《Renascida das Profundezas: A Vingança de Um Coração Partido》CAPÍTULO 21

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O banquete foi realizado no restaurante do hotel. Os companheiros da equipe de resgate estavam animados, revezando-se para fazer Ricardo beber.

— Capitão, não tem como recusar! Casar com uma noiva tão linda exige uma comemoração à altura! — diziam.

Ricardo aceitava todos os brindes. Com o rosto vermelho pela bebida, ele ainda segurava firmemente a mão de Clara. 

Ela sorria, aconselhando-o a beber menos, mas seu coração transbordava calor. Aquela era a vida que ela queria: simples, acolhedora e sendo amada de verdade.

Perto do fim da festa, Clara foi ao banheiro para retocar a maquiagem. Ao sair, parou por um momento diante de uma janela panorâmica no corredor. 

Do lado de fora, o mar repousava sob a escuridão da noite, com as luzes de barcos pesqueiros brilhando ao longe. Ela olhou para o anel em seu anelar e sorriu suavemente.

— Clara. — Uma voz familiar veio de trás.

O corpo de Clara ficou rígido. Ela se virou lentamente. Sob a luz fraca do corredor, Bernardo estava parado ali. 

Em três anos, ele emagrecera muito; seus olhos estavam profundos e encovados, com uma aparência decadente e exausta. 

Mas aqueles olhos a encaravam fixamente, como um homem à beira da morte vendo a última tábua de salvação.

— Você realmente está viva... — Sua voz estava rouca, e ele deu um passo à frente, tremendo.

Clara recuou instintivamente até suas costas tocarem o vidro frio da janela.

— Como você encontrou este lugar? — Sua voz era fria como gelo.

O olhar de Bernardo percorria o rosto dela com ganância, desde seu cabelo curto até o vestido de noiva, parando finalmente no anel em seu dedo. Suas pupilas se contraíram bruscamente.

— Você é minha esposa, como pode se casar com outro?

— Isso não tem nada a ver com você. — Clara se virou para sair.

Bernardo agarrou o pulso dela com uma força que a fez sentir dor.

— Clara, eu te procurei por três anos! Três anos! Todos diziam que você estava morta, mas eu não acreditei! Continuei procurando sem parar.

— Solte-me! — Clara lutou para se libertar, sentindo uma onda de aversão subir pelo peito. — Bernardo, não temos mais nada! Agora sou esposa do Ricardo, por favor, vá embora!

— Esposa? — Os olhos de Bernardo ficaram vermelhos. — Como pode se casar com ele? Como pode... Eu errei, Clara, eu sei que errei. Eu me arrependi, volte para mim, por favor. Vamos recomeçar, eu não quero mais nada, só quero você.

— É tarde demais. — Clara desvencilhou-se da mão dele, com a voz trêmula. — Bernardo, no momento em que você me jogou ao mar, tudo entre nós acabou definitivamente. Agora estou vivendo muito bem, por favor, não venha atrapalhar minha vida!

— Vivendo muito bem? — Bernardo a encarou e, de repente, riu; um riso distorcido e sofrido. 

— Com um rapaz pobre de uma equipe de resgate, neste lugarzinho, com um casamento simples assim... é isso que você chama de "muito bem"?

Clara levantou a mão e desferiu um tapa no rosto dele. O som nítido ecoou pelo corredor.

— Você não tem o direito de julgar minha vida. — Ela o encarou com um olhar gélido. 

— O Ricardo é mil vezes, dez mil vezes melhor que você. Ele me salvou, me protegeu e me respeitou. E você? Você só soube me ferir, me pisotear e, finalmente, me matar com as próprias mãos.

— Eu não queria! — Bernardo rugiu em desespero. — Eu não sabia daquelas coisas! Não sabia que a Letícia era aquele tipo de pessoa! Não sabia que você realmente...

— Você não sabia? — Clara o interrompeu, rindo com lágrimas nos olhos. 

— Bernardo, você não é que não sabia, você simplesmente não se importava. No seu coração, eu sempre estive depois da Letícia, depois do seu orgulho, depois de todo mundo!

— Não é verdade...

— Chega. — Clara limpou as lágrimas, recuperando a calma. 

— Hoje é o meu casamento e não quero que as coisas fiquem feias. Por favor, retire-se e nunca mais apareça na minha frente.

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