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《A Noiva do Irmão Mais Novo》Capítulo 24

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Com o sangue de Henrique, o estado de Gabriel finalmente se estabilizou. No quarto do hospital, Beatriz não parava um segundo, cuidando de cada detalhe da recuperação de Gabriel. Henrique, ainda pálido pela doação, observava a cena com amargura e não tardou a soltar seus comentários sarcásticos:

— É realmente irritante ver você se dedicando tanto a ele. Todo esse cuidado costumava ser meu.

— O que o Gabriel tem de tão especial? O que ele fez para você se aliar a ele e se virar contra mim?

O quarto mergulhou em um silêncio prolongado. Quando Henrique já achava que não teria resposta, Beatriz falou suavemente, sem parar o que estava fazendo:

— Na noite em que você mandou quebrarem a minha perna, foi ele quem me salvou.

A expressão de Henrique mudou drasticamente. Pela primeira vez, um vislumbre de culpa surgiu em seu olhar.

— Você... você sabia que fui eu quem planejou aquilo?

Beatriz assentiu, mas continuou sem olhar para ele:

— Eu sempre soube. Eu sabia inclusive que, naquela noite, você estava em casa consolando a Soraia e propositalmente não abriu a porta para mim.

— Henrique, pergunte a si mesmo: você alguma vez me amou? Desde que a Soraia voltou, você a protegeu em cada momento, me fazendo sofrer. E desde que descobriu a verdade sobre ela, voltou rastejando para pedir que eu ficasse ao seu lado.

— Para você, nem eu nem a Soraia somos pessoas; somos apenas troféus, posses. Você está desesperado para que eu volte não por amor, mas por puro orgulho ferido.

— Você é como uma criança que teve seu brinquedo roubado. Você não suporta o fato de eu ter sido "levada" pelo Gabriel.

— Henrique, você não entende nada sobre o amor.

As palavras dela o atingiram em cheio. Henrique levantou-se abruptamente, derrubando a cadeira com o movimento brusco. Ele agarrou as mãos de Beatriz e começou a gritar, furioso:

— Eu não entendo o amor? Como ousa dizer isso? Eu te dei poder! Te dei luxo! Dei à sua mãe o melhor tratamento médico do mundo! Sem o meu apoio, o que seria de você? O que seria da sua mãe?

— Por isso! Por tudo o que fiz, mesmo que eu tenha errado, você deve me perdoar! Você

tem

que me perdoar!

Beatriz olhou para ele e sentiu vontade de rir. Tantos meses de angústia haviam drenado sua paciência; ela nem se deu ao trabalho de lutar para soltar as mãos. Apenas proferiu sua primeira resistência real e contundente em anos:

— Por que eu deveria?

Henrique ficou atordoado com o questionamento. Ele paralisou, sem saber o que dizer, apenas balbuciando um "o quê?".

— Henrique, nossa relação nunca foi desigual. Você investiu dinheiro e recursos que, para você, eram insignificantes. Eu investi a única coisa que eu tinha: minha sinceridade e minha dignidade.

— Estávamos quites. Com que direito você exige que eu me coloque em uma posição inferior? Com que direito exige que eu te perdoe incondicionalmente por todas as suas atrocidades?

— Quando você diz isso, não está apenas me desrespeitando; está desrespeitando tudo o que vivemos um dia.

Henrique nunca tinha visto Beatriz assim: calma, firme e inabalável. Por um instante, ele sentiu um pânico real, um medo de que algo tivesse se quebrado permanentemente e que, não importasse o quanto tentasse, as coisas nunca voltariam a ser como antes.

Em um ato reflexo de negação, ele tentou arrastá-la para fora do quarto pelo braço:

— Você só está magoada. Assim que voltar para mim, farei com que se apaixone novamente.

Enquanto ele a puxava, uma voz masculina e rouca ecoou pelo quarto, subindo como um espectro sombrio nos ouvidos de Henrique:

— Irmão... para onde pensa que está levando a minha esposa?

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