e pétalas de cerejeira coladas ao corpo, rolou pelo barranco até o asfalto, parecendo uma alma penada de filme de terror. Ele ficou deitado no asfalto quente, com a chuva batendo no rosto e o poste servindo de guia. Ele soltou um sorriso exausto e miserável.

Mas antes que pudesse celebrar, um rugido de motor ecoou atrás dele. Arthur olhou para trás e quase ficou cego com os faróis.

Mais um idiota dirigindo com farol alto

, pensou.

Ele tentou se levantar, mas percebeu que tinha torcido o tornozelo; não conseguia se mexer. Vendo o carro se aproximar cada vez mais, Arthur simplesmente se deitou de novo no chão.

Pode vir, me atropela de uma vez! Eu não quero mais viver nesse lugar mesmo!

O carro freou com precisão milimétrica à sua frente. Arthur fechou os olhos, esperando o fim. Segundos depois, um guarda-chuva foi aberto sobre sua cabeça.

Uma voz familiar, tingida de diversão, soou acima dele: — Olha só o que eu encontrei... uma gatinha abandonada e toda bagunçada.

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