《Renascida das Profundezas: A Vingança de Um Coração Partido》CAPÍTULO 11

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— Quem são vocês? — perguntou Bernardo.

— Apenas pessoas pagas para fazer um serviço.

— O homem da cicatriz inclinou a cabeça.

— Alguém ofereceu um preço alto para que resolvêssemos algumas pendências neste navio.

— Quem?

O homem da cicatriz sorriu sem dizer uma palavra. Bernardo agachou-se, fixando o olhar nos olhos dele:

— Vocês não são atores que a Clara contratou de propósito?

— A Senhorita Clara... — O homem arrastou a pronúncia.

— Ela é realmente uma beldade, a pele é macia como seda. É uma pena, meus irmãos ainda não tinham se divertido o suficiente com ela!

Vuum.

Algo explodiu na mente de Bernardo.

— O que você disse?! — ele perguntou, pausadamente, cada palavra carregada de fúria.

O homem da cicatriz exibiu um sorriso sinistro.

— Na verdade, temos que te agradecer. Foi você quem a entregou de bandeja para a nossa diversão!

Bernardo levantou-se num salto, cambaleando. Não podia ser. Impossível!

— Capitão! — Um tripulante desceu correndo, em pânico.

— Problemas! Três lanchas rápidas surgiram no sudoeste e estão se aproximando rápido! Elas carregam a bandeira de caveira!

Antes que ele terminasse de falar...

Boom!

O casco do navio vibrou violentamente!

O som de uma explosão veio do convés superior, misturado aos gritos e clamores da multidão.

— Piratas! São piratas!

— Socorro!

Bernardo empalideceu e correu em direção ao convés.

O caos já havia se espalhado. Bandidos armados e vestidos de preto surgiam de todos os lados, atacando quem vissem pela frente; o som de tiros ecoava por toda parte.

O salão de baile transformara-se em um abatedouro.

A pirâmide de champanhe estava estraçalhada, e o sangue misturava-se ao vinho pelo chão.

Letícia, empurrada pela multidão para um canto, viu Bernardo e correu chorando em sua direção:

— Bernardo! Me salve! Estou com tanto medo!

Bernardo segurou-a pelos ombros:

— Não tenha medo, eu estou aqui!

Nesse instante, o navio deu um solavanco. Bernardo viu que a corda presa à popa parecia prestes a arrebentar!

Clara!

Ele soltou um rugido baixo, deixou Letícia de lado e correu desesperadamente em direção à popa.

O olhar de Letícia brilhou com rancor, mas instantaneamente ela mudou para uma expressão benevolente:

— Bernardo, salve a minha irmã primeiro! Eu ficarei bem!

Bernardo hesitou por um segundo, mas acabou correndo na direção de Clara.

No entanto, ao chegar à popa, percebeu que a corda havia se rompido. Clara havia desaparecido.

— Como isso aconteceu? Onde ela está?!

— O rosto dele ficou cadavérico.

Letícia aproximou-se, ofegante:

— Ela deve ter ficado com vergonha de nos encarar e fugiu primeiro!

A expressão de Bernardo suavizou-se levemente.

— Como ela pode ser tão egoísta! Eu pensei em salvá-la imediatamente, e ela nos abandona para fugir sozinha! Ele sequer parou para pensar: com todos os botes salva-vidas destruídos por ele mesmo, como Clara poderia fugir?

Nesse momento, um pirata avançou contra Bernardo com uma arma. Letícia jogou-se na frente com todas as suas forças, e o sangue tingiu seu peito.

— Você quer morrer?!

— Bernardo estava possesso de raiva! Ele chutou o pirata para fora do navio com violência.

— Letícia, por que você foi tão boba? Ele envolveu Letícia nos braços, transbordando culpa e piedade.

Letícia, com a voz fraca, sussurrou:

— Bernardo, eu sei que seu coração pertence apenas à minha irmã. Eu não quero nada, só quero que você fique bem.

Bernardo ficou profundamente comovido. Ele depositou um beijo carinhoso na testa de Letícia e virou-se para o mordomo, rangendo os dentes:

— Reúna os homens! Vamos expulsar esses piratas agora!

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