localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Cativeiro do Amor Tóxico Capítulo 8

《O Cativeiro do Amor Tóxico》Capítulo 8

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O coração de Maya, após ser impiedosamente ferido por ele tantas vezes, estilhaçou-se por completo, restando apenas um desespero sem fim.

Depois daquele dia, Maya foi levada à força por Dante para uma mansão isolada para seguir com a gestação. Havia empregados e seguranças na casa vinte e quatro horas por dia; ela acabara se tornando o que mais detestava: um pássaro na gaiola.

No dia em que o grande concurso terminou, Nara apareceu. Todos na mansão a receberam com extrema reverência.

— Bom dia, senhora.

Maya folheava um tediante livro de cuidados com o bebê, sem sequer levantar o olhar.

— A que devo a honra, Sra. Rocha?

Ao ouvir o título, Nara sorriu vitoriosa e jogou um pacote de iguarias caras sobre a mesa de centro.

— Afinal, a criança no seu ventre terá que me chamar de mãe um dia. Vim trazer algo para fortalecer o bebê.

Maya ergueu os olhos e lançou um olhar desdenhoso para o presente.

— Que nobre da sua parte aceitar isso tão bem. Realmente, a Sra. Rocha tem uma classe diferenciada.

Nara sentiu a estocada, e um brilho de maldade cruzou seus olhos por um instante. Mas logo o disfarçou com um sorriso arrogante, tirando um troféu prateado da bolsa e colocando-o diante de Maya.

— Eu não perco meu tempo com um lixo que nunca mais pisará em um palco. Afinal, agora sou eu quem ocupa o seu lugar no topo do pódio.

— Assim que eu tiver o bebê e me recuperar, eu mesma retomarei o meu posto de campeã — rebateu Maya, tentando manter a firmeza, apesar da angústia.

Nara soltou uma risada de puro escárnio.

— Recuperar? Uma mulher velha e lesionada... o médico não te avisou que você nunca mais poderá dançar? Com o que você pretende competir comigo?

A risada desdenhosa de Nara e os olhares de deboche das empregadas ao redor eram como facas perfurando o coração de Maya.

— Como você sabe da minha lesão?

Nara lançou um olhar provocador, respondendo com falsa piedade:

— Basta que eu queira, e o Dante move montanhas para me satisfazer.

Ao ouvir isso, o brilho no olhar de Maya desapareceu instantaneamente. Seu nariz ardeu e toda a postura de enfrentamento ruiu. Ela soltou o livro, sem forças.

Dante... ele sabia o que o balé significava para ela. Ele fora capaz de falsificar o laudo médico dela apenas para que Nara pudesse ocupar o seu lugar.

Toda a dedicação e o amor de Maya por todos esses anos perderam o sentido naquele momento; tornaram-se uma piada de mau gosto. Tudo o que ela mais se orgulhava de ser fora destruído pelo homem que ela mais amou.

Maya sentiu como se tivesse levado um golpe violento na cabeça, incapaz de reagir por um longo tempo.

— Cuidem bem da Srta. Maya. Afinal, sou eu quem criará essa criança no futuro.

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A imagem de Maya desolada deu um prazer imenso a Nara, que deu a ordem às funcionárias com um humor radiante antes de sair.

Maya não tinha energias para lidar com os olhares estranhos das servas. Voltou para o quarto em transe. Ao fechar a porta, sentiu o corpo ceder e escorregou até o chão, deixando que as lágrimas silenciosas banhassem seu rosto.

Ela pegou o celular, escreveu e apagou várias mensagens para Dante, mas acabou não enviando nada. A dor em seu peito era tão sufocante que ela percebeu, ao olhar seus contatos, que não tinha ninguém a quem recorrer.

Às duas da manhã, Maya teve um sangramento súbito. Dona Rosa, a governanta, ligou imediatamente para Dante.

Ele chegou às pressas, sem sequer tirar o roupão de seda. Assim que entrou, avançou sobre o médico da família com um tom agressivo:

— O que aconteceu? Por que ela está perdendo sangue?!

O médico permanecia de cabeça baixa, sem saber o que dizer diante da fúria de Dante.

— Por que perguntar o que o senhor já sabe? E por que culpar os outros? — A voz fraca de Maya surgiu da cama, com um olhar de pura resignação.

A mansão estava cheia de informantes de Dante; ele certamente já sabia da visita de Nara. Ele apenas não se importava, e não tinha coragem de repreender a noiva.

Dante encarou o sorriso amargo e irônico dela, com o semblante sombrio.

— Você está parecendo uma assombração, está horrível.

Maya percebeu que, quando o coração morre, o que sobra é apenas anestesia. Ela o olhou calmamente, sem qualquer brilho de emoção. Dante, incomodado com aquele olhar vazio, desviou o rosto e disse friamente:

— Apenas comporte-se. Quando a criança nascer, eu cuidarei para que não falte nada a ela.

Maya soltou um riso sarcástico:

— Meu irmão deu a vida por você, e você foi capaz de atacar o próprio sobrinho dele. Por que eu deveria acreditar que você cuidaria bem dessa criança?

— O que você quer desta vez? Diga logo.

— Eu quero que você salve o Luan.

— Maya, você está tentando usar seus joguinhos no lugar errado.

Ao ver os olhos dela começarem a marejar, Dante sentiu uma pontada estranha no peito e acabou cedendo.

— Pelo bem da criança, eu aceito.

Ele pegou o celular de Maya que estava sobre a mesa e virou-se para sair.

— A radiação do aparelho faz mal ao bebê. Vou guardá-lo para você por enquanto.

Ela sabia exatamente como Dante gostava que ela agisse. Em que momento o relacionamento deles chegara ao ponto em que só conseguiam se comunicar através de encenações?

Mas, e quanto a este bebê...

Maya acariciou suavemente o ventre, enquanto seus pensamentos se perdiam em um horizonte distante e incerto.

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