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《O Cativeiro do Amor Tóxico》Capítulo 6

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Triiiim... Triiiim...

O toque do celular interrompeu seus pensamentos sombrios. Maya viu o nome "Dante" brilhando na tela e, após uma breve hesitação, atendeu.

— É bom que tenha algo urgente para me dizer.

O tom hostil de Dante era mais frio do que o vento cortante que batia em seu rosto. Maya forçou a voz rouca, tentando conter o soluço iminente.

— Por que o cartão que você me deu está bloqueado?

Do outro lado, veio uma risada curta e carregada de impaciência.

— Dinheiro, dinheiro, sempre dinheiro... Estar comigo se resume apenas a isso para você? Eu te dou teto, comida e tudo o que você usa. Para que quer mais dinheiro?

— Quer sustentar algum amante com o meu suor? Maya, não me importa com quem você se diverte daqui para frente, mas nem pense em deixar nada acontecer com o meu filho!

Maya não conseguia acreditar que Dante fosse capaz de dizer algo assim. Ela tentou se defender desesperadamente, mas acabou engasgando com o ar frio.

— Dante, você sabe muito bem quem eu sou, eu nunca...

— Eu já te avisei: não mexa com a Nara.

Dante pareceu não ouvir uma palavra do que ela disse. Ele lançou essa última frase e desligou na cara dela.

O peito de Maya doía de tanto tossir e, ao som do sinal de linha cortada, as lágrimas começaram a cair pesadamente.

"Por que, nas histórias, o amor de infância sempre perde para quem acaba de chegar?"

"Conosco será diferente."

As palavras que Dante disse quando ela tinha vinte anos ecoavam em sua mente. Naquela época, a determinação no rosto dele iluminava o pequeno mundo de Maya. Agora, tudo havia mudado...

Enquanto estava perdida em seus devaneios, recebeu uma mensagem de um número desconhecido.

Eram fotos de Luan e um print de uma conversa. Maya reconheceu instantaneamente a foto de perfil de Dante.

"Enquanto aquela criança existir, a Maya terá motivos para continuar me perseguindo."

"Eu te ajudo com isso."

"Faça de forma discreta."

Aquelas poucas linhas fizeram a respiração de Maya travar. A dor em seu peito era tão aguda que parecia rasgar seus nervos a cada suspiro.

Com razão ele bloqueara o cartão; ele nunca quis que Luan sobrevivesse.

Dante, como você pode ser tão cruel?!

"Quer saber o que seu sobrinho disse para você antes de partir? Vá até a porta do Hospital Nantong, carro placa 2378."

Uma sensação de asfixia avassaladora tomou conta de Maya. Em um estado de transe, ela encontrou o carro indicado. Após hesitar por um instante, abriu a porta e entrou.

O veículo a levou até uma mansão isolada no subúrbio. Ao entrar, deparou-se com Nara sentada no sofá, apreciando calmamente uma taça de vinho tinto.

Maya a encarou com os olhos vermelhos de fúria, enquanto uma ideia ousada começava a tomar forma em sua mente.

— Foi você quem mandou a mensagem?

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Nara esboçou um sorriso desdenhoso, com um tom de voz provocante.

— Fui eu.

— Não temos nada para conversar.

— Ah, é? Então você não quer mais o dinheiro para salvar a vida do seu sobrinho?

Ao ouvir isso, os olhos de Maya se arregalaram em choque.

— Foi você quem fez isso?

Nara aplaudiu delicadamente, rindo como se tivesse encontrado um brinquedo novo.

— Inteligente... Com razão conseguiu ficar dez anos ao lado do Dante. Pena que pessoas espertas demais acabam sendo vítimas da própria esperteza.

Ela se aproximou de Maya, passo a passo, exalando triunfo.

— Bastou eu fazer um charminho e o dinheiro da cirurgia do seu sobrinho desapareceu.

Mesmo já esperando o pior, ouvir a verdade nua e crua fez o coração de Maya falhar uma batida. Ela cerrou os dentes e encarou Nara com frieza:

— O que você quer para deixar o Luan em paz?

Nara sorriu com escárnio, cheia de arrogância: — É esse o seu jeito de implorar por um favor?

Maya engoliu o orgulho e baixou a cabeça: — Por favor... deixe o Luan em paz.

— De joelhos.

Ao ver que Maya não se movia, Nara ergueu uma sobrancelha. — O quê? Não quer mais salvar o garotinho? Antes de cair, ele não parava de gritar: "Tia, está doendo, quero minha mamãe e meu papai". Foi tão patético que eu quase fiquei com pena... hahahaha!

Pensando em Luan, Maya cerrou os punhos e ajoelhou-se lentamente no chão frio.

— Eu imploro... deixe o Luan em paz!

Ao vê-la tão humilhada, Nara riu ainda mais alto.

— Esqueci de te contar: o Dante é quem cuida das despesas médicas do Luan. Eu não teria tanto poder assim para cancelar o seu cartão sem que ele soubesse. Você passou tantos anos com ele, e agora, basta um estalar de dedos meu para você não ter saída, a não ser a morte.

O olhar de Maya transbordava ódio. Pela primeira vez, ela perdeu totalmente o controle emocional.

— Nara! Se quer algo, resolva comigo!

Observando o sofrimento de Maya, o prazer nos olhos de Nara só aumentava.

— Se o Dante pode me descartar agora, um dia ele fará o mesmo com você — retrucou Maya. — Nara, você será a próxima "eu".

O rosto sorridente de Nara tornou-se instantaneamente uma máscara de fúria. Ela avançou e desferiu um tapa violento, fazendo a visão de Maya escurecer.

— Sua vadia!! Eu e você somos diferentes. A Senhora Rocha serei apenas eu!

O impacto do tapa fez os olhos de Maya sangrarem internamente, borrando sua visão.

— Joguem-na para fora!

Rapidamente, Maya foi arrastada e jogada para fora da mansão.

Nesse momento, uma tempestade desabava. Encharcada e trêmula, ela começou a caminhar com dificuldade de volta para casa. A chuva gelada a açoitava impiedosamente, misturando-se às lágrimas que ela já não conseguia distinguir.

Por que?

Por que quem chega por último tem direito a tudo?

Por que Dante foi capaz de, por causa de uma frase da Nara, empurrá-la pessoalmente para o abismo?

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