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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 4: Cavar até o Centro da Terra

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Alice observou aquele rosto desconhecido no espelho e tentou imitar o sorriso de um CEO de romance.

O resultado parecia mais uma cãibra no canto da boca.

Mas isso não importava. Ela fez um gesto imponente com a mão e disse com uma voz profunda:

— Garota, muito bem. Você conseguiu atrair minha atenção. — E então, acrescentou por conta própria: — Heh, você acha que depois de atrair minha atenção ainda pode escapar das minhas mãos?

Comparada à resistência implacável da outra pessoa, a placa branca nunca imaginou que Alice seria tão cooperativa, a ponto de improvisar suas próprias falas.

O texto que deveria aparecer em negrito ficou flutuando no ar de forma hesitante.

Alice acenou para a placa: — O que foi? Travou?

A placa não respondeu. Alice fez uma higiene rápida, voltou para o quarto e abriu as cortinas para deixar o ar entrar.

Sentada na cama, ela encarava a placa branca que só ela podia ver. Quando ela estreitava os olhos para pensar, sua aura se fundia perfeitamente com aquele rosto; ninguém diria que ali dentro habitava a alma de uma mulher.

— Desembucha. Que tipo de coisa é você?

Desta vez, foi a placa que ficou em silêncio: "..."

Parece que ela está me xingando

, pensou o objeto flutuante.

Alice continuou: — Você vive me dando missões e exigências, me pune se eu não faço... e agora não vai me dar nenhuma explicação?

A placa flutuava silenciosamente sobre sua cabeça, o conteúdo estava vazio. Se não olhasse de perto, mal se notaria sua presença. Após um longo tempo de silêncio mútuo, Alice percebeu algo:

— Você não sabe falar?

A borda da placa brilhou discretamente com uma luz verde.

Alice: "..." — E o que você sabe fazer? — ela perguntou.

O quarto mergulhou em um silêncio de três minutos. Alice finalmente esfregou o rosto, desesperada. Entendido: não fala, mas sabe postar roteiros de novelas bregas e dar choques.

— Se eu atuar conforme suas exigências, poderei voltar ao normal? — perguntou ela.

A placa brilhou novamente em verde. Alice soltou um suspiro de alívio contido.

— Então, por que eu e aquele cara trocamos de corpos?

A placa: "???"

A placa: "!!"

Alice viu a placa mudar de cor freneticamente — laranja, amarelo, azul, violeta — até ficar de um vermelho quase preto.

Pelo visto, a troca de corpos foi um acidente total que nem a própria placa sabia explicar.

Alice acarceou os gomos do abdômen com certa melancolia; o toque era tão bom que ela não resistiu a passar a mão de novo.

Como voltar ao normal?

Outra noite de paixão?

Mas, encarando o próprio rosto feminino, ela temia que "o clima" não ajudasse.

O mais urgente era contatar a "si mesma". Esperava que aquele homem ligasse para ela.

Espera!

O telefone...

Puta merda!

Alice pulou da cama. O número que ela deu era o seu número da vida real; naquele mundo, ele jamais completaria a ligação!

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Ding!

【O assistente bate à porta de Dom Diogo e encontra a cama desarrumada e o CEO com o rosto sombrio. Só então ele percebe que o patrão foi alvo de uma armadilha na noite de seu retorno e passou uma noite de prazer com uma desconhecida.】

【O assistente empalidece. O mundo vai tremer; este hotel deve ser levado à falência hoje mesmo.】

【A fúria do homem mais implacável do mundo não se apaga facilmente. Ele encara o assistente que chegou atrasado, seu olhar afiado como uma faca.】

Toc-toc—

A batida na porta veio na hora certa. Alice abriu e encontrou um jovem de vinte e poucos anos, cujo olhar era digno de Sherlock Holmes. Bastou uma espiada no quarto para ele deduzir o que aconteceu.

Naquele instante, o rapaz ficou pálido como papel, quase desabando aos pés de Alice.

Ele levou as mãos à cabeça, gritando dramaticamente: — Como?! Como isso pôde acontecer?! Eu guardei sua porta a noite toda, como alguém conseguiu entrar?! — Maldita! — ele praguejou. — Essa mulher tem coração de leão? Como ousou cobiçar a beleza de Vossa Excelência, o CEO?

Alice não gostou nada daquilo. Embora aquele rosto fosse de fato atraente, ela também não era de se jogar fora, ok?

【Dom Diogo solta um riso frio e retira um colar do bolso. Ele não viu o rosto da mulher, mas encontrou este colar deixado por ela. Ele acaricia o objeto com o olhar profundo e ordena ao assistente:】

【Quero que cave até o centro da terra, mas encontre essa maldita mulher para mim!】

【Ele quer ver quem é a única pessoa no mundo que não lhe causa alergia.】

Alice tirou um colar do bolso. Tinha encontrado o objeto enquanto arrumava os lençóis; o brilho dos diamantes quase a cegou.

Ela o guardou pensando em empenhá-lo depois, mas parece que o plano falhou. Acariciando a joia com dor no coração (pelo dinheiro perdido), ela limpou a garganta e recitou as palavras da placa:

— Quero que cave até o centro da terra, mas encontre essa maldita mulher para mim! — Heh! — Alice sorriu friamente. — Quem ela pensa que eu sou? Acha que pode simplesmente me usar e fugir?

Mas como diabos eu vou encontrar aquele cara?

, pensou ela, frustrada.

E se ele fizer algo estranho com o meu corpo?

Deveriam ter marcado um lugar para se encontrar em vez de dar um número de telefone que não funciona!

"O número discado não existe, por favor..."

Arthur desligou o celular pela enésima vez, aceitando o fato de que o número era inexistente.

Fazia sentido; se aquela garota veio do mundo real como ele, o número dela não funcionaria ali. Mas o problema era...

Arthur suspirou, olhando para as mãos delicadas que não eram suas. Para além de tudo, como ele ia tomar banho?

A placa, ignorada por ele, saltou para mostrar presença.

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【Ao chegar em casa, Cristal pensa no rosto do homem que viu pela manhã e recorda as notícias na TV. Ela finalmente descobre com quem passou a noite.】

【Se ele descobrir que foi ela, as consequências serão inimagináveis. Ela abraça os próprios ombros e jura secretamente: ele jamais poderá descobrir que aquela mulher era eu.】

— Humpf! — Arthur soltou um riso gélido para a placa. — O que é você, afinal?

A placa: "..." (Desta vez, ela teve certeza de que era um xingamento).

— Você fala? — ele perguntou. A borda da placa brilhou em vermelho. — Sabe escrever? Borda vermelha. — Sabe balançar a cabeça? Borda vermelha. — Inútil — resumiu Arthur.

A borda ficou preta (versão "ódio").

Ela quer me irritar

, pensou ele sem expressão.

Lembrando do rosto nas notícias, ele precisava encontrar um jeito de contatar a garota. Caso contrário, não sabia o que ela faria com seu corpo.

【...e jura secretamente: ele jamais poderá descobrir que aquela mulher era eu.】

Arthur escolheu ignorar.

Ele olhou ao redor daquela "favela" de duzentos metros quadrados. Era mais luxuosa que o hotel onde se hospedara; tinha de tudo, era uma "pobreza" ostensiva.

A cintura e certas partes ainda doíam de forma latente. Ele se levantou com dificuldade, encontrou o banheiro e aproveitou para ver no espelho o rosto que o acompanharia.

Rosto oval, sobrancelhas delicadas, olhos amendoados...

Era uma beleza suave, como uma pintura em aquarela, bela mas sem arrogância.

Porém, o herdeiro da família Arthur não tinha nada da doçura típica daquela imagem.

A irritação acumulada do dia transparecia em seu olhar; os olhos estavam semicerrados e as sobrancelhas formavam um arco rígido e frio.

Ele encontrou um tapa-olho na mesa de cabeceira e, de olhos vendados, tomou um banho rápido e confuso.

Sentindo a suavidade desconhecida sob suas mãos, ele jurou: amanhã, custe o que custar, ele encontraria aquela garota.

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