《Renascida das Profundezas: A Vingança de Um Coração Partido》CAPÍTULO 3

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— Bernardo! Os piratas estão chegando, eu te imploro, deixe-me ir, por favor!

Clara lutava para se soltar. — A Letícia não está grávida de um filho seu! Ela está mentindo para você!

Bernardo era estéril de nascença. Para proteger a autoestima dele, Clara guardara esse segredo por anos. Esse era o motivo pelo qual, na vida passada, ela nunca suspeitou de nada, mesmo quando Bernardo demonstrava uma preocupação excessiva por Letícia.

Bernardo parou bruscamente. Ele fixou os olhos em Clara, parecendo processar como ela sabia que Letícia afirmava estar grávida dele. — Mesmo que não fosse meu filho, ainda é uma vida. Você se recusaria a salvá-la?

Bernardo demonstrou uma decepção profunda. — Clara, eu não esperava que você fosse capaz de dizer algo assim só por ciúmes! — Piratas? Comigo aqui, que piratas haveria?

O sangue escorria da testa de Clara, manchando suas roupas de vermelho. — Bernardo, nesta vida eu nunca te pedi nada. Agora eu imploro: deixe-me ir, está bem?

A irritação crescia no peito de Bernardo. Letícia soltou um gemido de dor ao fundo. Ele fechou o rosto e suspirou com impaciência: — Uma vida está em jogo, Clara. Você está sendo extremamente imatura.

Bernardo arrastou Clara de volta à força, passando pelo meio de todos os convidados. Ao longe, a bandeira de caveira dos piratas se aproximava. Clara gritava desesperadamente: — Os piratas estão chegando! — Fujam todos, agora!

No entanto, o que recebeu foram olhares de deboche e sarcasmo da multidão. — Aquela não é a Senhorita Clara? O que ela está balbuciando? — Parece que, por inveja da proximidade entre a Senhorita Letícia e o Senhor Bernardo, ela se recusa a ajudar na emergência médica. Não acredito que ela chegou ao ponto de inventar essas loucuras! — Não é à toa que a família dela não a suporta. Uma mulher venenosa dessas deveria ser jogada ao mar para alimentar os peixes! — Ouvi dizer que a Senhorita Clara é estéril. O Senhor Bernardo não se importou em casar com ela, e em vez de ser grata, ela faz esse espetáculo. Que nojo!

O coração de Clara se tornou cinzas. Os passageiros naquele navio eram todos pacientes ou familiares de pessoas que ela mesma havia ajudado gratuitamente através de sua fundação beneficente. No início, Bernardo não queria trazê-los por achar trabalhoso, mas Clara insistiu, acreditando que uma viagem de casamento com um propósito social seria mais significativa. Agora, os frutos da bondade que ela plantou com as próprias mãos tornavam-se adagas afiadas cravadas em seu peito.

Gasp!

Clara começou a tossir e vomitar. — Bernardo... meu remédio... Ela estendeu a mão com dificuldade. Ela sofria de asma e sempre usava a medicação escondida.

— Até quando você vai continuar fingindo? Hein? Bernardo afastou a mão dela com rispidez. — Trate da Letícia agora mesmo!

Nesse momento, Letícia abriu os olhos lentamente. Bernardo aproximou-se imediatamente, com uma preocupação evidente em cada gesto: — Letícia, como você está? Sente dor em algum lugar? — Bê... eu queria comer morangos. — Está bem, vou buscar agora mesmo.

Bastou uma frase de Letícia para Bernardo sair apressado, sem dedicar um único olhar a Clara, que permanecia caída no chão.

— Irmã, olhe para você agora. Que coisa lamentável. Letícia caminhou até Clara, agachou-se e tirou um comprimido de efeito rápido, enfiando-o na boca de Clara. — Eu já te disse, você nunca vai ganhar de mim.

Clara levantou a cabeça com esforço: — Por que você está me ajudando? — Se você morrer, o Bernardo vai ficar triste e nunca mais olhará para mim. Por isso você não pode morrer. Pelo menos, não agora.

Letícia sorria, enquanto seus dedos gelados deslizavam pela face de Clara. — Irmã... qual é a sensação de morrer no fundo do mar? Aquela água... era muito gelada?

As pupilas de Clara se contraíram violentamente. Um calafrio sem precedentes percorreu todo o seu corpo. Letícia também havia renascido!

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