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《A Noiva do Irmão Mais Novo》Capítulo 11

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Desde que a família de Beatriz caiu em ruína e o acidente aconteceu, ela não ouvia a voz da mãe há muito tempo. Era um silêncio tão prolongado que ela estava disposta a agarrar qualquer fio de esperança, por menor que fosse.

Sem hesitar nem por um segundo, ela se levantou cambaleante e fez uma reverência profunda diante de Soraia.

— Soraia, a culpa foi minha. Eu não deveria ter perdido o controle e tentado te estrangular. Me desculpe.

Soraia a observava de cima, com um olhar de superioridade absoluta, deixando Beatriz curvada por um longo tempo sem permitir que ela se erguesse. No fim, Henrique, não suportando mais a cena, interveio:

— Soraia, a Bia já se desculpou. Você já deve estar mais calma agora, não?

Se Henrique não tivesse dito nada, talvez a situação passasse, mas suas palavras só fizeram Soraia fechar o rosto novamente.

— Já que você abriu a boca, eu sou obrigada a me acalmar, não é?

— E você ainda diz que sou sua melhor parceira, que nunca me deixaria ser humilhada... Pelo visto, eram só palavras.

— Eu só pedi um simples pedido de desculpas e você já está morrendo de pena dela?

— No começo, eu só estava preocupada com você, querendo que você economizasse dinheiro, e agora saio como a vilã da história.

— Vá embora logo. Ver você trocando os amigos por mulher me dá náuseas.

Ao ouvir isso, Henrique murchou imediatamente e começou a bajular Soraia:

— O que eu preciso fazer para você perdoar a Bia? O que te faria feliz?

Soraia abriu um sorriso astuto, com os olhos brilhando de malícia.

— Você deve ter alguns vídeos íntimos com a Bia no seu celular, não tem? Deixe-me ver e eu a perdoo de verdade.

O rosto de Beatriz ficou pálido de horror e indignação. Ela apontou para Soraia e começou a gritar:

— Soraia, você perdeu o juízo? Como tem coragem de dizer uma obscenidade dessas?

Soraia fez um biquinho e olhou para Henrique.

— Dizem que amigos são como nossos próprios membros e mulheres são como roupas. Por que você teria vergonha de mostrar uma roupa que pode tirar a qualquer momento para o seu melhor parceiro?

— Além disso, quando você era mais novo e estava descobrindo essas coisas, não fui eu quem te ajudou a "resolver"? Por que essa timidez agora?

Soraia era implacável, decidida a conseguir o que queria. Beatriz, vendo a expressão hesitante de Henrique, explodiu de ódio. Ela pegou um objeto que estava sobre o criado-mudo e o arremessou contra ele.

— Henrique! Você é um animal? Como pode sequer hesitar diante de um pedido desses?

Henrique rangeu os dentes e ajudou Beatriz a se sentar novamente na cadeira de rodas.

— Soraia, eu posso aceitar qualquer condição, menos essa. Isso seria uma humilhação excessiva para a Bia.

Beatriz suspirou de alívio, pensando que Henrique ainda tinha um pingo de sanidade. Soraia, porém, bufou de insatisfação.

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— Henrique, você está sendo dramático. O que tem demais em compartilhar algo entre parceiros?

— Se você começou a me tratar como uma estranha, então este lugar não é mais para você.

Ela virou as costas para ele. Henrique suspirou pesadamente, mas apenas acenou para os seguranças.

— Levem a Bia para casa.

Beatriz agarrou a manga da camisa de Henrique, como se temesse que ele esquecesse o acordo.

— Henrique! Os remédios da minha mãe!

Ele deu um tapinha na mão dela para acalmá-la. Quase no mesmo instante em que saiu do quarto, Beatriz começou a esfregar freneticamente as costas da mão, tentando apagar a sensação de nojo por ter sido tocada por ele.

Nos dias seguintes, Beatriz permaneceu em casa recuperando-se dos ferimentos. Enquanto Henrique passava o tempo no hospital cuidando de Soraia, Gabriel aproveitou a oportunidade para corroer silenciosamente o poder e as ações de Henrique na empresa.

Henrique, com toda a atenção voltada para Soraia, negligenciou os negócios e não percebeu as manobras de Gabriel. Tudo estava correndo conforme o plano de Beatriz.

"Bia, já tomei grande parte do território do meu irmão. Restam apenas alguns conselheiros teimosos, o que levará mais um tempo."

"Vou resolver tudo o mais rápido possível e te tirar das garras daquele monstro."

"Não tenha medo. Espere por mim."

Beatriz leu a mensagem no celular e suspirou. Embora Gabriel fizesse parecer fácil, ela sabia que Henrique, com anos de experiência no mercado, tinha raízes profundas. Gabriel deve ter enfrentado grandes dificuldades para causar tanto dano em tão pouco tempo.

Apesar de sua perna estar melhor, caminhar ainda era um suplício, e ela dependia da cadeira de rodas. Ao chegar ao hospital, Beatriz estava exausta e suada, mas ao abrir a porta do quarto de observação especial de sua mãe, encontrou o lugar vazio.

Desesperada, ela saiu para o corredor e agarrou a primeira enfermeira que viu.

— Onde está minha mãe? Por que ela não está no quarto?

A jovem enfermeira, que não parecia conhecê-la, respondeu confusa:

— Esse quarto de observação está vazio há muito tempo.

— Havia uma senhora aqui antes, mas ela foi transferida para a ala comum e nunca mais retornou.

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