localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia Romance Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa Capítulo 5: Príncipes e Princesas

《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 5: Príncipes e Princesas

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No dia seguinte...

Arthur estava sentado na sala de aula com o rosto sombrio, emanando uma aura tão pesada que seria capaz de ressuscitar os mortos.

A sensação da corrente elétrica percorrendo seu cérebro ainda persistia; o suor frio em sua testa ainda não havia secado, escorrendo pelo rosto, passando pelos cílios longos e banhando seus olhos.

Ele piscou para afastar o suor e, com o rosto carregado de fúria, deu um chute violento na mesa.

O estrondo atraiu todos os olhares ao redor. Até o professor parou, lançando-lhe um olhar de total espanto. Arthur endireitou a mesa torta e disse, sem um pingo de emoção:

— Peço desculpas. Excesso de entusiasmo.

Assim que as palavras saíram de sua boca, gritos histéricos quase derrubaram o teto da escola.

Arthur olhou na direção do tumulto e viu quatro rapazes de visual excêntrico caminhando em sua direção.

Eles eram: o de cabelo vermelho, o de cabelo azul, o de cabelo branco e o de cabelo preto. Bem, o de cabelo preto era o único que parecia vagamente normal.

As garotas ao redor começaram a berrar:

— Meu Deus! Que dia é hoje? Os quatro príncipes da nossa escola estão reunidos no mesmo lugar! — Ahhh! Eles estão vindo para cá! O Príncipe Lorenzo é tão lindo! — Mentira! O Príncipe Bernardo é muito mais atraente! — O Príncipe Enzo é o mais gentil, ok? Da última vez ele até sorriu para mim...

O canto da boca de Arthur teve um tique nervoso. Quatro príncipes em uma única escola? O país tinha se fragmentado a esse ponto?

Conforme os quatro se aproximavam, as garotas da sala não conseguiam mais ficar sentadas.

— Eles estão vindo para a nossa sala? — Parece que sim! Será que vieram procurar a Princesa Yasmin? — Quem mais, além da Princesa Yasmin, faria os quatro se mobilizarem ao mesmo tempo?

Ding!

【Cristal não esperava encontrar aqui o Príncipe Lorenzo, o mesmo que a consolara no dia anterior. Ela o via cercado pela multidão, tão brilhante, enquanto ela se sentia tão ofuscada.】

【Instintivamente, ela desejou fugir do campo de visão dele.】

Que bando de loucos!

, pensou Arthur. Ele empurrou a cadeira, decidido a ir embora. O que os olhos não veem, o coração não sente. Mas ele não deu dois passos antes que uma voz soasse atrás dele:

— Espere.

Só um idiota esperaria. Ele acelerou o passo, olhando fixamente para frente. Então, sentiu alguém segurá-lo. Ao virar-se, deu de cara com a cabeleira branca de Lorenzo.

Ding!

【Cristal não imaginava que o ilustre Príncipe Lorenzo a chamaria, e muito menos que ele seguraria sua mão.】

Lorenzo o encarava com uma expressão de dúvida: — Nós já nos conhecemos?

Heh! Homens!

, desdenhou Arthur em pensamento. Ontem ele jurou vingança, hoje pergunta se já se viram. Que piada.

【Cristal pensou e repensou ao chegar em casa; aquele incidente de ontem não poderia ser descoberto por ninguém. Assim, ela negou instintivamente as palavras do Príncipe Lorenzo.】

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Arthur disse: — Solte-me. Eu não conheço você.

O rapaz de cabelo azul, Enzo, aproximou-se, encarando com interesse os olhos semicerrados de Arthur. — Lorenzo, você a conhece? Parece uma gatinha pronta para arranhar.

A testa de Arthur pulsou de irritação. Lorenzo, ao ouvir aquilo, deu um sorriso de canto regado a desdém: — De fato, ela parece uma gatinha que gosta de arranhar.

Arthur também sorriu. Seus olhos amendoados se curvaram, como as águas suaves do sul, e sua voz saiu com aquela doçura típica de Alice: — Sabia que eu não apenas arranho? Eu também sei bater. — O qu...—

BUM!

Fragmentos de madeira voaram por cima da cabeça de Lorenzo. O mundo, subitamente, ficou em silêncio.

Príncipes e Princesas

O mundo silenciou. Um silêncio tanto físico quanto espiritual.

Arthur permanecia parado, com as mãos ainda na posição de quem segura uma cadeira.

No instante em que ele desferiu o golpe, a realidade ao seu redor travou de forma bizarra. Sim, parou completamente. Até os estilhaços de madeira ficaram suspensos no ar, desafiando a gravidade.

Ele piscou muito lentamente. Seu corpo estava totalmente fora de seu controle, rígido, sendo difícil mover até um dedo.

Ding!

【Incompatibilidade extrema de cenário detectada. Solicitando retrocesso de cena.】

【Contagem regressiva... dez, nove, oito... dois, um. Retrocesso concluído com sucesso.】

A visão de Arthur escureceu por um instante, e ele sentiu uma força imensa puxando-o para baixo. Quando abriu os olhos novamente, o barulho ao redor invadiu sua mente como uma onda.

— Eles estão vindo para a nossa sala? — Parece que sim! Será que vieram procurar a Princesa Yasmin? — Quem mais além dela faria os quatro virem aqui?

Arthur encostou-se no encosto da cadeira, respirando fundo como um peixe fora d'água.

Suas pupilas estavam dilatadas enquanto ele encarava, atônito, a cena barulhenta da sala.

Ele fechou a mão, sentindo a palma escorregadia de suor frio. O barulho da multidão passava por seus ouvidos sem que ele absorvesse uma única palavra; apesar de estarem em setembro, ele sentia um frio aterrador.

Ding!

【Cristal não esperava encontrar aqui o Príncipe Lorenzo... Ela o via cercado pela multidão, tão brilhante, enquanto ela se sentia tão ofuscada.】

【Instintivamente, ela desejou fugir do campo de visão dele.】

A mesma missão, as mesmas palavras flutuavam diante dele. Ele abriu a mão e viu um pequeno arranhão quase imperceptível na palma — ele o fizera ao agarrar a cadeira momentos antes.

Se não fosse por aquele pequeno corte lembrando-o do que acontecera, ele teria acreditado que tudo fora um delírio.

Arthur tentou abrir a boca para dizer algo àquela placa "comum".

No entanto, ao tentar se mover, percebeu que não conseguia falar. Não apenas isso: ele não conseguia se mexer.

Seu corpo parecia estar sendo operado por fios invisíveis; no momento em que os quatro príncipes entraram, ele baixou a cabeça, fingindo de forma desajeitada que não estava ali.

Tsc...

Arthur franziu a testa, impaciente. Aquilo era irritante. Mas ele sabia que o pior ainda estava por vir.

Como esperado, Lorenzo olhou ao redor da sala e fixou o olhar nele. Enquanto todos os outros levantavam a cabeça para admirá-los, Arthur, de cabeça baixa, tornou-se o centro das atenções. E, claro... despertou o interesse alheio.

Lorenzo caminhou até ele e apoiou a mão na mesa: — Nós já nos conhecemos de algum lugar?

Arthur queria responder que ele conhecia era o inferno, mas a realidade foi que seu pescoço girou lentamente e ele encarou Lorenzo nos olhos.

【Cristal negou instintivamente: Você se enganou. Sou apenas uma estudante comum, como poderíamos ter nos conhecido?】

Arthur permaneceu em silêncio, apenas encarando-o. O ar ficou pesado em um silêncio assustador; as pessoas ao redor mantinham as mesmas poses e sorrisos congelados.

Os olhos azul-claros de Lorenzo tinham um brilho inorgânico, como os de uma máquina sem sentimentos.

Sentindo o couro cabeludo formigar, Arthur finalmente abriu a boca. Desta vez, ele conseguiu falar: — Você se enganou. Sou apenas uma estudante comum, como poderíamos ter nos conhecido?

Tudo estava quieto, tão quieto que apenas sua voz ecoava. Com o fim da última sílaba, foi como se uma pedra fosse lançada em um lago estagnado; uma ondulação quase imperceptível percorreu o ar.

Vrum—

o lago ganhou vida.

Uma silhueta apareceu ao lado de Arthur: — Lorenzo, você a conhece? Parece uma gatinha pronta para arranhar.

Lorenzo sorriu, seus olhos percorrendo o rosto de Arthur: — Parece que, de fato, ela é uma gatinha que gosta de arranhar.

Desta vez, Arthur não conseguiu sorrir de volta.

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