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《O Cativeiro do Amor Tóxico》Capítulo 5

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O coração de Maya deu um solavanco e, assim que ela recobrou os sentidos, começou a tentar soltar sua mão.

Mas não importava o quanto ela lutasse, a mão de Giovanni permanecia imóvel. Ele apenas repetiu, com firmeza:

— Eu assumo.

— O médico disse que seu corpo não está em condições de enfrentar um aborto. Tenha essa criança. Eu cuidarei de vocês dois.

Maya ficou em choque, sem conseguir articular uma palavra. Empalidecida, ela virou o rosto.

Ele tinha ido falar com o médico especialmente por causa dela... Enquanto isso, Dante...

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, uma voz cortante e autoritária interrompeu seus pensamentos.

— Treinador Giovanni, não há necessidade de ser tão caridoso a ponto de querer assumir um filho meu.

Giovanni virou-se e, ao ver Dante, seu olhar tornou-se sombrio instantaneamente. Ele não conseguiu conter o sarcasmo:

— Se não me falha a memória, Sr. Rocha, sua noiva se chama Nara Silva.

Dante caminhou até Maya, tomou a mão dela com força e a ergueu diante dos olhos de Giovanni.

— A Maya me ama. Eu sou o pai desta criança e você não tem o direito de se meter.

O coração de Maya disparou loucamente. Ela não conseguia desviar os olhos das mãos deles entrelaçadas.

Giovanni fixou o olhar em Maya e, ao vê-la encarando Dante sem sequer piscar, baixou os olhos para esconder o que sentia.

Os três permaneceram em um impasse silencioso, até que Giovanni, finalmente, deu as costas e partiu.

— Fique com a criança.

Ao ouvir essa frase dita com tanta casualidade, as pupilas de Maya se dilataram. A pequena chama de esperança que ainda restava em seu peito se apagou de vez.

Fosse sobre o destino do bebê ou sobre a permanência dela ao seu lado, parecia que tudo sempre dependia apenas de uma ordem dele. Ele sequer a olhara nos olhos durante todo o tempo.

Maya soltou a mão dele com brusquidão. A expectativa que sentia foi totalmente sufocada por uma onda de indignação.

— Dante! Esse filho não é só seu, e eu não sou um animal que você chama ou enxota quando bem entende!

Em mais de dez anos, aquela era a primeira vez que ela o enfrentava abertamente.

Dante franziu levemente o cenho, mas suavizou a voz. Seu tom carinhoso parecia o de alguém tentando acalmar um gato arisco.

— Seja boazinha. Não comece com seus ataques de birra.

Nos últimos anos, sempre que Maya ficava brava, era assim que ele a acalmava.

Antigamente, Maya acreditava que esse era o jeito de Dante mimá-la; agora, percebia que era apenas impaciência, um modo de fazê-la calar a boca.

Ela o observou, sentindo que ele era um completo estranho. Em suas lembranças, ele era um homem impecável, perfeito.

No fim, percebeu que um começo obscuro só poderia levar a um fim incerto.

As palavras de rejeição estavam na ponta da língua de Maya, mas ela acabou engolindo-as.

Esqueça... Ele simplesmente não se importa.

Maya entrou no carro de Dante em silêncio. Observando o reflexo do perfil inexpressivo dele no vidro da janela, sua amargura transformou-se em lágrimas silenciosas.

Ela ainda o amava?

Nem ela mesma sabia a resposta.

No dia seguinte, aproveitando que Dante havia saído, Maya foi ao hospital.

— Bom dia. Quero fazer um pagamento.

Maya entregou o cartão bancário no guichê de pagamentos da UTI.

A funcionária pegou o cartão e tentou passá-lo três vezes. Por fim, devolveu-o a Maya com um olhar polido, mas seco.

— Sinto muito, mas este cartão está bloqueado. Não é possível realizar a transação.

Maya estacou, a voz tingida de ansiedade:

— Como assim? Por favor, poderia tentar mais uma vez?

A funcionária suspirou, passou o cartão novamente, mas o resultado foi o mesmo.

— É melhor a senhora verificar com o seu banco.

Como Luan vivia na mansão dos Rocha e a companhia de dança cobria suas despesas, Maya nunca se preocupara com salário durante todos aqueles anos. Ela não tinha um centavo sequer consigo.

Maya pegou o cartão, apertando-o na palma da mão, e saiu do hospital sentindo-se humilhada.

Lutando para conter as lágrimas, ela discou o número de Dante.

— "O número chamado está..."

Como esperado, ele não atendeu. Ela insistiu várias vezes no número que sabia de cor, mas as lágrimas começaram a cair a cada nova decepção.

Desolada, ela começou a vagar sem rumo pelas ruas à beira do rio. Pela primeira vez, sentiu que sua vida era um completo fracasso.

Parada na margem, sentiu a brisa gelada que vinha das águas.

Maya observou a correnteza forte e, por um instante, pensou se a morte não seria o único caminho para a liberdade...

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