localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Cativeiro do Amor Tóxico Capítulo 7

《O Cativeiro do Amor Tóxico》Capítulo 7

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A visão de Maya tornou-se um borrão caótico antes de ela desmaiar sob a chuva torrencial.

Ao abrir os olhos novamente, tudo o que via era um branco infinito. Por um instante de confusão, ela pensou que tivesse morrido.

— Será que finalmente vou reencontrar meus pais e meu irmão?... — pensou ela, enquanto uma lágrima solitária escapava pelo canto do olho.

A dor aguda no corpo a trouxe de volta à realidade, e o cheiro forte de desinfetante invadiu seu nariz. Com um suspiro desolado, percebeu que estava de volta ao ambiente familiar do hospital.

— Doutor, o bebê está bem?

A voz de Dante vinha abafada do corredor. Maya apurou os ouvidos, prestando atenção em cada palavra.

— A paciente passou por um estresse emocional muito forte, e a posição do feto está instável. Se ela sofrer um aborto agora, dificilmente poderá engravidar de novo no futuro.

— Salve essa criança a qualquer custo — ordenou Dante.

Ouvindo a conversa, Maya levou a mão ao ventre levemente saliente e murmurou para si mesma:

— Agora a mamãe só tem você...

Enquanto estava perdida em pensamentos, uma voz feminina familiar surgiu do lado de fora.

— Dante, eu não sabia que ela estava grávida. Me perdoa, a culpa é toda minha.

A voz de Nara estava embargada, soando extremamente injustiçada.

— Ela veio falar comigo toda agressiva, me chamando de amante e mandando eu sumir. Ela até tentou me bater... os seguranças ficaram preocupados comigo e acabaram...

Antes mesmo que Nara terminasse seu teatro de culpa, Dante a puxou para um abraço apertado, acariciando seu cabelo para acalmá-la.

— A culpa não é sua. Ela colheu o que plantou.

Observando a silhueta dos dois abraçados através do vidro fosco da porta, Maya soltou um riso amargo. As lágrimas começaram a molhar as gazes em seu rosto.

— Dante, se você ainda a ama, eu estou disposta a desejar felicidades aos dois. Obrigada por todo o amor que me deu nesse tempo... acho que nunca encontrarei alguém como você de novo.

Nara começou a chorar de forma mais evidente, terminando a frase com um soluço abafado contra o peito de Dante. Ele segurou o rosto dela com delicadeza, secando as lágrimas com ternura e sussurrando:

— Nara, a única pessoa que eu amo é você.

Maya foi forçada a ser plateia desse drama romântico. Quanto mais gentil Dante era com a outra, mais profunda era a agonia em seu peito.

Nara continuou, entre soluços:

— Mas... então por que você quer que ela tenha o bebê?

— Eu não quero ver você sofrendo. Uma gravidez acaba com o corpo de uma mulher, e eu quero que a minha Nara esteja deslumbrante no topo do pódio quando ganhar o campeonato. Fora isso, que outra utilidade ela teria se não fosse para carregar um filho meu?

A voz de Dante carregava um tom leve, quase risonho, mas as palavras fizeram o sangue de Maya congelar.

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Então era isso...

Ela ficou deitada, imóvel, sentindo as feridas no rosto arderem sob as lágrimas.

— Maya. — Dante entrou no quarto sem que ela percebesse e tentou segurar a mão dela que estava sobre o cobertor.

Maya reagiu instantaneamente, recolhendo a mão com brusquidão:

— Não encosta em mim!

Dante franziu a testa, e sua voz tornou-se cortante:

— Que loucura é essa agora?

O contraste entre o amor e o desprezo dele era dolorosamente óbvio. Aquelas poucas palavras foram o estopim para que toda a humilhação, a raiva e o rancor acumulados transbordassem.

Maya apertou o tecido da camisola sobre o peito. Sentia como se seu coração estivesse sendo esmagado, e cada respiração trazia uma pontada de dor que se espalhava por todo o corpo. Pela primeira vez diante de Dante, ela perdeu totalmente a compostura, desabando em um choro convulsivo, quase perdendo o fôlego.

No jogo do amor, quem ama de verdade é sempre quem paga a conta mais cara. E nem mesmo seu filho escaparia dessa punição.

Dante observava o colapso de Maya com uma expressão sombria, mas não tentou se aproximar à força novamente. Somente quando os soluços dela tornaram-se roucos, ele falou, desta vez com um tom menos agressivo:

— Maya, por que está fazendo esse show todo?

Exausta e com o rosto manchado de lágrimas, ela soltou um riso sem vida e questionou o homem que amara profundamente por tantos anos:

— Dante, por que você quer tanto que eu tenha esse filho?

As pupilas de Dante dilataram-se levemente, e ele hesitou por uma fração de segundo.

— É porque você quer que eu saia do caminho da Nara... e esse filho também é para ela, não é?

O rosto de Dante escureceu no mesmo instante, e ele rosnou:

— Cale a boca!

A falta de negação era, para ela, a confirmação definitiva.

O coração de Maya parecia ter sido perfurado por mil facas. Mesmo com o rosto pálido e os olhos vazios, ela manteve um sorriso amargo nos lábios.

— Eu acertei.

Ela afirmou com determinação, apesar do brilho úmido nos olhos:

— Este filho é meu. Nem que eu morra, você não vai tirá-lo de mim!

Ele olhou para ela de cima, contemplando seu estado miserável, e soltou um riso frio:

— Se não fosse para poupar a Nara do sacrifício de um parto, você acha mesmo que eu permitiria que você desse à luz?

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